– Corinthians 2×0 Mirassol: a pressão externa funcionou?

Falamos ontem sobre a pressão que o presidente da Gaviões da Fiel fez sobre a arbitragem, ameaçando-a. Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2026/10/30/vale-tudo-para-evitar-o-rebaixamento-a-ameaca-do-presidente-da-gavioes-aos-arbitros-2/

Eis que nessa noite, ainda no primeiro tempo, aos 20m o atleta Bruno Santos (MIR) bateu boca com André Ramalho (SCCP). O motivo foi uma situação em que Bruno se desvencilhava de André, usando o braço e atingindo-o. Isso chama-se lance temerário, típico de Cartão Amarelo. Acertou naquele momento o jovem Matheus Delgado Candançan.

Só que…

O VAR José Cláudio da Rocha Filho chamou o árbitro e mudou-se para Vermelho, alegando agressão deliberada. Fora os acréscimos, o Mirassol injustamente jogou com 1 atleta a menos com o estádio lotado. Estava 0x0, e o jogo acabou por 2×0.

Penso: Oscar Roberto Godói, Dulcídio Wanderley Boschilla, e outros grandes árbitros mudariam sua decisão, se chamados pelo VAR?

Não tenho dúvida: árbitro lê o noticiário e sabe dos bastidores. Mais do que isso: com meia dúzia de pessoas na cabine, ele transfere a responsabilidade para todos os que estão lá. Enfim: sentiu a pressão.

A pergunta é: e se fosse o contrário? Expulsaria-se (pela pressão)?

– Vale tudo para evitar o rebaixamento? A ameaça do presidente da Gaviões aos árbitros:

Alexandre Domênico é o presidente da Gaviões da Fiel Torcida, a maior organizada do Corinthians.

Eis que Alê, como é conhecido, publicou a seguinte ameaça no Instagram aos árbitros que apitaram os jogos do Corinthians, que podem decidir ou não o futuro do clube na série B no ano que vem:

Óbvio que isso é ameaça. Não é porque há muito analfabetismo funcional no país, que o ar intimidatória não fica nítido.

Cadê a ANAF, a Abrafut ou qualquer outra entidade dos árbitros se manifestando?

A CBF pediu para o Ministério Público tomar providências, mas… a Comissão de Arbitragem, a partir de agora, tem que escalar os melhores e os mais cascudos para esses jogos.

Lamentável que isso aconteça. Mas cá entre nós: quais erros crassos contra o Corinthians (e quais a favor) foram vistos nesse ano?

 

– Dois erros em favor do Palmeiras, e Abel não se manifesta.

Que a arbitragem brasileira está passando por um momento delicado, sabemos. Mas não gosto de hipocrisia. 

Quando há um erro contrário ao Palmeiras, sua comissão técnica surta! Quando há erro a favor, se cala. 

Compartilho os lances das duas últimas rodadas, em: https://youtu.be/Ks6OvUawcoQ?is=cZtaHIylOzCKsZmc

– O Fair Play não repercute? Sobre Renan Lodi e Rodrigo Caio.

Estamos cansados de ver pênaltis escandalosos, claríssimos, e veementemente negados pelos jogadores que o cometem. Idem aos que simulam sofrer pênaltis e rolam no chão como se fossem atropelados por “uma jamanta”.

Quando alguém pratica um raro Fair Play, deve ser aplaudido – embora muitos condenem.

Renan Lodi cometeu pênalti em Léo Pereira no Flamengo vs Atlético. Muita reclamação (como de costume) e insinuações de favorecimento ao Mengão. Entretanto… Lodi afirmou que cometeu pênalti sim, e pediu desculpas aos companheiros.

Lembrei-me de Rodrigo Caio, na semifinal entre São Paulo x Corinthians de 2017 (onde foi muito mais significativo o ato): Jô disputava a bola com Rodrigo Caio e ambos se enroscaram com Renan Ribeiro.  Luiz Flávio de Oliveira marcou falta de Jô em Renan, e aplicou o Cartão Amarelo (seria o 3º do atacante, que estaria suspenso do jogo de volta). Eis que Rodrigo Caio foi ao árbitro e confessou ter sido ele quem tocou o companheiro. De tal forma, desmarcou-se a falta e retirou-se o cartão, habilitando Jô (que era titular e estava em boa fase) a jogar contra o Tricolor no mata-mata.

Óbvio que o ato de Renan Lodi não teve a mesma repercussão de Rodrigo Caio. Mas pela rivalidade que o Galo Mineiro criou contra o Flamengo, valeriam alguns aplausos pela honestidade (tão rara no futebol brasileiro).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Chapecoense (Rodada 33 do Campeonato Brasileiro 2026 da Série A).

E para o confronto do Massa Bruta contra a Chape, no Municipal, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães – RJ
Árbitro Assistente 1: Luanderson Lima dos Santos – BA
Árbitro Assistente 2: Ana Vitória Trindade Ferreira – RJ
Quarto Árbitro: Ruthyanna Camila Medeiros da Silva– PB
Assessor: José Mocellin – RS
VAR: Michel Patrick Costa Guimarães – MG
AVAR: Helen Aparecida Gonçalves Silva Araújo – MG
AVAR2: Pathrice Wallace Correêa Maia – RJ
Observador de VAR: Raimundo Nonato Lopo de Abreu – DF
Quality manager: Larissa Ramos Monteiro – BR

Veteraníssimo, chamado algumas vezes pejorativamente de “ex-árbitro” (não gosto desse termo, particularmente), é surpreendente que esteja ainda apitando a série A. Wagner Magalhães vira e mexe tem problemas técnicos nos jogos que apita (seja no ano passado contra o Fortaleza pela Copa do Brasil, ou contra o Red Bull Bragantino em diversos jogos do Brasileirão).

Correndo muito pouco dentro de campo, e isso tem sido uma crítica que fazemos nos jogos que ele têm apitado, não faz sentido insistir em tais nomes. E a renovação?

Tal jogo era para ser escalado algum árbitro jovem, promissor, com vontade de despontar.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Chapecoense pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta-feira, 28/10, 19h30. Mas desde às 18h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Santos 1×1 Bahia: Neymar expulso pela Lei Vini Jr.

O que realmente disse Neymar?

Aliás, ele esqueceu ou não sabia que está proibido colocar a mão na boca em discussão contra o adversário (a Lei “Vini Jr”)?

Cada vez mais acho que o jovem Neymar de 18 anos era mais jogador (e mais responsável) do que o atual…

– Análise da Arbitragem de Palmeiras 2vs0 Red Bull Bragantino. Avisamos sobre o Bráulio…

No aniversário de 60 anos de Vágner Mancini nesse sábado, um verdadeiro “presente de grego” do árbitro...

Bráulio da Silva Machado, que aposentou / desaposentou, sempre teve os seus percalços e erros na carreira. Com 47 anos, alertamos que, apesar da boa arbitragem no recente Palmeiras x Bahia, havia sempre problemas técnicos em suas atuações.

Dito e feito. O jogo estava tranquilo, a primeira falta ocorreu apenas aos 23 minutos do primeiro tempo (foram somente 5 no primeiro tempo todo) e atuava bem. Até aquele momento, um jogo muito bem jogado, bastante Fair Play, com pênalti corretamente marcado por imprudência aos 30 minutos (vide anotações minuto-a-minuto-abaixo, com a explicação do lance). Idem aos 2 cartões amarelos aplicados.

Porém… Bráulio dá 7 minutos de acréscimo (totalmente exagerado, não houve necessidade de VAR, nem atendimentos médicos em campo, nem paralisações, e com bastante tempo de bola rolando).

Eis que aos 50 minutos, Guzmán foi dividir a bola de cabeça com Barboza, todo espalhafatoso. Ele pula com o braço aberto (sem intenção, mas em movimento antinatural) e a bola NÃO TOCA nele. Não há desvio, não interfere em nada (até porque a bola não bateu). Barboza, quando cabeceia a bola para o gol, vê a mesma passar por Guzmán de novo, com o braço em movimento natural (ou seja, não infracional) e a bola também NÃO BATE nele novamente. Portanto, nada a marcar.

Bráulio está bem posicionado e avisa que não foi nada. É lance dele, com campo de visão aberto. Eis que Wagner Reway, o árbitro de vídeo, chama para revisar no monitor. O jogo fica mais parado naquele momento do que nos 45 minutos jogados. As imagens fornecidas pelo VAR mostraram falta de nitidez, pois não se vê a bola ser tocada na mão nem antes e nem depois da cabeçada de Barbosa. E insiste-se em ficar no monitor. Dois minutos depois do lance, há a decisão de marcar pênalti.

Aqui, quatro erros:

– O lance polêmico ocorreu durante o excesso dos acréscimos equivocados;

– Não houve toque de bola na mão (nem voluntário e nem antinatural);

– Não era lance do VAR, pois o árbitro estava com campo de visão aberto; e

– Com a demora em se decidir, sem nitidez e sem imagem mostrando claramente o contrário, respeite-se a decisão de campo.

No segundo tempo, Bráulio mudou o critério: começou a apitar várias faltas que não apitava. Clima ficou pesado, deixou de aplicar alguns cartões e aplicou outros. E aí, foi para a “configuração inicial”: de novo, mudou o critério de faltas. Se perdeu nesse quesito.

Em especial, aos 35m, uma falta foi cobrada pelo Red Bull Bragantino e desviada para escanteio. Bráulio, curiosamente, errou e marcou tiro de meta ao Palmeiras (sendo que esse lance pode ser corrigido pelo VAR, desde não precise paralisar o jogo). Alix, infantilmente, foi reclamar com o Bráulio e colocou a mão nele. Cartão Amarelo bem aplicado.

E o erro final: no primeiro tempo, corrido e jogado, excessivos 7 minutos. No segundo, muito mais paralisado, com atendimentos médicos e substituições, apenas 6. Dispensa comentários…

Enfim, fica a pergunta: o lance capital, se fosse contra o Palmeiras, seria marcado igualmente?

Nesse momento do campeonato, se os adversários do Verdão quiserem reclamar, estão no seu direito.

(Aqui, uma postagem sobre “Por que os árbitros voltam suas decisões após o VAR chamar, mesmo estando corretos, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2026/10/21/por-que-se-volta-atras-quando-o-arbitro-vai-a-cabine-do-var/).

As anotações ao longo da partida, abaixo:

A primeira falta ocorreu somente aos 23m, partida bem jogada.

Pênalti em favor do Palmeiras bem marcado, por imprudência (não queria fazer a falta, mas o jogador adversário se desequilibra com o toque involuntário). Pênalti sem cartão (defendido por Volpi).

No primeiro tempo, Cartões Amarelos a Thiago Volpi (por reclamação) e Herrera (por agarrar ao adversário com o braço). Todos corretos.

Muito bom trabalho do árbitro Bráulio até aos 49 minutos, mas exagerado nos acréscimos: somente 4 faltas no 1º tempo até 45’, sem paralisações de VAR, e 7 de acréscimos.

Só foi elogiar… Bráulio entra na reclamação infundada de mão na bola de Guzmám, não foi, mas o VAR chamou.

Depois de uma “mesa redonda”, p ênalti equivocadamente marcado.

Aos 2m, Fabinho dá no corpo de Giay e deveria receber cartão amarelo. Não recebeu,..

Nitidamente, mudou o critério do árbitro, que começou a marcar mais faltas e o jogo mudou de clima.

Aos 18m, Gustavo Gomez evita o contra-ataque de Wallace Yan com uma falta temerária. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 24m, Bráulio deixou de marcar tudo.. Mudou o critério de novo.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras vs Red Bull Bragantino (Rodada 32 do Campeonato Brasileiro 2026)

E para o confronto do Massa Bruta contra o Verdão, na Arena Barueri, a CBF escalou:

Árbitro: Bráulio da Silva Machado – SC
Árbitro Assistente 1: Thiaggo Americano Labes – SC
Árbitro Assistente 2: Joverton Wesley de Souza Lima – RO
Quarto Árbitro: Emerson Ricardo de Almeida Andrade – BA
Assessor: Silvio Eduardo Silva e Silva – MA
VAR: Wagner Reway – SC
AVAR: Luís Diego Nascimento Lopes – PA
AVAR2: Vinícius Gomes do Amaral – MG
Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares – BRA
Quality manager: Arnaldo Jasson Araujo Santos – BRA

Bráulio perdeu o escudo da FIFA tempos atrás, e deixou de apitar. Muitos imaginaram que ele estava aposentado, mas se estava, a CBF “desaposentou ele” nessa temporada.

É muito curioso ver que, apesar da experiência, ainda tem vários problemas técnicos (está com 47 anos). Utiliza bastante o VAR em seus jogos (e Wagner Reway fará dupla com ele…) e costuma ter autoridade.

Nas partidas mais recentes, ele corrigiu um defeito: era muito espalhafatoso, e agora está mais discreto (o que é muito bom).

Que possa segurar os ânimos da Comissão Técnica palmeirense, sempre muito agitada. Vide o trabalho que ela deu ao memso árbitro, no último dia 08, contra o Bahia.

Acompanhe conosco o jogo entre Palmeiras vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 24/10, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Por que se volta atrás quando o árbitro vai à cabine do VAR?

Nesta semana, no Corinthians 1vs1 Vitória, o jogador André adiantou a bola, malandramente esticou a passada e buscou o contato físico com o defensor, caindo na área. Baita simulação, tentou cavar o pênalti e o árbitro Sávio Sampaio acertou em dar o cartão amarelo a ele pelo unfair-play.

Acontece que…

Como todo mundo sabe, o VAR chamou o árbitro e o convenceu a mudar de decisão, levando Sávio a tirar o Cartão Amarelo e marcar equivocadamente o pênalti.

  • Mas por que isso acontece?

Por uma lógica, pensando com a cabeça de árbitro:

Dentro de campo, o juiz de futebol está no calor da partida, sentindo o ambiente e a disposição dos jogadores. Ele está na vibração da partida! Ninguém melhor do que ele para tomar uma decisão. Entretanto, vez ou outra, na hora H um atleta pode lhe cortar a frente e ele não conseguir ver o desfecho de uma jogada, ou lhe cai suor nos olhos, ou qualquer outra coisa o impede de acertar. Aí vem o VAR, que deve chamá-lo. Mas em jogadas interpretativas (não erros-crassos), deve-se respeitar a decisão de campo. Só que existe um agravante: eu, árbitro, sou uma só pessoa dentro de campo, que está cansada e que posso errar. Na cabine, há VAR, AVAR 1, AVAR 2, às vezes AVAR 3, meia dúzia de aspones e um membro da Comissão de Arbitragem. Todos, vejam só, descansados, com inúmeras telas e no ar-condicionado. Se o árbitro de vídeo achar que estou errado, eu assumo que estou errado e “transfiro a responsabilidade” para essa tropa que está na cabine.

Repare: lamentavelmente, quando um árbitro é chamado a rever um lance de pênalti, ele frequentemente muda a sua opinião. Poucos batem no peito e mantém a sua decisão. Precisamos acabar com isso no futebol brasileiro.

– Tá todo mundo pilhado no futebol brasileiro. E parabéns, Gobi!

No meio de semana, Andrés Gomes acabou sendo expulso em Boca Juniors 0 vs 1 Vasco da Gama de maneira infantil. Cartão evitável, em que pese a arbitragem ruim de Piero Maza (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-1j4l).

No sábado, em Athletico 0 vs 2 Palmeiras, Andreas Pereira bobeou (talvez desconhecesse a regra) e foi expulso pelo segundo cartão amarelo de maneira bisonha ao chutar a bola extra na outra. (entenda aqui: https://wp.me/p4RTuC-1jfo).

Em Porto Alegre, no Grêmio 2 vs 4 Cruzeiro neste domingo, Kannemann deu uma entrada temerária em Kaio Jorge e recebeu corretamente o Cartão Amarelo. Eis que o defensor gremista recebeu a advertência e, de maneira desequilibrada, saiu fazendo “sinal de louco” em referência ao árbitro. Na sequência, fez o típico gesto de roubo com a mão e, flagrado pelo bom bandeira Bruno Boschilla, acabou sendo expulso após o assistente avisar o árbitro João Vitor Gobi. E reclamou ainda mais…

Aqui, penso: as 3 expulsões foram por falta de controle emocional e /ou desconhecimento de regra. O que os clubes estão fazendo para evitar essas situações? Estão advertindo os seus atletas ou “passando a responsabilidade” para o árbitro, alegando o velho discurso de que foram prejudicados?