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  <title>Red Pass</title>
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  <description>Red Pass - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Thu, 04 Jun 2020 21:14:45 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Thu, 04 Jun 2020 21:13:00 GMT</pubDate>
  <title>As Crónicas Regressam...</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p&gt;... quando for possível ver futebol no estádio. &lt;br /&gt;Até lá isto é outra coisa. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 08 Mar 2020 02:32:00 GMT</pubDate>
  <title>Vitória de Setúbal 1 - 1 Benfica: A Angústia Continua</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/vitoria-de-setubal-1-1-benfica-a-1190120</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1000px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;pizzi.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gad17da21/21720439_t4ZNh.jpeg&quot; alt=&quot;pizzi.jpg&quot; width=&quot;1000&quot; height=&quot;600&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois do cenário negro que aqui partilhei na última crónica, tentei reagir. Comecei a pensar onde era o próximo jogo e cheguei à conclusão que não poderia estar no Bonfim por compromissos profissionais. Um concerto na Sala Tejo da Altice Arena ia anular a minha ida a Setúbal e obrigar ver o jogo na televisão. Mas estava tão em baixo que nem pensei muito no sábado. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois veio a Gala e ouvi o Ferro, o Pizzi e Bruno Lage a falarem em dar a volta, recuperar e acabar com o mês terrível. Entusiasmei-me e fui ver horários. Afinal, o jogo até era cedo, isto bem organizado dava para ir ao Bonfim e sair a correr para o Parque das Nações e ficava com um sábado bem preenchido. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo certo, entrada cedo no Estádio para evitar as famosas filas do Bonfim. Tempo suficiente para olhar à volta e concluir que só o Benfica me faz ir a recintos destes. Se há estádio onde está tudo mal neste campeonato, é este em Setúbal. Até as escolha dos equipamentos me deixa desconfortável. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o que interessava era a bola rolar e ver o Benfica, finalmente, reagir e voltar a jogar bem até conquistar os 3 pontos. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A primeira parte foi passando e aquele sentimento de revolta e frustração que se tenha alojado no final do jogo com o Moreirense vai reaparecendo silenciosamente. Afinal, tanto discurso e o futebol voltou a ser o mesmo, para não dizer ainda pior. A primeira parte do Benfica em Setúbal não tem qualificação possível. Se era aquela reacção que os jogadores queriam mostrar, então podiam ter avisado que era só mais do mesmo. Tudo lento, tudo sofrido, tudo previsível. Parece outra equipa.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lage optou por tirar Weigl do onze, para tristeza de um grupo de alemães que estavam no sector visitante com uma bandeira do Dortmund, deixou Rafa no banco e apostou em Cervi e Samaris. Chiquinho voltou a ser chamado a segundo avançado. E o resultado de tudo isto é apenas e só mais do mesmo. A equipa está em falência técnica de ideias perante o espanto e desespero dos seus adeptos que mesmo assim enchem o espaço deles e apoiam do principio ao fim. Nem Adel a driblar, nem Vinicius a ser lançado, nem livres, nem cantos, nada. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nestas alturas de desespero temos que nos agarrar a qualquer coisa, neste caso foi o facto da equipa atacar agora para o nosso lado que ia dar melhor resultado. Temos marcado naquela baliza, vai correr melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Arranca a 2ª parte, toda aquela curva vermelha no Bonfim a acreditar que ia ser uma inspiração para os ataques do Benfica e o que acontece é o golo do Vitória! Surreal. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dá-se uma rápida reacção que leva à conquista de um penalti. Pizzi assume e marca. Benfica continua por cima e volta a marcar mas o golo é anulado por fora de jogo. A questão é: porque é que só depois de sofrer um golo é que a equipa começou a jogar assim?!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aos 76&apos; novo penalti. Pizzi volta a assumir. Escolhe o lado contrário e falha. Porque é que a marca de penalti é uma ilha de areia, não sei responder mas o Pizzi já tinha a experiência de ter marcado o primeiro. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até ao fim foi reviver tudo de novo. Uma espécie de pesadelo sem fim. O futebol do Benfica bloqueou e não há forma de vermos o futebol que queremos. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais um angustiante empate que nos mostra que não é com palavras e promessas que se sai deste buraco que têm sido as exibições do Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto tudo só não é ainda mais dramático porque o líder tem uma atracção misteriosa pelo abismo que faz com que não descole. E, portanto, adiamos mais uma semana este sofrimento. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a próxima semana, o Porto vai a Famalicão e o Benfica recebe o Tondela. Animador? Devia ser mas uma pessoa pensa no que tem sido o futebol do Benfica nos últimos tempos e assusta-se. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nova oportunidade para mostrar alguma vontade de mudar este negro cenário, para todos. Para a equipa técnica e para os jogadores: Reajam a sério! &lt;/p&gt;</description>
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  <category>liga 2019/20</category>
  <category>crónica de jogo</category>
  <category>vitória setúbal</category>
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  <pubDate>Tue, 03 Mar 2020 00:10:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 1 - 1 Moreirense: Ultrapassados</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-1-1-moreirense-ultrapassados-1189659</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;ESI3EgXW4AAfTkV.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G1118f62f/21708097_6qUWF.jpeg&quot; alt=&quot;ESI3EgXW4AAfTkV.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;854&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Informo já à partida que se chegaram aqui à procura de alguma esperança e conforto é melhor voltarem noutro dia. O que tenho para partilhar não é bonito. A última vez que me senti assim tão num pós jogo foi em 2013 depois do empate com o Estoril. Foi a pior noite que passei nos últimos sete anos. Se estiverem intrigados porque não menciono o dia do clássico de Abril de 2018, eu explico. É que perder para um adversário directo um jogo decisivo é doloroso mas é um risco que temos de assumir no futebol. Agora, quando se perde pontos contra equipas de outro universo que não o da luta pelo título é como levar um tiro no peito. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não conseguir vencer o Moreirense em casa numa altura decisiva da temporada, depois do adeus Europeu e de um ciclo de seis jogos só com uma vitória vira novamente o contexto da postura da equipa nesta altura. Nos últimos anos o Benfica habituou-nos a resistir na frente nas rectas finais dos campeonatos mesmo com margens de erro muito curtas ou inexistentes. Aquela quebra que custou seis dos sete pontos de avanço levava o desafio para um novo nível, não falhar mais tal como no ano passado. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Numa jornada que o Porto ia aos Açores e o Benfica recebia o Moreirense não era expectável um tropeço destes. Olhando para os jogadores disponíveis e para aquilo que tem sido a equipa do Benfica esta temporada, nem se pode falar em escolhas polémicas. Era o 11 mais forte disponível para esta jornada. O problema está na qualidade do futebol jogado. Dos nervos que passam do relvado para a bancada e vice versa, da desinspiração individual e colectiva que Samaris assumiu na flash interview. Tudo é demasiado doloroso. Veja-se o momento em que Pizzi desperdiça o penalti. Basta lembrar que há um ano a equipa transpirava confiança, tanto fazia dar 10-0 como vencer com um golo no final contra o Tondela. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que sinto agora é o inverso, falta confiança, falta certeza na hora das decisões. O tempo passa depressa e tudo parece acontecer demasiado precipitado no relvado. A equipa técnica é a mesma e os jogadores não mudaram muito de uma época para outra. Isto é o que me deixa mais perdido na bancada, olho à volta e só vejo desespero. Ninguém entende nada do que se passa, todos resmungamos e a cada ataque do Benfica todo Estádio espera um milagre que não acontece. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No fim do dia fomos ultrapassados. Já não depende de nós sermos campeões esta temporada. Isto era a única coisa que não podia acontecer e aconteceu. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que nos espera daqui para a frente não é nada animador, saber que podemos ganhar os jogos todos e mesmo assim não servir para nada. E com uma vitória nos últimos sete jogos onde se vai buscar forças e motivação para cumprir esse serviço mínimo? &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lá estarei no Bonfim à espera de uma reacção mas agora sem nenhum entusiasmo. Não ter o nosso destino na mão tira-me todo e qualquer optimismo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fico a aguardar por uma noite inversamente proporcional a esta em termos de resultados inesperados. É o que nos resta. E isso é duro, muito duro. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>crónica de jogo</category>
  <category>liga 2019/20</category>
  <category>moreirense</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-3-3-shakhtar-frustrante-1189535</guid>
  <pubDate>Fri, 28 Feb 2020 01:20:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 3 - 3 Shakhtar: Frustrante </title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-3-3-shakhtar-frustrante-1189535</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;ER0agKyVUAAkW0X.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gd218b18e/21701251_ybMZK.jpeg&quot; alt=&quot;ER0agKyVUAAkW0X.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;854&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os anos passam e esta sensação de frustração europeia é sempre igual. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu sou de 1973, aos 10 anos, em 1983, vivi logo uma fabulosa experiência europeia que foi ver todos os jogos do Benfica na Luz até aquela final com o Anderlecht. Em dez anos aprendi a gostar do Benfica, descobri o chamamento do Estádio da Luz, a sedução do vermelho das camisolas, o ritual da multidão a dirigir-se da Estrada de Benfica para o Estádio e as bancadas de cimento. Mas o momento que marcou esta ligação ao clube aconteceu na primeira vez  que me levaram a um jogo das competições europeias à noite. Já tinha vibrado com imagens de um jogo com o Torpedo de Moscovo mas conhecer as famosas noites europeias da Luz foi o clique que faltava para transformar uma simpatia em paixão. A força brutal daquelas torres de iluminação, a atracção pelo desconhecido à volta dos nossos adversários, o peso da responsabilidade de representar o nosso país num compromisso europeu e, o mais forte, o desafio do Benfica tentar recuperar o brilhantismo que popularizou o clube nos anos 60. As primeiras experiências na Luz em noites europeias foram fascinantes por tudo o que rodeava o jogo. Só tive a real consciência do peso futebolístico destas noites em 1981. Já tinha visto alguns jogos mas foi nessa eliminatória com o Fortuna Dusseldorf que me apercebi de toda a responsabilidade que envolve estas noites. O jogo esteve 0-0 até perto do fim e toda a gente à minha volta estava contente. Eu não estava a perceber porque é que um empate animava aquela plateia sempre tão resmungona e exigente. Com calma lá me explicaram que na Alemanha o jogo ficou 2-2 e que existia a regra do golo fora de casa. Mesmo perto do fim, Chalana faz o 1-0 e resolve definitivamente a questão. Fiquei fascinado com aquelas contas e regras. Tenho a certeza que foi naquele momento que a minha devoção pelo futebol subiu de nível. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesta altura já tinha muitos jogos vistos para as provas internas, muitas tardes na Luz e até alguns jogos da Selecção, o golo do Jordão à URSS incluído. Faço este enquadramento para sublinhar que os momentos mais altos enquanto adepto que estava a descobrir o futebol ao vivo eram mesmo as noites europeias.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Seguindo este raciocínio, destaco ainda a meia final de 1981, a seguir ao Dusseldorf. A vitória mais amarga daquela altura, o 1-0 ao Carl Zeiss Jena. Fiquei admirado com a ovação com que a Luz se despediu da equipa reconhecendo o esforço. É que isto não era coisa pouca, estamos a falar de uma plateia que na sua maioria viveu as noites mágicas dos anos 60. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto faz toda a diferença. Reparem que durante a épica caminhada da final da Taça UEFA de 1983 tirei um mestrado naquelas bancadas. Enquanto eu vibrava com a vitória contra o Betis, os mais velhos explicavam que aquele golo da equipa de Sevilha nos tinha matado. Ganhámos lá 1-2. Ao Lokeren ganhámos 2-0, não sofremos golos portanto tinha sido bom. Nada disso, a saída do estádio foi penosa com a multidão a reclamar de um resultado curto contra uma equipa que nem nome tinha para andar ali. Vencemos na Bélgica.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica - Zurique jogou-se à tarde. Chateou-me aquilo de parecer um jogo banal de campeonato. Demos 4-0 depois de trazer um empate 1-1 da Suíça. Mas sem holofotes ligados não foi a mesma coisa. Seguiu-se a Roma. Uma vitória épica em Itália deixou a Luz em euforia na 2ª mão. O Benfica esteve sempre a ganhar mas Falcão empatou na parte final. Passou o Benfica e o Estádio da Luz aprovou. Finalmente, senti a plateia da Luz convencida. Meias finais com a Universidade Craiova. Noite de nervos e 0-0 no final. Fiquei triste com o nulo mas a voz da experiência dos mais velhos lembrou-me que não era mau de todo, tínhamos de marcar na Roménia para ir à final. Marcámos mesmo. Filipovic empatou aos 53&apos; e a tal regra do golo fora funcionou. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Final a duas mãos. Não tenho memória do jogo da primeira mão porque não foi transmitido! No resumo fiquei chocado com o falhanço do Diamantino e a expulsão do Zé Luís. Não dramatizei. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aquilo que vivi no dia 18 de Maio de 1983 marcou o meu benfiquismo para sempre. Fui para a escola primária com uma bandeira enrolada e um recado da minha mãe a autorizar a minha ida para a Luz a meio da tarde. Fui com o pai dela. O último jogo do meu avô no Estádio. Foi como um passar de testemunho. A desilusão do meu avô no final mostrava que a herança ia ser pesada. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cresci a ouvir os feitos do Benfica dos anos 60, das noites inesquecíveis na Luz, das finais da Taça dos Campeões e, acima de tudo, das duas conquistadas. Quanto mais via jogos europeus do Benfica, mais tinha a sensação que não ia ter o privilégio de ver o Benfica europeu à altura do... Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Podem acreditar que todos os anos sempre que o Benfica termina a sua prestação europeia eu não me esqueço desse dia. O Liverpool em dois anos seguidos, o Dukla, o Bordéus e por aí fora. São sempre noites amargas. Sempre me fez impressão o pessoal que reagia com naturalidade às eliminações. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De repente, em 1988 tudo volta a fazer sentido. Nova caminhada épica até uma final europeia. Cinco anos depois da Taça UEFA lá estávamos nós numa final. Desilusão. Começar tudo de novo para cair aos pé do... Liége. Do Liége! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No ano a seguir lá estávamos nós no auge da montanha russa uefeira. Derrota em Viena. Recomeçar tudo de novo. Apanhar a Roma na ronda 1 da Taça UEFA. Eliminados! Acho que nunca tinha vivido um afastamento europeu logo na primeira noite na Luz. Encarei aquilo como uma anormalidade. Talvez o momento mais baixo. Eu estava habituado a apontar para as finais, não para sair em Outubro. Tão ingénuo. Mal sabia eu que ainda ia ver o Bastia, por exemplo. Ou horrores como o Celta. Ou, pior ainda, estar dois anos sem Europa na Luz. Aconteceu. Doeu. Sem a magia das noites europeias não fazia sentido o futebol do Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Felizmente, voltámos à ribalta. Com noites memoráveis como Liverpool ou Manchester United pelo meio. Voltámos a duas finais europeias. Na hora da desilusão a perspectiva já era outra. Trinta anos depois do Anderlecht na Luz, vivi as derrotas com outra experiência. Lembrei-me dos anos que ficámos de fora. O jogo com o Sevilha acaba e o que me passa pela cabeça? Que mais valia ter caído cedo e não tinha de sentir aquela dor. Um ano antes ainda tinha doído mais. Mas depois nas viagens de volta lá me lembrava das noites mal dormidas a seguir ao Carl Zeiss, Dukla, Liége ou Bastia. É claro que se for para cair que seja na final. A nossa vida precisa de vitórias europeias. É a nossa herança. Quem não entender a necessidade do Benfica evoluir na Europa não entende o que é o Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Serve tudo isto para dizer que hoje é mais uma daquelas noites. São quase 40 anos a conviver com esta ilusão europeia herdada no final dos anos 70 e alimentada por já ter estado tão perto de concretizar o sonho por cinco vezes. Arredondando, já são cerca de 40 noites de frustração. Quase 40 clubes, são menos porque alguns já repetiram a traição, que nos interromperam a viagem. É muita noite de desilusão. Mais vale sair à primeira? Nem pensar. Mais vale nem lá ir? Já aconteceu e não pode voltar a acontecer. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É para ir sempre o mais longe possível. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesta eliminatória, o Benfica esteve em vantagem várias vezes. Na Ucrânia quando fez o 1-1 já estava na frente. Sofreu golo logo a seguir. Na Luz houve cheiro a noite europeia a sério. Boa entrada na partida e 1-0 que deixava o Benfica em zona de apuramento. Ataque do Shakhtar e golo. Reage o Benfica, depois do belo golo de Pizzi, um pontapé de canto e grande cabeçada de Rúben Dias. Tudo igualado. Na 2ª parte, boa atitude do Benfica. Pressão alta, roubo de bola na área adversária, passe para trás e grande golo de Rafa. 3-1, resultado certo para avançar na Liga Europa. Mas, mais uma vez, o Shakhtar vai atrás do apuramento e reduziu. Com 3-2, o Benfica ficava a um golo da passagem. A Luz acreditou, a equipa queria mas quando o clube da Ucrânia faz o 3-3 acabou-se a ilusão. Mais uma vez. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A lição que trago daquela noite de 1981 com o Carl Zeiss mantém-se até hoje, quando sinto que a equipa deu tudo e nos fez acreditar no passo seguinte, aplaudo. A sensação de frustração está lá, como sempre, mas tem de haver reconhecimento. O Benfica fez três bonitos golos, quis seguir em frente. O Shakhtar mostrou argumentos fortes na resposta. Mereceu o apuramento. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pensei que isto era simples de perceber. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que quando soou o apito final olhei para as bancadas centrais da Luz, já meio despidas, e fiquei incrédulo com uns quantos adeptos a acenarem com lenços(?) brancos! A equipa a despedir-se das noites europeias agradecendo a presença e apoio do público e metade a assobiar e a outra a aplaudir. A equipa divide-se e metade vai ao Topo Sul aplaudir, enquanto ouve um motivador &quot;Nós Só Queremos o Benfica Campeão&quot;, ao som de &quot;Yellow Submarine&quot;, e a outra metade já ia no túnel. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que final de noite foi este? &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O pessoal dos assobios e dos lenços brancos quer o quê? Despedir Bruno Lage em Fevereiro, é isso? E sugerem que treinador para o jogo com o Moreirense? O Renato Paiva? Para daqui a um ano exibirem outra vez os lenços? Ou estão a pensar no Jorge Jesus que em 2013 insultavam aos 90 minutos do jogo com o Gil Vicente? &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que é isto?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que mal fez hoje o Lage? Manteve a defesa. Na ausência de Samaris chamou Weigl e Adel, deu os corredores laterais a Rafa e Pizzi, escolheu Chiquinho para estar mais perto do estreante Dyego Sousa. É um onze assim tão polémico e sem nexo?! &lt;br /&gt;Ter a eliminatória na mão com 3-1 e sofrer dois golos é frustrante e, até revoltante. Sem dúvida. Mas é motivo para uma assobiadela ou para lenços brancos? Eu acho que não. Acho que é tão parvo como dizer que o Benfica não deve dar importância às competições europeias. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há ninguém que possa dizer que sente mais estas noites europeias. Mas transformar isso em exigência de despedimento do treinador não me parece lógico. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segunda feira há um jogo com o Moreirense para ganhar e defender o primeiro lugar no campeonato. Perturba-me pensar que há consócios que a esta hora além da falta de sono por mais um sonho interrompido achem que esta frustração se resolve com o despedimento de Lage. É assustador. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica esteve interessado em Bruno Guimarães. O brasileiro seguiu para o Lyon. Esta semana foi o melhor em campo contra a Juventus. Acho que é mais por aqui que devemos reflectir do que sugerir a saída do treinador. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Penso que não é preciso andar há 40 anos a ser eliminado anualmente, com dois anos de ausência, para saber reconhecer quando a equipa faz tudo para seguir em frente mas mesmo assim é derrotada por um adversário que foi melhor. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se a velha guarda que viveu os gloriosos anos 60 soube perceber isso em 1981 naquela meia final da saudosa Taça das Taças, este pessoal que foi hoje à Luz também devia conseguir. &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-3-3-shakhtar-frustrante-1189535</comments>
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  <category>liga europa</category>
  <category>shakhtar</category>
  <category>opinião</category>
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  <pubDate>Mon, 24 Feb 2020 23:15:00 GMT</pubDate>
  <title>Gil Vicente 0 - 1 Benfica: Era Ganhar ou Vencer </title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;ERkwsl5U8AAHftQ.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G7d18e169/21698665_G5LGr.jpeg&quot; alt=&quot;ERkwsl5U8AAHftQ.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A prioridade era ganhar. Depois de quatro jogos sem vencer, seis pontos perdidos na Liga, um apuramento para o Jamor sem brilho e uma primeira parte de eliminatória europeia em desvantagem, era imperioso voltar aos triunfos e dar um sinal claro de querer agarrar a liderança na Liga NOS. Não esperava uma exibição deslumbrante, exigia um poder de combate e de sacrifício a todos os jogadores em Barcelos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para complicar ainda mais, foi o primeiro jogo de competições nacionais que não vi ao vivo em 2020. Custa muito ficar à mercê de uma transmissão televisiva à distância mas, desta vez, teve que ser. Até tive sorte na cobertura do jogo, ouviu-se perfeitamente o incrível apoio dos benfiquistas do norte e dos que foram até ao Minho com direito a planos das bancadas e tudo. Já não estava habituado a estes luxos e sempre ajuda a sentir-me mais perto de tudo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica andava a sofrer golos sem parar, não marcava golos de cabeça, e não conseguia sair em vantagem nos últimos tempos. Ora, um golo de cabeça de Vinicius aos 15 minutos foi o melhor que podia ter acontecido à equipa e aos adeptos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bruno Lage reformulou o 11. Atrás tudo igual mas chamou Samaris para o lado de Weigl, deixou Taarabt mais perto de Vinicius, Rafa ficou na esquerda e Pizzi na direita. Um desenho interessante e que dava mais solidez no meio campo. Curiosamente, foi Adel a cruzar para o golo de Vinicius e o Benfica parecia bem na partida. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A excelente reacção do Gil Vicente só veio confirmar o brilhante trabalho, mais um, de Vítor Oliveira à frente de uma equipa que veio da 3ª divisão e neste momento já tem a manutenção praticamente garantida. Muita qualidade na equipa de Barcelos, principalmente na saída de bola com Kraev, Claude, Lourency e Baraye à procura de Sandro Lima. Sempre com critério e objectividade a mostrar porque é que já bateu o Sporting, Braga e o Porto neste Estádio Cidade de Barcelos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica continuou a procurar o segundo golo e há um momento na primeira parte que me deixa confuso. Um golo anulado a Vinicius por um fora de jogo posicional. Não compreendi a decisão da arbitragem mas a Sport Tv também não explicou melhor. Era importantíssimo para o Benfica ter chegado aquela vantagem. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, o Gil Vicente ficou sempre ligado ao jogo e em busca do empate. A equipa do Benfica não conseguia estabilizar o seu jogo e o desgasto físico e mental da equipa deixava uma incerteza no resultado que me deve ter roubado uns bons anos de vida. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além do golo anulado, para mim é incompreensível a decisão, repito, Adel Taarabt ia resolvendo o jogo com um lance genial, domínio de peito, vira para dentro e dispara à barra de Denis. Era uma obra de arte. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do outro lado, o treinador do Gil lançou Arthur Henrique, Lino e Hugo Vieira que foi sempre um perigo à solta. Felizmente, foram todos mais egocêntricos do que práticos e prevaleceu a decisão individualista em vez de recorrerem ao colectivo como tão bem explicou o treinador da equipa minhota. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Odysseas voltou a ser determinante, seguro e eficaz. Acabar sem sofrer nenhum golo é um prémio especial para o guarda redes do Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje também houve mudanças na hora de fazer as substituições. Finalmente, Seferovic ficou no baco e foram a jogo Dyego Sousa, Cervi e Chiquinho. O argentino podia e devia ter feito um golo que dava tranquilidade a todos mais cedo nesta noite. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica conseguiu o mais importante, ganhar. Que tenha sido o arranque de outro ciclo vencedor, há doze jogos para ganhar. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na próxima 5ª feira se a equipa conseguisse repetir este resultado era óptimo.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>gil vicente</category>
  <category>crónica de jogo</category>
  <category>liga 2019/20</category>
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  <pubDate>Thu, 20 Feb 2020 20:25:00 GMT</pubDate>
  <title>Shakhtar 2 - 1 Benfica: Para Resolver na Luz</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/shakhtar-2-1-benfica-para-resolver-na-1189115</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;ERPorHcXUAIZpXg.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G61173797/21695751_3Zrbp.jpeg&quot; alt=&quot;ERPorHcXUAIZpXg.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;836&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que fase má do Benfica! A terceira derrota em quatro jogos sem ganhar é um ciclo horrível mas é preciso detalhar este resultado que pode não ser assim tão mau como a derrota anuncia. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tal como em Famalicão o empate foi muito melhor que a exibição e cumpriu um dos objectivos da época, voltar ao Jamor, hoje o Benfica deixou em aberto a resolução da eliminatória europeia para daqui a uma semana na partida da Luz.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o momento não é bom. A equipa só reage a espaços e mete-se a jeito de ficar em desvantagem com facilidade. Um dos grandes mistérios do Benfica actual é a posição do Seferovic. É sempre a primeira escolha a ir a jogo e hoje foi a preferência para o ataque do Benfica. Em troca dá uma mão cheia de nada. Perto dele esteve Pizzi, ficando no lado direito Chiquinho e na esquerda Cervi. No meio Taarabt e Florentino que andaram numa montanha russa na primeira parte a acudir no espaço entrelinhas que o Shakhtar conseguia explorar com facilidade. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica não conseguiu impor o seu jogo e acabou por ter que andar atrás do futebol da equipa de Luís Castro. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O nulo ao intervalo era a notícia menos má. O 0-0 e a exibição de Odysseas que continua a ser determinante para agarrar a equipa em alturas em que parece tudo perdido. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na 2ª parte esperava-se uma atitude diferente do Benfica mas acabou por ser mais do mesmo. Os ucranianos ameaçaram, na 1ª parte até marcaram um golo anulado rapidamente pelo VAR, e aos 56&apos; marcaram mesmo. Um passe para a baliza de Alan Patrick assistido por Marlos depois de uma jogada fácil do ataque do Shakhtar. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estranhamente, o golo fez bem ao Benfica e a equipa, finalmente, tentou jogar o seu jogo. E 10&apos; depois chega ao golo numa jogada de insistência de Tomás Tavares e Cervi. Golo anulado e penalti visto pelo VAR e confirmado pelo árbitro por falta sobre Cervi. Pizzi aproveitou e empatou o jogo. De repente, o Benfica ficava por cima da eliminatória com a vantagem do golo fora. Era uma boa altura para tomar conta do jogo e tirar proveito da falta de ritmo competitivo do adversário. Mas não. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Rúben Dias facilita incrivelmente na linha de fundo e Junior Moraes aproveita para dar o golo ao Kovalenko que fez o 2-1. Precisamente na altura em que Vinicius foi chamado e antes de Rafa ir a jogo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Curiosamente, o Benfica acaba por cima, a fazer pressão, a trocar a bola e a procurar atacar, o que levanta a questão sobre a atitude da primeira parte. Pareceu ser uma equipa demasiado passiva e na expectativa. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Da Ucrânia o que de bom se traz é o golo de Pizzi, 1-0 na Luz basta para seguir em frente, mas o Shakhtar tem qualidade mais do que suficiente para marcar também em Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cabe à equipa mostrar em casa o que quer da Europa em 2020. Hoje viu-se muita hesitação nessa vontade. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>shakhtar</category>
  <category>opinião</category>
  <category>liga europa</category>
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  <pubDate>Sun, 16 Feb 2020 00:15:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 0 - 1 Braga: Sim, Estamos com Problemas!</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-0-1-braga-sim-estamos-com-1188663</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;braga.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G111746a9/21692055_qP5zW.jpeg&quot; alt=&quot;braga.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;797&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Faço questão de começar por elogiar o Braga e dar os parabéns pela vitória na Luz. Excelente trabalho de Rúben Amorim que veio à Luz fiel à sua ideia de jogo mesmo arriscando lançar um defesa central sem experiência na linha de três. Não me custa nada reconhecer o bom trabalho de um adversário do Benfica e escrever que fizeram por ganhar na Luz. Uma palavra também para os Hortas que por terem feito a sua formação do Benfica são sempre injustamente visados antes e depois destes reencontros com o Benfica. Hoje ganharam e estão de parabéns. &lt;br /&gt;Mas este exercício ficaria melhor a quem tem responsabilidades no futebol e na imprensa, dirigentes, comentadores e jornalistas, que colocaram em causa a seriedade dos profissionais do Braga, destes e de outros que já saíram, sempre que falam ou escrevem sobre este clássico do futebol português. Não é bonito gritar para os profissionais bracarenses que contra o Benfica não se empenham tanto ou passar a mensagem para a opinião pública que o Braga oferece os 3 pontos ao Benfica. Agora, estão todos satisfeitos, entretidos a fazer piadas e eufóricos com a ideia de aproximação e não conseguem ter cinco minutos para pedir desculpas publicamente e assumirem que foram umas bestas sempre eu colocaram em causa a seriedade do adversário do Benfica. Possivelmente, até estão a divulgar que foi graças a essas miseráveis declarações que o Braga hoje venceu. Não foi. Nem é preciso andar muito para trás no tempo para lembrar que este clube já eliminou o Benfica na Luz para a Taça de Portugal, tirou uma final da Taça da Liga e, pior, afastou o Benfica numa meia final europeia a contar para a Liga Europa. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje o Benfica sabia que tinha uma tarefa difícil num contexto emocional exigente. A derrota no Dragão fez mossa mas resultou de um clássico demasiado polémico dentro e fora de campo. O jogo seguinte em Famalicão teve desfecho positivo porque significou o apuramento para o Jamor mas com um empate 1-1 que não entusiasmou ninguém. Este era o jogo certo para a equipa dar sinais de vitalidade. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De fora veio a melhor das respostas, a Luz recebeu cerca de 60 mil adeptos em ambiente de jogo grande, com coreografia e tudo, e com envolvência de partida importante. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Braga rapidamente mostrou que vinha para jogar com a qualidade que o levou a bater Porto e Sporting por duas vezes no espaço de poucas semanas e que já rendeu um troféu a Rúben Amorim. Bom para o futebol. Jogo aberto, dividido, com os melhores a terem que assumir as suas responsabilidades. Da parte do Benfica com Taarabt à cabeça sempre à procura de inventar soluções que deixassem Rafa ou Vinicius e em boas situações de finalização, assim como Cervi e Pizzi a fazerem chegar a bola à área com cruzamentos através das alas. E aqui começam os problemas do Benfica. Assim que se percebe que a finalização não está afinada, um certo nervosismo apodera-se da equipa na altura de posse de bola. Aquele circular paciente de bola, aquela calma que se estendia até aparecer um golo, mesmo que tardio, tem dado lugar a uma ansiedade que faz com que as oportunidades para o Benfica apareçam mais por erros forçados do que por organização ofensiva. Desta vez, esse nervosismo não passou para a bancada, houve sempre apoio na Luz a tentar dar a tranquilidade necessária à equipa. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A verdade, é que nenhuma das ocasiões de golo foram aproveitadas e o Braga consegue fazer um golpe duro antes do intervalo. Numa falta inexistente de Rúben Dias, nasce um livre que leva perigo à baliza do Benfica. Odysseas defende superiormente mas no canto Palhinha fez mesmo o 0-1.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aqui duas notas. As arbitragens dos jogos do Benfica têm dado pano para mangas. Hugo Miguel deu mais uma demonstração da falta de qualidade da classe. Momentos exemplares na primeira parte, uma falta sobre Rafa aos 21´para vermelho e um lance em que Taarabt atinge um adversário que devia ter sido falta e cartão amarelo para o marroquino. Mais a falta inexistente do Rúben que acaba por estar na origem do golo, temos aqui exemplos da incompetência com que temos sido brindados nesta Liga. E até estou a dar exemplos para os dois lados para não pensarem que acho que este mau momento é desculpável. Não é. Mas existe. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A segunda nota vai para o momento de Odysseas, guarda redes de nível superior. Gigante. A melhor notícia desta fase.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na 2ª parte pedia-se mais oportunidades de golo, mais velocidade, mais posse bola, mais dinâmica entre Tomás e Pizzi, Grimaldo e Cervi, Rafa mais solto e Vinicius mais incisivo. Só houve mais Taarabt. O Braga ao não abdicar de continuar a fazer o seu jogo tirou espaço e bola às ideias do Benfica. Esse sinal ficou bem claro quando Ruben Amorim tirou Galeno e lançou Trincão.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A resposta de Lage veio aos 62&apos; e pareceu mais do mesmo em relação a semelhantes cenários recentes. Sai Cervi entra Seferovic. A Luz não gostou e fez-se ouvir com assobios. Mais tarde entrou Chiquinho por Weigl e aos 86&apos; Dyego Sousa por Tomás Tavares. Eu diria que nada de bom veio daqui. Vou repetir o que escrevi aqui sobre o jogo no Dragão, os adeptos do Benfica já não estavam habituados a este nível de improviso, já estavam confortáveis com a insistência na ideia até ao fim com alguns ajustes. Mas acabar o jogo com Vinicius, Dyego e Seferovic é atípico. E ter o suíço como primeira opção quando nas últimas 16 chamadas só marcou num jogo é estranho. Não está em causa o valor do melhor marcador do último campeonato, está em análise o rendimento actual neste quadro competitivo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sim, temos problemas. Quanto mais depressa os identificarmos e assumirmos mais rápido podemos corrigir e mudar. Os últimos dois jogos para o campeonato representam seis pontos perdidos, portanto é evidente que há soluções por encontrar. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Última nota para Raul Silva, o central do Braga não merece a fase que o clube que representa atravessa. Para não ir mais longe.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segue-se o regresso à Liga Europa. Novamente, é muito importante diferenciar o contexto competitivo tal como aconteceu na Taça de Portugal. Foco e inteligência na Ucrânia, o destino Europeu não se decide numa só noite. É preciso saber construir um cenário que proporcione um final feliz depois na Luz. Determinante mesmo é a deslocação a Barcelos de 2ª feira a oito dias, aí é que não há margem de erro. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No fim do dia a menos má das notícias é o facto do Benfica partir para a próxima jornada como líder. Com maior ou menor vantagem, no fundo, tem sido esta a vida do Benfica nos últimos seis anos, sem margens de erro nem confortáveis vantagens. Quando as temos parecer que fazemos questão de as desperdiçar... Tem sido assim. Haja a garra, o foco, a concentração e determinação que houve em cinco desses últimos seis anos. tem a palavra a equipa. Com o apoio não se preocupem, em Barcelos lá estaremos todos juntos a puxar para o mesmo lado. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>braga</category>
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  <pubDate>Wed, 12 Feb 2020 10:20:00 GMT</pubDate>
  <title>Famalicão 1 - 1 Benfica: De Volta ao Jamor! </title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/famalicao-1-1-benfica-de-volta-ao-1188342</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;85175617_10163059930075716_6954119696576675840_o.j&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G1018ffda/21689329_jv2WM.jpeg&quot; alt=&quot;85175617_10163059930075716_6954119696576675840_o.j&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há coisa de um ano estava em casa a ver um Famalicão - Paços de Ferreira da Liga Pro numa 4a feira à noite na televisão. Fiquei impressionado pelo estádio cheio, pelo ambiente e pelo futebol dos minhotos. Percebi que iam subir e anotei mentalmente que tinha de fazer um esforço para conseguir lá ir ver um jogo e conhecer aquela realidade. Depois, vi e li várias reportagens à volta do clube e percebi que ali havia uma alma parecida com aquela que faz do Vitória um clube diferente em Guimarães, por exemplo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As contratações mediáticas e impressionante primeira volta do Famalicão nesta temporada fazem daquele clube o que mais evoluiu entre as ligas profissionais em Portugal. Um exemplo de gestão e com apostas muito interessantes em jogadores de grande potencial. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por tudo isto, tenho sempre elogiado o Famalicão e a vontade de conhecer o Estádio Municipal 22 de Junho foi crescendo. Quis o destino que o Benfica tivesse de jogar quatro vezes com os minhotos. Dois dois jogos da Luz já passaram e o facto da segunda partida da Taça de Portugal estar marcada para uma 3ª feira às 20h45 abria uma janela de oportunidade de investir numa viagem ao norte para conhecer aquela realidade. O desafio foi encher um carro com cinco benfiquistas que ajustaram a sua vida profissional e familiar para, mais uma vez, colocar o Benfica em primeiro lugar e acompanhar o clube a um destino novo e diferente. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para tornar tudo ainda mais aliciante houve sondagem entre amigos mais informados para saber onde devíamos parar antes do jogo para conhecer a gastronomia local. Depois de muitas sugestões, optámos pela &lt;a href=&quot;https://www.tripadvisor.pt/Restaurant_Review-g676780-d5959004-Reviews-Restaurante_Casa_Pega-Vila_Nova_de_Famalicao_Braga_District_Northern_Portugal.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Casa Pêga&lt;/a&gt; porque serviam antes da clássica hora de jantar. Saída de Lisboa pelas 15h, regresso à A1 três dias depois da ida ao Dragão e chegada ao restaurante antes das 19h. Os carros de vários meios de comunicação parados à porta já indicavam que o poiso seria de qualidade. Lá dentro vários profissionais conhecidos da Sport Tv, SIC ou TSF confirmaram que tínhamos feito a escolha certa. A recepção é desarmante. Simpatia e esforço por servir bem. Bolinhos de bacalhau, broa, queijo e uns rojões típicos do Minho que compensaram logo aquela loucura de estar ali numa 3a feira por causa de um jogo de futebol. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir daqui foi sempre a descer.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Infelizmente, a realidade em Vila Nova de Famalicão é mais do mesmo do que temos vindo a descobrir noutros pontos do país. Afinal, os adeptos do Famalicão também são movidos a ódio e no nosso caminho para o estádio só ouvimos insultos e provocações. Tudo se agrava com a existência de uma casa do Futebol Clube do Porto junto ao estádio que costuma estar fechada em dias de jogo. Ontem, curiosamente, estava aberta e cheia de adeptos do Porto bem identificados. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acresce a tudo isto a ausência de indicações por parte de quem organiza o jogo. A Federação Portuguesa de Futebol podia ter feito um esforço para dignificar a prova rainha e organizar, por exemplo, um parque de estacionamento para as poucas centenas de adeptos visitantes. Principalmente, a maioria que nunca tinha ido ali e não sabia como se orientar até ao recinto. Nada disso aconteceu, os adeptos do Benfica iam à descoberta e assim passavam junto a elementos da claque do Famalicão e muitos portistas num ambiente de tensão. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando chegámos ao acesso à nossa bancada vieram as piores noticias. Relatos de adeptos benfiquistas que contaram que durante a tarde a festa da Taça foi andarem a roubar adereços do Benfica em permanente provocação. Nem a equipa de reportagem da BTV se safou dos apertos. Nas revistas aos adeptos proibiam os adereços do Benfica a adeptos que tinha comprado bilhete de 25 euros para a bancada central. Continuamos nisto em 2020. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E para saltar já para o fim, após o jogo fomos obrigados a ficar mais de 40 minutos à espera para sair. Relembro que o jogo começou às 20h45, portanto mais 40 minutos depois de terminar a partida são penosos para quem tanto tinha de andar a seguir. Isto tudo para depois na saída dos adeptos do Benfica haver logo insultos e provocações de famílias movidas a ódio nos prédios ao lado do estádio. Um triste espectáculo. Continuo a desejar tudo de bom à equipa do Famalicão, ao seu treinador e aos jogadores que mostram um bom futebol. Mas em termos de adeptos já não me enganam mais, estão apresentados. Desilusão total na cidade e nas bancadas. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica tinha de responder à derrota no Dragão. Não o fez de forma categórica, longe disso. Mas a equipa teve o mérito de perceber que não está bem e, portanto, tinha que adaptar-se ao contexto competitivo e fazer o possível para garantir a presença no Jamor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bruno Lage voltou ao formato normal depois daquele triângulo no meio campo no Porto. Cervi na esquerda, Pizzi na direita, Rafa e Vinicius no meio. Recuperou Florentino para o meio campo e insistiu em Taarabt para dinamizar o jogo ofensivo da equipa. Tomás Tavares ocupou o lugar do lesionado André Almeida. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com uma vantagem mínima e perigosa, o Benfica tentou agarrar no jogo e tirar a iniciativa ao Famalicão. Essa foi a primeira preocupação. E percebe-se bem porque a equipa veio de um jogo muito exigente, afectada pela derrota e encontrava um Famalicão que não se desgastou desde o jogo na Luz. A derrota por 0-7 com o Vitória de Guimarães foi o reflexo da aposta de João Pedro Sousa numa equipa de reservas deixando a equipa fresca para este jogo decisivo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em parte, a estratégia do Famalicão resultou porque conseguiu encostar o Benfica e lutar pelo apuramento até ao fim. No entanto, o facto do Benfica ter saído na frente deu uma outra tranquilidade à equipa de Lage. Tranquilidade que Ferro e Grimaldo não conseguem ter. Voltou a ser por aquele lado que o adversário fez mossa. O Benfica acaba por sair com uma simpática vantagem para o intervalo já que viu o golo do empate ser invalidado por fora de jogo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando se esperava uma forte reacção do Famalicão, por estarem bem mais frescos, o jogo caiu numa surpreendente toada morna que muito convinha ao Benfica. Surpreendeu a falta de objectividade e eficácia do Benfica em vários momentos que podia ter resolvido o jogo com recuperações de bola e ataques rápidos sempre mal definidos e assim deixaram sempre o Famalicão em jogo. O cenário complicou-se a cerca de 10 minutos do fim quando surgiu mesmo o 1-1. O Benfica voltava à condição da época passada em Alvalade, mais um golo sofrido e o Jamor desaparecia. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Emoção e nervos até ao fim. Mais nervos só mesmo com a atitude de Seferovic no momento de poder fazer o 1-2. O que se passa com o suíço? Que má vontade é aquela? Que desprezo pelo jogo é aquele? Tem sido inexplicável a atitude de Seferovic nestes últimos tempos no Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A verdade é que o apuramento para o Jamor foi garantido, sem brilho mas com esforço depois de uma jornada complicada no passado fim de semana. O objectivo de voltar à final da Taça de Portugal foi conseguido. Cumprimos um trajecto digno, passámos por Cova da Piedade e Vizela e depois medimos forças com três equipas do Top 6 da Liga NOS, Braga, Rio Ave e Famalicão. Muito mérito nesta caminhada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora, na final do Jamor, a Federação Portuguesa de Futebol já pode montar toda a estrutura milionária para embelezar a prova rainha. Já ninguém se vai lembrar das condições miseráveis que os adeptos do Benfica encontraram nesta meia final em que não se viu sinal da organização da prova junto de quem dedicou um dia útil para acompanhar o apuramento para a final. Segue-se o fogo de artificio e o glamour VIP do Jamor e da Supertaça e na próxima temporada lá voltam os folhetins de jogos repetidos por repescagens, de aventuras dos Canelas da vida e destas meias finais ridículas a duas mãos e com os golos fora a valerem por dois como na UEFA. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mais importante está conseguido, churrasco no Jamor! &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 09 Feb 2020 13:00:00 GMT</pubDate>
  <title>Porto 3 - 2 Benfica: Impotência Frustrante</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;drag.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G3417c20d/21686357_1eYyi.jpeg&quot; alt=&quot;drag.jpg&quot; width=&quot;960&quot; height=&quot;636&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já nem me lembrava o que era fazer a A1 em esforço para Lisboa. Estivemos num ciclo incrível em que estas viagens até pareciam mais curtas, na última noite voltei a sentir o peso da distância, também porque vim a conduzir, depois de uma derrota. Já não me lembrava, quero esquecer rapidamente e desejo que não volte a sentir tão cedo. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aproveitando o facto de ter vivido o clássico por dentro começo por partilhar algumas notas à volta da organização do jogo que acho úteis para quem não está tão por dentro destas logísticas. Em 2020 está muito acessível e confortável ir até ao Dragão ver o Benfica. Fui na década de 90 às Antas e já fui ao novo recinto de comboio, de carro sem escolta e ontem em carro próprio seguindo a sugestão da policia. A maioria dos adeptos benfiquistas de Lisboa optaram por ir de autocarro e saímos todos juntos a pé para o estádio. Sem qualquer dificuldade e com a moral em alta. Seria impensável ir com esta facilidade toda a um clássico no Porto até há pouco tempo. Portanto, só posso deixar elogios ao Benfica e à PSP por toda a operação. Isto é de valor, tem de ser sublinhado porque quando corre mal todos criticamos. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sigo por uns recados para as entidades que mais se põem em bicos dos pés durante a temporada futebolística. Começo pela tarja de boas vindas aos adeptos do Benfica fixada num viaduto do Porto.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 720px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;fdp.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gc617c3cd/21686362_ASwsQ.jpeg&quot; alt=&quot;fdp.jpg&quot; width=&quot;720&quot; height=&quot;540&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 692px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;enf.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B4c18f195/21686363_3GYlH.jpeg&quot; alt=&quot;enf.jpg&quot; width=&quot;692&quot; height=&quot;519&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A juntar às boas vindas ainda tivemos direito a bonecos enforcados, um com equipamento do Benfica e outro, suponho, deve ser o árbitro. Quando estamos a atravessar tempos tão sensíveis socialmente e que tantas vezes vemos imediatas reacções de João Paulo Rebelo, o zeloso Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, e de Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal, por exemplo, é estranho que até agora ninguém tenha mostrado indignação.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por falar em Liga Portugal, eu enquanto adepto que pago caro o meu bilhete para ver um jogo, este custou 31€, que pago a deslocação e passo o dia dedicado ao espectáculo que a organização deve defender, gostava muito de perceber porque é que no Dragão o número oficial de espectadores termina sempre com o número da camisola do jogador que faz o primeiro golo do Porto. Também gostava de saber porque é que o Porto atrasa as suas entradas em campo para que os jogos comecem invariavelmente mais tarde. É que as partidas já são marcadas para um horário tardio, não é preciso atrasar mais o seu começo. E ainda, gostava de entender porque é que o guarda redes do Benfica, com pressa, vai buscar uma bola para recomeçar o jogo e acaba a levar cartão amarelo, a perder tempo e continua sem bola depois disso tudo. Sendo que para seguir o jogo aparecem depois duas bolas em campo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este episódio leva-me a questionar agora a coerência do Sérgio Conceição. Há pouco tempo queixou-se, mais do que uma vez, do anti jogo e tempo útil de jogo. E bem. Podemos falar disto neste clássico ou é só quando o Sérgio está apertado. Sérgio, o teu Porto da segunda parte deste jogo foi igual ao teu Vitória de Guimarães na Luz há uns anos. Coerência é isto. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora o jogo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica tinha uma oportunidade óptima de fazer história no Dragão ou, pelo menos, de fazer mossa no rival. Vários cenários eram apetecíveis para o líder que nunca tinha estado nesta posição confortável nas visitas ao Porto. Por incrível que pareça, este conforto faz mal ao Benfica. Parece que tudo funciona melhor quando a pressão está no limite como na época passada. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pedia-se ao Benfica que entrasse autoritário, com posse de bola, impusesse o seu estilo e o seu jogo, que dominasse o jogo de forma natural. Tinha tudo a seu favor, inclusive a previsibilidade do seu adversário. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem margem para erro, Sérgio Conceição foi pela única via possível, um 4-4-2 com Soares e Marega na frente, no meio campo Uribe, Diaz, Sérgio Oliveira e Otávio e na defesa uma chamada de Pepe ao lado de Marcano com Alex Telles e Corona nos corredores a darem muita projecção atacante. Tudo isto assente numa pressão intensa e uma reacção à perda de bola agressiva. Ou seja, o Porto na sua zona de conforto, na sua atitude preferida em postura de tudo ou nada e com conhecimento das limitações defensivas do Benfica que, aliás, já tinha explorado com sucesso na Luz. Veja-se o golo que Marega inventou. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos tempos de Giovanni Trapattoni eu sei bem como é que este jogo era encarado. Mas os tempos são outros e a exigência está no auge, felizmente. Ninguém ia perdoar a Bruno Lage um plano de jogo para não perder. Quando tudo parecia claro para encarar o clássico surge a baixa de Gabriel e várias opções se levantaram. A equipa técnica do Benfica optou por lançar Weigl e Taarabt que se juntava a Chiquinho atrás de Vinicius. Destes três, dois são claramente ofensivos e com necessidade de ter bola, depois Rafa a ameaçar na esquerda e Pizzi na direita. Na defesa nada de novo. Na teoria, era uma equipa com vontade de ter bola e ofensiva. Houve sinal ambicioso na entrada em campo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica não entra mal nos primeiros minutos mas aos 4 minutos Marega deixa Taarabt K.O. no relvado e deu o mote para o jogo do Porto. O facto deste lance não ter merecido qualquer reparo de Soares Dias nem de Tiago Martins também deixou claro ao que íamos. Estes são dois nomes apontados para o sucesso de Portugal no futebol internacional a nível de arbitragem. Por isto é que não temos nenhum nome de arbitragem em fases finais de Mundiais, Europeus ou Champions League. São ridículos na sua altivez e abjectos na sua vaidade. Lamento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aos 10&apos;, Otávio centra e Sérgio Oliveira faz o 1-0 e foi a primeira vez que o Dragão reencontrou a sua identidade. Até aí todos pareciam muito receosos, equipa e adeptos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tal como na época passada, o Benfica reagiu e 8&apos; depois Carlos Vinícius marca na mesma baliza onde João Félix tinha feito a festa há um ano. O sector visitante ficou ainda mais motivado e nada apontava para o que veio a seguir. Cartão amarelo para Taarabt, cartão amarelo para Weigl, em três minutos os homens do meio ficaram condicionados e 6&apos; depois Tiago Martins vê um penalti de Ferro. Soares Dias, que nada assinalou em cima do lance, foi ao VAR e abriu caminho para o 2-1 que Alex Telles agradeceu. Se é verdade que há mão do Ferro, também é evidente que Soares empurra o central do Benfica. A questão é, que imagens é que Artur Soares Dias viu para ignorar assim a falta do avançado portista?!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E assim se esfumou a reacção do Benfica. Pior que isto, a equipa acusou os três amarelos seguidos, o penalti, e o facto do Porto continuar a atacar pelo lado esquerdo da defesa do Benfica, entre Grimaldo e Ferro, acabando por chegar ao 3-1 antes do intervalo com Rúben Dias e Odysseas a não conseguirem reparar a mossa de Marega. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desilusão total ao intervalo. Pedia-se uma nova abordagem na 2ª parte. E o Benfica acreditou que era possível ir atrás de um bom resultado, Rafa assistiu Vinicius que aos 5&apos; reduzia para 3-2. Ficava toda uma 2ª parte para brilhar. Uma palavra de conforto para o avançado brasileiro que bisou no Dragão, não foi por ele que as coisas correram mal. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir daqui o Benfica fez o que sabe melhor fazer, ter bola, circular, procurar soluções e tentar chegar ao empate. O problema é que foi durante um período muito curto porque rapidamente a equipa de Sérgio Conceição levou o jogo para a perda de tempo. O episódio que já referi do Odysseas aconteceu aos 64&apos;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir dos 66&apos;, o Benfica perdeu as suas raízes de jogo. Bruno Lage com meia equipa &quot;&lt;em&gt;amarelada&lt;/em&gt;&quot; optou por partir o jogo e levar tudo para o campo do improviso. Tirou Adel, que estava na primeira linha para ser expulso, lançou Seferovic. Nada de bom saiu daqui. Dez minutos depois trocou Weigl por Samaris. Mais dez minutos e saiu André Almeida que deu lugar ao estreante Dyego Sousa. Rafa passou para defesa direito e o futebol do Benfica já era só desespero à procura de um milagre final. O Porto sempre confortável com esta anarquia e todo este improviso. Tudo saiu mal ao Benfica. Perdeu-se o controlo do jogo e caiu-se na tentação de um futebol que não sabemos jogar, abdicando de tudo aquilo que a equipa costuma fazer até ao fim. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi mau. Ficou aquela sensação do costume, sempre que podemos fazer estragos profundos naquele recinto acabamos por lhes dar vida. Tem sido isto a minha vida toda. Em 2010 podíamos e devíamos ter sido campeões ali. Não fomos e foi o que se sabe nos anos seguintes. Desta vez podíamos ter aumentado para 10 pontos a vantagem, saímos com 4. É frustrante. Entre estes dois jogos tivemos momentos muito bons no Dragão mas nenhum tão saboroso como um título ou uma vantagem histórica. O mais próximo que se conseguiu foi na época passada. Em máxima pressão, lá está.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ironia disto tudo, é que há um ano saímos do Porto com uma vantagem de 2 pontos na liderança. O regresso para Lisboa foi em total euforia. Com 2 pontos de avanço e um calendário delicado pela frente. Desta vez, regressamos com 4 pontos de vantagem e uma calendário menos agressivo mas a decepção e frustração é gigante. Porque já não somos o Benfica de Trapattoni, não equacionamos empates e quando a derrota chega é como uma abalo sísmico de alta intensidade em todo o universo benfiquista. Ficamos a mastigar todo o jogo em &lt;em&gt;loop&lt;/em&gt; e a pensar que devia ter sido tudo diferente. Tudo, não. Os golos do Vinicius mantinham-se. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resta-nos fazer um rápido luto e ganhar força para ir a Famalicão garantir um dos objectivos essenciais da temporada que é regressar ao Jamor. Ir com ganas de voltar a encarar a A1 para Lisboa com felicidade. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só depois é que podemos pensar na continuação da Liga NOS. Que esta impotência dos clássicos seja a excepção numa prova imaculada até ao fim, como foi a primeira volta. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem passou o sábado dedicado a esta operação que foi estar no Dragão tem uma pequena mas valiosa compensação em relação ao resto do universo benfiquista, passar um dia em família unida no espaço do maior inimigo do nosso clube dá-nos sempre um conforto na alma e uma mais valia nas nossas vidas dedicadas ao Benfica que nenhuma derrota nos vai tirar porque este sentimento é o coração que faz bater a grandiosidade do Sport Lisboa e Benfica. Foi assim nos anos 90 e continua a ser assim hoje. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>opinião</category>
  <category>liga 2019/20</category>
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  <pubDate>Wed, 05 Feb 2020 02:10:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 3 - 2 Famalicão: O Caminho Para o Jamor é Longo</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;ade.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gc8189f8f/21683095_DQ0ya.jpeg&quot; alt=&quot;ade.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica se quiser chegar ao Jamor tem de afastar 3 equipas do Top 6 da Liga NOS. Braga e Rio Ave já foram afastados, chegou a vez do duplo duelo com o Famalicão.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo de quatro encontros entre Benfica e Famalicão nesta época. Tudo graças a um formato aberrante que transforma o acesso à final da Taça de Portugal numa espécie de eliminatória europeia com os golos fora a valerem por dois em caso de empate como um dia os responsáveis da UEFA inventaram. As meias finais da Taça de Portugal são o total oposto ao espírito da prova que desde Agosto anda a apurar clubes num só jogo. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por isso, em vez de termos um emocionante jogo decisivo lá para Março / Abril com porta aberta para o Jamor, temos esta meias finais a duas mãos para se resolverem numa semana. Numa 3a feira à 19h15 era difícil pedir mais gente na Luz para um jogo que nada decide na sombra do grande clássico do próximo fim de semana. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bruno Lage não facilitou e chamou Odysseas para a baliza, quebrando a tradição de rotação na prova, André Almeida para defesa direito e apostou em Jardel no lugar de Ferro. Correu mal, o brasileiro saiu lesionado ao intervalo e Ferro foi a jogo. Depois, Weigl descansou cabendo a Gabriel fazer dupla com Taarabt, Cervi e Pizzi mantiveram os lugares, na frente Seferovic e Chiquinho foram titulares. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pedia-se ao Benfica uma entrada forte e uma atitude ofensiva que levasse o jogo para um resultado tranquilo que desse conforto para a 2ª mão. A equipa não interpretou assim o jogo e andou uma velocidade abaixo do que é normal tornando a partida aborrecida, convidando o Famalicão a arriscar mais. O nulo ao intervalo mostrava que as equipas estavam à espera de resolver a passagem à final na próxima semana.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A 2ª parte trouxe um novo jogo. Cinco golos que animaram a noite e trouxeram muita emoção à Luz.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao golo de Pizzi, num penalti conquistado por Seferovic, o Famalicão respondeu com o melhor futebol que se tem visto por cá esta época. Diogo Gonçalves assistiu Pedro &quot;Pote&quot; Gonçalves no empate e depois o marcador deu o golo a Toni Martinez que deixava o Famalicão mais perto do Jamor. Entretanto, já tinham entrado Rafa e Vinicius e o Benfica encontrou força e motivação para fazer nova remontada. Aos 78&apos; o inevitável Rafa fez o empate e no último minuto Gabriel responde de cabeça a um canto de Grimaldo dando a suada vitória ao Benfica.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No fim do dia, o Benfica sai moralizado com o triunfo perto do fim e parte em vantagem para a 2ª mão no Minho.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Jamor parece perto mas ainda está muito longe. Vai ter de ser conquistado lá bem no norte em mais uma jornada de futebol a meio da semana, bem longe dos interesses dos adeptos.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posto isto, um repto para a FPF: acabem com estas meias finais a duas mãos, façam mais uma eliminatória e coloquem as equipas profissionais mais cedo no sorteio. Isto é absurdo. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 01 Feb 2020 01:50:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 3 - 2 Belenenses SAD: Magia de Adel Contra a Maldição do Ano Passado</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-3-2-belenenses-sad-magia-de-1187490</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;adel.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gd31737b2/21680216_CSF8H.jpeg&quot; alt=&quot;adel.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;854&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O futebol é muito pródigo em criar tradições, cultos, fantasmas e universos próprios entre clubes. O historial de confrontos entre o Benfica e Clube de Futebol &quot;Os Belenenses&quot; dava para um livro. Histórias de jogos para o campeonato ou para a Taça de Portugal que atravessam décadas no futebol português. É um derby muito rico em episódios marcados por jogadores que vestiram as duas camisolas e transformou-se num clássico do nosso futebol. Infelizmente, essa história foi interrompida há uns anos e deu lugar a um novo ciclo. Agora é um derby sem grande passado e já não é um clássico porque estamos a falar de outro clube. Ou de um projecto que ninguém sabe ao certo como se chama, B SAD, Codecity, Belenenses SAD. No lugar da cruz de Cristo aparece um logo feito à pressa, não tem estádio, não tem adeptos, enfim, é uma SAD a competir no maior campeonato do país. &lt;br /&gt;Mas como escrevi ao abrir o texto, o futebol é muito pródigo em criar tradições, cultos, fantasmas e universos próprios entre clubes. Muito pródigo e muito rápido. Tão rápido que os jogos desta época com o Belenenses SAD, chamemos-lhe assim, levantam maus pensamentos. Na primeira volta, no Jamor, 18 mil benfiquistas foram apoiar a equipa mas desconfiados da derrota da época passada. Uma noite negra de chuva intensa, com arbitragem de Soares Dias e uma derrota amarga. O triunfo deste ano serenou os adeptos e tirou uma certa carga negativa que os jogos contra este projecto acarretam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para o primeiro jogo da 2ª volta da Liga NOS na Luz, temos o Belenenses SAD. O Benfica vinha de uma vitória na Mata Real, com um balanço incrível de vitórias e golos marcados e o pensamento de muitos já na próxima saída ao Porto. Muito optimismo antes do jogo mas à medida que se aproxima a hora de começar novos pensamentos afectam o tal optimismo. Na época passada, depois da vitória mais épica de Bruno Lage, 1-2 no Dragão, a curta almofada de conforto trazida do norte desapareceu logo com um incrível empate com o Belenenses SAD a quem o Benfica não venceu nenhum jogo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na primeira volta o enguiço foi quebrado mas esta ironia de voltarmos a defrontar a mesma equipa tão perto da visita ao Dragão podia agitar fantasmas?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A resposta veio precisamente depois do 2-0. O Benfica na primeira parte parecia ter construído o suficiente para voltar a ter uma noite tranquila, como teve em Paços de Ferreira. O treinador deu o sinal mais importante ao resto da equipa ao não abdicar de André Almeida no onze, mesmo sabendo que um cartão amarelo o tirava do clássico da próxima jornada. O sinal foi claro, o jogo que interessava era este e ninguém queria facilitar. Bruno Lage lançou Adel Taarabt no lugar de Gabriel, única mudança na equipa, à procura de mais criatividade no meio campo e imprevisibilidade para contornar a linha de cinco defesas que Petit preparou, um esquema que tem dado dores de cabeça a Bruno Lage na abordagem dos jogos no último ano. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aposta mais do que ganha, o marroquino abriu o livro e foi o melhor em campo. Fez uma jogada genial a driblar todos os que lhe apareceram pela frente em metade do campo, uma jogada que acabou por dar golo graças à insistência de Vinicius. Tudo épico, as fintas de Adel, o passe para Cervi, a cabeça à trave de Vinicius que acabou por ser uma &quot;auto assistência&quot; para o seu golo. Momentos que já justificavam a ida ao estádio para mais de 45 mil adeptos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo meio e justo destacar a importância de Odysseas que negou o golo ao Belenenses SAD, em especial numa defesa soberba a um livre directo na primeira parte. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um Belenenses SAD motivado pela vitória na última jornada, atrevido, determinado a pressionar alto e a arriscar desafiar o Benfica na Luz, uma boa imagem deixada por Petit. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica descansou com o 2-0 e na 2ª parte pareceu querer controlar o jogo sem grandes riscos desde muito cedo. O 3-0 tardou em aparecer e os tais fantasmas apareciam na Luz. Comentava-se nas bancadas que ainda podia acontecer o drama do ano passado e os jogadores pareciam demasiado ansiosos com a bola. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem grande explicação lógica, o jogo cai de repente num carrossel de lances imprevisíveis e emoções descontroladas. Licá faz mesmo o 2-1 e toda a gente pensou no desfecho da última época. As bancadas inquietaram-se e começaram a passar o nervosismo para o relvado de forma irresponsável. André Almeida, Ruben Dias e até Bruno Lage pediam calma e apoio ao Estádio da Luz. A equipa reagiu e lá apareceu mais um golpe de génio. Ruben passou para Vinicius que num toque de calcanhar simples e vistoso isolou Chiquinho que contornou o guarda redes e fez o primeiro golo na Liga pelo Benfica. O festejo foi simbólico, sentou-se no relvado e estado zen, como que pedindo tranquilidade no ambiente da Luz. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois do golo de Taarabt, o golo de Chiquinho a acabarem com o mito de não conseguirem marcar pelo clube no campeonato. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estávamos a pouco mais de 10 minutos do final do jogo e o 3-1 parecia acalmar os nervos. Mas seis minutos depois Rafa acaba por fazer penalti sobre Varela e permite que Licá reduza para 3-2. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com cerca de 10 minutos para jogar, o Estádio da Luz virou um lugar de loucos. Na minha tentativa de me acalmar, fixei o olhar na bancada por trás do banco do Benfica enquanto ia alternando com a visão do jogo. O momento é tão rico graficamente que acabei por me rir sozinho. Riso de nervosismo, claro, mas só dava para rir. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então, tínhamos sócios de pé a refilar e a dar indicações à equipa, adeptos a assobiar, outros em silencio a sofrerem com as memórias do empate de há um ano, e, pasme-se, muitos benfiquistas completamente indiferentes ao desfecho da partida e a virarem costas ao relvado para saírem do estádio como se estivéssemos a golear ou o jogo tivesse terminado. A sério, como é que conseguem. É que não foram poucos, olhem para as várias saídas do estádio e estavam dezenas neste ritual. Quero pensar que é malta com problemas cardíacos e que se recusa a ficar até ao fim por problemas de saúde... Este recinto, às vezes, parece uma casa de loucos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo acaba bem quando o Benfica vence. Com muito mais dificuldade que seria de esperar depois do 2-0, com muito mais sofrimento daquele que eu acho aceitável para a minha vida mas no fim do dia respiramos fundo e concluímos: fizemos mais 5 pontos no campeonato só contra esta equipa em relação ao último campeonato. Vamos dormir com 10 pontos de avanço na liderança e agora os outros que se esforcem. Com estas duas vitórias ao Belenenses SAD acabou-se a maldição dos pontos perdidos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta noite tem que ficar na memória de todos como a noite da magia de Adel.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desejo tudo de bom ao Petit e que evite a descida, apenas e só pela estima que tenho por ele, mas espero, sinceramente, que a médio prazo esta aberração do B SAD desapareça e dê lugar a um clube a sério no escalão maior do futebol português. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>crónica de jogo</category>
  <category>belenenses</category>
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  <pubDate>Mon, 27 Jan 2020 02:25:00 GMT</pubDate>
  <title>Paços de Ferreira 0 - 2 Benfica: Não Recuamos Nem 4 Centímetros! </title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/pacos-de-ferreira-0-2-benfica-nao-1187164</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;rafa.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G2617ee1b/21676504_IPnfl.jpeg&quot; alt=&quot;rafa.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diz o GPS que são 682 quilómetros passados na estrada num só domingo para ir de casa a Paços de Ferreira ver o Benfica e regressar. É uma viagem repetida, já fui à Capital do Móvel várias vezes noutros anos e à medida que a idade avança torna-se cada vez mais complicado explicar o que nos move nestas maratonas só para ver um jogo de futebol.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acordar cedo num domingo, pensar no local onde se almoça, chegar lá a horas, enfrentar nevoeiro denso que nos lembra outras viagens bem menos agradáveis, parar o carro ainda longe do estádio, passar pelas condições miseráveis de entrada no recinto, ficar numa bancada descoberta e sempre com ar de provisória. Nada disto parece apetecível. Mas depois, já no lugar atrás da baliza ao vislumbrar aquelas camisolas vermelhas de mangas compridas a entrarem no verde relvado do outro lado do estádio, começar a identificar os jogadores um a um, esboça-se um sorriso e pensa-se com orgulho, ora aqui está a razão para estar às 17 horas de dia 26 de Janeiro a 341 quilómetros de distancia da minha casa. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O almoço é um pretexto para nos juntarmos com outros benfiquistas, colocar as conversas e discussões em dia e, claro, comer bem. Desta vez, fomos ao Telheiro em Paços de Ferreira. Comeu-se bem mas não foi inesquecível. Lá está, valeu mais pelo convívio do que pela gastronomia.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na bancada mais reencontros. Recordar outros tempos, outros jogos, outras histórias e o tempo passa mais depressa. De repente, já estamos na hora de começar o jogo. A mesma rapidez com que a noite cai sobre o Estádio Capital do Móvel. O cenário das casas estendidas pelo cenário verde visível para lá das bancadas deu lugar ao escuro e ao frio do norte. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Começava assim a 2ª volta do campeonato, num terreno de uma equipa que luta para não voltar para a 2ª divisão e que não perdia, nem sofria nenhum golo há quatro jogos. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica vinha de uma magnifica série de 17 triunfos seguidos fora da Luz a contar para o campeonato. Queria dar seguimento à vitória no derby e começar a segunda metade da Liga NOS da melhor maneira à procura de fazer o que tem feito sempre nos últimos anos, uma segunda metade de temporada melhor do que a primeira. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um Benfica na máxima força sem lesões a atrapalhar. Rafa começa como titular, Chiquinho foi para o banco. O efeito de Alvalade manteve-se na exibição de Rafa. Exibição autoritária do Benfica de olhos postos na baliza do Paços e com pressa de chegar à vantagem.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dois topos do estádio vestidos de vermelho a gritarem Benfica de um lado para o outro, uma equipa empolgada com o apoio, qualidade individual e colectiva. O Benfica a ameaçar fazer o 0-1 até que Vinicius descobre Pizzi na área e festeja-se o primeiro golo. Sentimento de alivio por ver a bola lá dentro e logo a seguir o mundo parado porque a equipa de arbitragem acha que é fora de jogo. Corrida aos telemóveis para consulta ao público do sofá. Várias respostas a dizer que é impossível ser fora de jogo. A decisão é tomada pelo árbitro, fora de jogo. Revolta na bancada. Ninguém fica convencido. Vem a explicação por sms: está adiantado 4 centímetros. QUATRO CENTÍMETROS?!? Isto é brincadeira. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então mas a empresa que fornece a tecnologia do VAR não disse que há uma margem de erro de 5 centimentros? Andamos a anular golos por supostos 4 centímetros? &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ok, isto noutros tempos seria um duro golpe e podia trazer desconfiança à equipa e às bancadas. Mas não a este Benfica das 17 vitórias seguidas fora de casa. Começamos tudo de novo. Apoio na bancada, paciência na circulação de bola, procura dos craques que podem resolver isto e aparece Rafa, pois claro. Entrada em corrida na área, viragem à esquerda, para o lado de dentro sem fazer sinal, jogador do Paços ultrapassado e na cara do guarda redes remate certeiro com pinta de interrogação: e agora também faltam 4 centímetros ou já podemos festejar?&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Rafa é que é o verdadeiro campeão de inverno, o seu regresso é um reforço notável para equipa. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao intervalo voltámos ao tema VAR. Então conseguiram ver os 4 centímetros e sobre uma falta sobre Rúben Dias na área não houve análise? Parece que as comunicações do VAR não funcionaram durante 22 minutos. Para nosso azar, estavam óptimas no golo anulado e inexistentes no penalti sobre o Rúben. Ai futebol português...&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Era preciso fazer mais e aumentar o resultado na 2ª parte para ficarmos a salvo de surpresas indesejadas. A atacar para a nossa baliza, à semelhança do que acontece nos jogos da Luz, o Benfica pressionou e chegou mesmo ao 0-2. Desta vez, Rafa ofereceu o golo a Vinicius e em pouco tempo ficam com as contas mais equilibradas entre ofertas para golo na dupla de avançados. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois, foi tempo de Odysseas brilhar, já o tinha feito na 1a parte com uma grande defesa junto ao poste esquerdo e voltou a estar bem numa bola rasteira. Estamos em plena 2ª volta do campeonato e Odysseas sofreu 6 seis golos. Em 13 jogos não sofreu nenhum. Que época!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Confortáveis com o resultado e com menos bola foi possível perceber que Ferro voltou ao seu melhor. Cervi continua em alta rotação, Gabriel voltou a encher o campo e Weigl... Bem, Weigl precisa de um espaço só para si.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando voltamos a pensar o que nos pode ainda motivar para ir ver jogos destes ao vivo temos que juntar à lista esta opção: ver Julian Weigl ao vivo. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tive a felicidade de ver os quatro jogos de Weigl nos estádios e vou afirmar isto sem hesitar: o alemão é um jogador de se ver na bancada. Não é jogador de televisão nem resumos. Tem que ser visto ao vivo. Não é pelos 90% de acerto de passes, é pelo posicionamento, pelo equilíbrio que dá com e sem bola, é pela leitura de jogo e por vê-lo a quebrar linhas de passe imaginárias em série. Foi o melhor em campo, é um reforço brutal para o futebol do Benfica. E depois tem aquele sorriso desarmante na hora de festejar o segundo golo a olhar para a nossa bancada. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O tempo passa, o Benfica está a ganhar, está confortável no jogo, entram Adel e Seferovic e sente-se que vem aí mais golo. Só não aconteceu porque o suíço resolveu homenagear Bryan Ruiz em vez de ter feito o 0-3. Prefiro golos, Sef. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A naturalidade com que a equipa assume a responsabilidade de ganhar sem facilitar, de somar novos registos e recordes a uma caminhada épica deixa-me muito motivado para o que falta desta maratona. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A despedida à equipa a pedir o 38, os agradecimentos dos jogadores com aquele sorriso do dever cumprido, a ligação bancada - relvado é o que nos dá força para uma pequena seca ao frio para sair daquela miserável bancada e percorrer a pé mais de um quilometro até ao carro. A viagem de regresso é feita com o mesmo entusiasmo. Porque o segredo destas jornadas está no benfiquismo que une cada um dos passageiros. Mais velhos, mais novos, homens, mulheres, todos unidos pelo amor a um clube. As horas passam rápido porque é uma excelente maneira de colocar a conversa em dia. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma merecida paragem no Manjar do Marquês, em Pombal para o último prazer do dia, comer aquele arroz de tomate com filetes, panados ou pasteis de bacalhau. Depois até casa é um instante. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Chegar a casa com sentimento do dever cumprido e pensar: tenho de voltar a ver o Weigl a jogar. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que tempos maravilhosos para se ser do Benfica. Mais uma viagem, mais um capítulo de benfiquismo preenchido de forma riquíssima neste longo livro que vamos escrevendo enquanto cá andarmos. E que nunca tenhamos como certo o dia de amanhã nem o sucesso do Benfica. É preciso aproveitar todos os novos dias, como se percebe com o chocante desaparecimento do lendário Kobe Bryant e é preciso lutar pelo Benfica bem sucedido. Todos os dias enquanto cá andarmos. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 25 Jan 2020 10:00:00 GMT</pubDate>
  <title>A Minha Despedida de Eusébio</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/ha-quatro-anos-despedi-me-assim-de-1157443</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/jjoaomcgoncalves/fotos/?uid=visAuMdsj19Z41EKG8sS&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bd5019036/16473195_TZMMd.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;324&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nasci em Abril de 1973 em Moçambique. Vim logo para Lisboa e os meus pais foram viver para a rua em frente ao Califa onde havia uma paragem de eléctricos e autocarros. A paragem em que o povo saía e rumava a pé para a Luz subindo a rua onde eu ia viver mais de três décadas da minha vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tinha eu dois meses e meio de vida e o Benfica ganhava 6-0 ao Montijo e sagrava-se campeão nacional. Marcaram Toni e Jordão, pelos humanos. Eusébio fez quatro golinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta introdução serve para explicar que não faço a menor ideia qual foi o momento em que deixei o Benfica entrar na minha vida, eu é que entrei na vida do Benfica sem ter consciência disso. Já fazia parte do universo encarnado por defeito. O Estádio ao lado de casa, o povo benfiquista a passar à minha porta aos domingos e quartas à noite, estava tudo feito mas faltava o empurrão. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O pai da minha mãe, o avô Alberto, fez o resto ao passar-me aquele benfiquismo lindo cada vez que ia lá a casa ver a bola, como se dizia. O padrinho da minha irmã, o tio Victor, criou definitivamente o monstro (eu) ao levar-me para o Estádio quando a família achou que eu já tinha idade para isso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até ao dia que entrei na Luz para ver um jogo a sério ficou muito tempo para trás de sonhos a ouvir relatos e, raramente, a ver na televisão com um curioso ritual. Se era jogo europeu, quarta feira à noite, ficava na varanda virada para a rua do califa a olhar fixamente para o impressionante clarão que rompia o negro da noite por trás daqueles prédios vermelhos mais perto do estádio com a janela um pouco aberta para ouvir o , igualmente, impressionante barulho do povo a gritar cada golo. Ainda hoje tenho na mente esse som maravilhoso! Ouvia o relato e assim que se começava a gritar golo na rádio tirava o som para ouvir o verdadeiro &quot;bruá&quot; da Catedral. Era um quadro mágico, o clarão das luzes a iluminar o céu e o som do golo festejado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos jogos de dia ligava o rádio e ouvia os relatos enquanto reproduzia o jogo na alcatifa em cima do tapete do Subbuteo. E tão feliz que uma criança pode ser assim, nem imaginam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi também nesta fase pré Estádio que descobri que uma década antes o Benfica tinha dominado a Europa do futebol e que havia muitos jogadores para descobrir além daqueles que jogavam na altura. O avô Alberto contava histórias sobre o Benfica europeu, sobre campeonatos nacionais ganhos, sobre os Magriços e de como era bom ganhar ao Sporting. O tio Victor explicava o problema de sucessão dos grandes craques dos anos 60, das esperanças que tinha nos novos miúdos e de como era bom ganhar ao Sporting. Em comum havia sempre um nome: Eusébio. Já uma lenda na minha cabeça e mal tinha ele acabado de jogar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois veio a escola primária, a preparatória e o Liceu. Não poucas vezes ao dizer alto o nome e a naturalidade , Moçambique, recorde-se, o eco era repetido: terra do Eusébio! O orgulho que eu tenho de ter nascido no país do Eusébio!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Frequentei as escolas de Benfica, perto de casa e perto da Luz. Rapidamente as idas ao estádio em dias de jogo se tornaram curtas. Era preciso ir lá ver treinos, estar perto dos jogadores, ver as imensas bancadas despidas, viver o Benfica. Assim foi fácil para mim ter o primeiro encontro com Eusébio relativamente cedo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Começo dos anos 80, fim de tarde da Luz. Porta principal ao pé da águia de pedra, passam alguns jogadores a caminho dos seus carros e simpaticamente distribuem fotos autografadas a quem os esperava. De repente vejo Eusébio a poucos metros de mim. Eu, que nem 10 anos tinha e andava ali a pedir autógrafos e &quot;bacalhaus&quot; a tudo o que tivesse pernas e saísse da porta dos balneários, fiquei siderado! Não tive reacção, não pedi nada, não falei, ele passou-me a mão pela cabeça e riu-se. Fiquei horas com aquela imagem na mente, o Eusébio tocou-me.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E aqui começou uma relação que até hoje nunca consegui clarificar na minha vida. Eu recebi o Eusébio como herança e já em formato de lenda. Mas ao mesmo tempo ele estava ali bem perto de carne e osso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais tarde descobri que Eusébio morava perto da Estrada de Benfica. Foi num daquelas noites de inverno que perto da escola ia com a minha mãe à papelaria, do outro lado da estrada vi Eusébio a sair de um carro. Gritei para a minha mãe que tinha de ir pedir um autógrafo, desatei a correr em direcção a ele para lhe dizer que o primeiro livro que escolhi para ler na biblioteca da escola era sobre o Mundial de 1966. Pelo meio ficou a Dalila em pânico depois de me ver cruzar a estrada de Benfica sem pestanejar. Eusébio ouviu-me, deu-me o autógrafo, esperou pela minha mãe e disse-me para não voltar a atravessar assim a estrada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir daqui cruzei-me com o Rei muitas vezes, felizmente, e sempre com sorrisos à mistura.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi à conta dele que fiz coisas sem grande sentido para as pessoas que conviveram comigo ao longo dos anos. Tais como ver os jogos inteiros de Portugal em 1966. É estúpido, um gajo já sabe quanto fica o jogo e quem marca os golos. Pois é mas aquilo é magia pura. Mais tarde consegui ver jogos inteiros do Benfica nas caminhadas triunfantes na Taça dos Campeões Europeus. Impressionante!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, ia crescendo a ver o Benfica. As inesquecíveis noites europeias dos anos 80 na Luz vi com o meu pai, sportinguista, que torcia pelo Benfica na Europa muito por culpa de Eusébio e companhia e nos jogos de domingo à tarde passei a ir com a rapaziada lá da rua.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Habituei-me a ver Eusébio nas equipas técnicas do Benfica, a trabalhar na formação do clube e , mais tarde, como embaixador ou algo assim parecido.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda ele fazia parte da equipa técnica como treinador de guarda redes fez-se um passatempo no campo de treinos nº2. Foram às escolas ali da zona convidar os alunos a aderirem a um desafio que era ir defender um penalti do Eusébio para ganhar bilhetes para um jogo europeu. Obviamente fui. Era malta a perder de vista e o bom do Eusébio ali a chutar a tarde toda. Até chegar a minha vez ninguém tinha defendido nada. Recordo-me de estar na baliza, sendo que nessa altura eu tinha a mania que era o Bento nos jogos de rua, e em vez de olhar para a bola fixei o olhar na figura do King. Ele chutou e eu nem vi onde é que a bola entrou, ao ouvir aquele barulho romântico da bola a enrolar-se nas redes saí disparado da baliza para o abraçar perante os protestos dos organizadores. E então , ganhei o bilhete? Claro que não, ganhei um abraço ao Eusébio!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lembro-me de contar isto em casa todo orgulhoso perante o sorriso de aprovação da minha mãe. Depois a magia acabou quando o meu pai, sempre bem mais realista, fez uma observação pertinente: &quot;Olha lá, mas tu não tinhas aulas à tarde?&quot;. Uma criança sofre muito, todos sabemos...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aos poucos percebi que o Eusébio era uma lenda viva demasiado grande para um clube que inevitavelmente ia perder grandiosidade. Habituei-me a um grau de exigência nas bancadas da Luz que roçava o lunático! O Benfica a construir goleadas de 7, 8, 9-0 ao Penafiel, ao Varzim, ao Vitória de Guimarães e eu nunca pude festejar dignamente essas &quot;tareias&quot; porque à minha volta todos eram mais velhos e encolhiam os ombros. &quot;Isto com o Eusébio eram 14 ou 15.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu cresci com os ressacados do maior Benfica da história.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/jjoaomcgoncalves/fotos/?uid=nVAT1nbUIddRfWZEadMp&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B6b155511/16473196_q7Gki.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;293&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1982/83 vi o melhor Benfica da minha vida. Fui a todos os jogos na Luz, portugueses e europeus, e nunca senti aquelas bancadas verdadeiramente rendidas aquela equipa. Criticavam o Nené, imagine-se! Para mim era maravilhoso ver aquele Benfica jogar mas depois da final perdida com o Anderlecht percebi que, realmente, faltava ali qualquer coisa para ser um Benfica à altura do Benfica de... Eusébio.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois vieram as lições nobres. Quando eu mostrava orgulho na pêra que o Bento deu ao Manuel Fernandes o avô Alberto explicava que isso já não era o Benfica dele. Ele viu o Eusébio a marcar um golo ao Yashin e em vez de ir festejar foi cumprimentá-lo, ele viu o Eusébio rematar dramaticamente para o golo na final que dava a 3ª Taça dos Campeões ao Benfica em pleno Wembley contra o Manchester United e ao ver que o inglês defendeu valentemente foi dar-lhe os parabéns pela defesa e aplaudiu!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por isso é que 48 anos depois vemos o Old Trafford a aplaudir de pé comoventemente o minuto de silêncio do King.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E é aqui que quero chegar. A grandiosidade, a nobreza, o nome de Glorioso, foi tudo erguido a partir das conquistas internas e externas das equipas onde brilhou Eusébio. Obviamente não vamos esquecer todos os outros grandes nomes que jogaram com ele, que jogaram antes dele e alguns que apareceram já depois da sua retirada. A verdade é que Eusébio pelos seus golos, pela sua educação, pela sua humildade, pela sua figura, encarnou o Benfica e engrandeceu-o à escala planetária.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já me aconteceu em Espanha, na Holanda, em França e , principalmente, em Inglaterra ver e ouvir reacções incríveis só pelo facto das pessoas verem o emblema do Benfica num casaco, numa camisola, num cachecol! Sem eu abrir a boca fui cumprimentado ao som de : &quot;Benfica! EUSÉBIO!&quot; É assim em todo o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta foi a herança mais valiosa e pesada que Eusébio deixou ao Benfica, o respeito! O outro nome do Sport Lisboa e Benfica no mundo é Eusébio. O respeito e admiração que as pessoas têm pelo nosso emblema deve-se muito a Eusébio.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Infelizmente, Eusébio morreu hoje. O Eusébio dos autógrafos, dos sorrisos na rua, dos acenos, o homem desapareceu. A lenda continua, já era maior que ele há 40 anos quando eu nasci, vai ficar ainda maior.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Texto publicado em 2014&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>opinião</category>
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  <pubDate>Sat, 18 Jan 2020 03:00:00 GMT</pubDate>
  <title>Sporting 0 - 2 Benfica: Rafa Resolve!</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;_JPT7840.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G0e1854df/21670052_I7vOn.jpeg&quot; alt=&quot;_JPT7840.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;854&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Certamente, a esta hora já ninguém se lembra do preço do Rafa quando saiu do Braga para o Benfica. Nem tão pouco daqueles que criticaram as verbas envolvidas. É esta a magia do futebol. Em pouco tempo tudo muda, tudo se transforma. O Rafa deixou um Braga que raramente vencia o Porto e antes do derby foi ganhar ao Dragão. Quando o Rafa chegou ao Benfica, o Sporting vivia tempos de euforia com um Presidente/Adepto e Jorge Jesus a treinar. Rafa foi titular em Alvalade e viu já no banco o empate de Lindelof que seria importante para o tetra. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mundo continuou a girar, o Benfica volta a Alvalade como campeão, como tem sido normal nos últimos anos, e prepara-se para um derby que é sempre aliciante. Só que desta vez soube só a normalidade. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Chegar a Alvalade cedo teve uma vantagem, foi possível seguir tranquilamente as surpreendentes incidências do jogo do Dragão. O Porto perde, o Benfica entra em campo e, de repente, o contexto de pressão muda todo. Aquilo que os portistas esperaram o dia todo e que a TSF bem ilustrou numa noticia que envelheceu mal e rapidamente, tornou-se num pesadelo. Em vez de um último suspiro de um abatido leão que roubasse pontos ao rival e deixasse os azuis a um ponto, passou para um cenário de distância de 7 pontos! &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 329px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;tsf.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B64176d74/21670056_neVrJ.jpeg&quot; alt=&quot;tsf.jpg&quot; width=&quot;329&quot; height=&quot;402&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei se fui só eu a ficar com esta sensação em Alvalade, mas o momento do Sporting é deprimente e alastra-se às bancadas tornando o ambiente do estádio vulgar e embaraçoso. Claques ausentes, recinto por esgotar, zero empatia entre equipa e adeptos, e um cenário demasiado fraco para um derby deixando no ar uma estranha sensação a zona de conforto para os adeptos do Benfica que não sabem o que é perder ali para a Liga desde aquele penalti manhoso do Ricky van Wolfswinkel há oito anos! &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se dúvidas haviam quem tinha mais vitórias em derbys para o campeonato com o Sporting como visitado, dizia-se que havia um empate porque não querem contar com um jogo em campo neutro mas que era o Sporting a jogar em casa, então agora já nem dá para essas manobras. Por falar em manobras, é degradante ver aqueles panos pendurados com os campeonatos que o Sporting venceu noutro século. Estão noutro ciclo de 18 anos sem vencer a Liga e não percebo se querem mostrar aos sócios mais novos que em tempos também foram campeões ou se é para impressionar quem lá vai. Da nossa parte, só sentimos vergonha alheia e espanto por ver ali mais campeonatos do que realmente venceram, sendo que numa época até tiram um nosso com uma lata incrível. Sim, 1937/38 é nosso.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Faltava ver o que o jogo nos dava. A tal imprevisibilidade do derby. O factor Bruno Fernandes, a motivação de ser contra o eterno rival, tudo podia trazer um jogo complicado. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div id=&quot;qprhsu1793288379&quot; class=&quot;ink-carousel&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;stage&quot;&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;nav style=&quot;position: static;&quot; id=&quot;qprhsu1793288379-pagination&quot; class=&quot;ink-navigation half-top-space&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;pagination chevron&quot;&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/nav&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada disso. Em Alvalade está tudo a bater certo, a equipa tem a alma e a alegria de um fidalgo falido. Futebol deprimente do Sporting. Ironicamente, a pior coisa que podia ter acontecido ao Benfica foi saber o resultado do Porto antes do derby. A equipa ao sentir que o Sporting está perfeitamente ao alcance e que mesmo com um empate aumentava a diferença pontual para o 2º classificado, o futebol do Benfica não teve aquela vertigem e velocidade que costuma dar vantagem. É evidente que não podemos esquecer como é que ambas as equipas chegaram aqui. O Sporting jogou no Sábado contra os restos do plantel do Vitória FC, numa jornada vergonhosa para o futebol português e na 3ª feira ficou no sofá a ver jogos da Taça de Portugal de onde foi corrido pelo Alverca. Portanto, o Benfica quis controlar o ritmo e o esforço físico. E mesmo em contenção percebia-se que ia chegar à vitória assim que acelerasse o jogo ou chegasse um jogador mais inspirado. É verdade que Rafael Camacho teve aquela oportunidade, erro de Ferro, e acertou no poste, e também houve um golo anulado em claro fora de jogo mas o resto do jogo do Sporting foi muito frágil e previsível. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bruno Lage apostou em Gabriel e Weigl no meio. O alemão ganhou o seu lugar e Gabriel aproveitou a estabilidade de Weigl para encher o campo em Alvalade. Fez um jogão pontuado com aquele cabrito em Bruno Fernandes. Cervi justificou a aposta na esquerda, Pizzi indiscutível na direita e Chiquinho mais perto de Vinicius. O português não foi explosivo e acabou substituído por Rafa que foi decisivo. Vinicius deu tudo e ainda foi importante no 0-1. A vitória do Benfica apareceu da maneira mais natural possível, Rafa entra no jogo determinado em resolvê-lo. Fresquinho, preparado para procurar a bola e sair disparado, estava no lugar certo na hora certa para fazer o primeiro golo. Sentiu-se ali que os três pontos estavam ganhos. Tudo tão previsível e natural que nem parecia um derby. O 0-2 já foi um bónus para fechar o jogo, Seferovic excelente a assistir Rafa. Dois homens vindos do banco. Essencial neste calendário tão apertado. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitos desabafos na bancada no final da partida a dizer que ganhar ali para o campeonato passou a ser uma boa rotina, e mais preocupação com o próximo jogo na Mata Real do que euforia. Fechámos a primeira volta com uma confortável vantagem mas se queremos fazer do derby da 2ª volta uma festa épica, sim o Sporting fecha este campeonato na Luz, vamos ter que voltar a encarar todos os adversários com a mesma determinação. Guimarães e Alvalade era saídas de risco, jogaram-se muitas fichas contra a liderança do Benfica, afinal até se aumentou a vantagem. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acho que não há o perigo de euforia entre adeptos. Esta vitória neste derby morno sabe bem mas não entusiasma cegamente. Foi tudo com naturalidade. E isso é bom porque assim ninguém saiu dali a pensar que já estava tudo feito. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que levo desta visita a Alvalade? Bem, levo com carinho dois momentos em que Alvalade é capaz de ser caso único no mundo. A maneira como aquela gente protesta os lances. A forma como reagem com assobiadelas a decisões da arbitragem. Reparem que não estou a falar em golos anulados, penaltis ou lances capitais. Não, nada disso. Falo de um simples lançamento lateral. Seja de um lado, seja do outro, é incrível ver e ouvir a maneira épica como as centrais de Alvalade assobiam e se espumam a protestar todo e qualquer lançamento lateral. Chega a ser cómico e viciante. Maiores assobiadores do mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro bom episódio aconteceu na 1ª parte quando o Benfica quase marcava. A bola sai ao lado do poste e ainda agita as redes da baliza por fora, claro. &quot;Bruá&quot; no sector visitante, normal. Reacção da multidão verde à volta: gozarem por termos achado que ia ser golo. Mas a gozarem à grande mesmo. Como se não estivessem a caminho de ficar a 19!! pontos do rival. Foi giro. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já agora, explicar que o Benfica atacou primeiro para a baliza onde estavam os seus adeptos porque Bruno Fernandes escolheu campo. É estranho porque o Sporting gosta de atacar primeiro para o lado do sector visitante. Mas depois de vermos o triste espectáculo das claques com mais uma chuva de tochas e fumos ficamos a pensar que, se calhar, o Bruno sabia coisas. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por falar em Bruno. A imprensa portuguesa toda preocupada com a saída do Bruno Fernandes antes do derby ainda não tinha percebido que para o Benfica é indiferente a sua presença. O Bruno que realmente interessa é o Lage. Com o Mister Bruno, o Benfica ganhou por 2-4 e 0-2 para a Liga e, pelo meio, deu 5 na Supertaça quando o Bruno ameaçava sair. Foi ficando, a imprensa toda contente e depois de ser goleado na Supertaça vê o Mister Bruno aumentar para 19 pontos de avanço na tabela. O Sporting actual também é isto, uma equipa de um homem só. Pobre Bruno Fernandes. Espero que ainda vá à Luz na última jornada. Tem dado sorte. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Noite tranquila em Alvalade, triunfo natural com Rafa em grande e um olhar para o futuro com um sorriso nos lábios. Por causa da pontuação, por causa da incrível série de vitórias e pela qualidade individual à disposição do Bruno. O bom. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Venha de lá essa segunda volta. Um obrigado a todos os que mandam no futebol português por nos terem feito chegar a casa no dia a seguir ao jogo da Taça na 3ª feira e ao derby de hoje. A verdadeira Liga da Madrugada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>derby</category>
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  <category>crónica de jogo</category>
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  <pubDate>Wed, 15 Jan 2020 03:20:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 3 - 2 Rio Ave: Futebol de Meia Noite</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;_JPT7036.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G82174ba1/21667821_qe3AF.jpeg&quot; alt=&quot;_JPT7036.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;854&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Primeiro uma palavra elogiosa para os adeptos do Benfica que compuseram as bancadas da Luz de forma muito digna para um jogo às 21h15, numa noite fria e chuvosa de inverno, numa 3ª feira. Outra palavra para os adeptos do Rio Ave que não puderam assistir ao jogo no estádio porque este horário ignorou por completo que há adeptos em Vila do Conde que gostam do seu clube, de futebol e da competição.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou seja, perante o desprezo total pelos adeptos da parte de quem organiza, o Benfica apresentou uma moldura humana interessante mostrando, assim, que é muito maior do que qualquer competição e organização em Portugal. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois do vergonhoso agendamento de jogos dos 1/4 de final da Taça de Portugal espero que a FPF não tenha a hipocrisia de continuar a usar os rótulos de Prova Rainha ou Festa da Taça. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A única prova rainha desta noite foi o Telejornal da RTP que fez da festa da Taça uma conquista de audiências que já dão para um mês de festa na televisão pública. Tudo com o desprezo total, de novo, para com os adeptos de futebol. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora elogios para o adversário. O futebol que o Rio Ave pratica tem que ser elogiado. Que belo trabalho apresenta Carlos Carvalhal à frente do Rio Ave. Futebol com bola, apoiado, com atracções de zonas para depois explorar espaços contrários, futebol atrevido, futebol descomplexado, o gosto de construir a partir de trás, ter paciência a organizar e, também, muita qualidade sem bola, zonas de pressão bem delineadas, posicionamentos fortes, e olhos postos na baliza contrário. Jogadores como Taremi, Diego, Nuno Santos, Piazón e o Dr. Tarantini, fazem dos vilacondenses uma bela equipa de futebol. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lutaram pelo apuramento até ao fim, não aguentaram a mais valia individual natural do Benfica e saem da Taça de Portugal com honra. Situação bem diferente daquela que viveram na Taça da Liga de onde foram corridos porque a organização não os quis na Final 4. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo meio umas palavras para Artur Soares Dias. Posso não perceber nada de arbitragens e até ignorar muita coisa relacionada com árbitros neste espaço, porque não gosto mesmo de falar do assunto. Mas peço que não nos tomem por otários. Eu percebi perfeitamente o que aconteceu ali nos dois lances mais polémicos do jogo. Há uma falta sobre Chiquinho na área do Rio Ave que o VAR tem obrigação de ver e dizer a Soares Dias que é penalti ou, pelo menos, para ir rever a jogada. Nada disto aconteceu e na resposta sai golo do Rio Ave. Impensável! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois, do nada, Artur Soares Dias marca um penalti sobre o Adel que se nota logo que é uma decisão absurda. Marcou só para poder dizer que até marca penaltis para o Benfica. Só que ele sabe perfeitamente que ali o VAR não ia ignorar e chamou-o logo para ir rever o lance. Nem era preciso, bastava dizer-lhe que não havia falta e saber se ele estava bem para tomar uma decisão daquelas. Assim, o VAR não decidiu nada e o árbitro emendou de forma previsível. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O problema destes árbitros é que se sentem as pessoas mais importantes do mundo ao verem que conseguem irritar ao mesmo tempo dezenas de jogares e milhares de adeptos. Quando o que se lhes pede é mais competência e menos vaidade. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div id=&quot;qpTaye1793288379&quot; class=&quot;ink-carousel&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;stage&quot;&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;nav style=&quot;position: static;&quot; id=&quot;qpTaye1793288379-pagination&quot; class=&quot;ink-navigation half-top-space&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;pagination chevron&quot;&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/nav&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de tudo isto, o Benfica mostrou uma enorme atitude e força de superação na segunda parte com vários ajustes e novas apostas. Ferro não estava bem no jogo e saiu, Weigl recuou para central (ironia do destino) e entrou Seferovic e fez os dois golos da reviravolta e apuramento para as meias finais da competição.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para todos os imbecis que acham normal ir insultar o jogador para as redes sociais: vocês não merecem esta alegria. Pensem nisso. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda foram a jogo Samaris e Rafa. O português é um &quot;reforço&quot; de inverno numa altura em que o calendário se intensifica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tomás Tavares e Cervi tiveram uma noite brilhante, os outros souberam aparecer na medida certa para cumprir os objectivos. Noite infeliz para Zlobin e Ferro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica regressa às meias finais da Taça de Portugal, tal como na época passada e aproveito para repetir que este formato é uma aberração numa prova a eliminar. Duas mãos para decidir os finalistas é completamente contra todo o espírito da prova. Mas ninguém quer saber disso e se temos jogos entre os mesmos clubes em fases diferentes da prova, qual é o mal de uma meia final a duas mãos? Enfim.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já a seguir há um derby para jogar. Regressamos ao mesmo contexto de Agosto e tudo o que interessa sobre o derby é se Bruno Fernandes joga ou não. Como se isto fosse problema ou tema para o Benfica. Ele jogou na Supertaça? E qual foi o resultado? E depois saiu? &lt;br /&gt;Então qual é o assunto? &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixo uma dica, se o conseguirem vender, façam uma cláusula que lhe permita vir jogar sempre que houver um derby mesmo depois de vendido. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portugal, um país de futebol. Dizem. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>fotografia</category>
  <category>rio ave</category>
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  <pubDate>Sat, 11 Jan 2020 01:50:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 2 - 1 Aves: Alma Até Almeida</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-2-1-aves-alma-ate-almeida-1186494</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;_JPT6587.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gca170b83/21664519_hFmzO.jpeg&quot; alt=&quot;_JPT6587.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;854&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Com a frase «&lt;em&gt;Alma até Almeida&lt;/em&gt;» pretende-se elogiar quem nunca desiste, quem leva até ao fim um trabalho árduo ou perigoso – como se regista no Dicionário de Expressões Correntes (Editorial Notícias, 2.ª edição, 2000)&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O dicionário tem sempre a resposta certa para colocar em palavras o que queremos transmitir. A crónica do jogo podia terminar aqui que toda a gente percebia o seu sentido. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas para chegarmos até à expressão &quot;Alma Até Almeida&quot; é preciso também ter mundo. É preciso ter a sorte de ter amigos que vivem o Benfica além dos jogos. Que se juntam depois de uma vitória sofrida para jantar e discutir a partida. Mesmo que nessa mesa estejam benfiquistas que vivem a 300 quilómetros e sigam viagem só após o repasto, mesmo que nessa mesa se repitam presenças dos jogos fora da Luz e, especialmente, mesmo que nessa mesa esteja quem seja aniversariante e mesmo assim se junte à tertúlia. E no fim, nas despedidas, sai um &quot;Alma Até Almeida&quot; como sugestão para tópico da crónica. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por falar em fazer anos, passei o jogo quase todo a tentar perceber o que se estava a passar neste final de tarde com o Aves. Dia 10 de Janeiro comemora-se o aniversário da Dalila, a minha mãe. Não me lembro do Benfica agravar desfeitas neste dia. A minha ausência num jantar de anos é justificada pela causa maior de ver o Benfica jogar. É uma justificação aceite maternalmente. Improvisa-se um almoço em detrimento do jantar, que seria mais lógico. Tudo resolvido. Mas para acabar dentro da normalidade faltava o Benfica cumprir a sua parte. Mãe, foi complicado mas resolveu-se. O golo do André Almeida é uma espécie de prenda celebrada em família. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todas as épocas há um jogo assim. Receber o último classificado depois de ganhar em Guimarães. A tentação de lançar Jota, André Almeida, Seferovic e Weigl, num jogo que teoricamente seria o mais indicado para todas estas soluções, torna-se num pesadelo com os imprevistos do futebol. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi assim há um ano com o Tondela em casa, voltou a acontecer agora com o Aves. A boa noticia é que o Benfica arranjou uma maneira de resolver os jogos mesmo que nas pontas finais. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div id=&quot;qpnH0J1793288379&quot; class=&quot;ink-carousel&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;stage&quot;&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;nav style=&quot;position: static;&quot; id=&quot;qpnH0J1793288379-pagination&quot; class=&quot;ink-navigation half-top-space&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;pagination chevron&quot;&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/nav&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Jota não foi feliz, André Almeida mostrou a tal alma depois do empate de Pizzi, Weigl mostrou-se e ficou a perceber que isto não é tão fácil como podia parecer e Seferovic luta contra si próprio na hora de mostrar eficácia na finalização. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi preciso chamar Cervi e, essencialmente, Vinicius que entrou e agitou o jogo para o lado do Benfica.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num noite em que o Benfica bateu o recorde de remates à baliza num jogo da Liga NOS, a vitória em forma de reviravolta é justificada mas só foi possível devido à atitude da equipa até ao fim. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há muito tempo que não festejava tanto um golo como este do André Almeida. Os tais momentos mágicos, celebrações que mais não são do que um profundo suspirar de alivio. Tal como no ano passado com o o golo de Seferovic ao Tondela na Luz, este golo do André fica na memória de todos daqui para a frente. Sabe bem festejar, é uma emoção única ver a bola a entrar naquela baliza onde costumo ver os jogos. Tudo muito certo mas continuo a preferir um 4-0 ao intervalo como aconteceu em 1985 no primeiro jogo entre os dois clubes na Luz.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No fim da noite são três pontos, um aniversário feliz para quem merece.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O próximo jogo é dia 14. Dia de anos do meu pai. Agora pensem. &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>crónica de jogo</category>
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  <category>opinião</category>
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  <pubDate>Sun, 05 Jan 2020 04:34:00 GMT</pubDate>
  <title>Vitória de Guimarães 0 - 1 Benfica: Conquista no Berço da Nação</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;81641141_10162862804235716_2469518114010693632_o.j&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gff17210c/21659965_2t4LW.jpeg&quot; alt=&quot;81641141_10162862804235716_2469518114010693632_o.j&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se gostam de futebol, se adoptaram um clube para a vida, se apreciam o espectáculo ao vivo, independentemente das vossas cores, façam o favor de colocar nos vossos afazeres uma ida a Guimarães para assistirem a um jogo da vossa equipa com o Vitória SC. Esqueçam o perigoso fanatismo dos adeptos de Guimarães e os episódios negativos que já aconteceram ali. Informem-se da melhor maneira de estacionar e ir para o estádio e vão ver que está tudo bem organizado pelas forças de segurança. E depois desfrutem de uma experiência rara em Portugal, estar em minoria num estádio vestido de preto e branco, orgulhoso da sua cidade e incansável no apoio à sua equipa. Um ambiente contagiante que motiva ainda mais o sector visitante e leva ao limite todas as manifestações de apoio, das mais habituais às mais radicais. Arremessar tochas para o relvado é uma idiotice, já escrevi isto aqui vezes sem conta. Troca de tochas entre bancadas já é ultrapassar os limites do bom senso, arremessar cadeiras para outras bancadas e relvado também é dispensável. Tudo isto aconteceu com da parte das duas bancadas, da casa e da visitante. São excessos indesejados mas que resultam de um contexto de tensão e confronto no limite. Já tinha acontecido antes, vai voltar a acontecer mas não retira força à experiência de viver fortes emoções à volta de um jogo de futebol. &lt;br /&gt;Por tudo isto, a visita ao D. Afonso Henriques é sempre encarada com desconfiança e respeito. O único objectivo é somar 3 pontos e seguir na frente do campeonato. Mas para se vencer em Guimarães é preciso uma enorme dose de esforço, paciência, suar muito, perceber todos os momentos do jogo, fazer golo e jogar com o tempo e espaço dado pelo adversário. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A equipa do Vitória é superiormente treinada por Ivo Vieira, tem jogadores muito interessantes, merecem estar na parte superior da tabela do futebol português e jogam muito bem. Ganhar ali não é é para todos. É preciso estar focado, concentrado e atento a todos os pormenores da partida. Na bancada é preciso ter voz, garganta e pulmão para que a equipa do Benfica nunca se sinta sozinha naquele ambiente adverso. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando Pizzi contraria toda uma bancada que do outro lado do estádio pedia para rematar à baliza para fazer um passe atrasado para Cervi, todos entramos num segundo de hesitação. Como se os milhares de benfiquistas suspendessem a respiração naquele topo. Para dois segundos mais tarde explodirem num festejo colectivo tão alto que chegou às muralhas do castelo. Pizzi é um génio a decidir. Cervi é um profissional que soube esperar a sua vez para mostrar toda a sua qualidade e como pode ser decisivo numa maratona que tem muitas oportunidades para oferecer. É o grande momento da noite. Pizzi na direita a optar por assistir, em vez de rematar e Cervi a rematar de pé direito, o pior, para um golo tão desejado quanto festejado. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois havia que sofrer muito. Todos sabíamos. A equipa está habituada a estes cenários e sabe tudo sobre estes jogos. Ferro e Ruben em grande noite e Adel Taarabt com uma exibição enorme e poderosa foram os elementos mais valiosos. Acima de todos, Odysseas imperial na baliza a assinar a exibição perfeita. Daquelas que valem pontos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem larga tudo para viajar no primeiro sábado do ano e fazer mais de 700 quilómetros só para ver um jogo de futebol ao frio impiedoso do Minho, tem de gostar muito do clube e de futebol. E se gosta tanto, então sabe que a expectativa para esse jogo não é ver um recital de futebol, uma partida divertida e cheia de bom futebol. Porque o futebol não é só exibições a terminarem com goleadas e facilidades. O futebol também pode ser, e é muitas vezes, um jogo de sofrimento, de nervos, de receios, de incertezas. Um jogo em Guimarães está sempre muito mais perto de ter esta cara de batalha de futebol e menos de poesia de bom futebol e muitos golos. Por tudo isto, quando o jogo acaba e se vence por 0-1 o sentimento de conquista e dever cumprido é muito maior do que na grande maioria dos jogos do calendário português. Entrar nesta aventura de ir atrás da nossa equipa de futebol para testemunhar um jogo destes é quase um acto de masoquismo. Quando acaba bem até parece que o regresso de 360 quilómetros marcados no GPS é uma viagem curta e agradável. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E todos nos sentimos um bocadinho responsáveis pela vitória. É muito bonito ver toda a bancada visitante em harmonia com a equipa no pós jogo. Aquele momento em que tudo faz sentido, eles no relvado a sentirem que deram tudo a agradecer o apoio de um topo que transpira orgulho na sua equipa. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto é o futebol vivido por quem guia a sua vida à procura destas emoções. É muito frustrante quando corre mal mas é muito compensador quando corre bem. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo o que vai além deste contexto já é outra coisa que nenhuma ligação devia ter com o futebol. No rescaldo do jogo aparecerem dezenas de figuras que se limitam a estar no sofá ou em estúdios de televisão de telemóvel na mão a orquestrarem reacções de acordo com o que mais lhes convém para destruírem tudo o que foi conquistado no ambiente que já descrevi, é um atentado ao jogo. Pessoas que não sabem o que é largar a família, pagar um bilhete caro, gastar dinheiro em gasolina, refeições e portagens, passar um dia na estrada só para ver 90 minutos de futebol ao frio, rodeado de policias, a sofrer lance a lance, a vibrar a cada golo e a cada defesa decisiva, pessoas que só apareceram nos últimos anos com o propósito de explicar ao mundo que tudo isto é um engodo e que está tudo viciado. Pessoas que estão tão confortáveis nos seus poleiros e de bolsos cheios e felizes com as figuras que fazem que nem dão pelo tempo passar. Só nos últimos seis anos, passaram cinco nisto e só em uma temporada é que tudo foi limpo, legal e bem ajuizado. O resto é tudo uma falcatrua gigante e só truques para prejudicarem as suas equipas. Nenhuma dessas figuras, no entanto, se farta deste roubo e se dedica à sua área profissional. Assumirem que o futebol é só o assunto mais importante das coisas sem importância e partirem para melhorarem a classe política, a classe jurídica, a classe dos músicos portugueses, a classe dos jornalistas, assumirem-se como comentadores com cores próprias e deixarem de ser falsos isentos sonsinhos ou, simplesmente, pagarem o que devem. Mas não! Estão ali perpetuados no seu papel justiceiro de dedo apontado. Nem que seja só a um lance em 90 minutos. Um lance reduzido a frames manhosas que nada explicam e apenas justificam narrativas nojentas fazendo de estúpidos todos os adeptos que ainda vivem para encher estádios. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sugiro que se acabe com as transmissões televisivas de todos os jogos do campeonato português. Desliguem as câmaras. Devolvam o futebol a quem o joga e a quem quer sentir as suas emoções nas bancadas. Se quiserem viver às custas de conspurcarem o jogo diariamente, tirem os rabinhos das cadeiras e sofás e façam-se às estradas deste país e sofram o que nós sofremos, semana após semana, só para vermos as nossas equipas ao vivo. Ou então façam o mesmo que eu fiz nos anos 90. A partir do momento que vi guarda redes a defenderem com a mão bolas fora da grande área, que vi golos anulados por anca na bola, ou por foras de jogo bíblicos que devem atormentar o pobre Amaral até hoje, ou árbitros a fugirem à frente de uma equipa em fúria, por exemplo, passei a ir só à Luz em movimentos automáticos sem questionar o que me levava a continuar a ir aos jogos. Apenas ia porque gostava de estar na Luz. Mas deixei de discutir futebol, passei a ver mais jogos internacionais e deixei de ir ver jogos fora da Luz com regularidade. Ou seja, sofria para dentro, não acreditava naquilo mas também não chateava ninguém. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica ganhou sem brilho, o Benfica passou aflito no teste de Guimarães, o Benfica venceu pela margem minima. Sim, sim. Foi isso tudo. Ou então, o Benfica somou 3 pontos no cenário mais duro que teve de enfrentar até agora.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi uma enorme vitória do Benfica, foi um arranque de ano maravilhoso. Fui a Guimarães, voltei e estou a escrever às 4 e tal da manhã. E faço-o para contrastar com quem só destrói o jogo. Por respeito a amigos e companheiros que estão acordados a esta hora e rumam agora ao aeroporto de Lisboa para voltarem para o seu local de trabalho actual, como o grande TM que nos guiou hoje de Lisboa a Guimarães e de Guimarães a Lisboa, foi a casa buscar a mal e segue para a sua rotina. Bem longe dos estádios portugueses, a sofrer ao longe mas feliz por aquilo que Bruno Lage tem dado ao clube desde que chegou. Indiferente ao ruído poluente. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica é muito, mas mesmo muito, maior que todos os ódios juntos porque o amor e entrega dos seus adeptos abafa a raiva e inveja do resto do país. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 31 Dec 2019 15:59:00 GMT</pubDate>
  <title>Bom 2020!</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;feliz-5.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G12170c03/21657185_GZcGh.jpeg&quot; alt=&quot;feliz-5.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;720&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rumo ao 38! &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 22 Dec 2019 21:28:00 GMT</pubDate>
  <title>Vitória de Setúbal 2 - 2 Benfica: Nada Para Festejar</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;jota.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G7e17552c/21651699_Ldmu0.jpeg&quot; alt=&quot;jota.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica foi ao Bonfim com escassas possibilidades de chegar à Final Four da Taça da Liga. Um cenário que, por ironia do destino ou dos sorteios, era tirado a papel químico do no 2017 quando o Benfica foi fechar o ano no mesmo estádio e encerrar a sua participação na terceira competição do calendário português. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na altura tive oportunidade de ir a Setúbal assistir ao jogo e vibrar com a roleta do João Carvalho e com o primeiro golo do Rúben Dias na equipa principal do Benfica. Nesse jogo o resultado foi 2-2 e só serviu para cumprir calendário.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desta vez, a remota hipótese que o Benfica tinha em ser apurado resumia-se a esperar que o Vitória de Guimarães não ganhasse em casa ao Covilhã. Ora, sabendo-se que a fase final será jogada no cenário mais apetecível para os vimaranenses se imporem, em Braga, era óbvio que o Vitória ia cumprir a sua obrigação. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo assim, demorou mais de uma hora a chegar a notícia da vantagem da equipa de Ivo Vieira, tendo o Benfica aproveitado para cumprir também a sua parte e colocar-se em vantagem. Golo de Raul de Tomas que ainda deu alguma emoção a esta cinzenta competição. Depois lá veio a esperada notícia dos golos dos minhotos e aí o golo de Jota já só serviu de fraco consolo, tal como já tinha acontecido na Covilhã. O Vitória de Setúbal aproveitou a desmotivação alheia para empatar o jogo com dois golos inesperados, o primeiro com Zlobin a facilitar e o segundo de Guedes a desafiar todas as leis da precisão de um remate. Bem a equipa de Setúbal a mostrar uma personalidade completamente diferente daquela que mostrou na Luz há umas semanas quando era treinada por Sandro e tinha Acácio Santos a explicar à imprensa que o processo da equipa era óptimo. Está muito bem entregue a equipa a Julio Velázquez que mostra um futebol bem mais digno. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desta vez não pude ir ao Bonfim, se tivesse ido dava a viagem por bem empregue só de ver aquele golo do puto Jota. Por falar nos golos, vamos já esclarecer aqui uma coisa importante: &quot;bater&quot; no Jota e no RDT porque não festejaram os golos de maneira efusiva é só mais um triste episódio da malta que faz a famosa confusão entre exigência e &quot;demência&quot;. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O RDT marca um golo depois de aproveitar um mau passe do defesa contrário, não tem sido titular, a primeira época fora de Espanha não lhe está a correr bem e ia festejar loucamente um golo na Taça da Liga? Se não o fez em plena Champions depois de um golaço na Rússia ia fazer ali?! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o Jota que assina um golão no meio de uma exibição que nem a ele o estava a convencer, sabendo que o Vitória já estava apurado e reparando que só está a conseguir marcar em alturas em que já não chega para ajudar a equipa. Teve o cuidado de agarrar o emblema e beijá-lo no meio daquele contexto. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se ambos festejassem iam ser criticados por serem tolinhos e andar a festejar golos que não servem para nada na competição menos importante da época. Isto não é nada fácil de lidar, chiça!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só para concluir esta não questão deixo o meu exemplo a título pessoal. Raramente festejo um golo de maneira exuberante ao longo da época. No jogo com o Estoril a seguir à derrota em casa com o Porto com aquele golo do Herrera, o Benfica ganhou com um golo do Salvio perto do fim. Nem me mexi. Só senti alivio por cumprirmos o mínimo mas já tinha interiorizado que a derrota no clássico tinha comprometido o campeonato. Isto é criticável? Não é. Como também não é lógico criticar quem festejou, a começar por jogadores e staff no relvado. É uma não questão. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica termina esta fase de grupos com três empates. Já na época passada só conseguiu chegar à fase final com um golo de Seferovic perto do final da partida na Vila das Aves. O pior veio depois. Eu senti que não somos bem vindos naquela Final Four de apuramento de Campeão de Inverno numa semana de festa do futebol com um circo montado em Braga com a Liga Portugal a mostrar ao país como é bonito o futebol português. Demasiado artificial para mim. Tão artificial que nem me esforcei para viajar a meio da semana e ver a meia final ao vivo. Desconfio daquele show off todo. Acima de tudo, não tenho memória curta e aquilo que vi no Porto - Benfica dessa noite em Braga ainda hoje incomoda-me. Repito, deu para sentir que não somos bem vindos aquele evento. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho toda a moral para falar da Taça da Liga porque no arquivo vão encontrar muitos textos em que sempre defendi que o Benfica tem que levar a sério a prova e vencer para continuar a somar taças no seu rico Museu Cosme Damião. Quando lhe chamavam Taça da Cerveja, Taça da Carica, Taça Luicilio, quando se diziam aliviados de sair da prova antes do final para não terem desgaste, o Benfica sempre prestigiou a prova. A Taça da Liga cresceu, ganhou dimensão e evoluiu muito graças às sete finais que o Benfica venceu. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas a Liga Portugal não soube aproveitar e cimentar a prova. Não soube ou não conseguiu dar o passo final definitivo para que a competição se impusesse com importância no calendário nacional. As mudanças que foram feitas estragaram a ideia inicial e o formato encontrado é do nível do terceiro mundo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O facto do vencedor da Taça da Liga não ter acesso a uma prova europeia mata à nascença o interesse de quase todos os clubes que lutam por essa possibilidade. A calendarização da prova é absurda. Os primeiros jogos só servem para despachar clubes mais pequenos que ainda nem acabaram a pré temporada e avança-se para um sorteio de fase de grupos que é uma mal disfarçada selecção da natureza à espera que os três clubes de sempre confirmem a presença na tal Final Four. Tudo se faz para que Benfica, Porto, Sporting e Braga estejam nas meias finais. É embaraçoso e pequenino.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A competição nasceu com boas intenções, dar tempo e espaço aos mais jovens de aparecerem num nível competitivo mais interessante. Mas, entretanto, foi criado um campeonato de Sub-23 e há as equipas B a jogarem na segunda Liga profissional. A Taça da Liga perdeu-se neste contexto e mantém um regulamento tão labiríntico que faz com que o público desconfie se aquilo é tudo cumprido. No ano passado tivemos aquele caso do Porto no Jamor, agora temos o Portimonense a protestar um jogo. Para trás temos imagens desoladoras de estádios vazios com jogos a horários idiotas desde o verão até agora. Guardo com um certo carinho as imagens de um resumo de um jogo em Barcelos que devia ter umas 100 pessoas envolvidas, já a contar com as equipas. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica deixou claro nesta última semana as suas prioridades. Em relação ao jogo da Taça de Portugal com o Braga, Lage manteve Tomás Tavares no 11. E Zlobin. Mesmo assim, com a chamada segunda linha o Benfica tem que ganhar, isso tem que ser uma obrigação. Mas não deu, em especial naquele jogo com o Vitória de Guimarães na Luz, onde ficou claro que não ia ser fácil fazer mais dois jogos em Janeiro. Lá está, depois recordo-me da nossa última presença na Final Four e não consigo ficar demasiado frustrado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Carlos Carvalhal tem toda a razão quando diz que isto é para os que precisam de ganhar a vida. Ele e o Rio Ave são a imagem mais simbólica do que é a Taça da Liga actualmente, uma aberração forçado que quer escolher a dedo finalistas e vencedores. É bom para quem precisa disso para ganhar a vida. Ele não precisa e acha que foi ultrapassado um risco demasiado perigoso. Quer bater com a porta. Fica a perder o Rio Ave, fica a perder o futebol português porque o Carlos Carvalhal é do lado bom que ainda há no futebol. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Liga Portugal no passado mês de Janeiro não pareceu nada incomodada com outro roubo que aconteceu no clássico do Minho. Este ano não vai ter o Benfica e a sua gente para acenar com fan zones e vendas de bilhetes. Vão continuar sem conseguir encher a Pedreira. Ficam a perder como todas as organizações perdem quando não têm o clube que mais gente arrasta presente. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Disse-o em Janeiro, repito agora, esta competição deixou de fazer sentido, por tudo o que expliquei e argumentei atrás, e só a Liga Portugal parece não se importar com isso. Continuam apenas e só preocupados em transformar um semana de Janeiro numa festa tosca, artificial a que juntam o ridículo título de campeões de inverno a uma competição que é uma mão cheia de nada. Mas é sempre divertido ver os que mais desprezaram a prova, os que lhe chamaram os nomes mais imaginativos a festejarem loucamente a sua conquista. Ainda vai dar para ver o único clube, do grupo dos protegidos no formato da prova, que não conquistou o troféu a quebrar essa falha e a festejar como se não fosse um alivio ser corrido a meio da competição. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma palavra final para o Vitória de Guimarães que não tem culpa nenhuma deste lodo todo e conseguiu o apuramento de forma bem justa. Que consigam dar uma alegria maior à sua legião de adeptos que bem merece. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 19 Dec 2019 01:24:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 2 - 1 Braga e Artur Soares Dias 0</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;slbscb.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G6a176606/21649405_9CDL1.jpeg&quot; alt=&quot;slbscb.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;813&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Taça de Portugal é uma prova com enorme história. Foram os clubes, os jogadores e os adeptos que ao longo de várias décadas escreveram capítulos valiosos que todos juntos resultam numa competição mítica que, quase sempre, se resolve no Jamor. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como adepto do Benfica, as minhas grandes recordações estão relacionadas com jogos do clube na Luz e também fora. Boas e más. Muitas. A primeira final no Jamor com vitória de 1-0 sobre o Porto com golo de César. Todas as finais. A ironia de ter visto só vitórias contra os dois rivais e as derrotas terem aparecido da forma mais inesperada contra outros clubes como Belenenses, Boavista ou os Vitórias. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gratas recordações das visitas à antiga Luz do Régua, Ponte da Barca ou Dragões Sandinenses, dos 12-0 ao Marinhense e dos 14-1 ao Riachense, que fez um golo por simpatia do Bento que era da Golegã. Daquele prolongamento com o Estrela de Portalegre que o Tó Portela resolveu depois de entrar para o lugar de Chalana e evitar o jogo de desempate em Portalegre. Sim, porque a Taça era a prova onde um empate dava direito a prolongamento e se ficasse resolvido íamos para segundo jogo na casa do visitante. Foi assim que o Cartaxo veio parar à Luz! Tudo a zero até final do prolongamento no Cartaxo, num campo pelado. Escândalo! Jogo para a Luz e 7-0 para o Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Taça que me fez ir ver dezenas de jogos ao longo da vida sem o Benfica em campo. As finais entre Farense e Estrela, a tarde do Campomaiorense - Beira Mar, e os jogos das primeiras eliminatórias com equipas dos distritais em acção, em Lisboa e no Algarve. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tantas e tantas memórias de uma competição que foi ficando fora de moda e pouco apetecível. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando a Liga Portugal inventou a Taça da Liga acabou por espicaçar a Federação Portuguesa de Futebol para modernizar e actualizar a Taça de Portugal. Tanto assim é que, actualmente, as meias finais e a final da Taça (mais a Supertaça) são espectáculos ambiciosos e cartões de visita da FPF para rivalizar com aquela bizarra Final Four da Taça da Liga que dá um campeão(?) de inverno na semana do futebol em Braga. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enfim, lutas de vaidades que pouco ou nada tem que ver com o adepto do futebol. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É verdade que a FPF revitalizou a Taça de Portugal. Chamou os clubes mais pequenos das Distritais para as primeiras eliminatórias a troco de prémios financeiros essenciais para viabilizar a presença de todos na prova. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas depois falha no esquema do sorteio. Ao fim destes anos todos ninguém entende o esquema de repescados que desvirtua o espírito da prova e vai buscar equipas derrotadas sem critério nenhum, proporcionando reencontros tão embaraçosos que se repetem jogos entre os mesmo clubes e até com resultados finais diferentes! Impensável. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi positiva a ideia de obrigar as equipas dos escalões profissionais a jogarem na casa das equipas &quot;amadoras&quot;. Mas a ideia acabou também desvirtuada com desvios de jogos para terceiras casas. Felizmente, é algo que melhorou muito este ano com as visitas do Benfica à Cova da Piedade e Vizela, por exemplo. Mas não deixámos de ter um Porto - Coimbrões na casa do Porto B. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre coisas positivais para melhorar a prova está também a entrada de mais operadores de televisão com o canal 11 da FPF. Só que tudo isto passa para segundo plano quando olhamos para o modelo das meias finais de uma prova que é toda ela a eliminar num só jogo. Porque raio é que as meias finais são a duas mãos? Claro que a resposta está nos interesses financeiros. O problema é que desvirtua todo o espírito da prova, mais uma vez. Um clube pequeno que consigo a proeza de atingir a meia final fica com a missão quase impossível de surpreender uma adversário mais poderoso porque vai ter de o fazer duas vezes. O dinheiro não pode ser tudo, a FPF tem que acabar com as meias finais a duas mãos. Querem mais jogos com as equipas profissionais? Então façam com que esses clubes entrem mais cedo em competição em vez de começarem na 3ª ronda, parece-me fácil. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Devolver o feliz rótulo de Festa da Taça aos jogos da prova actual é um acto de enorme hipocrisia. Em testemunhei verdadeiras jornadas de Festa da Taça ao longo das últimas décadas. Só com uma ligeira diferença, os jogos eram disputados aos domingos à tarde, na sua enorme maioria. &lt;br /&gt;Vale a pena olhar para esta fase, relativamente adiantada, da prova. Jogam-se os 1/8 de final da Taça. A Festa da Taça fez-se em Viseu numa 3ª feira a seguir ao almoço. Na Póvoa de Varzim a meio da tarde do mesmo dia e na Marinha Grande nessa 3ª feira à noite. Era feriado? Nem por isso. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Continuou hoje na Sertã a seguir ao Almoço, em Paços de Ferreira a meio da tarde e na Luz às 20h45 de uma 4a feira. Era feriado? Claro que não. A festa continua amanhã, 5ª feira, dia normal de trabalho. Estádios vazios, Luz com meia casa, adeptos revoltados por não poderem acompanhar os seus clubes. O espírito da prova rainha não era nada disto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o que dizer da medida tomada a meio da prova? A partir desta fase os jogos passam a ter VAR. Então mas e os encontros que ficaram para trás? As dúvidas e as polémicas das eliminatórias anteriores? Muda-se assim as regras?! E estranho. E mais estranho fica quando ficamos a saber mais pormenores sobre esta entrada do VAR na Taça. É que há VAR mas só para alguns! Só em metade dos jogos desta ronda é que há VAR. Digno do terceiro mundo, não é?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o que isso traz de bom ao Estádio da Luz, em Lisboa? &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como o Benfica - Braga tem a curiosidade de ser disputado precisamente na mesma data de 2014, quando o Braga venceu o Benfica para a Taça, última vitória dos minhotos contra o Benfica, o Conselho de Arbitragem achou que devia chamar o mesmo árbitro dessa triste noite, Artur Soares Dias. E quem melhor do que Carlos Xistra para ir para o VAR? Parece gozo mas não é. É a realidade. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como se não bastasse o Benfica ter um dos adversários mais duros tão cedo na prova ainda leva com uma dupla de arbitragem capaz de fazer convencer qualquer indeciso a ficar em casa numa noite invernosa de chuva, vento e frio evitando o incómodo de ir passar um irritado serão à Luz. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como se percebe o único chamariz para termos adeptos no Estádio é o futebol do Benfica, é a história do Benfica e é o amor que os benfiquistas têm ao clube. O resto à volta está todo errado. Todo!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste primeiro jogo da Taça de Portugal na Luz descobrimos que há inovação nas regras da prova. Pela primeira vez na vida vejo o Benfica a jogar com o equipamento principal em casa contra uma equipa de vermelho. A regra da Federação sempre obrigou o Benfica a jogar com o equipamento alternativo quando recebia um clube com as cores semelhantes. Vão ver os resumos com o Braga para esta prova em 2012 e 2014 e reparem nas cores do Benfica. Mais uma mudança na tradição. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que não muda é aquela postura do Artur Soares Dias nos jogos do Benfica. A altivez, a arrogância, o prazer em distribuir cartões amarelos, as faltas e as faltinhas capazes de tirar do sério qualquer Monge do Tibete em reflexão, as decisões erradas contra os jogadores do Benfica, a consulta ao VAR em caso de dúvida que, recordemos sem nos rir, era chefiado por Carlos Xistra... &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi uma desafio muito complicado para a equipa de Lage que manteve toda a equipa que tão boa conta tem dado, só trocou de guarda redes. O Braga começou em vantagem, os nervos ameaçaram tomar conta da equipa e das bancadas mas com Pizzi e Vinicius tudo se resolve. Hoje. o futebol do Benfica chegou para dar a volta ao resultado contra um Braga muito combativo e a tal arbitragem. Valeu para ver o Tomás Tavares a crescer mais um bocadinho naquele lado direito, para apreciar mais pormenores de Adel, perceber o bom momento de Chiquinho e Cervi e, acima de tudo, pela vitória. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de tudo ter sido feito para estragar esta Festa da Taça, o Benfica soube dignificar a Prova Rainha e garantir presença nos 1/4 de final. O último jogo de 2019 na Luz foi feliz. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma nota para dizer que é um prazer que é rever o André Horta no relvado da Luz, mesmo que tenha sido só para aquecer. Prazer extensível ao seu irmão mas o natural destaque vai para o André pela passagem recente e triunfante que teve no clube. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já que se fazem tantas mudanças e alterações na Taça de Portugal, vou deixar mais uma sugestão: era importante também ir riscando equipas de arbitragem do caminho. Hoje Soares Dias e Xistra tiveram a sua noite de exibição. Pronto, já chega. Que acompanhem o Braga nesta saída da prova, pelo menos no que diz respeito a jogos do Benfica. Era justo. E sem repescagens, por favor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, agora entramos na recta final da prova e os problemas diminuem, é isso? Claro que não! Estamos em Portugal e este país nunca desilude no que diz respeito a originalidades à volta do futebol.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabem quem é que pode calhar em sorte ao Benfica na próxima ronda? A equipa da claque do Porto! Sim, o líder da claque legalizada do Porto ( e da Selecção da Federação que organiza a prova) e seus companheiros podem jogar contra o Benfica. Aliás, o líder/jogador já fez saber que o seu desejo é defrontar o Campeão Nacional para mostrar o que é o ADN dos Super Dragões. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tentei explicar esta possibilidade a um amigo inglês do Liverpool e acho que a esta hora ele ainda pensa que eu estava a inventar só para ser mais bizarro que a Liga dele que obrigou o seu clube a jogar com crianças contra o Aston Villa. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É a Festa da Taça da Prova Rainha. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Obrigado, Benfica por esta vitória e por este ano inesquecível de futebol na Luz! Memorável. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 15 Dec 2019 01:50:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 4 - 0 Famalicão: Um 2019 Épico na Liga </title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;_JPT1850.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G4b18b7ff/21645133_3IRaf.jpeg&quot; alt=&quot;_JPT1850.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;854&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dia 17 de Outubro de 1998, perto da meia noite em Lisboa. Portugal vivia um período de esperança, em particular Lisboa estava em empolgada no pós Expo&apos; 98. Mas o Benfica não sabia o que era festejar um campeonato desde 1994. Em 1998 ainda não havia blogues e estes desabafos ficavam nas mesas de cafés e nas ruas estreitas e labirinticas do Bairro Alto. Como nesta noite de 17 de Outubro de 1998, depois de mais uma ida ao Estádio da Luz. Um ritual nunca interrompido mesmo que na altura não fizesse o menor sentido ser um dos 25 mil adeptos que se dignavam a ir ver um Benfica - Alverca para o campeonato nacional. Um adepto com cativo e orgulhoso de não falhar nenhum jogo na Luz. Mesmo que na ficha desse jogos estivessem Paulo Santos, Abel Silva, José Soares, Marco Freitas, Ramires, Maniche e Mário Wilson no banco do... adversário! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Era o mundo ao contrário. O Benfica de Souness empatava 2-2 com o Alverca. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O hábito era ir para a Luz motivado por uma misteriosa esperança e sair de lá, invariavelmente, frustrado. Essa tristeza levava-me a longas noites de reflexão com amigos. Uma terapia sempre à procura de algo positivo que nos mantivesse ligados a qualquer coisa. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em Outubro de 1998, depois desse 2-2 com o Alverca, alguém projectou o futuro numa conversa bem regada e dizia algo como isto:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dia vamos rir destas noites. Vamos recordar estes pesadelos quando liderarmos com frequência a primeira liga. Por exemplo, em 2019 vamos chegar ao fim do ano, olhar para os jogos que disputámos a contar para o campeonato e dizer: perdemos um jogo em Portimão no primeiro jogo do ano mas no último vamos dar 4 ao Famalicão e confirmar a liderança na passagem de ano. Entretanto, vamos recuperar 7 pontos de atraso entre Janeiro e Maio e vamos festejar o 37º de campeão. Depois, damos 5 aos lagartos na Supertaça e, apesar, de perdermos um clássico em casa, fechamos o ano a golear e com vantagem para o rival Porto. Depois de Portimão, todo e qualquer jogo fora da Luz que façamos em 2019 a contar para Liga vamos ganhar. Nem empatamos, só ganhamos. Em Guimarães, em Braga, em Alvalade, no Dragão, em Moreira de Cónegos, nos Açores, nos Arcos, onde quiserem. Só ganhamos. Teremos um jovem treinador que pega na equipa e só não vence duas vezes. De resto, ganha tudo com 109 golos marcados e 21 sofridos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais: vamos ter um português a partir tudo, a marcar golos, a dar golos, a fazer jogar com o nome de Pizzi. E um marroquino a jogar um futebol mágico. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alto!! Aqui mais ninguém estava a ouvir este amigo optimista. No 2-2 com o Alverca o nosso marroquino era o Tahar. Não dá para imaginar um jogador desta nacionalidade a ser uma referencia da equipa. Fiquemos pelo Hajry. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div id=&quot;qpMPzJ1793288379&quot; class=&quot;ink-carousel&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;stage&quot;&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;list-style: none;&quot; class=&quot;slide all-100 align-center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;lazyload-item&quot; src=&quot;&quot; /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;nav style=&quot;position: static;&quot; id=&quot;qpMPzJ1793288379-pagination&quot; class=&quot;ink-navigation half-top-space&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;pagination chevron&quot;&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/nav&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A conversa nunca existiu, foi só um exercício de imaginação porque ninguém teria a capacidade para imaginar em 1998 um ano como o de 2019. Quem diz 1998 diz entre 1995 e 2004. Ganhar, golear, jogar bem, ter jogadores de nível superior, era toda uma realidade cada vez mais distante num clube que até 1994 parecia destinado a ganhar todos os anos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por ter vivido intensamente essas épocas, dou muito valor a noites como a de hoje. Voltar a ver o Famalicão na Luz, com personalidade, bem treinado, descomplexado contra um Benfica em alta rotação e a jogar um futebol atraente, é algo natural para as gerações mais novas mas é um orgulho maior para quem passou pelos anos negros. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica cresceu em Leipzig e veio melhorar desde o jogo da Alemanha. Depois da goleada no Bessa, dos 3-0 ao Zenit, um 4-0 ao Famalicão em forma de grito de guerra a apontar a qualidade de Pizzi, Tomás Tavares ( a crescer tanto ), Adel, Chiquinho, Cervi e Vinicius, por exemplo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica está a jogar bem, Bruno Lage assinou uma página histórica no clube em 2019 que vai ser lida com espanto e saudade daqui a anos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só peço que 2020 traga uma normal continuidade deste ciclo incrível. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para o campeonato, 2019 morre aqui. Temos de esperar, quase, um mês para jogar nesta competição.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se em 1998, alguém me dissesse que ainda ia viver um ano como este de 2019 a ver o Benfica, eu iria reagir com violência. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda bem que vivi o suficiente para ver este ciclo e este jogo. Aproveitem este Benfica. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 11 Dec 2019 01:30:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 3 - 0 Zenit: Retoma Europeia </title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;78607736_10162741178725716_408234081684291584_o.jp&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G2517ec71/21641420_TWYCZ.jpeg&quot; alt=&quot;78607736_10162741178725716_408234081684291584_o.jp&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Noite europeia à Benfica na Luz! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica foi de menos a mais nesta fase de grupos da Champions League e acabou em alta rotação garantindo a permanência na Europa em 2020. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo mudou em Leipzig quando o Benfica arrancou para uma exibição autoritária conseguindo chegar a uma vantagem de dois golos que voltaram a ligar a equipa à rota europeia. Depois um final dramático acabou por ditar o afastamento da Champions e deixar o clube com um pé fora das provas europeias na segunda metade da temporada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bruno Lage leu bem os sinais que a equipa lhe deu na Alemanha e passou e trabalhar sobre a base lançada nessa noite. Depois desse jogo, 4-0 ao Marítimo, 1-4 no Bessa e a vitória de hoje. Pelo meio ficou aquele empate na Covilhã com um &quot;11&quot; de outro contexto. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou seja, a boa exibição com o Marítimo validou o que de bom se fez na Alemanha e a goleada no Bessa deu um sinal muito forte do crescendo de forma do Benfica num terreno onde muitos rivais esperavam uma escorregadela. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A confirmação da subida de forma do Benfica aliada a exibições mais empolgantes veio na última jornada da Liga dos Campeões. O Benfica precisava de vencer por 2-0 e acabou por ganhar por 3-0. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi para o intervalo com um empate a zero que já era injusto para aquilo que o Benfica criou, jogou e procurou. Com Adel Taarabt em grande destaque no meio campo ofensivo, com Pizzi a aparecer muito bem, o Benfica fez três golos na 2ª parte. Pizzi assistiu Cervi, Pizzi marcou de penalti depois de uma mão na área de Douglas Santos que acabou expulso e ainda viu Azmoun a fazer um auto golo que acabou por deixar o Zenit fora da Europa. Os russos contavam com o apuramento na Liga dos Campeões acabaram eliminados das provas da UEFA por que em Lyon houve empate 2-2 com o Leipzig. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O futebol dá muitas voltas, hoje gostei de ver o Ivanovic incrédulo no final da partida com o destino que o jogo lhe ditou desta vez. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica falhou no apuramento da Champions mas teve objectividade para ir buscar a passagem para a Liga Europa. Deixa de fora o Zenit que comanda confortavelmente a liga russa com 10 pontos de vantagem sobre o... Krasnodar. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É uma retoma europeia na última noite de provas da UEFA em 2019 na Luz. O Benfica costuma procurar um equilíbrio no seu futebol até ao final de Dezembro, tem sido assim nas últimas épocas, para depois melhorar a produção a partir de Janeiro. Parece que este ano a subida de forma veio mais cedo. Ainda bem. Que seja para continuar já no Sábado contra o Famalicão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>opinião</category>
  <category>crónica de jogo</category>
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  <pubDate>Sat, 07 Dec 2019 02:00:00 GMT</pubDate>
  <title>Boavista 1 - 4 Benfica: Categórico Fecho de Ciclo</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;79297647_10162721279745716_8805597338157449216_o.j&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G2b1838ab/21638401_n2Hy3.jpeg&quot; alt=&quot;79297647_10162721279745716_8805597338157449216_o.j&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;857&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale a pena voltar aquela noite fria de meio de semana em Portimão no começo deste ano. Com a desilusão instalada, a viagem Algarve - Lisboa foi das mais duras de sempre. Se alguém dissesse naquela noite que a partir dali íamos ganhar todos os jogos fora da Luz para o campeonato até ao final do ano seria assassinado com justa causa. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, proponho ao prezado leitor que prestigia este blog com a sua visita, o seguinte desafio: alguma vez teve um ano civil em que o Benfica tenha ganho todos os jogos fora de casa para o campeonato? &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alguma vez se atreveu a pedir nuns daqueles desejos de passagem de ano &quot;neste ano novo só quero que o Benfica vença todos os jogos para a Liga como visitante!&quot;? &lt;br /&gt;As respostas mais prováveis são negativas. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, no entanto, o ponto de partida foi Portimão. Tivemos que passar pelo Dragão, por Alvalade, por Guimarães, duas vezes por Braga e agora pelo Bessa, entre tantos outros destinos que aqui fui documentando ao logo de 2019. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contar todos estes jogos por vitórias é estrondoso. Fechar o ciclo com uma goleada no Bessa contra o Boavista de Lito Vidigal e com uma arbitragem de Jorge Sousa é épico! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Grande jogo do Benfica na cidade do Porto. Vitória categórica do Benfica num estádio muito difícil contra uma equipa fortemente competitiva, com uma abordagem muito física e com reforço defensivo sempre à procura de desfazer e contrariar o adversário. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Boavista jogou exactamente aquilo que se esperava mas encontrou um Benfica completamente focado na vitória e com absoluto conhecimento do adversário. Parecia que os jogadores do Benfica adivinhavam tudo o que o Boavista tinha preparado para esta batalha. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O facto de Pizzi ter marcado um golo muito, anulado com a ajuda do VAR, mostrou ao Boavista que não ia ser fácil quebrar o ritmo, perder tempo, cair no anti jogo e adormecer o Benfica levando-o para a zona de confronto tão conhecido pelos jogadores de Vidigal. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O golo de Vinicius com um passe soberbo de Pizzi veio confirmar a intenção do campeão. Só nos últimos minutos da 1ª parte com o golo do Boavista o jogo pareceu dividido. E depois no arranque da 2ª parte o Boavista tentou manter o balanço só que a equipa de Bruno Lage sabia que tinha feito mais do que suficiente para estar a ganhar o jogo nos primeiros 40 minutos, era só manter o ritmo, a atitude e a ambição até voltar à vantagem. E foi o que aconteceu. Cervi fez o 1-2, num lance em que os boavisteiros, e não só, ficaram a pedir uma falta que não existe, depois Vinicius decide o jogo com mais um belíssimo golo e Gabriel fecha as contas com um raro golo de cabeça. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1-4 no Bessa é um claro sinal da boa forma da equipa de Lage na Liga. Confirma a excelente exibição na Luz contra o Marítimo na jornada passada e faz pensar que o Benfica nos últimos anos tem vindo sempre de menos a mais no campeonato, portanto, a tendência é melhorar e jogar mais e melhor daqui para a frente. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o Benfica a preparar assim o jogo, a jogar desta maneira, a marcar com esta facilidade, com uma apoio magnifica naquele topo por trás da baliza para onde atacou a equipa na 2ª parte, com a atitude e a ambição com que contornou as dificuldades extra vindas de Jorge Sousa, o Benfica deu um claro sinal de força na defesa de um título que foi ganho de forma lendária na primeira parte deste ano. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por falar em apoio, talvez o segredo para esta série incrível de vitórias longe da Luz esteja relacionado com o ambiente que a equipa encontra nestes jogos fora. É um contraste gigante com o ambiente que se vive por estes dias nos jogos em casa. Não é uma critica, é constatar um facto. Que sirva para reflexão. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um 2019 só com vitórias fora de casa depois de Portimão é outro tipo de monotonia que preciso na minha vida. E esta eu nunca tinha vivido. Que se mantenha assim em 2020. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>crónica de jogo</category>
  <category>liga 2019/20</category>
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  <category>boavista</category>
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  <pubDate>Wed, 04 Dec 2019 01:15:00 GMT</pubDate>
  <title>Covilhã 1 - 1 Benfica: Consolação Mínima no Golo de Jota</title>
  <author>J.G.</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;jota.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gf0172ec2/21635881_gE0Zn.jpeg&quot; alt=&quot;jota.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;853&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje foi mais um episódio de um capitulo que o Benfica tem urgentemente de rever. Falo do capítulo de jogos oficiais contra equipas de escalões inferiores. O Benfica está a criar um ciclo de estranhas dificuldades contra clubes da 2ª e 3ª divisão nos últimos anos. Isto não é um problema deste plantel e desta equipa técnica. Isto arrasta-se e tem vindo a confirmar-se como um problema a cada jogo. Já o tinha escrito por altura do jogo com o Vizela para a Taça de Portugal, a eliminatória com o Cova da Piedade foi a excepção que confirma a regra, os compromissos do Benfica têm sido sempre superados com ares de serviços mínimos, com exibições fracas e resultados escassos, alguns tirados a ferros. Foi assim com Real, Vianense, Cinfães, 1º Dezembro, Arouca, entre outros. No final tem-se aproveitado sempre o resultado final e o apuramento para a fase seguinte. Ainda há um ano na Vila das Aves o Benfica só confirmou a ida à Final Four da Taça da Liga nos minutos finais do jogo com o Aves com um golo de Seferovic.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;São demasiados jogos a cumprir serviços mínimos e a colocar o clube a jeito para uma eliminação prematura de uma das Taças. Na verdade não voltou a acontecer &quot;Gondomar&quot; ou &quot;Varzim&quot;, e espero que não tenha de voltar a ver tal coisa na minha vida, mas tem havido demasiadas lembranças desses momentos cada vez que o Benfica está a perder contra uma equipa de uma divisão inferior. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Escrevo isto porque tenho ideia que num passado não muito distante o Benfica apresentava-se na Taça da Liga e na Taça de Portugal nestes jogos com equipas teoricamente inferiores com uma personalidade e uma atitude que lhe valiam noites tranquilas e e vitórias naturais. Aconteceu com Jorge Jesus, aconteceu também com Rui Vitória e mostrava uma equipa forte em todas frentes independentemente das mudanças naturais na Taça de Portugal e obrigatórias na Taça da Liga. Foi assim que o Benfica equilibrou e até se afirmou como clube com mais competições conquistadas em Portugal, as sete Taças da Liga vinham compensar a ausência de vitórias na Supertaça. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinto que nos últimos tempos a intensidade na abordagem a estas partidas diminui e a qualidade de jogo também. Não pode ser esse o caminho. O Benfica tem que ter como prioridade ir somando conquistas, principalmente na Taça de Portugal onde só apresenta três tardes felizes no Jamor nas últimas duas décadas. E agora corremos o risco de entrar no quarto ano de jejum na Taça da Liga. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como não ouvi nem li nenhuma declaração de ninguém ligado ao Benfica explicando que o clube desprezava as competições secundárias em Portugal, os jogadores precisam de perceber a importância das mesmas. Os jejuns são perigosos e as ausências no Jamor doem a qualquer adepto. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto não significa que na Covilhã a equipa técnica devesse ter lançado mais jogadores &quot;titulares&quot;, mesmo porque a ideia da Taça da Liga é dar espaço aos mais jovens e menos rodados. A questão é que os menos utilizados do Benfica têm que ser sempre melhores que a melhor equipa do Covilhã. Têm que fazer pela vida, mostrar que o clube pode contar com eles, têm que assegurar a qualidade que difere entre o Campeão Nacional e um clube que luta para subir à primeira divisão. E o problema é que dificilmente sentimos isto a acontecer nestes jogos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando é preciso lançar Pizzi, Vinicius e Taarabt para tentar revirar um resultado na Covilhã é porque o colectivo não funcionou e o objectivo não foi conseguido. Salvou-se Jota que merecia uma noite de contexto mais feliz para celebrar o seu primeiro golo na equipa principal. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada disto deverá pesar na preparação para o jogo do Bessa mas fica uma imagem muito pálida da ambição do Benfica na terceira prova do calendário português. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Insisto que depois do clube ter somado sete Taças da Liga, o passo seguinte não pode ser o afastamento da prova. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Importa mesmo reflectir sobre estas exibições nas últimas épocas e voltar a assumir e a cumprir o óbvio e natural favoritismo que o Benfica historicamente tem que ter contra adversários destes. Não é um pedido, é o desígnio do clube mesmo numa prova com um formato de terceiro mundo, com uma calendário aberrante e com uma final four desajustada do contexto do futebol europeu. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 01 Dec 2019 02:30:00 GMT</pubDate>
  <title>Benfica 4 - 0 Marítimo: Prova de Vida</title>
  <author>J.G.</author>
  <link>https://redpass.blogs.sapo.pt/benfica-4-0-maritimo-prova-de-vida-1184007</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 1280px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;76973965_10162690273780716_9000321478796771328_o.j&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G7117627f/21633006_LOJPs.jpeg&quot; alt=&quot;76973965_10162690273780716_9000321478796771328_o.j&quot; width=&quot;1280&quot; height=&quot;924&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica é uma óptima ideia que veio ao mundo há mais de cem anos. Um conceito abstracto que é abraçado por milhões de simpatizantes e que na teoria tem tudo para ser a melhor ideia de sempre. Algo que influencia a vida das pessoas, algo que passa a guiar e a influenciar quase tudo na vida daqueles que desde sempre abraçam esse ideal de ser benfiquista. O futebol do Benfica é algo de tão esmagador que passa de geração em geração, gera amor e ódio e transforma a exigência em demência. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É tão abrangente que se tornou o objecto mais mediático do país para o bem e para o mal. É algo de tão forte que divide o universo benfiquista em vários sub géneros. Alguns transversais a todos os universos de adeptos de todos os clubes, os mais optimistas, os que só querem falar do que está bem, e o mais pessimistas, os que acham que está tudo mal e se desgastam à espera das desgraças para poderem crescer para os optimistas com o clássico &quot;eu não disse?&quot;. Há de tudo um pouco no magnifico universo benfiquista, como em tudo na vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas  a grande tendência destes novos tempos, os tempos das opiniões sábias das redes sociais, das condenações públicas jogo a jogo a treinadores, dirigentes e jogadores, das exigências e intolerâncias, a grande tendência, dizia eu, é a de ver tudo pela negativa. Não é dramático porque é um estado de espírito que obriga o clube a andar sempre no limite, que não dá tempo nem espaço a zonas de conforto nem a adormecimentos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ganhar por 1-0 é uma vergonha, por 2-1 é porque se sofre um golo, por 3-1 e com exibição pouco entusiasmante é uma vergonha, por 5-0 é porque o adversário era fraco, por 10-0 é falta de respeito e por aí fora. Todos nós já ouvimos isto, todos nós já teremos dito algo assim. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como disse, é bom porque obriga sempre a mais e melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas também é imensamente triste. Também é perigosamente injusto. Acima de tudo, é estupidamente redutor e tira-nos algo que vai passando de geração em geração que é a, muito lusa, conclusão de que antigamente é que era bom. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um fado que transforma o passado em ouro e o presente em insuficiente. Algo que faz com que nem haja espaço para umas horas de folga, respirar fundo e concluir: porra, estou a ver o Rúben Dias a crescer em campo jogo a jogo. Que orgulho! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Caramba, o Taarabt é mesmo um craque de mão cheio e o nosso clube está a proporcionar-lhe encher o relvado da Luz de classe. O marroquino hoje foi &quot;só&quot; o melhor em campo. Ninguém vai usufruir disto porque virá sempre o passado do marroquino à baila. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por falar em relvado, no Benfica uma simples troca de relvado é assunto de Estado! Parece resolvido. E isso é bom? Claro que não, somos o Benfica e nunca devia ter acontecido. Mesmo que se desconheça que o lendário Benfica dos anos 60, 70 e 80 raramente apresentava um relvado melhor que este. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por falar em Benfica de outras décadas. Em 1993 o Benfica recebia o Marítimo a 3 jornadas do final do campeonato. O Benfica tinha jogadores como Futre, João Pinto, Paneira, Veloso, Mozer, Schwarz, Paulo Sousa, Kulkov, Yuran, Rui Águas, Rui Costa e Isaías, só para dizer alguns nomes. A maioria dos nomes vem à conversa sempre que se quer denegrir a equipa actual, ou o trabalho recente. &quot;Ah, isto nos tempos do Rui Costa, Mozer, João Pinto, Paneira, Futre...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu fui ver esse jogo com o Marítimo na Luz. Chovia muito. Apareceram no Estádio antigo, que à hora em que escrevo faz anos que foi inaugurado, pouco mais de 10 mil pessoas. O Benfica não ganhava sempre, os adeptos do Benfica não enchiam sempre a Luz, os jogadores do Benfica não jogavam sempre bem. Isto, apesar, de se dizer hoje que antigamente é que era à Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os números que Bruno Lage apresenta em 2019 para o campeonato nacional são estrondosos, a facilidade com que o Benfica goleia faz com que Lage já tenha mais de 100 golos marcados em cerca de 30 jogos para a Liga. O Benfica é líder e campeão em título. Podia viver em clima de festa, confiança e superioridade. Felizmente, não vive. O dia a dia à volta do clube é de uma eterna crise.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ninguém quer ir para casa rever a exibição do Taarabt. Ninguém quer admitir que se precipitou ao condenar a contratação do Vinicius, ninguém quer dizer que o Pizzi é um dos melhores jogadores da história do Benfica, ninguém quer parar para apreciar a qualidade do Rúben Dias e a evolução do Ferro porque a ânsia de os ver errar é maior que o prazer de os ver triunfar. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo o que foi feito de bom esta noite nunca será valorizado se num futuro próximo o Benfica perder pontos da Liga, como se as coisas estivessem ligadas. Ou seja, como se um bom trabalho de uma noite ficasse à espera de validação eterna. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta urgência há muito que extravasou para fora do jogo. Veja-se a maneira como se trata a questão das claques em Portugal. Um problema como se fosse uma podridão, como se não houvesse gente boa e de bem no meio de cada claque. É legalizar e pronto. É obrigar esse pessoal a usar um cartão para ter direitos nos estádios e está resolvido. Como se esses movimentos não tivessem uma história, não fossem movidos a paixão e dedicação, como se, como dizia o Gullit, o facto de meia dúzia de estúpidos estragar o que a maioria faz de bom desse o direito de transformar o todo num lixo. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitos viram uma faixa aberta no Topo Sul do Estádio da Luz dedicada à Petra. Muitos perguntam quem é a Petra. Ninguém faz a menor ideia do que é ver e sentir uma amiga, uma companheira, uma associada exemplar na sua dedicação ao clube e ao Topo a sofrer por causa de uma doença injusta, traiçoeira e desesperante. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não interessa quem é a Petra, quem a conhece entende o tamanho e o significado de uma faixa a exigir Força com o reconfortante recado de Estamos Juntos. Isto é que devia fazer reflectir os imbecis e hipócritas que querem impor leis às três pancadas a grupos de associados que se manifestam da forma mais humana e solidária que a vida pode mostrar. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Viver com saúde é um privilégio que não devia ser descurado. Devia ser aproveitado para elogiar a classe do Adel, a finalização do Vinicius, a qualidade do Pizzi, a determinação do Rúben, o incrível trabalho do Bruno Lage que desde que tomou conta da equipa só não venceu dois jogos no campeonato. A vida é demasiado curta para ser vivida em negatividade disfarçada de moralidade e exigência. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje ganhámos, aproveite-se o momento. Amanhã logo se vê. Um dia vamos todos pedir streamings daqueles tempos em que o Benfica só sabia ganhar na liga portuguesa, umas vezes a jogar bem, outras nem por isso, com resultados curtos e com goleadas, com remontadas e com nota artística. Mas nada que nunca leve ninguém no momento a dizer algo como isto: É tão bom estar na Luz a ver este Benfica. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma frase que nos devia fazer reflectir, um autentico objectivo de vida, ter oportunidade familiar, financeira, social, e, acima de tudo, com saúde que nos permita estar ali ao lado da equipa do Benfica naqueles 90 minutos. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Benfica é maior que a vida mas só pode ser vivido enquanto estivermos a passar por cá. Todo o tempo que perdemos a antever o pior, é energia gasta. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Grande beijinho Petra, juntos. À Benfica!&lt;/p&gt;</description>
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