Solidariedade com a Palestina | Manif | 10 de Outubro 2026 | Lisboa

Intervenção conjunta
CGTP-IN / CPPC / MPPM / Projecto Ruído – Associação Juvenil
Estimados amigos e amigas,
Saudamos todos os que aqui estão presentes em prol da causa da Palestina e da exigência de um mundo de justiça e Paz
Agradecemos ao Rafael Balão e a todos os que aceitaram o nosso convite para intervir nesta iniciativa!
Aqui reafirmamos a solidariedade com o povo palestiniano, com a sua heróica e resistente luta por uma Palestina livre, pela concretização do seu Estado independente e soberano, pela Paz!
Assinalam-se três anos da intensificação do genocídio do povo palestiniano às mãos do regime sionista de Israel.
Se nunca nos calámos face às atrocidades cometidas por Israel, se não perdemos a voz para gritar bem alto a solidariedade com o povo palestiniano, se a nossa luta persistente obrigou o governo português a reconhecer o Estado da Palestina, não nos calamos hoje, nem enquanto a ocupação, a colonização, a violência desumana do sionismo continuar a agredir brutalmente o povo palestiniano e a negar os seus inalienáveis direitos.
Não aceitamos que o imenso sofrimento e a tentativa de aniquilação de um povo sejam “normalizados” e silenciados.
São mais de três anos de destruição sistemática da Faixa de Gaza. Três anos de bombardeamentos, de destruição de bairros, habitações, hospitais, escolas e outras infraestruturas essenciais. Três anos de famílias destruídas, de crianças mortas e feridas, de pessoas obrigadas a abandonar sucessivamente as suas casas, sem a perspetiva de encontrar um lugar seguro.
Mais de 74 mil mortos. Mais de 175 mil feridos. Eis a face da barbárie e do horror sionista que se abateu sobre o povo palestiniano.
Só nos últimos doze meses, que alguns dizem de cessar-fogo na Faixa de Gaza, Israel matou 1460 palestinianos e feriu 5116.
Até ao momento, dos escombros dos edifícios arrasados pelas cerca de 200 mil toneladas de explosivos despejados sobre Gaza e a sua população, o equivalente a 13 bombas atómicas de Hiroxima, foram levantados os restos mortais de 836 pessoas.
São milhares e milhares de vidas interrompidas, destroçadas.
Solidariedade com a Palestina - Exibição do filme NAZA e vígilia pela Palestina

No dia 9 de outubro, teve lugar uma sessão pública de exibição do filme NAZA, promovida pelo CPPC, CGTP-IN, MPPM e Projecto Ruído, onde Rui Pereira, da presidência do CPPC, interveio.

Intervenção de Rui Pereira na sessão no Cinema Trindade:
GAZA, NAKBA, NAZA…
Apresentação do documentário NAZA, no Cinema Trindade, Porto.
“O nosso problema não é o poder, mas sim a nossa impotência”.
Alasdair MacIntyre
Quando Theodor W. Adorno considerou impossível voltar-se a escrever poesia depois das revelações sobre Auschwitz, parecia que o intelectual crítico alemão de origem judaica, estabelecia não apenas o inominável. Aquelas palavras pareciam sugerir como algum tipo de limite para a capacidade humana de barbárie tinha sido atingido. Implicitamente pensava-se que não seria possível ao humano fazer pior do que aquilo que o nazismo acabava de fazer.
À milenar história da escravização, juntara-se o êxtase orgiástico e concentrado da destruição da vida à escala industrial. O século XX exponenciava a síntese entre exploração do trabalho e extermínio etno-político e eugénico-ideológico, na figura do “campo de concentração” que fora primeiramente inventado pelos ingleses na guerra contra os Boers, entre 1899 e 1902.
O nazismo perdeu a guerra e, com isso, perdeu também a verdade que os seus dirigentes reivindicavam (outros fizeram e fazem o mesmo ou parecido, diziam). A mesma derrota conduziu o que restou do povo alemão a refugiar-se na alegação de ignorância. Isso acontecia em lugares remotos, longe de nós, fora das nossas cidades e do nosso olhar. Nunca imaginámos que os nossos dirigentes fossem capazes de perpetrar tamanha monstruosidade. Em suma, nós não sabíamos.
O problema do que sabemos sobre o mundo e a vida no tempo em que habitamos um e a outra é de há muito um motivo de estudo em disciplinas como a epistemologia, aquela área da filosofia que se ocupa do saber e do não saber, do que é conhecer e quais os limites e possibilidades do conhecimento. Estudam-se, aí, coisas como a “responsabilidade epistémica” (somos responsáveis por aquilo que julgamos saber), ou “incúria epistémica” (não nos importa muito aquilo sabemos ou não e o que podemos ou não alegar para fundamentar o nosso saber ou o nosso não saber). Ou, ainda, a “malevolência epistémica”, i.e., a intenção com que é produzido o não saber e com que ele é, tácita ou tacticamente, aceite por aqueles que tendo tudo para saber, decidem, apesar disso, não saber. Mais precisamente, decidem não se importar com o que sabem porque, quando se sabe algo não é possível dessaber-se o que se sabe e isso implica inevitavelmente uma sombra na consciência de quem opta não só por não querer saber, mas mais precisamente por querer não saber.
Marco Rubio não é bem-vindo em Portugal! | 7 de Outubro 2026 Lisboa

Intervenção do CPPC
Boa tarde a todos e a todas (e somos muitos) os que fazem hoje questão de afirmar bem alto que Marco Rubio não é bem-vindo a Portugal, que lutam pela Paz no Mundo e a dizem Não à guerra!
Não! Não é bem-vindo o secretário de estado dos EUA, representante e protagonista da política externa da administração Trump de promoção da confrontação, da militarização das relações internacionais, da guerra, da flagrante violação dos principios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, da imposição de todo o tipo de ameaças, chantagens e medidas coercivas contra os povos que lutam pela sua soberania e direito ao desenvolvimento, do fomento do colossal aumento das despesas militares e da escalada armamentista.
Denunciamos o apoio dos EUA ao genocídio do povo palestiniano, a ocupação das suas casas e terras, a morte e a destruição levadas a cabo por Israel, bem como as agressões ao Líbano e ao Irão e exigimos a concretização dos direitos nacionais do povo palestiniano e a Paz no Médio Oriente.
No próximo sábado estaremos uma vez mais em Manifestação pelo Fim ao Genocídio, Fim à Ocupação, do Largo Camões para a Rua do Carmo a demonstrar uma vez mais a solidariedade com o povo palestiniano que heroicamente resiste e luta há mais de 78 anos e a exigir o fim do genocídio, o fim da ocupação, Palestina independente e paz no médio oriente! Afirmando que a Palestina vencerá!
Marco Rubio não é bem-vindo a Portugal!

