Quanta responsabilidade desresponsabilizada escrever o "quase" Desabafo X, até parece que me ando a lamentar. E por isso, vou mesmo fazê-lo, sonhando o mais possível, tentando fugir ao cruel destino que nos espera nesta sociedade tão desenquadrada com aquilo que sinto neste momento.
Então cá vai... já alguma vez sentiram, à saída de um filme, que era fantástico se pudessemos continuar a viver aquela história até que fossemos nós mesmos a vivê-la? Acontece-me mesmo muitas vezes, ultimamente então... filmes como "Avatar", "Robin Hood" e este último, o "Prince of Persia", fazem-me pensar à saida do filme... que porcaria não vivermos mais ligados à natureza, que porcaria não sermos uns bem feitores ou que porcaria não poder haver uma bela história de amor e termos uma namorada ou princesa simplesmente de cortar a respiração! Blah!!!
Creio que no fundo a coisa até se pode resumir à incrível insatisfação que vai crescendo lentamente de não estar cheio de alguém, cheio com a alguém, cheio para alguém...
E pensar no meu último desabafo? Que bom é reler e tentar sentir o que estava a sentir. E estou sempre a pensar a cada saída de um filme destes: Será que também eu fui um lutador ou guerreiro numa vida passada? E vivi um belo romance com uma rapariga que me preenchesse? Será que numa vida passada já me cruzei com raparigas que fazem ou fizeram sentido nesta vida actual? Por ex: será que numa vida passada me cruzei (quem sabe como um grande guerreiro), em algumas das minhas cruzadas, com tão bela moça? Será que ela estava mesmo destinada a ser uma alma gémea? É porque foi a melhor alma gémea que tive até hoje. Será que esta era mesmo a alma gémea e que não vai haver uma outra? Eu quero que haja outra, uma alma gémea ainda melhor, que faça vibrar cada parte de mim, que me revolte e que me solte a ira, e que me faça sofrer e ter prazer, que me faça chorar e sentir-me feliz. Será que é preciso emigrar outra vez? É que cada vez mais e ao nível do sexo oposto... a coisa não vai bem, e estou a falar de qualidade, não de quantidade.
Cada vez mais acho que por onde ando não há mulheres que me chamem a atenção de verdade, aquelas que fico sem palavras e embasbacado sem saber o que dizer, daquelas que me estimulam e que me fazem desejá-las com umas fúrias giras, daquelas que até me vêem as lágrimas aos olhos... Ai ca bom! Isso é que é!!!
Hum... tantas perguntas. E depois ainda as alemãs que estiveram esta semana a dormir em minha casa me perguntam: Porque é que tu e a Inês não namoram? Pois, também nós queriamos saber isso mas somos amigos... bolas!!!
Respostas... espero eu... para breve. E melhor ainda se nenhuma das minhas milhentas teorias tivesse lógica, isso é que era mesmo bom, seria sinal de que estava todo eu possuido de algo superior que ninguém consegue explicar e só uma palavra o pode descrever, mesmo que seja uma palavra tão pequena e mesmo assim tão insignificante, comparando com o que sentimos quando estamos... paixão!!!
Será que a Paixão deixou mesmo de ser Latente? Vamos ter de recuperar essa música... Ai vamos, vamos!!!
Agora gostava de ter-te aqui a dizeres-me "Não!" ao meu ouvido, a sentir cada centímetro da tua pele a pedir para te tocar outra e outra vez enquanto tentavas fugir ao teu, ao meu e ao nosso destino. E é pena não estares aqui e ter de ficar para uma outra altura.
Espero que possas ler isto um dia, com ou sem tradutor, e te revejas em cada palavra do que escrevo, será fantástico para nós e espero não ter andado a divagar assim tanto até descobrir este rumo final ao desabafo. É por isso que gosto da Fotossíntese, pode ser que resulte e que depois de leres isto me possas dizer mais uma vez que Não!