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Condado de Coimbra

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Condado de Coimbra
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878 – 1093 →
Continente Europa
Capital Coimbra
Língua oficial Língua Portuguesa
Religião Catolicismo romano
Governo Monarquia
História
 • 878Fundação
 • 1093Dissolução

O Condado de Coimbra (em português: Condado de Coimbra) foi uma entidade política formada pelas terras de Coimbra, Viseu, Lamego e Santa Maria da Feira, no atual Portugal. Surgiu no âmbito do Reino da Galiza na sequência da Reconquista, quando as terras de Coimbra foram conquistadas e entregues a Hermenegildo Guterres, que desempenhou um papel central na sua ocupação e repovoamento. A conquista de Coimbra ocorreu em 878, durante o reinado de Afonso III das Astúrias, e a documentação e a historiografia associam Hermenegildo Guterres à organização política e ao povoamento da região.[1][2]

Os descendentes de Hermenegildo Guterres mantiveram uma posição de destaque no território conimbricense durante várias gerações. Entre eles encontrava-se Gonçalo Moniz, conde de Coimbra, cuja atuação política se desenvolveu no contexto das disputas pelo poder na monarquia leonesa durante a segunda metade do século X. A documentação e os estudos historiográficos situam Gonçalo Moniz entre os principais magnatas do espaço conimbricense e relacionam-no com o mosteiro de Lorvão, de que foi importante benfeitor.[3][4]

A instabilidade política do reino aumentou durante as disputas sucessórias que se seguiram à morte de Ramiro II de Leão. O Condado de Coimbra desenvolveu então uma relação de rivalidade com o vizinho Condado Portucalense, especialmente durante os governos de Gonçalo Mendes de Portugal e Gonçalo Moniz. Este último participou ativamente nas disputas políticas do reino e terá-se rebelado contra o rei Sancho I de Leão.[5]

A região voltou a ficar sob domínio muçulmano durante as campanhas de Almançor. Em 987, Coimbra foi novamente tomada pelas forças muçulmanas, e a fronteira cristã recuou para norte.[6] Os descendentes de Gonçalo Moniz mantiveram, contudo, uma posição relevante na região. O seu filho Froila Gonçalves tornou-se conde e, durante as campanhas de Almançor, estabeleceu relações com o poder califal. Em 997, Froila Gonçalves juntou-se, com outros condes, às forças de Almançor que partiram de Viseu em direção à Galiza e participaram na expedição que culminou no saque de Santiago de Compostela.[7]

A cidade de Coimbra foi definitivamente conquistada pelos cristãos em 1064, durante o reinado de Fernando I de Leão. O cerco terminou em 9 de julho desse ano, e Sisnando Davides, um moçárabe que acompanhara o rei durante a campanha, recebeu o governo da cidade e do território envolvente. A sua autoridade estendia-se por um amplo espaço situado entre o Douro e o Mondego, incluindo territórios entre Lamego e o mar.[8]

Sisnando Davides governou Coimbra até à sua morte, em 1091, exercendo uma autoridade considerável sobre o território. A documentação apresenta-o com diferentes títulos, entre eles aluazir ou alvazil, cônsul e conde, e atribui-lhe um papel importante na reorganização e repovoamento do território reconquistado.[9]

Após a morte de Sisnando, o governo de Coimbra passou para o seu genro Martim Moniz de Ribadouro. A autonomia política do território conimbricense chegou ao fim no contexto da reorganização dos territórios do Ocidente peninsular promovida no final do século XI. Em 1093, o território de Coimbra passou para a esfera do Condado Portucalense e, em 1096, Henrique de Borgonha recebeu o governo dos territórios que incluíam Coimbra, no âmbito da reorganização política que deu origem ao território do futuro Reino de Portugal.[10]

Posteriormente, Coimbra passou a integrar o espaço político do Condado Portucalense e, com a afirmação da autonomia portuguesa sob Afonso Henriques, tornou-se uma das principais cidades do novo reino.

Lista de condes

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Condes dos cristãos de Coimbra

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Estátua de Martinho Moniz, último conde de Coimbra (até à integração do condado no Condado Portucalense), na Ponte de San Pablor, Burgos.
  • Flávio Sizibuto ou Sisebuto de Coimbra, (682 - 734), conde dos cristãos de Coimbra.
  • Flávio Ataulfo de Coimbra - além de ter sido conde de Coimbra teve o governo dos cristãos do território conimbricense.
  • Flávio Alarico ou Atanarico de Coimbra (732 - 805), conde dos cristãos de Coimbra.
  • Flávio Teodósio ou Teudo ou Theodósio de Coimbra (790 -?), conde dos cristãos de Coimbra (c. de 757 - até depois de 805).
  • Teodorico, (herdeiro do condado de seu pai).

Condes de Coimbra

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1.ª dinastia

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2.ª dinastia

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Ver também

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Ligações externas

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  1. ↑ «Breves notas sobre presúrias do século IX» (PDF). Universidade do Porto. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 22 de fevereiro de 2025
  2. ↑ «História de Portugal e Espanha: Amores e Desamores». Repositório da Universidade Nova de Lisboa. Consultado em 14 de agosto de 2026
  3. ↑ Ferreira, João Paulo Martins (2018). «Sobre a ascendência condal entre a aristocracia infancional» (PDF). Studia Zamorensia. 16. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 13 de novembro de 2024
  4. ↑ «Froila Gonçalves. O condado de Coimbra, caudilhismo de fronteira e a defensio de cenóbios no Ocidente Peninsular». CIDEHUS — Universidade de Évora. Consultado em 14 de agosto de 2026
  5. ↑ «Froila Gonçalves. O condado de Coimbra, caudilhismo de fronteira e a defensio de cenóbios no Ocidente Peninsular». CIDEHUS — Universidade de Évora. Consultado em 14 de agosto de 2026
  6. ↑ «Cronología del siglo X de la península Ibérica: España y Portugal». Historia del Condado de Castilla. Consultado em 14 de agosto de 2026
  7. ↑ «Froila Gonçalves. O condado de Coimbra, caudilhismo de fronteira e a defensio de cenóbios no Ocidente Peninsular». CIDEHUS — Universidade de Évora. Consultado em 14 de agosto de 2026
  8. ↑ «Sisnando Davídiz». Historia Hispánica. Real Academia de la Historia. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2025
  9. ↑ «Sisnando Davídiz». Historia Hispánica. Real Academia de la Historia. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2025
  10. ↑ «História de Portugal e Espanha: Amores e Desamores». Repositório da Universidade Nova de Lisboa. Consultado em 14 de agosto de 2026