Ir para o conteúdo

Marcos Sabino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Marcos Sabino
Informações gerais
Nome completoMarcos Sabino Braga Ferreira
Nascimento27 de janeiro de 1959 (67 anos)
Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
Gêneros
Ocupaçãomúsico
Instrumentos
Período em atividade1975 - atualmente
Outras ocupaçõesPolítico Gestor cultural
Gravadoras
AfiliaçãoErasmo Carlos

Dalto

Biafra
Página oficialmarcossabino.com

Marcos Sabino Braga Ferreira (Niterói, 27 de janeiro de 1959) é um cantor, compositor, político, gestor cultural e produtor musical brasileiro. Ganhou reconhecimento nacional na década de 1980 com o lançamento da canção "Reluz", um dos maiores sucessos da década de 1980. A música foi posteriormente regravada em espanhol, grego e francês e foi incluída como trilha do filme chileno La Nana (2009)[1]

Vida e carreira

[editar | editar código]

Marcos Sabino iniciou sua trajetória musical na adolescência. Incentivado por sua mãe, Dea Sabino, que lhe deu o primeiro violão, começou a tocar e compor desde cedo. Seu pai, o médico psiquiatra Sabino, teve atuação reconhecida na área da saúde mental no Brasil.[2]

Seu primeiro grupo musical foi a banda de rock *Os Inocentes*. Em 1975, integrou a banda *Antares* e, em 1978, passou a fazer parte do grupo *O Circo*, junto de nomes como Fernando Bittencourt, Márcio Bahia, Humberto Resende, Simiana e Marise de Resende. No mesmo ano, venceu o Festival de Miracema interpretando a canção "Esperança".

Em 1981, participou da banda de apoio de Guilherme Arantes durante o Festival MPB Shell da TV Globo, onde a canção "Planeta Água" ganhou projeção nacional.

Sucesso nacional

[editar | editar código]

A carreira de Marcos Sabino consolidou-se em 1982, com o lançamento da canção "Reluz". A música alcançou o primeiro lugar nas paradas brasileiras, com vendas estimadas em mais de 1,5 milhão de cópias, ocupando o primeiro lugar nas paradas, além de figurar entre os dez maiores sucessos da década.

Ao longo da carreira, lançou diversos discos e emplacou canções em trilhas de novelas:

  • "De Qualquer Maneira", em *Pão Pão, Beijo Beijo* (1983 - TV Globo)
  • "A Dança das Horas", em *Ti-Ti-Ti* (1985 - TV Globo)
  • "Adoro", em *Bebê a Bordo* (1988 - TV Globo)
  • "Uma História de Amor", em *História de Amor* (1995 - TV Globo)
  • "Correnteza", em O campeão (1983 - Tv Band)

Sabino foi presença frequente em programas de televisão como *Fantástico*, *Chacrinha*, *Clube do Bolinha* e *Programa Silvio Santos*. Gravou dez álbuns de estúdio e obteve quatro discos de ouro e um disco de platina.[3]

Compositor e colaborador

[editar | editar código]

Como compositor, Marcos Sabino trabalhou com artistas como Erasmo Carlos, Chico Roque, Paulo Sérgio Valle, Sérgio Caetano, Dalto, Cacá Moraes e Biafra. Dentre artistas que gravaram canções de sua autoria estão Leandro e Leonardo, Luiz Caldas, Fabio Jr., Mara Maravilha, Fat Family, Thiaguinho, dentre outros.

Atuação e gestão cultural

[editar | editar código]

Nos anos 1970, Sabino esteve envolvido com os movimentos culturais "Niterói Vai Sumir" e "Niterói Vai Assumir", que mobilizaram a juventude e artistas locais e nacionais uma grande ação que cobrava a volta da Fundação de Artes da Cidade, então extinta pelo prefeito à época. O movimento ganhou notoriedade, conseguiu o objetivo de manter a Fundação de artes e trouxe à cidade artistas nacionais ainda emergentes à época que como Marina Lima, Eduardo Dusek, Angela Ro ro e outros.

Marcos Sabino exerceu funções públicas na área da cultura em Niterói. Foi presidente da Fundacão de Arte de Niterói (FAN) em duas ocasiões: entre 2009 e 2012 (gestão: Jorge Roberto Silveira), e novamente entre 2021 e 2022 (gestão: Axel Grael).[4]

Durante sua gestão, implementou políticas de fomento à produção artística local, ocupando espaços culturais, fomentou a cadeia produtiva, promoveu a formação de público, implementou projetos de incentivo à música independente, valorização do patrimônio histórico e programação artística nos equipamentos culturais da cidade, como o Solar do Jambeiro e o Teatro Municipal de Niterói. Também esteve à frente da criação do circuito de festivais de música e do fortalecimento de ações voltadas à juventude e à periferia cultural.

Sabino realizou a Festa da Música de Niterói, coordenou o lançamento de mais de 100 discos pelo selo Niterói Discos e é idealizador e curador do Festival Marazul, que já teve 3 edições e integra o calendário cultural oficial da cidade de Niterói.

Presença digital

[editar | editar código]

A partir dos anos 2010, Sabino ampliou sua atuação digital, acumulando mais de 50 milhões de visualizações no YouTube, mais de 7 milhões de streams nas plataformas de áudio e cerca de 300 mil seguidores nas redes sociais.[5]

Legado musical

[editar | editar código]

Com mais de quatro décadas de carreira, Marcos Sabino permanece ativo na música e na gestão cultural. Seu repertório, marcado pelo romantismo, ainda é lembrado por sucessos como Reluz, Uma história de Amor, Na Mira do Olhar e De Qualquer Maneira. É frequentemente citado como referência da geração de artistas românticos dos anos 1980.[6]

Marcos Sabino apresentou o programa A Barca do Som, na Rádio Roquette-Pinto 94 FM do Rio de Janeiro, que dava espaço para a música produzida em Niterói e no interior do estado do Rio e apresenta o Programa Cristal do Tempo, transmitido pela rádio 95FM, de Macaé, onde revive momentos icônicos da música brasileira através de playlists emocionais e afetivas.

Marcos Sabino é pai do cantor, baterista e compositor Felipe Ferreira, que segue carreira na música popular brasileira e foi vencedor do Festival de Música da Rádio Nacional em 2024, na categoria Melhor Letra, com a canção "Vidas Secas" e trabalha no seu primeiro álbum solo.[7]

Vida pessoal

[editar | editar código]

Marcos Sabino é casado desde 1981 com Lia Cristina. O casal tem quatro filhos: Aporé, Lucas, Gabriel e Felipe. Possui ainda uma neta, chamada Maria Clara.

Atuação política

[editar | editar código]

Sabino exerceu o cargo de vereador em Niterói, tendo atuado no legislativo municipal e presidido a Comissão de Educação. Sabino ocupou o cargo de vereador por 14 meses e apresentou 19 projetos de lei, 80 indicações legislativas e 17 moções. Dentre importantes ações, a Lei do Primeiro Palco, tombamento da estátua do Arariboia, o Mineirinho como Patrimônio cultural imaterial de Niterói. É filiado histórico do Partido Democrático Trabalhista (PDT), sendo o detentor da ficha de filiação número 1 do diretório de Niterói.

Produção musical

[editar | editar código]

Além de sua carreira como cantor, Marcos Sabino desenvolveu forte atuação como produtor musical, produzindo álbuns para grandes multinacionais do mercado fonográfico como Sony Music, Som Livre, Universal Music e Niterói Discos.

Discografia

[editar | editar código]
  • Reluz (1982)
  • Iluminar (1983)
  • Simples Situation (1985)
  • Romance e Prazer (1989)
  • Marcos Sabino & Forró Bem Te Vi (2000)
  • Marcos Sabino (2005)
  • Dia Simples (2021)
  • Reluz/Remanso (1982)
  • Na mira do olhar/Jeito doce ‎(1983)
  • Bolo de coco/Nosso adeus ‎(1984)
  • Simples situation (1985)
  • Musa Tropical/Dança das horas ‎(1985)
  • No tempo que a gente podia namorar no portão feat. Byafra (2019)
  • A Lua e o mar (2021)
  • Lá em Mauá (2023)

Ver também

[editar | editar código]
  1. «Marcos Sabino». Dicionário Cravo Albin
  2. «Entrevista com Marcos Sabino». Niterói Mais. 2023
  3. «Trilhas Sonoras de Novelas - Marcos Sabino»
  4. «Marcos Sabino assume a presidência da FAN». Cultura Niterói. 18 de março de 2021
  5. [ligação inativa] Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  6. «Marcos Sabino – Dados artísticos». Dicionário Cravo Albin
  7. «Resultado do Festival de Música da Rádio Nacional 2024». 2024