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Pithecopus

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPithecopus
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Phyllomedusidae
Gênero: Pithecopus
Cope, 1866
Espécies
11, ver texto.
Sinónimos
Bradymedusa

Pithecopus é um gênero de anfíbios anuros da família Phyllomedusidae, cujas espécies podem ser encontradas na América do Sul, ocorrendo desde a região andina do sul da Venezuela até o norte da Argentina.[1]

São pererecas de médio porte, medindo aproximadamente 45 milímetros. Podem ser diferenciadas das demais espécies de outros gêneros pelo fato de seu dedo I ser opositor e muito mais longo que o dedo II, não apresentarem dentes vomerianos e por seus girinos possuírem o disco oral pequeno e direcionado anteroventralmente.[1]

Foi descrito pelo cientista americano Edward Drinker Cope em 1866, porém o gênero passou boa parte do tempo sendo tratado como sinônimo da Phyllomedusa. Até que em 2016, os pesquisadores William Duelmann, Angela Marion e Blair Hedges, ao realizarem uma revisão taxonômica na família Hylidae, chegaram a conclusão, com base em análises genéticas, de que as espécies do grupo da Pithecopus hypochondrialis deveriam fazer parte de um gênero a parte, sendo então removida a sinonímia, assim como ele deveria integrar outra família, no caso a Phyllomedusidae, que teve sua monofilia confirmada no mesmo estudo.

Espécies

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Atualmente, doze espécies são conhecidas como pertencentes ao gênero:[2]

Ecologia e reprodução

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Os anfíbios do gênero Pithecopus, frequentemente chamados de pererecas-macaco devido aos seus movimentos lentos e marcha peculiar, apresentam um comportamento reprodutivo altamente especializado. Diferente da maioria dos anuros que depositam seus ovos diretamente na água, as espécies deste gênero utilizam folhas pendentes sobre poças ou riachos. Durante o amplexo, os adultos dobram as folhas em formato de funil para abrigar a desova, protegendo os ovos da dessecação e de predadores aquáticos. Quando os girinos eclodem, escorregam diretamente da folha protetora para a água, onde completam seu desenvolvimento larval.[3]

Referências

  1. 1 2 Duelmann, William E.; Marion, Angela B.; Hedges, Blair (19 de abril de 2016). «Phylogenetics, classification, and biogeography of the treefrogs (Amphibia: Anura: Arboranae)» (PDF). Zootaxa (em inglês). doi:10.11646/zootaxa.4104.1.1. Consultado em 4 de junho de 2020
  2. «Pithecopus Cope, 1866» (em inglês). Amphibian Species of the World. Consultado em 4 de junho de 2020
  3. «Fauna Brasileira - Anfíbios Neotropicais: Estratégias Reprodutivas». Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Consultado em 19 de junho de 2026. Cópia arquivada em 15 de junho de 2022
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