"Soneto Imperfeito da caminhada perfeita"
Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas,
que possam perturbar a nossa caminhada,
em que os poetas são os próprios versos dos poemas
e onde cada poema é uma bandeira desfraldada.
Ninguém fala em parar ou regressar.
Ninguém teme as mordaças ou algemas.
O braço que bater há-de cansar
e os poetas são os próprios versos dos poemas.
Versos brandos...
Ninguém mos peça agora.
Eu já não me pertenço:
Sou da hora.
E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas
que possam perturbar a nossa caminhada,
onde cada poema é uma bandeira desfraldada
e os poetas são os próprios versos dos poemas.
Sidónio Muralha
quinta-feira, julho 02, 2009
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