quinta-feira, 29 de outubro de 2026

PRIMA DO EX-PREFEITO PAULO DO VALE, IDOSA DE 85 ANOS DENUNCIA SUPOSTA AGIOTAGEM E PERDA DE FAZENDA AVALIADA EM MAIS DE R$ 50 MILHÕES EM GOIÁS

Família de Elenice Faria Carvalho acusa empresário de envolvimento em transferências de 436 hectares em Santo Antônio da Barra. Terras foram posteriormente vinculadas, segundo a denúncia, a operações bancárias com limites de crédito de R$ 22,9 milhões. Polícia Civil registra suspeitas de estelionato, usura, ameaças e crimes contra pessoa idosa.

Uma denúncia envolvendo uma idosa de 85 anos, apontada como prima do ex-prefeito de Rio Verde Paulo do Vale, revela uma grave disputa patrimonial no sudoeste de Goiás. Elenice Faria Carvalho afirma ter perdido o controle de uma fazenda avaliada pela família em mais de R$ 50 milhões após operações financeiras atribuídas a um suposto agiota.

O caso foi registrado na Polícia Civil de Goiás em 28 de outubro de 2026, sob o número 49365054.

O principal acusado pela família é Júnior César Naves de Moura, apontado como responsável por empréstimos com juros supostamente abusivos, pressões e ameaças que teriam culminado na transferência de aproximadamente 436 hectares da Fazenda Barra, em Santo Antônio da Barra.

Segundo a denúncia, as dificuldades financeiras enfrentadas pelo filho da idosa, Roberto Borges de Carvalho Júnior, e sua esposa, Mirian Oliveira Ramos de Carvalho, deram origem aos empréstimos.

A família sustenta que a dívida original não chegava a R$ 2 milhões.

PROCURAÇÕES E TRANSFERÊNCIAS MILIONÁRIAS

Elenice afirma que assinou procurações acreditando que seriam utilizadas para viabilizar financiamentos agrícolas, sem conhecimento de que poderiam resultar na venda definitiva das propriedades.

Uma área de aproximadamente 145 hectares foi transferida para Catie Alves de Lima Moura, então esposa de Júnior César, em negociação declarada de R$ 3,1 milhões.

Outra área, de aproximadamente 291 hectares, foi transferida diretamente para Júnior César em março de 2026, pelo valor declarado de R$ 11 milhões.

A família questiona a regularidade das duas operações e a efetiva quitação dos valores.

FAZENDA FOI VINCULADA A GARANTIAS BANCÁRIAS

Conforme as novas informações fornecidas pela família, a propriedade de 145 hectares foi utilizada como garantia de operação de crédito com limite de R$ 7,5 milhões junto ao Sicredi Cerrado GO.

A segunda área teria sido vinculada a uma operação com limite de R$ 15.398.322,88 junto ao Itaú Unibanco.

Somados, os limites alcançam R$ 22.898.322,88.

Esses valores não significam necessariamente que todo o crédito tenha sido efetivamente liberado. As condições das operações ainda dependem de verificação das respectivas certidões imobiliárias e dos contratos bancários.

FAMÍLIA RELATA AMEAÇAS E RETIRADA DE MAQUINÁRIO

A família também acusa Júnior César e Valmir de Souza Pereira, conhecido como “Tuche”, de comparecerem à propriedade portando armas de fogo e intimidando seus moradores.

Outro relato envolve a suposta retirada de máquinas agrícolas e veículos, além de pagamentos de dívidas mediante entrega de soja.

Mirian também questiona as circunstâncias de uma escritura, alegando que não teria recebido explicações adequadas sobre a natureza do negócio.

Essas alegações ainda precisam ser apuradas, inclusive quanto à atuação dos envolvidos nas transações.

POLÍCIA REGISTRA SUSPEITAS DE CINCO CRIMES

O boletim de ocorrência apresenta tipificações relacionadas a estelionato, ameaça, usura, apropriação de patrimônio de pessoa idosa e indução à outorga de procuração.

A formalização da ocorrência não representa comprovação dos crimes, indiciamento ou condenação.

A denúncia ganha repercussão também pelo vínculo familiar informado entre Elenice e Paulo do Vale, ex-prefeito de Rio Verde. Não há, nas informações apresentadas, qualquer indicação de participação do ex-prefeito nas negociações questionadas.

O caso exige esclarecimentos sobre a validade das procurações, os pagamentos declarados, as transferências imobiliárias e as garantias bancárias.

O Blog do Cleuber Carlos mantém espaço aberto para manifestações de Júnior César Naves de Moura, Catie Alves de Lima Moura, Valmir de Souza Pereira e dos demais citados.

IDOSA DE 85 ANOS DENUNCIA SUPOSTA AGIOTAGEM, AMEAÇAS E TRANSFERÊNCIA DE FAZENDA DE 436 HECTARES EM GOIÁS

Boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil aponta suspeitas de estelionato, usura e crimes contra pessoa idosa. Negociações envolvendo propriedades rurais em Santo Antônio da Barra somam R$ 14,1 milhões, e terras teriam sido utilizadas como garantia de operações bancárias de aproximadamente R$ 22,9 milhões.

Uma denúncia registrada na Polícia Civil de Goiás revela uma grave disputa patrimonial envolvendo uma produtora rural de 85 anos, propriedades avaliadas em milhões de reais e suspeitas de empréstimos com juros abusivos, ameaças e transferências imobiliárias supostamente realizadas sem o consentimento consciente da proprietária.

O caso foi formalizado em 28 de outubro de 2026, por meio do Registro de Atendimento Integrado (RAI) nº 49365054, na Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI), em Goiânia.

A denunciante, Elenice Faria Carvalho, afirma que terras pertencentes à sua família, localizadas na Fazenda Barra, no município de Santo Antônio da Barra, no sudoeste goiano, foram transferidas após operações financeiras envolvendo Júnior César Naves de Moura, identificado no registro policial como a pessoa apontada pela comunicante.

O documento apresenta tipificações relacionadas a ameaça, estelionato, usura e crimes previstos nos artigos 102 e 106 do Estatuto da Pessoa Idosa. Essas classificações constam do registro da ocorrência e não representam comprovação dos delitos ou condenação dos envolvidos.

DÍVIDAS TERIAM DADO ORIGEM À PERDA DAS TERRAS

Segundo o relato apresentado à polícia, as dificuldades financeiras enfrentadas por Roberto Borges de Carvalho Júnior, filho da denunciante, e por sua esposa, Mirian Oliveira Ramos de Carvalho, levaram a família a buscar empréstimos com Júnior César Naves de Moura.

A idosa afirma que os valores emprestados estariam sujeitos a juros elevados e que, com o passar do tempo, as cobranças teriam se intensificado, acompanhadas de pressões e ameaças.

A situação teria resultado na transferência de duas áreas rurais que, juntas, totalizam aproximadamente 436 hectares.

O ponto central da denúncia está nas procurações públicas assinadas por Elenice em abril de 2024 e agosto de 2025.

Ela sustenta que acreditava estar autorizando procedimentos necessários à obtenção de financiamentos para a atividade agrícola, e não a transferência definitiva de suas propriedades.

Segundo a comunicante, a utilização desses documentos para alienar o patrimônio não correspondia à sua vontade livre e consciente.

PRIMEIRA TRANSFERÊNCIA ENVOLVEU R$ 3,1 MILHÕES

A primeira operação relatada ocorreu em maio de 2024, quando aproximadamente 145 hectares foram transferidos para Catie Alves de Lima Moura, identificada no boletim como então esposa de Júnior César.

O valor declarado da negociação foi de R$ 3.116.484,60.

Entretanto, conforme o registro policial, documentos apresentados pela família indicariam pagamentos de aproximadamente R$ 1.490.246,00 nas contas examinadas.

A diferença entre o valor declarado e os pagamentos identificados é de R$ 1.626.238,60.

Essa divergência não comprova, isoladamente, ausência de pagamento, mas levanta questionamentos sobre a forma de quitação da operação e a existência de eventuais compensações ou outras modalidades de pagamento.

SEGUNDA OPERAÇÃO FOI DECLARADA POR R$ 11 MILHÕES

Em março de 2026, outra área, de aproximadamente 291 hectares, teria sido transferida diretamente para Júnior César Naves de Moura.

Dessa vez, o valor declarado foi de R$ 11 milhões.

A família questiona a regularidade da negociação e a efetiva quitação do montante registrado na escritura.

Segundo o boletim, parte do pagamento teria ocorrido por meio de compensações de dívidas, entrega de veículo e outras operações financeiras.

Somadas, as duas transferências alcançam R$ 14.116.484,60 em valores declarados.

O registro policial, entretanto, não permite concluir que todo esse montante tenha sido efetivamente pago à família.

TERRAS TERIAM GARANTIDO OPERAÇÕES DE R$ 22,9 MILHÕES

Outro ponto que chama atenção é a utilização posterior das propriedades como garantias bancárias.

De acordo com a denúncia, as duas áreas foram vinculadas a operações financeiras cujos limites de crédito somam aproximadamente R$ 22,9 milhões.

O valor corresponde aos limites informados no boletim, não significando necessariamente que todo o crédito tenha sido liberado ou utilizado.

A situação aumenta a preocupação da denunciante com a possibilidade de perder definitivamente o patrimônio rural construído por sua família.

A apuração deverá esclarecer as condições das garantias, a titularidade dos imóveis no momento das operações e a documentação apresentada às instituições financeiras.

DENÚNCIA TAMBÉM RELATA AMEAÇAS COM ARMAS DE FOGO

Além das suspeitas envolvendo as transações imobiliárias, o registro policial descreve episódios de intimidação.

Segundo Elenice, Júnior César e outro homem conhecido na região pelo apelido de “Tuche” teriam comparecido diversas vezes à fazenda, inclusive portando armas de fogo.

A denunciante afirma que essas situações provocaram medo e constrangimento aos familiares.

As alegações exigem investigação específica para identificar as circunstâncias dos episódios, eventuais testemunhas e possíveis elementos de comprovação.

POLÍCIA REGISTRA CINCO ENQUADRAMENTOS PENAIS

O boletim de ocorrência apresenta cinco tipificações relacionadas aos fatos narrados:

  • Ameaça, prevista no artigo 147 do Código Penal.
  • Estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal.
  • Apropriação ou desvio de bens ou rendimentos de pessoa idosa, previsto no artigo 102 do Estatuto da Pessoa Idosa.
  • Indução de pessoa idosa a outorgar procuração para administração ou disposição de bens, prevista no artigo 106 do Estatuto da Pessoa Idosa.
  • Delito de usura, relacionado à cobrança de juros em condições proibidas pela legislação.

A presença dessas tipificações no documento não significa que tenha havido indiciamento, oferecimento de denúncia pelo Ministério Público ou reconhecimento judicial da prática dos crimes.

CASO EXIGE APURAÇÃO DAS ESCRITURAS E DOS PAGAMENTOS

A investigação dos fatos narrados poderá envolver a análise das procurações públicas, escrituras de compra e venda, matrículas imobiliárias, comprovantes bancários e contratos de financiamento.

Também será necessário esclarecer se a proprietária compreendia o alcance dos poderes concedidos nas procurações e se as operações foram realizadas com sua autorização válida.

A própria denunciante solicita que sejam investigadas as condições em que os documentos foram obtidos, as transferências realizadas, os pagamentos declarados e as ameaças relatadas.

O registro policial informa que ela foi orientada a procurar a autoridade policial responsável pela circunscrição de Santo Antônio da Barra.

O documento não apresenta conclusão de investigação, indiciamento ou decisão judicial sobre as denúncias.

O Blog do Cleuber Carlos considera indispensável o esclarecimento das operações, especialmente diante da idade da denunciante, do valor do patrimônio envolvido e da gravidade das suspeitas.

O espaço permanece aberto para manifestações de Júnior César Naves de Moura, Catie Alves de Lima Moura e dos demais envolvidos mencionados na ocorrência, assegurando o contraditório e o direito de resposta.


terça-feira, 27 de outubro de 2026

CIDADE ESBURACADA, SAÚDE EM CRISE E SALÁRIOS ATRASADOS: JERONYMO ASSINOU CONTRATO DE R$ 1,47 MILHÃO PARA CARRO DE SOM E PROPAGANDA

Enquanto São Miguel do Araguaia enfrentava ruas destruídas, trabalhadores sem receber e denúncias de irregularidades nos repasses à Câmara, gestão do prefeito cassado firmou contrato milionário para propaganda volante, locução e cerimonial. Documento foi assinado apenas 21 dias antes da cassação.

São Miguel do Araguaia vive uma contradição administrativa que exige explicações. De um lado, ruas tomadas por buracos, problemas graves na saúde pública, servidores com salários atrasados, denúncias de pagamentos pendentes à organização social responsável por serviços de saúde e repasses inferiores aos devidos à Câmara Municipal. Do outro, um contrato de R$ 1.475.750,50 para propaganda volante, carro de som, locução de eventos e cerimonial.

O contrato nº 206/2026 foi assinado em 5 de outubro, durante a administração de Jeronymo Siqueira, apenas 21 dias antes de sua cassação pela Câmara Municipal, por nove votos a dois.

A beneficiária da contratação é a empresa Cleiton S Mendonça, CNPJ 15.023.719/0001-15, credenciada por meio do Chamamento Público nº 008/2026. O compromisso tem vigência prevista até outubro de 2027.

A pergunta é inevitável: como uma prefeitura que enfrentava dificuldades para cumprir obrigações básicas encontrou justificativa para assumir um compromisso de quase R$ 1,5 milhão com serviços de propaganda e eventos?

O problema das ruas não é apenas reclamação de moradores. Em março, o Ministério Público de Goiás ajuizou ação civil pública contra o município após constatar deterioração generalizada da malha viária, com buracos, valetas, desníveis e até ausência de pavimentação em diferentes localidades.

Na saúde, a situação também provocou mobilização. Em setembro, o Sindsaúde denunciou atrasos salariais de até 90 dias entre trabalhadores da rede pública. Houve assembleias e manifestações de profissionais que continuavam trabalhando sem receber regularmente. As informações sobre pagamentos pendentes à organização social precisam igualmente ser esclarecidas pela administração municipal.

A crise financeira também chegou ao Legislativo. Documentos apresentados no processo de cassação apontaram diferença acumulada de aproximadamente R$ 916 mil nos repasses do duodécimo à Câmara entre janeiro e julho de 2026.

Esses problemas contribuíram para o julgamento político-administrativo que encerrou o mandato de Jeronymo Siqueira em 26 de outubro.

Mas existe outro detalhe que merece atenção.

Levantamento do Blog do Cleuber Carlos identificou que a mesma empresa já havia vencido itens do Pregão nº 20/2023, realizado pela prefeitura, com valores que somavam R$ 281.770 em serviços como propaganda volante, cerimonial e locação de equipamentos.

Agora, o novo contrato alcança quase R$ 1,5 milhão, por meio de credenciamento.

Embora o procedimento esteja previsto na legislação, a prefeitura precisa demonstrar os critérios utilizados, os preços contratados, a necessidade dos serviços e a forma de distribuição das demandas entre eventuais credenciados.

Não se trata de afirmar que todo o dinheiro foi gasto. O valor representa o compromisso contratual registrado, e os pagamentos efetivos ainda precisam ser identificados. Também não há comprovação, até aqui, de superfaturamento ou direcionamento.

A questão central é a inversão aparente de prioridades.

Uma cidade que precisa recuperar ruas, regularizar salários e garantir atendimento de saúde não pode tratar um contrato milionário de propaganda e eventos como assunto secundário, imune à fiscalização.

Antes de gastar com microfones, carros de som e cerimoniais, a administração pública tem o dever de demonstrar que suas decisões atendem efetivamente ao interesse da população.

O novo prefeito, Natanael Martins Coelho, tem diante de si a oportunidade de determinar uma auditoria rigorosa dos contratos herdados, especialmente aqueles firmados nos últimos meses da administração anterior.

É necessário identificar quem autorizou a despesa, quais serviços foram solicitados, quanto foi efetivamente executado, quais pagamentos ocorreram e qual justificativa técnica sustenta o valor contratado.

Jeronymo afirmou, antes da cassação, que enfrentava dívidas milionárias de gestões anteriores e que havia priorizado serviços essenciais. Essa explicação torna ainda mais necessária a transparência sobre a contratação de serviços de comunicação e eventos.

São Miguel do Araguaia precisa de respostas. Porque, enquanto o cidadão enfrenta buracos nas ruas, dificuldades no atendimento de saúde e o funcionalismo cobra salários, um contrato de quase R$ 1,5 milhão para propaganda volante não pode passar sem explicações.

O dinheiro público deve servir primeiro às necessidades da população. E a obrigação de explicar cada contratação é de quem administrou os recursos.


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

REELEIÇÃO DE LULA PROVOCA PÂNICO NO MERCADO: BOLSA DESABA 13,88%, DÓLAR DISPARA E EMPRESAS PERDEM BILHÕES

Primeiro pregão após a derrota de Flávio Bolsonaro registra a maior queda da Bolsa desde a pandemia. Mercado financeiro reage com desconfiança à continuidade da política econômica, enquanto ações de grandes empresas chegam a despencar mais de 50%.

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma reação devastadora no mercado financeiro brasileiro nesta segunda-feira, 26 de outubro. No primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, a Bolsa de Valores sofreu sua maior queda percentual em seis anos, o dólar disparou e bilhões de reais em valor de mercado foram perdidos pelas empresas negociadas na B3.

O Ibovespa encerrou o dia com uma queda de 13,88%, aos 176.608 pontos. No pior momento, chegou a recuar 17,34%, obrigando a Bolsa a acionar o chamado circuit breaker, mecanismo de segurança que suspendeu temporariamente as negociações para conter a turbulência. A última interrupção semelhante havia ocorrido em março de 2020, durante a pandemia.

O dólar comercial registrou valorização de 8,21%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,403. Durante o dia, a moeda norte-americana chegou a ultrapassar R$ 5,60, refletindo a intensa procura por proteção diante das incertezas econômicas. Foi a maior alta percentual diária do dólar desde 1999.

A dimensão da crise ficou evidente no desempenho das principais empresas brasileiras. As ações do Magazine Luiza despencaram 58,23%, enquanto a Hapvida perdeu 54,93%. O Banco do Brasil registrou queda de 29,33%, e o Bradesco também sofreu forte desvalorização. Dos 76 papéis integrantes do Ibovespa, 68 encerraram o pregão em baixa.

O resultado eleitoral contrariou as expectativas de parte significativa dos investidores, que apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro e em mudanças na condução da política econômica. Com a confirmação da permanência de Lula no Palácio do Planalto, essas apostas foram rapidamente desfeitas, provocando uma onda de vendas.

A principal preocupação apontada por analistas está relacionada à continuidade dos gastos públicos, ao crescimento da dívida brasileira e às dificuldades para reduzir as taxas de juros. O mercado teme que a ausência de um ajuste fiscal mais consistente comprometa a estabilidade econômica nos próximos anos.

As consequências não ficam restritas aos investidores. A valorização do dólar pode pressionar os preços dos combustíveis, dos produtos importados e dos alimentos, enquanto juros elevados encarecem financiamentos, dificultam investimentos e prejudicam o consumo das famílias.

Embora empresas exportadoras, como Suzano e Vale, tenham registrado valorização, o comportamento predominante foi de forte aversão ao risco.

O volume negociado no Ibovespa alcançou R$ 88,6 bilhões, aproximadamente três vezes a média diária, demonstrando a intensidade da movimentação financeira.

O cenário coloca o governo Lula diante de um desafio imediato: recuperar a confiança dos investidores e apresentar respostas convincentes sobre o futuro das contas públicas.

A reação desta segunda-feira não determina, isoladamente, o desempenho futuro da economia brasileira, mas revela o tamanho da preocupação de parte do mercado com os próximos quatro anos.

As urnas garantiram a Lula mais um mandato. O mercado financeiro, porém, abriu o primeiro dia após a eleição com um recado contundente: a confiança na condução econômica do país está sob forte pressão.


URGENTE: CÂMARA CASSA MANDATO DO PREFEITO JERONYMO SIQUEIRA POR 9 VOTOS A 2 EM SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA

Prefeito foi julgado por cinco irregularidades e sofreu uma derrota expressiva no Legislativo. Eram necessários oito votos para a cassação, mas nove vereadores votaram pela perda do mandato. Vice-prefeito Dr. Natanael assumirá o comando do município.

O prefeito de São Miguel do Araguaia, Jeronymo Siqueira, teve seu mandato cassado na tarde desta segunda-feira, 26 de outubro, após julgamento realizado pela Câmara Municipal. A decisão foi tomada por nove votos favoráveis à cassação e apenas dois contrários, encerrando uma das mais graves crises políticas enfrentadas pela administração municipal.

O prefeito foi submetido ao julgamento de cinco irregularidades apontadas no processo político-administrativo. Ao final, o plenário decidiu pela perda do mandato, conforme o resultado de 9 a 2 informado ao Blog do Cleuber Carlos.

Para cassar o prefeito, eram necessários pelo menos oito votos, equivalentes a dois terços dos 11 integrantes da Câmara Municipal. Com nove vereadores favoráveis, o Legislativo ultrapassou o quórum exigido pela legislação federal.

Entre as acusações que motivaram o processo estavam atrasos no pagamento dos salários dos servidores municipais e irregularidades nos repasses financeiros da Prefeitura à Câmara Municipal.

A decisão representa uma derrota política para Jeronymo Siqueira, que enfrentava sucessivas denúncias e processos de investigação sobre sua administração.

DR. NATANAEL ASSUMIRÁ A PREFEITURA

Com a cassação aprovada pelo Legislativo, o vice-prefeito Natanael Martins Coelho, conhecido como Dr. Natanael, deverá assumir o comando da Prefeitura de São Miguel do Araguaia, observados os procedimentos formais de sucessão.

A mudança no comando do Executivo municipal abre um novo capítulo na política de São Miguel do Araguaia, depois de meses de disputas, denúncias e questionamentos sobre a gestão de Jeronymo Siqueira.

A cassação foi decidida no âmbito político-administrativo da Câmara Municipal e não se confunde com uma condenação criminal. Eventual contestação judicial da decisão poderá ser apresentada pela defesa do prefeito cassado.

O placar de 9 a 2 e a conclusão da cassação foram informados diretamente por você. A cobertura pública localizada até o momento confirma o julgamento e as acusações, mas ainda não traz uma publicação independente do resultado final.