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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Paternalismos

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Uma estudante universitária iraniana, alvo de assédio por parte de um professor resolveu documentar e denunciar a situação. Os jovens estudantes irromperam pelo gabinete do vice-chanceler, Hassan Madadi, e confrontaram-no, munidos de câmaras de telemóvel. As imagens foram depois, colocadas na internet.

Mais de 3000 estudantes participaram em manifestações e exigiram que ele fosse acusado.As autoridades de universidade procuraram apaziguar os ânimos e, logo que as férias começaram anunciaram que a “exposição de um pecado é pior que o próprio pecado”, pelo que a estudante e os seus amigos foram presos. Ah, sim … o professor foi promovido. Parece que quer invocar o Sigheh – forma de casamento temporário que pode durar uma hora (!!!) - pois, leu, piedosamente, uns versículos antes de formular o seu pedido por favores sexuais.


Bom, isto passa-se naturalmente na mui puritana sociedade da Republica Islâmica do Irão, não se poderia passar noutras paragens... ou poderia?


Ontem, o Jerusalem Post, publicava um artigo com um título elucidativo: "You want that degree? Sleep with the professor"...

Hoje, Manuel António Pina, publica no JN um comentário sobre "...o VI Encontro Mundial das Famílias, a Arquidiocese do México [que] acaba de divulgar uma "ficha de valores" dirigida às mulheres. Estas devem, "se querem evitar agressões sexuais", não usar "roupa provocatória", ter cuidado com "olhares e gestos", "não ficar sozinhas com homens, mesmo conhecidos", "não permitir familiaridades a amigos e parentes" e "não tolerar anedotas picantes".

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Entretanto, referindo-se a este caso o diário conservador iraniano , Kayhan, descreve a situação como: “uma conspiração por parte dos inimigos da República Islâmica" e afirma "que a divulgação do comportamento imoral de Madadi é um incentivo à rebelião na universidade."

domingo, 10 de agosto de 2008

Espírito olímpico


A política emiscui-se, inevitavelmente, nos Jogos Olímpicos mas, não deve tornar-se parte da competição:
Ontem, primeiro dia dos Jogos um nadador iraniano, Mohammad Alirezaei, recusou-se a competir, ao lado do nadador israelita Tom Be'eri, nos cem metros bruços, aparentemente, por ordem dos chefes da delegação iraniana. Esta situação, nem sequer é nova, já nos Jogos Olímpicos de Atenas um iraniano, candidato sério a uma medalha, foi obrigado a desistir da prova, por ter de competir com um israelita.
A teocracia iraniana não compreende, de todo, o espíritio olímpico e os seus atletas tornaram-se joguetes nas suas mãos.
Imaginemos que a moda pega: os georgianos não competem com os russos; os cubanos com os americanos; os paquistaneses com os indianos… adeus olimpíadas!

sábado, 19 de julho de 2008

Congelar ou não congelar, eis a questão.

As conversações com o Irão, seguiram-se a uma semana de ensaios muito publicitados. O conflito latente entre o Irão e Israel é visto com muita preocupação pois o Médio Oriente é terreno fértil para um sem número de conflitos territoriais, económicos, étnicos, religiosos, culturais, civilizacionais … A novidade estava mesmo na participação dos EUA.

A diplomacia internacional esperava que Tearão respondesse positivamente a uma proposta que tinha por base o “congelamento” do programa de produção de urânio enriquecido e em contrapartida haveria também um “congelamento” das sanções impostas ao Irão. Mas, ou dada a existência de divisões internas ou, para ganhar tempo, o Irão voltou a insistir na tecla da produção de energia nuclear para fins pacíficos - quem acreditará nisto, sabendo que o Irão é o quarto produtor mundial de petróleo? - e as conversações ficaram em compasso de espera.

De qualquer modo estas conversações o que representam elas para o Irão? O congelamento do programa nuclear dar-lhe-á a possibilidade de se afirmar como grande potência regional? E no plano interno, para efeitos de manutenção inquestionável do poder não será mais favorável poder contar com dois inimigos de peso, a saber: Israel e os EUA?

Saber mais...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Humor ortodoxo, mas pouco... (1)

Aqui ficam duas rábulas publicitárias que passam na TV de Israel. Juro que não percebo patavina mas não é preciso.

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