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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A queda das gravatas

Tsipras e Varoufakis foram as faces maiores da queda das gravatas. Por sinal, e agora que estão prestes a acontecer as eleições gregas, também o líder da Nova Democracia, Evangelos Meimarakis, abdicou delas.

É uma imagem mais informal e de proximidade com as pessoas que procuram, não só eles mas outros líderes no mundo e em Espanha isso já há muito que acontecia. Aliás, na revista de domingo do El Pais, vinha um excelente artigo sobre esta evolução, tal como nos anos 60 do século passado John Kennedy abdicou dos chapéus.

Até porque como dizia Gianni Versace, a gravata «já não é sinal de distinção porque até os bandidos a usam».

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sobre a 3ª temporada de House of Cards

Terminou no sábado a exibição da 3ª temporada em Portugal de uma das melhores séries dos últimos anos. " House of Cards", baseada na realidade britânica criada por Michael Dobbs, é uma série sobre o poder, mas não só.

Aliás, a série americana trouxe outra narrativa agregada à perfídia do poder. Os laços, a relação, a aliança, os labirintos dos Underwood (geniais Kevin Spacey e Robin Wright). Muita gente já disse que esta temporada foi a mais aborrecida e a mais débil.

Quem o diz é porque estava fascinado pela tentação e caminho do poder e suas manobras das duas anteriores. Esta última é marcada pelo casal e não pela política, pelas tentações e pulsões do ser humano. As suas ambições e frustrações . Por isso, é muito mais dura e crua que as anteriores.

A guerra, apesar de ter eleições pelo meio, é uma guerra fria entre os Underwood, violenta por vezes, cruel como pode ser a natureza humana. Uma série de emoções, sobre pessoas, mais do que sobre o poder. Por isso, mais incompreensível e menos espectacular, mas muito mais fascinante. Venha a 4ª temporada. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Uma lei básica na relação com a imprensa

«A imprensa está contra si. Isso é sempre mau sinal»

The Good Wife, 6a temporada

terça-feira, 10 de março de 2015

Uma lei do poder

«O poder é sempre perigoso. Atrai o pior. E corrompe o melhor»
Vikings 3ª temporada

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O poder das amantes

Gosto de mulheres, do mérito das mulheres, do talento das mulheres. Venceram preconceitos, conquistam o seu espaço, vão impondo-se calmamente, não abandonando a família mas com prazer no seu trabalho.

Depois, ainda há aquelas tristes notícias que não dignificam as mulheres em que, por motivos desconhecidos, algumas atingem cargos sem que tenham competência, experiência ou talento para os mesmos.

É o que se passa com a senhora Alina Kabayeva, a amante de Putin, ex-atleta de ginástica rítmica, que como experiência mediática tem apenas a apresentação de um talk-show e que agora vai liderar uma das maiores e mais poderosas empresas de media da Rússia.

Porquê? Não sei, são os segredos da alcova. Daqui a uns anos, se calhar, publica umas memórias como a Monica Lewinsky ou aquela senhora gaulesa que publicou "A Puta da República". Deste tipo de mulheres não gosto. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O poder e o dinheiro

«Escolheu o dinheiro em vez do poder. É um erro que quase todos cometem nesta cidade (Washington). O dinheiro é uma mansão exagerada em Sarasota que se começa a degradar após 10 anos. O poder é o edifício em pedra que aguenta séculos»

Monólogo de Kevin Spacey numa série nova sobre o poder chamada "House of Cards"

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Abel Ferrara vai filmar caso Strauss-Kahn

«Vai ser um filme sobre política, sexo e poder. Não é só sobre Strauss-Kahn. É sobre pessoas que têm este tipo de vida. E Isabelle Adjani também vai estar no filme. Estou muito animado!».

É assim que Abel Ferrara, um realizador de culto, bastava-lhe ter realizado a versão original do Polícia sem Lei ("Bad Lieutenant"), retrata o filme que irá realizar sobre um político que o universo mediático retratou como perverso. Para título sugiro, em português, «Um político sem lei».

sexta-feira, 30 de março de 2012

Guerra de alecrim e manjerona no PS

É certo e sabido que quando há míngua de poder nos partidos do arco governativo, há sempre quezílias internas e instabilidade. Foi assim no PSD nos tempos de Guterres e Sócrates, será durante muito tempo assim no PS, nesta estranha coreografia entre Seguro e Costa.

domingo, 25 de março de 2012

Opus Dei com Rick Santorum

Em Portugal tem-se falado muito da Maçonaria e tem-se esquecido o Opus Dei. Ao ler hoje o El Pais deparo com a ligação de Rick Santorum, candidato presidencial republicano, a esta organização que assim se mexe na escolha americana. O poder está sempre nos bastidores.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os 20 mais poderosos do mundo

A lista anual da Forbes. Durão Barroso não consta. Provavelmente não sabem quem é. Para ler por aqui.

PS: Já agora vejam a calinada da notícia do DN que diz que um dos mais poderosos é o «Bill Gates (recentemente falecido)». O DN, ontem, confundiu Bill Gates com Steve Jobs, mas felizmente já rectificou a notícia, algo que eu e muitos outros repararam.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

«Não posso negar, eu gosto de guerra»...

...coronel Nascimento. É raro um filme que é uma sequela ser melhor do que o primeiro, ainda por cima quando este já era muito bom.

Tropa de Elite 2 é um filme fenomenal, ainda não tinha tido tempo de o escrever aqui. Quando o crime passa da favela para o Governo, quando a Polícia Militar controla o "sistema" de corrupção que elege governadores, deputados federais e estaduais é esse o testemunho de José Padilha, o realizador, num filme de cortar a respiração.

Wagner Moura que é um dos grandes actores do momento. Vejam a mudança de imagem do primeiro filme para agora. Passaram poucos anos, mas o envelhecimento do protagonista é o envelhecimento provocado pela angústia da descoberta do mal, que se teve numa profissão honrada mas que é quem comanda o sistema.

«Eu passei uma vida julgando que a polícia fazia coisa certa», diz lá para o final. O seu apartamento é mixuruca, vazio de coisas e de emoções, de quem perdeu a família para a profissão, a sua missão. Nascimento vive a solidão tão própria dos heróis.

Agora que ele passa por um braço armado da política, descobre que «eleição é negócio. Favela tem muito voto e quem a controla ganha eleição». E «quem quer rir, tem de fazer rir».

Nascimento é um herói trágico, porque descobre que a guerra de que gosta, não mata corrupto nem ladrão nem bandido, apenas mantém esse sistema corrupto onde o verdadeiro bandido não vive na favela. Está no poder. O plano final de Brasília com a bandeira da Ordem e Progresso quase morta sem esvoaçar ao vento é fenomenal.

Esperemos uma Tropa de Elite 3, auguro que se assim acontecer, vamos ter um Nascimento nos corredores do poder de Brasília.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Oráculo (193)

«Todos amam o poder, mesmo que não saibam o que fazer com ele»

Benjamin Disraeli

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Oráculo (58)

«Deus é o único ser que, para reinar, nem precisa existir»

Baudelaire

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O cinismo do Polvo

Para quem viu as 10 temporadas do Polvo, série italiana da RAI em co-produção com várias outras televisões, sabe que é um autêntico tratado sobre o poder, nomeadamente o oculto, a corrupção, a mafia e o combate da justiça.

É um compêndio extraordinário de personagens fascinantes e de diálogos bem construídos. Na temporada 4, uma das melhores para mim, com o assalto ao poder financeiro de uma das mais carismáticas personagens em televisão, Tano Cariddi (o actor Remo Girone) assistem-se a diversas pérolas para quem gosta de determinados movimentos.

Numa conversa numa sauna, Spinoza - o detentor do poder oculto - fala com Salimbeni o senador que representa o poder corrompido: «para quê servir-se de um soldado gasto quando se tem um jovem Napoleão?»; «o ataque serve para surpreender o adversário, surpreendê-lo, desorientá-lo. Mas depois, para ganhar realmente, é preciso ter o controlo do céu e do mar».

Já no final da série, o mesmo Spinoza (o actor Bruno Cremer) destila todo o cinismo que vigora nesta série: «para a democracia, a corrupção é exactamente o óleo para um motor. Tem um cheiro nauseabundo e suja, mas não se pode passar sem isso».

PS: os mesmos cretinos de sempre, que só me fazem rir, pois para quem não sabe eu adoro que me venham chatear, lá voltaram ontem por via anónima - como sempre - a mandar dois comentários para o meu blog. O ressentido e o que vive à conta do Estado, pois já lhes conheço o estilo, ainda não perceberam que neste blog eu publico o que eu quero e me apetece porque é meu. Há uma regra muito simples na vida - e ontem até era um post bem tranquilo e mais existencialista - quem não gosta não compra. Quem não gosta para que é que se vem aqui martirizar com as minhas palavras? Falta do que fazer, pobreza de espírito e pouca inteligência, diria eu.