quarta-feira, 30 de maio de 2012

VII Encontro PETNET


Mais um encontro, o 7.º. Mais uma vez, um grande dia!

No dia 26 de Maio de 2012 na Mata dos 7 Montes em Tomar voltámos a fazer história.
Uma história de amizade entre pessoas do norte ao sul do país com uma paixão em comum: Os animais.

Dizer que foi bom é pouco; Foi excelente e, mais do que isso, reconfortante saber que, apesar das dificuldades, este encontro mais uma vez se concretizou, num elo comum: o nosso amor pelos animais, tantas vezes (até demais) mal-tratados e abandonados por quem devia protegê-los.

É sempre bom reencontrar amigos e conhecer outros, todos com esta mesma motivação.
Nunca seremos os suficientes mas a cada ano que passa somos mais e espero que continuemos a crescer.

Se por um lado, lamentamos que o ser humano utilize o seu bem mais precioso, a inteligência , de forma tão negativa, por outro lado, louvamos essa mesma inteligência que leva, cada vez mais seres humanos a proteger, manter e fazer prosperar não só os seres vivos mas o próprio planeta.

É tão bom reencontrarmos os nossos pares, aqueles que, como nós, lutam contínua e, tantas vezes de forma completamente anónima, para que os Direitos dos Animais sejam respeitados, mantidos e transmitidos às novas gerações.

Como sempre levei os meus meninos: o meu filho lindo e os meus amores de 4 patas: O Tomás e a Kika e estavamos todos ansiosos por este momento.

O meu filho que é um sarilho para se levantar da cama de manhã, foi o 1.º a levantar-se neste dia dizendo: Mamã, estou pronto :):):)

Se foi bom encontrar as pessoas, também foi óptimo rever os nossos amigos de 4 patas.


Rever a Emmy, a Nina, a Maria, a Bambina, o Nokinhas, o Cazu, a Lay, a Laika, a Maggie, o Chimbras, o Fred, o Baltazar, a Zara, o Simão, a Pipoca, o Nero, o Anibal e tantos, tantos outros é sempre um grande prazer.

Não só partilhámos experiências e mimos com os presentes, como recordámos os que não poderam estar presentes e os que já partiram.

Numa altura em que os problemas são tantos, é sempre bom perceber que quem ama os animais não os esquece, quer haja crise ou não.

A ternura, o amor e a companhia dos nosso animais de estimação fazem-nos esquecer, mesmo que seja por momentos, os problemas da vida.

Um cantinho da nossa casa, um pouco de comida e um gesto de amor é quanto basta para que um animal de estimação nos devolva um carinho e um amor eternos.

E já que nos classificamos de animais racionais, vamos prová-lo cuidando dos animais como eles merecem.

À semelhança dos outros anos, tentamos ter isso em conta e este ano não foi excepção.
Todos contribuiram com ração e outros géneros para ajudar a Associação local, a APARR, a ajudar os (cada vez mais infelizmente) animais carenciados.

Conseguimos angariar 448,60Kgs de ração seca, 37 latas de paté para cão e gato, 7kg de arroz, medicamentos, 4 camas, 5 comedouros, 2l de lixívia e 4 de detergentes, diversas mantas, 2 sacos de areia para gato e 120€.
Foram ainda adoptados 1 cão e um gato. Muito Bom!!!! Estamos todos de parabéns!!!

O empenho e dedicação da nossa grande organizadora Mariana, uma mulher do norte fantástica, ganhou força em cada um de nós, que juntos, não deixamos morrer estes encontros, cada vez mais importantes.
 
Temos de compreender que devemos viver em comunhão com os outros, sejam eles humanos ou não.
 
Devemos viver com a natureza e na natureza, nunca da natureza.
 
Sem ela, sem a sua vida, sem a sua preservação, nós deixamos de existir.
 
Vamos então cuidar dela começando por cuidar dos nossos animais de estimação.
 
Dar amor a quem nos ama, é um prazer tão grande que esperamos que seja contagiante para muita gente.
 
Até ao nosso VIII Encontro, um grande abraço para os humanos e um carinho especial a todos os gatos e  cães do Petnet e, porque não, de todo o Portugal.

sábado, 5 de maio de 2012

Mais um argumento contra as Touradas...



Nesta ultima semana tem sido tema de conversa nas notícias, nas diversas redes sociais, em todo o lado a tragédia que vitimou o cavalo Xelin, fiel companheiro do Toureiro Português Rui Fernandes, que pagou com a vida a sua fidelidade ao mesmo.

Fala-se muito sobre o tema. Muita gente fica chocada mas a verdade é que, na prática, nada acontece e não tarde tudo é esquecido. E mais um CRIME fica impune.

Sei que à luz da lei Portuguesa e talvez até da Espanhola, ninguém cometeu crime. Afinal, o cavalo é apenas mais um "objecto" e facilmente substituido. Mas a verdade é só uma e não existem argumentos capazes de justificar uma barbaridade destas.

Segundo o Toureiro Português este "foi um  momento muito difícil. Ficou contente pela orelha, mas muito triste pela morte do cavalo” e já está... a vida continua.

Este argumento, só por si, já é tão "desumano", tão desenraizado de sentimentos que dá nojo.
Triste (pelas atitudes expressas, muito pouco) pela morte do cavalo; contente pela morte do touro.

Este Toureiro não cometeu somente um crime. Cometeu dois. Uma tristeza.

Pouco mais à a dizer sobre isto senão lamentar a morte destes animais e, sobretudo, lamentar, quem pratica e fomenta esta prática pré-histórica.

Já em tempos falei sobre este tema - http://karpemdiem.blogspot.pt/2010/03/foi-com-revolta-e-alguma-repulsa-que-vi.html - mas parece que nada muda... infelizmente.

Assim, a minha pergunta mantêm-se a mesma: Para quando o fim das touradas? Para quando uma lei que proteja realmente os animais?

Não será tempo de EVOLUIRMOS?

Vou terminar com um post de uma outra blogista que expressa o que penso sobre o assunto:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/100558.html





terça-feira, 3 de abril de 2012

Mais uma iniciativa "Limpa Portugal"


Sei que à muito tempo não escrevo artigos, num misto de “falta de tempo” e “falta de vontade” mas esta iniciativa, à semelhança do que fiz em 2010, não poderia deixar de documentar.

O “Limpa Portugal” teve nova edição no dia 24 de Março de 2012 e eu não pode deixar de, mais uma vez, participar.

Desta vez não fui sozinha. Levei o meu filho porque acho que é através dos bons exemplos que lhes mostramos o melhor caminho a seguir.

Estiveram envolvidos duzentos concelhos e o do Cartaxo, ao qual pertenço, foi um deles.
No nosso caso, tentámos dar o nosso contributo e limpámos, dentro do possível, o nosso concelho.

Este ano tivemos menos voluntários que em 2010 o que me entristeceu. Ainda assim, os que estiveram presentes, levaram a força, alegria  e motivação necessárias para que esta iniciativa voltasse a produzir bons resultados.

Não foi uma iniciativa perfeita. Muita coisa ficou ainda por fazer. No entanto, teve todo o mérito e vale pelo esforço de cidadania demonstrado. Agora é de esperar que o civismo impere e que as autoridades competentes façam o seu trabalho.

Se todos colaborarmos será mais fácil atingir os objectivos a que nos propomos. Sei que neste país é difícil fazer acontecer mas não fazermos nada é bem pior.

Uma coisa extraordinária a que assisti este ano foi ao nº de jovens que participaram.

A frase “de pequenino se torce o pepino” faz aqui todo o sentido e pela positiva.
É de pequeno que se forma o carácter de uma pessoa e são os bons exemplos que darão à nova geração os alicerces para construir um futuro melhor.

Foi bom ver pais e filhos juntos por um planeta melhor :)

Gostamos de criticar tudo e todos mas não nos apercebemos que é agindo, fazendo diferente que se consegue obter resultados, muitas vezes surpreendentes. Sábado passado foi, mais uma vez, um dos exemplos disso mesmo.

Seria bom que não houvesse necessidade deste dia. Seria bom que ele não se repetisse mas todos somos realistas.

O mais importante agora é não voltar a sujar Portugal.

Sei que é utopia mas se não sonharmos com dias melhores, o que nos resta?
Adorei mais uma vez colaborar!

Senti-me útil e fiquei com a certeza que, quando o Homem quer, a natureza vive.
Os meus parabéns ao principal mentor e obreiro deste Projecto a nível do Concelho: O Prof. Mário Júlio Reis e a todos os voluntários que abdicaram do seu sábado para mais esta acção cívica de cidadania.

Madre Teresa de Calcutá dizia que o que cada um de nós fazia podia ser apenas uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano seria menor. É este o espirito que devemos ter para com as outras pessoas, os animais e o nosso planeta. É este o espirito no qual todos nós, enquanto cidadãos, deviamos estar embuidos.

Bem haja quem limpa, quem protege e quem preserva.

O Planeta agradece!

Deixo-vos aqui mais algumas das fotos deste dia:






































sábado, 12 de fevereiro de 2011

Disconnect to Connect

As novas tecnologias têm coisas fantásticas quando usadas de uma forma saudável e com moderação.

Nada substitui o contacto humano.

Na minha opinião, este vídeo faz um dos melhores retratos da sociedade actual.

Vale a pena reflectir sobre a mensagem que encerra porque nunca é tarde para mudar.


sábado, 20 de novembro de 2010

A austeridade é uma ideia perigosa

Os tempos que correm não estão a ser fáceis e têm tendência a piorar. No entanto, quem nos "desgoverna" continua a querer atirar-nos areia para os olhos.

Penso que isto era o que deveria vir nas notícias... e não venderem-nos idiotices "à lá TVI"...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E o sonho voltou a cumprir-se...

Retomando o mote do 1.º Encontro… o sonho voltou a cumprir-se …

No passado sábado , dia 6 de Novembro , 61 amigos dos animais voltaram a encontra-se num divertido almoço , no Restaurante Parque Tejo no Centro de Congressos da Junqueira, em Lisboa.

Dizer que foi bom é pouco; foi excelente e, mais que isso, reconfortante saber que, apesar das dificuldades pessoais e da crise em que o país e, consequentemente todos nós, estamos mergulhados, não impediram que o 2.º Encontro da Arca de Noé e amigos dos animais em geral se concretizasse, num elo comum: o nosso amor pelos animais, tantas vezes (até vezes demais) mal-tratados e abandonados por quem deveria protegê-los.

Por um lado, lamentamos que o ser humano utilize o seu bem mais precioso, a inteligência , de forma tão negativa que leva à extinção tantos seres vivos, que leva a um aumento de poluição e de guerras que a não serem travadas a tempo, nos destruirão a todos.

No entanto, por outro lado, louvamos essa mesma inteligência que leva, cada vez mais seres humanos (infelizmente nunca os suficientes) a proteger, manter e fazer prosperar não só os seres vivos mas o próprio planeta.

É tão bom reencontrarmos os nossos pares, aqueles que, como nós, lutam contínua e, tantas vezes de forma completamente anónima, para que os Direitos dos Animais sejam respeitados, mantidos e transmitidos às novas gerações.

Esperamos que este 2.ª Encontro se repita por muitos e muitos anos, qualquer que seja a organização e o formato, com a mesma vontade, a mesma determinação e o mesmo sucesso.

Este ano tivemos algumas ajudas extra o que muito nos agradou. Tivemos algum apoio da moderação da Arca e dois patrocínios extraordinários que em muito vão contribuir para amenizar, nem que seja por um pouco, as carências de tantos animais e respectivas Associações.

Á Pedigree e à Royal Canin o nosso muito obrigado por se terem associado a esta iniciativa que, em conjunto com contribuições de pessoas singulares, contribuíram com cerca de 500 Kg de ração e outros donativos em géneros tão importantes para quem precisa.

Por motivos logísticos, estes donativos foram entregues a duas Associações da região de Lisboa: A Focinhos&Bigodes de Lisboa e a Bianca de Sesimbra.

Para além dos donativos em géneros tivemos este ano uma estreia, que foi a recolha de donativos em dinheiro.

Se o receio era muito, o resultado ultrapassou quaisquer expectativas.

Conseguimos juntar a bonita quantia de 1.288,15 euros que, depois do sorteio feito irão para a Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua (Ponte de Lima), para a CRAPAA – Associação Protectora dos Animais Abandonados das Caldas da Rainha, para a Associação dos Amigos de Animais da Ilha Terceira e para a Associação Faialente dos Amigos dos Animais.

Este foi o esforço de uma equipa fantástica de amigos, na qual tenho o prazer de fazer parte que, em conjunto e com algum esforço, conseguiram levar a cabo este evento, tantas vezes criticado.

Apesar de ter sido um trabalho de grupo meu (CarpemDiem), da Maria João (marijonscp), da Cila (Patanisca) e do Paulo (jorginho11), cada um com a sua tarefa, tenho de dar um agradecimento especial à Cila, a nossa artista de serviço que, sozinha, fez 90 bonequinhos lindos para vender, pintou um lindo quadro que foi leiloado e fez um saco e caixa amorosos que também foram leiloados. Todo isto a favor dos animais.

Tivemos ainda a ajuda da Lígia (Mathilde356), a Tininha (TinaC), da Elisabete (Betapat) e da Ana Paula (minha mãe) que contribuíram para enriquecer todo o evento, a 1.ª com um lindo trabalho feito por ela para distribuir pelos convivas, a 2.ª com um perfume que foi rifado, a 3.ª com umas mantinhas feitas à mão que foram compradas e a 4.ª com um lindo poema. A elas o nosso especial obrigado.

Tivemos presentes membros “repetentes” e membros novos o que é sempre bom. Rever “velhos” amigos e conhecer outros tantos.

O pessoal do norte sempre fantástico. Mesmo com as distâncias, sempre os mais entusiasmados e empenhados.

Sem todos vocês, este evento não teria sido possível. A todos, sem excepção, o nosso muito obrigado.

Estamos muito orgulhosos pois superámos as nossas melhores expectativas. De qualquer modo, e infelizmente, sabemos que estes donativos nunca serão suficientes para as imensas dificuldades com que se debatem, diariamente, todas as Associações.

Isso dá-nos força para continuar e tudo quanto conseguirmos será uma vitória e mais um passo para o nosso objectivo, por todos partilhado: o bem-estar e a protecção dos animais.

Ficou bem claro no espírito de todos nós de são precisas mais do que palavras. É imprescindível querermos agir, seja de que forma for.

Há pessoas que amam o poder e não lhes interessa quem pisam ou maltratam; outras no entanto, têm o poder de amar; não só outros seres humanos como todos os outros seres vivos.


Estamos muito felizes com o sucesso deste nosso Encontro.

Queremos, mais uma vez, agradecer a todos quantos estiveram presentes e contribuíram para o sucesso desta iniciativa.

A terminar, deixo-vos com um poema que a minha mãe fez aquando deste encontro e que formula um pedido partilhado, pensamos que, por todos aqueles que amam os animais.

Em jeito de despedida esperemos que todos nós tenhamos muito, muito tempo para, neste mundo tão lindo mas também tão complicado e injusto, nos dedicarmos aos nossos objectivos onde se encontra a defesa e protecção dos nossos amiguinhos de quatro patas.

Muito obrigada pela vossa presença e pela vossa contribuição.

Este foi um trabalho conjunto que, não seria nada se não tivéssemos tido a adesão em massa que tivemos. Por isso, um bem haja a todos. Os animais agradecem!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A importância da notícia "O resgate dos Mineiros no Chile"

Esta notícia não teria para mim o impacto que teve não fosse o extraordinário acontecimento que foi e, sobretudo, os valores que o envolve.

Todos os dias, os noticiários dão-nos conta do que se passa no mundo. No entanto, quase sempre dão enfoque ao lado mais negro das notícias e que tem um efeito, em cada um de nós, de desalento e, pior de tudo, de indiferença.

Este acontecimento marca pela diferença.

Realça, para além das maravilhas da tecnologia, o empenho, a solidariedade, a união e a esperança.

Nos tempos difíceis que correm são estes os valores que deviam prevalecer pelo que, nem que seja só por isso, vale a pena divulgar.

Quem ajuda e salva uma vida, salva o mundo. Nem imagino a alegria desta equipa ao ter ajudado a salvar 33. É uma alegria contagiante e é por isso mesmo que a partilho.

Vamos dar sorrisos a quem precisa

Olá a todos,

Sei que já à bastante tempo não dou notícias e peço desculpa por esse facto mas o tempo parece que cada vez é menor para tudo o que quero fazer. No entanto, pediram-me para divulgar este apelo e como acredito nele não pude deixar de o fazer.

Tenho uma amiga que tem um Projecto chamado “pelos amigos leais” onde tenta por todos os meios ajudar os animais carenciados, como sabem uma causa que defendo com unhas e dentes.

Neste momento, ela também está a divulgar um outro pedido que, nada tendo a ver com o anterior, é semelhante do acto.

Para quem acusa, muitas vezes, as pessoas que gostam de animais de não gostarem de pessoas está aqui a prova de como estão enganados. Geralmente é ao contrário. Quem ajuda uma causa, ajuda a outra.

Somos todos seres vivos e todos merecemos respeito. Depois, não existe nada no mundo melhor do que as crianças e os animais.

Este pedido não tem fronteiras pelo que não deixem de participar, divulgar e de comentar esta Campanha.

Vamos dar sorrisos aos meninos da Aldeia da paz!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia Mundial do Animal


Hoje é o Dia Mundial dos Animais, dia que se celebra desde 1930 em mais de 45 países e que tem como padroeiro S. Francisco de Assis.

Aproveito para mencionar este dia, apesar de para mim os animais serem uma constante e constantemente lembrados na minha vida...

No entanto, para mim este não foi, DE FACTO, o dia dos animais embora pudesse ter sido. 

Isto porque eu adoro animais, porque me sinto infeliz quando os mesmos são maltratados e porque me sinto privilegiada em ter como companheiros os meus 3 canitos lindos de 4 patas indispensáveis na minha vida: A Mitucha, o Tomás e a Kika.

É um dia para reflectir. Reflectir mão só sobre como devemos amar e respeitar os animais que vivem em nossas casas, como também sobre a forma como tratamos muitos animais que sofrem às nossas mãos, mãos cada vez mais desumanas.

Em jeito de homenagem, foi por todos eles que escrevi estas palavras.


Deixo-vos aqui algumas fotos dos meus "meninos". Digam lá se não são lindos?


"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles."
                            Philip Ochoa

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Viver a vida


No seguimento do mail anterior lembrei-me do poema "Lembrete" de Mário Quintana e, neste preciso momento, não existe nada que faça mais sentido. Deviamos reflectir sobre o que ele encerra...

Lembrete

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:
"Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
                                                                 Mário Quintana

Uma Salva de Palmas para António Feio

Ontem à noite faleceu António Feio.
Hoje logo pela manhã é com esta notícia que acordo para mais um dia de trabalho.

Não conhecia António Feio mas o seu falecimento precose tocou-me muito. Era uma fatalidade anunciada mas assistir a toda a sua força, toda a sua luta e a todo o seu sentido de humor, mesmo na doença, é impressionante.

Costuma-se dizer que "Pelas costas dos outros vê-mos as nossas" e  normalmente estamos tão absorvidos pelo nosso dia a dia, que nos esquecemos do que se passa ao nosso lado.

António Feio era um grande actor e tive, por diversas vezes, oportunidade de o comprovar em algumas das peças de teatro a que assisti.

No entanto, o que me faz levar a escrever este post, não é bem pelo grande actor que era mas sim, e especialmente, pelo homem extaordinário, simples e sincero que parecia ser.

Ele não gostava de tristezas pelo que, a melhor forma de homenageá-lo é deixá-los com as suas palavras e com uma mensagem forte na qual ele acreditava e que nos devia fazer reflectir sobre a forma como levamos a nossa vida.

Até sempre António. Para ti, a minha grande salva de palmas!



Informação útil: http://aeiou.visao.pt/morreu-antonio-feio=f567761

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma vida para salvar tantas outras

Hoje comemoram-se os 125 anos do nascimento de Aristides de Sousa Mendes.

Há portugueses que se referem a Aristides de Sousa Mendes como o "Schindler português". No entanto, como diz Ruben Obadia, director do Jornal Publituris "Chamá-lo de Oskar Schindler português é diminui-lo. Schindler é que foi o Sousa Mendes alemão. Isso sim"

Schindler deve a sua grande notoriedade ao filme de Steven Spielberg.

E para Aristides de Sousa Mendes? Para quando o merecido reconhecimento?

Estamos em 2010 e, em Portugal, já quase ninguém se lembra quem foi Aristides de Sousa Mendes o que não deixa de ser muito triste.

Desta forma, achei que esta seria uma ocasião excepcional para nos lembrarmos do homem que mais vidas humanas salvou, em toda a História de Portugal.

Talvez pelo facto dos nossos "igrejos avós" terem sido quase todos eles valentes guerreiros (pessoas que mataram outros seres humanos), ainda custa aceitar a ideia de que Aristides foi um verdadeiro herói.

Cada época tem valores próprios... e a Carta dos Direitos Humanos só foi proclamada depois a 2ª Guerra Mundial.

Na base desta nova matriz de valores estão homens como Aristides de Sousa Mendes, cuja heroicidade está longe de ser amplamente reconhecida pelos portugueses.

Os grandes símbolos e os grandes heróis conferem ancoragem à identidade de um povo. São motivo de orgulho e o fundamento de uma auto-estima positiva.

Todos os portugueses de boa vontade podem e devem orgulhar-se de Aristides de Sousa Mendes.

Este herói português, supremo símbolo da liberdade e dos direitos humanos que teve de fazer uma opção: salvar do holocausto o maior número possível de vidas, em detrimento dos seus interesses pessoais, numa actuação humanitária corajosa, firme e continuada, sofrendo por isso a perseguição sistemática dos poderes instituídos, até ao fim da sua vida, sem renegar o seu gesto solidário.

O historiador Yehuda Bauer, no seu livro “A History of the Holocaust”, escreve: “o Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, concede vistos de trânsito a milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu governo. Talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto”.

Pagou caro o seu altruísmo e jamais conseguiu em vida o mínimo de reconhecimento pelo seu acto nobre.

Por todo o lado, facebook, sites, blogs, livros, filmes e tantos outros meios, se está a tentar dar voz e honrar este símbolo da nossa memória colectiva.
Infelizmente, ainda hoje a sua casa – que há muito deveria ser um Memorial e um Centro Universal dos Direitos Humanos – continua em ruínas…


Foi criada a Fundação Aristides de Sousa Mendes no sentido de tentar reabilitar o seu legado e a sua casa.

A Fundação tem por missão a divulgação e a defesa dos Direitos Humanos, tomando como referência a acção da personalidade deste grande homem.

Assim que se conseguir reabilitar a sua casa, esta será transformada em casa-museu que irá conter o espólio do cônsul que se tem estado a recolher, uma bibilioteca e centro de documentação, de arquivos e memórias e que irá dar uma particular atenção à questão dos direitos humanos e à história das perseguições durante a II Guerra Mundial, transmitindo às gerações futuras, principalmente aos mais jovens, a sua herança moral e promovendo, em colaboração com diversos parceiros, os acontecimentos de ordem cultural entre outras iniciativas...

Que este aniversário seja mais uma ocasião para divulgarmos a sua obra perene, e para interrogarmos a nossa consciência de cidadãos livres sobre o grau de degradação em que se encontra a Casa do Passal.

Para quem quiser saber mais sobre Aristides de Sousa Mendes deixo-vos aqui a biografia deste homem, com H grande que deve ser, por todos, reconhecido e homenageado.


Já que não o soubemos estimar em vida, que o façamos agora.

"Quem salva uma vida, salva o mundo" e ele fê-lo pelo que honremos a sua herança e a sua memória.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Regresso

Olá a todos,

Já cá não venho à precisamente 2 meses e 8 dias, muito tempo para estar ausente.

A verdade é que ando sem ânimo para nada e isso reflecte-se em todo o processo da minha vida.

O quebra-cabeças que estou a construir da minha vida e de que vos falei no meu ultimo post antes deste silêncio prolongado está com algumas peças soltas e não tenho encontrado forma de as encaixar correctamente, ou pelo menos, de forma a sentir-me com a paz de alma e força necessárias para inverter esta espiral de acontecimentos.

Muita coisa tem acontecido nestes últimos meses que me têm deixado sem energias. Muita coisa ainda vai acontecer mas não vale a pena sofrer por antecipação pois ai sofremos duas vezes e isso não faz sentido... mas a nossa cabeça trai-nos muitas vezes o que já sabemos à partida.

Este silêncio provoca em mim sentimentos contraditórios e de alguma culpa.

Criei na blogosfera, e ao contrário do que inicialmente poderia imaginar, algumas amizades e esta ausência de partilha que se criou foi em parte quebrada por minha culpa.

Tento inverter as coisas mas quando me sento ao computador para escrever qualquer coisa, nada me sai de interessante pelo que desisto… e tenho-o feito desde essa altura.

Já pareço o que a canção de António Variações tantas vezes refere “Estou bem aonde não estou…” e é assim que me tenho sentido ultimamente e isso deixa-me irritada... comigo mesma...

Sei que a vida não pára para que eu fique bem e existem situações tão piores que a minha que tenho de dizer basta!!! Qual grito do Ipiranga, que serve tanto de desabafo como de libertação.

Desta forma, quero-vos dizer que estou de volta, ou pelo menos, estou a tentar fazê-lo.

Vão voltar a ter notícias minhas (Se calhar algumas sem grande importância) ou de terceiros mas que ache interessante partilhar mas o importante é isso mesmo: Partilhar!!!!

Peço desculpa por este testamento pois não quero deixar-vos com "má onda".

Vocês mereciam uma explicação e esta é, em parte, o melhor que vos consigo dizer.

Estou de volta e isso é o que realmente importa!

Agradeço a muitos o carinho que, mesmo com esta ausência, me têm demonstrado.

É dele que me alimento e de todos os pequenos momentos de felicidade que vou tendo na minha vida.
A VIDA

A vida, acredita, não é um sonho
Tão negro quanto os sábios dizem ser.
Frequentemente uma manhã cinzenta
Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta.

Às vezes há nuvens sombrias
Mas é apenas em certos dias;
Se a chuvada faz as rosas florir
Ó porquê lamentar e não sorrir?

Rapidamente, alegremente
As soalhentas horas da vida vão passando
Agradecidamente, animadamente
Goza-as enquanto vão voando.

E quando por vezes a Morte aparece
E consigo o que de Melhor temos desaparece?
E quando a dor se aprofunda
E a esperança vencida se afunda?

Oh, mesmo então a esperança há-de renascer,
Inconquistável, sem nunca morrer.
Alegre com a sua asa dourada
Suficientemente forte para nos fazer sentir bem
Corajosamente, sem medo de nada
Enfrenta o dia do julgamento que vem.
Porque gloriosamente, vitoriosamente
Pode a coragem o desespero vencer.
                                                                       Emile Bronte

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O quebra-cabeças da vida...

A vida é cheia de términos e novos começos.
A cada curva há algo que nos desafia, seja o novo, o formidável ou simplesmente o familiar.
O que para uns é uma montanha intransponível, para outros um desafio a vencer.
O que se torna sombrio para alguns, ainda permanece iluminado para outros.
Os optimistas vêem o caminho à frente.
Os pessimistas ficam tão ocupados em olhar para trás que, muitas vezes, não conseguem ver a solução bem diante deles.
Se ficarmos a segurar a corda que nos arrasta para trás não teremos mãos livres para agarrar a corda que nos puxa para frente.

E é assim a vida... um autêntico quebra-cabeças.

Um quebra-cabeças onde se pode dizer que cada escolha feita (acertada ou errada) representa uma de suas peças.

Cada dia que passamos é uma nova peça encaixada. Outras vezes tentamos encaixar uma peça em local que não é o destinado a ela e isso pode ser comparado com os erros que cometemos no decorrer de nossas vidas.

Cada erro atrasa ainda mais o termino do jogo... que exige do jogador o máximo de atenção possível, assim deve ser feito na vida também.

Às vezes algumas coisas acontecem e não entendemos o motivo, mas depois vemos que tudo se encaixa como um quebra-cabeças e é exactamente assim.

Quantas vezes batemos com a cabeça para resolver nossos problemas até tudo começar a fazer sentido, o não, o sim, o sorriso, a lágrima, o silêncio, a fala, tudo acontece para abrirmos espaço às novidades.

Tal como num jogo, também na vida devemos procurar os meios para resolver o enigma criado a cada experiência nova, a cada erro cometido, a cada relacionamento vivido. Como num jogo nada pode ser desprezado, até mesmo os riscos assumidos que estão ali para nos mostrar quão difícil é simplificar o agrupamento das peças da vida.

Tudo é uma aprendizagem. No final, este quebra-cabeças falará por nós!

Estou a montar o meu! E tu?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

As cidades da minha vida - Praga

Através de uma amiga tive conhecimento de um desafio lançado pelo Carlos do Blog "Crónicas do Rochedo" que achei deveras interessante.

O desafio era falarmos numa das cidades da nossa vida.

Para quem gosta de viajar como eu é qualquer coisa de aliciante.

São tantos os sítios fabulosos que já tive oportunidade de visitar que se tornou muito difícil a escolha.

Em Portugal poderia nomear muitas e lá fora outras tantas. No entanto, decidi optar por uma que me encantou profundamente.

Essa cidade é Praga, na Republica Checa.

Eu sou pouco de cidades grandes, posso mesmo dizer até que sou pouco citadina. Tirando alguns casos pontuais gosto mais de lugares pequenos, ricos em história e, de preferência, verdejantes.

Praga reúne tudo isso.

É uma cidade pequena na qual podemos passear calmamente ao mesmo tempo que nos deslumbramos com a sua beleza.

A cidade de Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso património arquitectónico e rica vida cultural. É património Cultural Mundial da UNESCO e é, de facto, uma das cidade mais encantadoras que visitei.

Fez precisamente em Abril 4 anos que a visitei.

Sentir Praga é passear a pé pela Praça da cidade velha - o coração da cidade - e beber toda a sua história, toda a sua arquitectura, toda a sua cultura.

Em cada esquina, o deslumbramento.

É estar presente no exacto momento em que se ouvem as badaladas do relógio astronómico e festejar como se um momento único se tratasse, porque é disso mesmo que se trata.

É viver a sensação de atravessar a Ponte Carlos que liga a cidade velha ao Bairro pequeno, cheia de gente, com bandas de jazz a tocar animadamente, com caricaturistas e artesãos.

A melhor hora para o fazer é logo cedo e não aconselho a hora de almoço pelo inúmero fluxo de turistas... e carteiristas.É passear pelas suas ruas e ver a cada esquina um monumento impar. Um pedaço de história… história sofrida mas muito mais sentida. Para quem gosta de arquitectura, este é um dos melhores sítios para se estar.

A superfície ondulada concede a Praga uma beleza singular e um panorama impressionante. As colinas sobre a cidade oferecem uma infinidade de vistas magníficas.
O rio Vltava que atravessa a cidade dá origem a um outro aspecto específico da cidade - ilhas e meandros com cantos românticos.

O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda do rio e de onde tudo começou.

A abundância de torres e miradouros concedeu a Praga o atributo da cidade das cem torres ou das cem cúpulas. Actualmente, existem aproximadamente 500 torres e miradouros na cidade.

O centro de Praga é caracterizado por ruelas ziguezagueantes e edifícios de todos os estilos arquitectónicos - rotundas românicas, catedrais góticas, palácios de estilos renascença e barroco, casas em estilos de classicismo, Arte Nova, cubismo e funcionalismo ou edifícios modernos.

Praga é uma cidade de inesperadas e raras maravilhas. Desde a sua áurea mística até á sua arquitectura fascinante são muitos os pontos de interesse.

Passear pela cidade é uma experiência que não deixa ninguém indiferente. Aqui as épocas históricas misturam-se a cada esquina. Em cada rua, em cada praça, há edifícios de uma beleza estonteante. Não deixem de visitar as igrejas de São Nicolau, do Loreto ou do Menino Jesus de Praga, no Bairro de Mala Strana, no qual encontrarão também diversos palácios barrocos da antiga aristocracia checa, datados do séc. XVII.

Das imponentes construções góticas, como a Catedral de S. Vitus ou o edifício da Câmara Municipal, (ambas na Cidade Antiga), à explosão do Barroco passando pelos edifícios da renascença, pelas construções Arte Nova, estilo que conheceu aqui mais adesão do que em qualquer outra cidade europeia com Alphonse Mucha, ou pela arquitectura cubista, tão rara em todo o mundo e que aqui tem alguns belos exemplares... Praga é um verdadeiro catálogo de estilos arquitectónicos, característica que lhe confere uma sumptuosidade única e imperdível.

Na cidade velha (Stare Mésto em checo), multiplicam-se os edifícios de elevado valor arquitectónico, verdadeiras relíquias patrimoniais, do país como a igreja Týnský, em estilo gótico, o bairro Josefstadt, que inclui o gueto e o cemitério judaicos, do século XII e as sinagogas; o relógio Astronómico Orloj para além de muitos outros edifícios e pormenores encantadores.

Já na Cidade Nova (Nové mésto) poderão encontrar a Praça e a estátua de são Venceslau, erguida em 1915, o museu nacional, o Prikopy, local da antiga fortaleza; o Teatro dos Estados, o Teatro Nacional e inúmeros palácios e igrejas onde o estilo barroco exibe todo o seu esplendor! Uma outra característica desta cidade que me fascina é a sua intensa vida cultural.

Praga foi sempre conhecida pela sua herança artística. O teatro tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento cultural da cidade mas também possui uma forte tradição musical. Um dos espectáculos mais característicos da cidade e que recomendo vivamente a não perderem é o chamado "Black light Theatre - teatro negro" ou também conhecido por lanterna mágica.

Alguns dos teatros mais populares são de carácter experimental e incluem este género de teatro quase único desta região e que incluem as marionetas, a pantomina, a mímica e a multimédia. Muitas das vezes os actores vestem-se de negro e movem objectos num palco negro sem serem vistos, só com fantoches e noutras aparecem como sombras por detrás de um lençol. Nenhum deles exije conhecimento da língua pelo que se torna internacional e muito apreciado. Eu pude assistir a vários espectáculos mas recomendo um em especial:  “A Odisseia”.

Podem ainda sentar-se numa das muitas esplanadas existentes por toda a cidade e beber uma boa cerveja checa e alguns petiscos. Para comer recomendo o restaurante "U Zlaté Konvice" que se situa bem no centro numas caves romanas e góticas do Séc. XIV e na companhia de músicos que nos animam com a sua boa disposição ou no Grand Café.

As gentes checas não são das mais simpáticas. São extremamente fechados e desconfiados mas percebendo todo o contexto histórico percebe-se o porquê. Vão aprendendo com a liberdade pelo que temos de lhes dar tempo.

Havia tanta coisa para dizer desta cidade que se me alongasse nunca mais daqui saia.

Estou a preparar um outro post onde vos irei fazer uma espécie de visita guiada pela cidade tal como a conheci. Irei pegar no meu album de fotografias que fiz (as fotos são muitas, infelizmente tiradas analogicamente) e tentar voltar a Praga recordando-a. Não vai dar para falar de todos os pontos mas, com toda a certeza, dos a não perder de modo algum.

Praga é tão linda tão linda, que só mesmo indo lá para ver, para sentir o cheirinho a croissants às 7 da matina no , viver aquela azáfama diária e consumir toda aquela história, aquela cultura, aquelas paisagens.

A única coisa que aconselho é que fujam das chuvadas de verão e das temperaturas negativas que caracterizam o rigoroso Inverno e elejam os meses da Primavera e do Outono para visitar esta cidade verdadeiramente imperdível.

 Quem quiser aderir a este desafio esteja à vontade. É sempre bom conhecer mais um pouco dos recantos maravilhosos que existe por esse mundo fora.

domingo, 25 de abril de 2010

A revolução dos cravos

No outro dia estava a ouvir um amigo meu a explicar ao filho Diogo de 8 anos o que foi o 25 de Abril e ao fim de um bocado ouvi o miúdo dizer: 

- Foi aquele dia em que os cravos apareceram nas pistolas e as pessoas que estavam cansadas de ser infelizes, deixaram de o ser.

Achei aquela descrição tão inocentemente fantástica que me ficou na memória.

O Diogo não sabia realmente o significado do 25 de Abril. Mesmo eu, que tinha apenas dois aninhos quando a revolução aconteceu, só mais tarde me apercebi da dimensão desse sonhar sem amarras.

Às tantas, o miúdo sai-se com esta pergunta:

- Oh pai, mas onde está o 25 de Abril sempre?

Não acham uma excelente pergunta? Será que algum de nós a consegue responder?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O nosso Planeta

Hoje é o Dia Internacional da Terra, criado em 1970 e adoptado mundialmente em 1990.

40 anos depois continua tudo na mesma, senão pior.

O cenário não é famoso. O nosso relacionamento com o nosso planeta piorou nos últimos anos.

Apesar de estarmos mais eficientes, estamos cada vez a gastar mais recursos.

Consumimos muito mais do que aquilo que necessitamos, a nossa pegada ecológica está cada vez pior, não preservamos o ambiente, a biodiversidade está a perder-se a uma taxa sem precedentes, não apostamos nas energias renováveis nem na educação das pessoas.

A pressão sobre a Terra está a tornar-se cada vez maior.

Podemos ver isso mesmo todos os dias e penso que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas.

Os exemplos partem de cima e é ai que começam logo a falhar. No entanto, cada um de nós é também responsável.

Na sua prepotência de se achar o “Rei do mundo” e de olhar somente para o seu próprio umbigo, o Ser Humano esquece-se que a Terra é a nossa vida. Sem ela, nada somos.


Tal como hoje, comemoramos sempre o dia disto e daquilo mas depois nada muda efectivamente.

As atitudes não podem resumir-se a dias específicos. Estes deviam servir somente como chamada de atenção.

Se não o fizermos a bem, mais cedo ou mais tarde, vamos sofrer as suas consequências. Aliás, já estamos a sofrê-las e penso sinceramente que isto é apenas uma pequena amostra.

Em 1854 o chefe Seattle, um simples índio considerado por muitos de "selvagem" fez, o que é para mim é a mais bela e profunda declaração de amor ao meio ambiente.

Ele disse: "Somos parte da terra e ela faz parte de nós.
As atitudes têm de mudar mas de uma forma permanente e sustentável.
Como é que hoje é o dia da Terra se é a Terra que faz os dias?
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo."

Se quiserem ler o texto integral da sua declaração que é longa mas a valer muito a pena podem fazê-lo aqui: Chefe Seatle

Julgamo-nos os maiores mas perante a natureza somos muito pequeninos e ela está a ficar farta das nossas atitudes e a começar a rebelar-se.

Chegou o momento de pensarmos verdadeiramente no que andamos a fazer e passar da teoria à pratica.

(Con)vivemos com ela todos os dias. A questão agora é: Como o iremos fazer?



 
E quanto ao amanhecer
E quanto a chuva
E quanto a todas as coisas
Que você disse que conquistaríamos
E quanto aos campos de batalha
Ainda há tempo?
E quanto a todas as coisas
Que você disse serem suas e minhas
Você já parou para ver
Todo o sangue que já derramamos
Você já parou para ver
Esta Terra que chora, está se desfazendo


O que fizemos ao mundo
Olhe o que fizemos
E quanto a toda a paz
Que você prometeu ao seu filho
E quanto aos campos florescendo
Ainda há tempo?
E quanto a todos os sonhos
Que você disse serem seus e meus
Você já parou para ver
Todas as crianças mortas na guerra
Você já parou para ver
Esta Terra que chora, está se desfazendo


Eu costumava sonhar
Que podia ver além das estrelas
Agora não sei onde estamos
Mas sei que fomos longe demais


Ei, e quanto a ontem?
(E quanto a nós)
E quanto aos mares?
(E quanto a nós)
Os céus estão despencando
(E quanto a nós)
Não posso nem respirar
(E quanto a nós)
Preciso de você
(E quanto a nós)
E quanto ao valor da natureza?


É o útero do nosso planeta
(E quanto a nós)
E quanto aos animais?
(E quanto a nós)
Transformamos reinos em pó
(E quanto a nós)
E quanto aos elefantes?
(E quanto a nós)
Perdemos a confiança deles
(E quanto a nós)
E quanto as baleias que choram?
(E quanto a nós)
Debatendo-se nos mares
(E quanto a nós)
E quanto as florestas?


Queimadas apesar de nossos pedidos
(E quanto a nós)
E quanto a terra sagrada?
(E quanto a nós)
Dividida por ganância
(E quanto a nós)
E quanto ao homem comum?
(E quanto a nós)
Não podemos libertá-lo?
(E quanto a nós)
E quanto as crianças que estão morrendo?
(E quanto a nós)
Você não consegue ouvir seus choros?
(E quanto a nós)
Onde nós erramos?


Alguém me diga porque
(E quanto a nós)
E quanto ao seu filho?
(E quanto a nós)
E quanto aos dias?
(E quanto a nós)
E quanto a toda diversão deles?
(E quanto a nós)
E quanto ao Homem?
(E quanto a nós)
E quanto ao Homem que chora?
(E quanto a nós)
E quanto a Abraão?
(E quanto a nós)
E quanto a morte?
Nós ao menos nos importamos?
Podíamos aprender alguma coisa com estas palavras.