quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

EXAMES.... VALE TUDO!  
Que não se acabem os M&M's...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008


"Quando um coração se fecha, faz muito mais barulho do que uma porta" 
António Lobo Antunes in Livro de Crónicas

sábado, 29 de novembro de 2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


"Às vezes é preciso mudar..."


Não é fácil entender, e ainda menos, é aceitar.

Por muito que a lógica nos grite aos ouvidos que tudo está como tem que ser...
Olhar para o céu de peito aberto, sem medo que nos levem mais qualquer coisa...
E abrir a porta dos bons momentos, sem medo de sermos engolidos pela saudade...

Leva tempo, é uma conquista.

O meu querido amigo António Carlos ensinou-me que, 
"às vezes é preciso mudar, para que tudo continue na mesma".

Eu sei Avó, vai continuar a ser assim, SEMPRE!


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso)

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passívelde ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

if
"If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:

If you can dream, and not make dreams your master,
If you can think, and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools:

If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And which is more you'll be a Man, my son!"


"If" is a poem written in 1895 by Rudyard Kipling


"According to Kipling in his autobiography Something of Myself, posthumously published in 1937, the poem was inspired by Dr Leander Starr Jameson, who in 1895 led a raid by British forces against the Boers in South Africa, subsequently called the Jameson Raid.[1] This defeat increased the tensions that ultimately led to the Second Boer War. The British press, however, portrayed Jameson as a hero in the middle of the disaster, and the actual defeat as a British victory."


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Para os meus amigos, e para aqueles que um dia como eu, "tropeçaram em blogues"...
Porque os blogues já não estão na berra, e já passou a fase do "quem não tem um blogue não é deste planeta"
Porque se passo a vida a comentar nos blogues dos outros, porque não comentar aquilo que o meu espirito se lembra
Porque há dias em que não há nada para dizer e outros em que temos tanto para partilhar
Porque percebi o contributo de um blogue quando um dia deixei o primeiro comentário num deles... e foi o seguinte:
Ontem à noite, estava pela net à procura não sei bem do quê.... quando tropeçei neste blog e mais precisamente no: "Monday, May 08, 2006". Acho que foi a plavara Vô, que me prendeu a este texto e não me deixou descansar enquanto não chegasse ao fim.Não te conheço, nem tão pouco conheci o teu avô... Mas fiquei arrepiada, e a lutar com uma lágrima que teimava em escorregar pela minha alma fora. O meu avô era para mim.... não consigo encontrar uma palavra que o descreva. Já morreu em 2003, mas ainda hoje não há dia que passe que eu não me lembre dele.Com o meu avô sempre falei sem precisar de palavras. Nos jantares e almoços da família, bastava-nos um olhar ou um pensamento, para comentarmos entre os dois, aquilo que se estava a passar à nossa volta.Talvez por isso, ainda hoje partilho muitas vezes com ele o mesmo tipo de coisas que tu partilhaste. Talvez por isso, me tenha identificado tanto com o teu texto.Obrigada!!!