Ir para o conteúdo

Credicard

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Credicard
Razão socialCredicard S.A.
Subsidiária
AtividadeServiços financeiros
SedeSão Paulo, São Paulo, Brasil
Área(s) servida(s)Brasil
ProdutosCartões de crédito
Conta digital
Websitewww.credicard.com.br

Credicard é uma marca brasileira de cartões de crédito e serviços financeiros vinculada ao Itaú Unibanco. Criada no contexto da expansão do mercado brasileiro de cartões na década de 1970, tornou-se uma das marcas mais conhecidas do setor no país, tendo sido controlada em diferentes momentos por Citibank Brasil, Banco Itaú e Unibanco.[1][2]

Em 2013, o Itaú Unibanco anunciou a aquisição do Banco Citicard S.A. e da marca Credicard, em operação com o Citibank que incluiu carteira de crédito, base de cartões e pontos de atendimento da Credicard Financiamentos.[3][4] Desde então, a marca passou a integrar a estrutura de produtos financeiros do grupo Itaú.

História

[editar | editar código]

Origem e associação entre bancos

[editar | editar código]

A Credicard surgiu no início da década de 1970, em um mercado brasileiro de cartões de crédito ainda em formação. Reportagem publicada pela IstoÉ Dinheiro em 2004 atribuiu ao Citibank a criação inicial da administradora, em 1970, e registrou a entrada de Itaú e Unibanco no negócio no ano seguinte.[1] A associação entre os três bancos marcou a estrutura original da marca, que atuava no segmento de cartões em um período no qual o uso desse meio de pagamento ainda se consolidava no Brasil.

Durante as décadas seguintes, a Credicard tornou-se uma das principais marcas brasileiras de cartões. Em 2004, antes da reestruturação societária daquele ano, o grupo Credicard possuía 7,6 milhões de cartões, ativos de 3,3 bilhões de reais e lucro líquido de 176,5 milhões de reais no acumulado dos nove primeiros meses do ano, segundo o InfoMoney.[2]

Reestruturação societária nos anos 2000

[editar | editar código]

Em 2004, o Unibanco deixou a sociedade formada com Itaú e Citigroup. Após a operação, a Credicard Banco passou a ser controlada em partes iguais por Itaú e Citigroup, enquanto outras empresas relacionadas ao antigo grupo, como a Orbitall e a Redecard, seguiram estruturas próprias.[2] A mesma reestruturação foi interpretada pela imprensa econômica como parte de uma reorganização mais ampla do mercado brasileiro de cartões, então marcado pela disputa entre bancos emissores, administradoras e empresas de adquirência.[1]

Em 2006, o Citigroup adquiriu a participação remanescente do Itaú na marca Credicard, passando a deter exclusividade sobre a marca a partir de 2009.[5]

Aquisição pelo Itaú Unibanco

[editar | editar código]

Em maio de 2013, o Itaú Unibanco anunciou a compra do Banco Citicard, incluindo a marca Credicard, por 2,767 bilhões de reais. Segundo o fato divulgado à época, a operação incluía uma carteira de crédito de 7,3 bilhões de reais, com base no fim de 2012, e uma base de 4,8 milhões de cartões de crédito.[3]

A operação foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em agosto de 2013. A reportagem da Reuters informou que a aquisição envolvia o controle do Banco Citicard, 96 lojas da Credicard Financiamentos e ativos totais de aproximadamente 8 bilhões de reais.[4]

Nas demonstrações financeiras de 2013, o Itaú Unibanco registrou que celebrou contrato de compra e venda com o Banco Citibank para aquisição do Banco Citicard S.A. e da Citifinancial Promotora de Negócios e Cobranças Ltda., incluindo a marca Credicard. O documento também informa que a aprovação do Banco Central do Brasil foi obtida em dezembro de 2013 e que a operação foi liquidada no mesmo mês.[6]

Produtos e serviços

[editar | editar código]

Historicamente associada à administração e emissão de cartões de crédito, a Credicard passou, sob controle do Itaú Unibanco, a operar também em formato digital. Em 2020, o Itaú informou o lançamento de uma conta Credicard gratuita e digital, integrada ao Pix, além do cartão Credicard On, descrito pela instituição como cartão de crédito sem anuidade da marca.[7]

A página de atendimento da Credicard informa que a proposta de cartão pode ser preenchida pelo aplicativo Credicard On ou pelo site da marca, com aprovação sujeita à análise de crédito.[8]

Ver também

[editar | editar código]

Referências

  1. 1 2 3 «O futuro da Credicard». IstoÉ Dinheiro. 3 de novembro de 2004. Consultado em 22 de maio de 2026
  2. 1 2 3 «Após 33 anos, Unibanco deixa parceria com Itaú e Citibank na Credicard». InfoMoney. 8 de novembro de 2004. Consultado em 22 de maio de 2026
  3. 1 2 «Itaú Unibanco oficializa compra da Credicard por R$ 2,767 bi». UOL Economia. 14 de maio de 2013. Consultado em 22 de maio de 2026
  4. 1 2 Marcela Ayres (22 de agosto de 2013). «Cade aprova sem restrições compra da Credicard pelo Itaú Unibanco». Reuters via UOL Economia. Consultado em 22 de maio de 2026
  5. «Citi gasta R$ 280 mi pela exclusividade da marca Credicard». Folha de S.Paulo. 8 de dezembro de 2006. Consultado em 22 de maio de 2026
  6. «Demonstrações Contábeis Completas em IFRS – 31 de dezembro de 2013» (PDF). Itaú Unibanco Holding S.A. 2014. Consultado em 22 de maio de 2026
  7. «Saiba como abrir sua conta Credicard e entenda como a marca quer aumentar limites e facilitar o acesso ao cartão de crédito». Itaú Unibanco. 2020. Consultado em 22 de maio de 2026
  8. «Como faço para obter o cartão?». Credicard. Consultado em 22 de maio de 2026

Ligações externas

[editar | editar código]