Credicard
| Credicard | |
|---|---|
| Razão social | Credicard S.A. |
| Subsidiária | |
| Atividade | Serviços financeiros |
| Sede | São Paulo, São Paulo, Brasil |
| Área(s) servida(s) | Brasil |
| Produtos | Cartões de crédito Conta digital |
| Website | www |
Credicard é uma marca brasileira de cartões de crédito e serviços financeiros vinculada ao Itaú Unibanco. Criada no contexto da expansão do mercado brasileiro de cartões na década de 1970, tornou-se uma das marcas mais conhecidas do setor no país, tendo sido controlada em diferentes momentos por Citibank Brasil, Banco Itaú e Unibanco.[1][2]
Em 2013, o Itaú Unibanco anunciou a aquisição do Banco Citicard S.A. e da marca Credicard, em operação com o Citibank que incluiu carteira de crédito, base de cartões e pontos de atendimento da Credicard Financiamentos.[3][4] Desde então, a marca passou a integrar a estrutura de produtos financeiros do grupo Itaú.
História
[editar | editar código]Origem e associação entre bancos
[editar | editar código]A Credicard surgiu no início da década de 1970, em um mercado brasileiro de cartões de crédito ainda em formação. Reportagem publicada pela IstoÉ Dinheiro em 2004 atribuiu ao Citibank a criação inicial da administradora, em 1970, e registrou a entrada de Itaú e Unibanco no negócio no ano seguinte.[1] A associação entre os três bancos marcou a estrutura original da marca, que atuava no segmento de cartões em um período no qual o uso desse meio de pagamento ainda se consolidava no Brasil.
Durante as décadas seguintes, a Credicard tornou-se uma das principais marcas brasileiras de cartões. Em 2004, antes da reestruturação societária daquele ano, o grupo Credicard possuía 7,6 milhões de cartões, ativos de 3,3 bilhões de reais e lucro líquido de 176,5 milhões de reais no acumulado dos nove primeiros meses do ano, segundo o InfoMoney.[2]
Reestruturação societária nos anos 2000
[editar | editar código]Em 2004, o Unibanco deixou a sociedade formada com Itaú e Citigroup. Após a operação, a Credicard Banco passou a ser controlada em partes iguais por Itaú e Citigroup, enquanto outras empresas relacionadas ao antigo grupo, como a Orbitall e a Redecard, seguiram estruturas próprias.[2] A mesma reestruturação foi interpretada pela imprensa econômica como parte de uma reorganização mais ampla do mercado brasileiro de cartões, então marcado pela disputa entre bancos emissores, administradoras e empresas de adquirência.[1]
Em 2006, o Citigroup adquiriu a participação remanescente do Itaú na marca Credicard, passando a deter exclusividade sobre a marca a partir de 2009.[5]
Aquisição pelo Itaú Unibanco
[editar | editar código]Em maio de 2013, o Itaú Unibanco anunciou a compra do Banco Citicard, incluindo a marca Credicard, por 2,767 bilhões de reais. Segundo o fato divulgado à época, a operação incluía uma carteira de crédito de 7,3 bilhões de reais, com base no fim de 2012, e uma base de 4,8 milhões de cartões de crédito.[3]
A operação foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em agosto de 2013. A reportagem da Reuters informou que a aquisição envolvia o controle do Banco Citicard, 96 lojas da Credicard Financiamentos e ativos totais de aproximadamente 8 bilhões de reais.[4]
Nas demonstrações financeiras de 2013, o Itaú Unibanco registrou que celebrou contrato de compra e venda com o Banco Citibank para aquisição do Banco Citicard S.A. e da Citifinancial Promotora de Negócios e Cobranças Ltda., incluindo a marca Credicard. O documento também informa que a aprovação do Banco Central do Brasil foi obtida em dezembro de 2013 e que a operação foi liquidada no mesmo mês.[6]
Produtos e serviços
[editar | editar código]Historicamente associada à administração e emissão de cartões de crédito, a Credicard passou, sob controle do Itaú Unibanco, a operar também em formato digital. Em 2020, o Itaú informou o lançamento de uma conta Credicard gratuita e digital, integrada ao Pix, além do cartão Credicard On, descrito pela instituição como cartão de crédito sem anuidade da marca.[7]
A página de atendimento da Credicard informa que a proposta de cartão pode ser preenchida pelo aplicativo Credicard On ou pelo site da marca, com aprovação sujeita à análise de crédito.[8]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 «O futuro da Credicard». IstoÉ Dinheiro. 3 de novembro de 2004. Consultado em 22 de maio de 2026
- 1 2 3 «Após 33 anos, Unibanco deixa parceria com Itaú e Citibank na Credicard». InfoMoney. 8 de novembro de 2004. Consultado em 22 de maio de 2026
- 1 2 «Itaú Unibanco oficializa compra da Credicard por R$ 2,767 bi». UOL Economia. 14 de maio de 2013. Consultado em 22 de maio de 2026
- 1 2 Marcela Ayres (22 de agosto de 2013). «Cade aprova sem restrições compra da Credicard pelo Itaú Unibanco». Reuters via UOL Economia. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «Citi gasta R$ 280 mi pela exclusividade da marca Credicard». Folha de S.Paulo. 8 de dezembro de 2006. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «Demonstrações Contábeis Completas em IFRS – 31 de dezembro de 2013» (PDF). Itaú Unibanco Holding S.A. 2014. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «Saiba como abrir sua conta Credicard e entenda como a marca quer aumentar limites e facilitar o acesso ao cartão de crédito». Itaú Unibanco. 2020. Consultado em 22 de maio de 2026
- ↑ «Como faço para obter o cartão?». Credicard. Consultado em 22 de maio de 2026