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Desmodium

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaDesmodium Desv.
Plantas de Desmodium distortum e D. membranifolium
Plantas de Desmodium distortum e D. membranifolium
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Género: Desmodium
O Wikispecies tem informações relacionadas a Desmodium.
D. subsecundum com sintomas de "little leaf", doença causada por fitoplasma.

Desmodium (desmódio) é um género botânico pertencente à família Fabaceae[1]. Existem dois centros de origem, sendo um na América e outro na Ásia. No Brasil há cerca de 40 espécies nativas, sendo utilizada principalmente como forrageira nas pastagens naturais. D. incanum é muito comum em gramados e em pastagens naturais. Existem algumas espécies cultivadas para uso em pastagem, como D. uncinatum, D. intortum e D. ovalifolium. Algumas espécies são plantas daninhas, como D. tortuosum.

Devido a presença de pelos uncinados, em forma de ganchos, várias partes da planta como frutos, folhas e caules se aderem ao pelo dos animais e à roupa das pessoas, ganhando nome popular de pega-pega, amor-do-campo, carrapicho, carrapicho-de-beiço-de-boi, amor-seco e outros[2].

Espécies

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Farmacologia de Desmodium adscendens

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Estudos experimentais identificaram diversas atividades biológicas associadas aos extratos de Desmodium adscendens, uma espécie do gênero Desmodium.[3]

Do ponto de vista farmacológico, certos compostos presentes na planta, especialmente saponinas triterpenoides e flavonoides, podem modular canais de potássio ativados por cálcio (canais K⁺ ativados por Ca²⁺), resultando em hiperpolarização da membrana, redução da entrada de cálcio e relaxamento da musculatura lisa. Esses efeitos foram associados à atividade broncodilatadora observada em modelos experimentais.Addy M.E. (1992). Some Secondary Plant Metabolites in Desmodium adscendens and Their Effects on Arachidonic Acid Metabolism. Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids.

Outros estudos sugerem que os extratos de Desmodium adscendens podem influenciar o metabolismo do ácido araquidônico, incluindo a modulação de vias dependentes do citocromo P450, da atividade da ciclooxigenase e da produção de mediadores inflamatórios como prostaglandinas e leucotrienos.Addy M.E. (1992).

Estudos in vitro e em modelos animais demonstraram que certas frações da planta podem inibir contrações da musculatura lisa das vias respiratórias induzidas por antígenos.Addy M.E., Burka J.F. (1990). Journal of Ethnopharmacology.

Dados pré-clínicos também indicaram efeitos hepatoprotetores dos extratos de Desmodium adscendens em modelos de dano hepático induzido quimicamente.Antihepatotoxic activity of a quantified Desmodium adscendens decoction and D-pinitol against chemically-induced liver damage in rats.

Esses efeitos podem estar parcialmente relacionados à atividade antioxidante de flavonoides presentes na planta, incluindo o schaftoside, um flavonoide C-glicosilado envolvido na proteção celular contra o estresse oxidativo.

No contexto dos suplementos alimentares, os extratos de Desmodium adscendens podem ser padronizados para garantir sua composição e reprodutibilidade. Essa padronização baseia-se geralmente na quantificação de constituintes específicos, em particular flavonoides C-glicosídicos como o schaftoside, utilizado como marcador analítico.

O termo "desmodeine" é por vezes utilizado nesse contexto para designar tais extratos, embora não corresponda a uma substância quimicamente definida na literatura científica.

Esses resultados baseiam-se principalmente em estudos pré-clínicos e modelos experimentais.

Referências

Ligações externas

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