sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Noivo chato!

Se existe uma coisa chata, mas absurdamente chata, é noiva que em qualquer não oportunidade dá um jeito de falar sobre casamento. Aí vocês tão lá conversando sobre micose no pé e ela já começa "porque eu já falei pro MEU NOIVO que, antes de casar eu vou olhar o pé dele, e aí... ai, as flores que eu escolhi são lindas! O buquê vai ter rosas vermelhas com mosquitinhos e um laço! As daminhas vão entrar segurando uma boneca porque eu acho issso LINDO e na saída os convidados vão receber potinhos daqueles pra fazer bolinha de sabão."

ZZzzzZZZZzzZzzZzzZzzzzzzz

De verdade? A maioria das pessoas não tá nem aí pro que você vai ou não vai fazer no seu casamento, exceto aquelas que já casaram e curtem o assunto ou aquelas que estão no mesmo bonde que você. Se você não estiver com uma dessas pessoas, aconselho conversar sobre assuntos comuns e, se a pessoa perguntar, aí sim você pode começar a tagarelar. Fora isso, guarde seus pensamentos casamentísticos pra você!

Mas agora existe a versão noivo dessa pessoa e eu o conheço! E garanto: é pior que noiva!

Detalhe: o cara nem noivo está ainda, mas já incorporou o papel!

Pois tava eu lá trabalhando e eis que o ser surge do além, pra não fazer nada, só acompanhar o colega de trabalho que estava vendo umas coisinhas no departamento. Abstraí e continuei fazendo meu trabalho, mesmo porque eu estava bem atarefada e precisava de concentração.
Eis que num dado momento me dou conta que o ser humano tava lá falando com as paredes e só escuto a palavra CASAMENTO. Como percebi que ele falava comigo, resolvi dar atenção e o assunto se prolongou por uns eternos 10 minutos. Porque, né, eu precisava saber que ele já tá pagando o casamento, que será em 2012, que o lugar é barato, que eu devia ir ver o lugar, que o lugar é LINDO... pior é ter que fazer cara de "Noooossaaaaaa, que legal!".
Dava vontade de falar "Olha Fulano, que legal que você vai casar, felicidades, mas eu preciso trabalhar". Mas a boa educação dada pelos meus maravilhosos pais não permitiu isso.

Então é isso, meu povo: tá noivo, tá noiva, vai casar, que legal! Mas não enche.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ah! Existe sim!

Ia eu pra casa ontem, inventando uma maneira de me divertir pelo caminho (sobre a qual falarei num outro post qualquer), quando comecei a lembrar do passado. E o passado sempre me faz rir.
Lembrei que Josi e eu não prestamos para jogos. Nossa fama pra roubar já é bastante conhecida na família e, se em Las Vegas rolasse Can Can, Imagem & Ação, Canastra (será que tem?), Dois ou Um, Uno, acreditem: a gente ia tocar o terror por lá e ficaríamos RYCAS!
Mas o que me fez dar risada mesmo foi lembrar de Stop. Nas muitas tarde em família, sem nada melhor pra fazer, juntávamos os primos pra jogar. Não poucas vezes inventamos nomes programas de TV ou de carros e Nayane já ia logo falando: mas isso não existe! Prontamente, com a maior cara de pau, respondíamos: Ah! Existe sim e é da Chevrolet! Ah! Existe sim mas só passa na TV a cabo! Ah! Existe sim e passou dia desses na Sessão da Tarde!
E não, a gente não rouba no jogo pra ganhar. A gente rouba pra se divertir!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O amor é uma companhia...

... e como já não sei andar só pelos caminhos, decidimos que não andaremos mais sós.
Ééééééééééééééé... vamos casar, Brasil! Em novembro, mas vamos, assim espero, até que a morte nos separe, blá blá blá.
Eu já tinha um post sobre o assunto, mas tava muito técnico, muito cheio de reclamações aí resolvi fazer outro, afinal, casar é lindo! Ok. Nesse momento não é muito não. Seja rica antes de casar, aí é bem provável que tudo será mais lindo, menos estressante. Mas se não é o caso, case mesmo assim. Faça festa mesmo assim. E vá ser feliz.
Esse é o plano: ser feliz!
A gente avisa que vai casar e o povo começa: mas cadê a aliança? Ela virá, minha gente, ela virá. Mas pra estar noiva você não precisa de nada no seu dedo. Isso é pra mostrar pro mundo seu novo status. Pra estar noiva você só precisa se sentir assim. E acontece. E mesmo sem aliança rola toda a correria, toda a preocupação, afinal, você vai mesmo casar.
E eu não achava que eu curtiria tanto isso, mas estou adorando e estou preparando tudo com muito, mas muito carinho. Dando alguns pitis, é claro, mas sobreviverei.
Não se preocupem que esse blog continuará tratando de assuntos bem mais comuns, mesmo porque é bem chato quem vem aqui pra ler bobeira e se deparar com casamento. Nada a ver.


Tá. Mudemos de assunto.

"Meu filho, aqui está seu presente: um cachorrinho! Ele será seu novo brinquedo. Vai te fazer companhia, vai brincar com você. Você poderá levá-lo pra passear e mostrar pros seus amiguinhos o quanto ele é fofinho. Mas filho, como todo brinquedo, assim que ele estragar, termos que jogá-lo fora, tá? Vamos colocá-lo na rua pois ele não nos servirá pra mais nada. Doente, magro, descadeirado... pra que um cachorrinho assim né? Podemos comprar outro, meu filho!"
Gente... tô revoltada. Ontem cheguei em casa, à noite, e, em frente à casa da vizinha estava um vira-lata, pequeno, abandonado. Enroladinho, com muito frio, magro, magro, magro... Com certeza doente.
Peguei um pouco de ração, um potinho de água e o Chu providenciou um pano com o qual o enrolei.
Fiquei muito triste! Já tenho gatos, cachorros e impossível pegar mais um pra cuidar.
Hoje pela manhã ele não estava mais lá, mas quando voltei do trabalho, ele ressurgiu. Coloquei mais ração - e dessa vez ele comeu! -, lhe dei mais água e, voltei agora há pouco pois ele já tinha se enrolado pra dormir e tremia. Muito magrinho, um olho com algo tipo glaucoma... deve estar muito doente. O cobri novamente e isso é tudo que posso fazer.
Essa minha tristeza se deve à irresponsabilidade de um... (só me vem palavrões à cabeça!) que trata o animal como algo descartável. Tá doente? Veterinário? Remédios? Magina. Rua. Se eu pegasse um ser desalmado desses abandonando o animal enchia de porrada, tamanho é meu ódio de tão insignificante criatura.
Tá doente? Não tem cura? Pelo menos dê um fim digno, sem sofrimento pra esse animalzinho. Quando ele estava bem, aí sim. Ficou doente - por culpa sua, diga-se de passagem - aí a gente bota na rua.
Dia desses abandonaram 3 filhotinhos aqui na rua. Três. Felizmente os bonitinhos já devem ter arrumado famílias que os amem. E tomara que os amem mesmo quando ficarem doentes. E que cuidem deles.
Tô revoltada... muito!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Roda viva

Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu A gente estancou de repente Ou foi o mundo então que cresceu A gente quer ter voz ativa No nosso destino mandar Mas eis que chega a roda viva E carrega o destino pra lá Roda mundo, roda gigante Roda moinho, roda pião O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração

Tem dias que bate um desânimo tão grande, mas tão grande, que minha única vontade é 1. entrar num ônibus, ir até o ponto final, pegar um outro, ir até o ponto final e assim consecutivamente 2. me encolher na cama e dormir, dormir, dormir até que se passem alguns dias e depois esteja tudo resolvido.

Mas aí a gente levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. A vida continua, mesmo que você não esteja lá.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Torresmo

Eu não sei exatamente porque e quando isso começou, mas sempre tivemos o costume de inventar palavras pra dar nome a coisas que já tem seus nomes. Se bem que até hoje eu não sei o nome correto para melur do mar. Não sei se aquilo era um caramujinho...
Um dia fomos pedir a meu tio que, POR FAVOR, deixasse Ylana em nossa casa por mais alguns dias e pra isso repetíamos sem parar: Pepa, tio, pepa.
Moscas já foram gilmas, e até um gato chamado Frango nós tivemos.
Eu sei que é uma coisa bem louca, mas os adultos nunca nos proibiram de inventar palavras e por isso insistimos tanto nessa brincadeira.
Além disso, animais de estimação não fugiram ao trágico destino de receber um nome estranho. E enquanto Nayane tentava dar um nome normal aos pobrezinhos, o gato acabou sendo Bozó ou Ananás, Caguinho, Kiki e por aí vai. O cachorro, coitadinho, se chamava Sbrubble (pronucia-se isbrâbou) e a cadela se chamava Pepa, que significa "Por favor", no nosso dicionário.
Coisas e animais até que vai. Mas também é bastante normal na família primas que se encontram e falam: "oi perua", oi sua vaca", "oi sua piranha", "oi sua p*** (profissional do séquiço)". Ou amigos que recebem apelidos toscos, como Tchuqui, além de conversas cheias de onomatopeias, tipo "pruuu pruuuuu".
Pro namorado já fui Cacaiuga, Bebein(???), hoje sou Chu, e às vezes, menina Bandui, menina Bilu, menina bombeirinha e, por que não, Flomar ou Flomilda.
Fato é que, mesmo hoje, cada um bem grandinho, ainda assim temos um vocabulário distinto dos demais e, pra quem nunca conviveu com a gente, deve ser bem estranho ouvir algumas palavras.
E eu vim aqui só pra dizer que agora sou uma torresminha, título dado a todos aqueles que baixam coisinhas na internet usando torrent. Coisa um tanto quanto óbvia, não?

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