quinta-feira, 27 de outubro de 2011

1 mês

Acordei às 5h24, 6 minutos antes do despertador tocar. Virei pro lado. O despertador tocou. Enrolei na cama mais 3 minutos. Levantei e fui pro banho. De repente: 27 de outubro! Falta um mês pro meu casamento! Sorri. Meu último dia 27 sem marido. Marido. Sorri de novo, quase uma risada. Ainda nem me acostumei com ter um noivo – aliás, nem consigo apresentá-lo com tal título! -, quando é que me acostumarei a ter um marido? E não, não é porque estou com medo, aflita ou qualquer coisa do tipo com o novo estado civil. Só estou achando tudo muito, MUITO estranho. Um estranho bom.

Estranheza por não ter os dois lados da cama só pra mim, por ter que mudar a maquiagem de banheiro (pra não correr o risco de precisar dela e o banheiro estar ocupado pelo intruso), por ter que passar calças e camisas sociais, por não conseguir preparar nenhuma comida com carne e ele não ser vegetariano, por ter Yakult na geladeira já que ele gosta, por ter que reduzir bolos de chocolate já que ele não gosta, por ter que manter guarda-roupas arrumados já que ele é organizado, porque seremos uma família e agora poderemos falar: olha, vocês podem passar o Natal lá em casa? Ou vocês preferem o Ano Novo?

Mas apesar de toda e qualquer estranheza, foi bom acordar 1 mês antes do casamento, no meu último dia 27 solteira e pensar que, daqui um mês, eu terei alguém que escolheu ficar comigo a vida inteira. E essa felicidade é indescritível!

Contagem regressiva...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Enxergando através dos olhos de Deus

O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração". 1 Samuel 16:7

Dia desses entrei no meio de uma conversa onde as pessoas falavam mal de outras pessoas, referindo-se a elas com frases do tipo "não são normais" ou "nenhum deles bate bem das ideias". Já sabendo quem eram estas pessoas, saí em defesa de uma delas com a qual convivi boa parte da minha adolescência. Sabendo dos sérios problemas pessoais e profissionais desta pessoa, fiz questão de lembrar àqueles que estavam na conversa o quanto esta pessoa era cristã, o quanto ela já havia colaborado na formação de outras pessoas e o quanto ela foi querida entre aqueles que foram seus alunos.
Depois disso, me retirei do local não querendo mais saber o que falavam dela. O que eu pensava havia sido dito e isso me bastava.
Saí de lá triste justamente por saber que, apesar do momento que esta pessoa vive, ela já trabalhou, ela já cantou, já fez bagunça. Ela já foi feliz! Mais triste fiquei por pensar que, provavelmente, ela nunca voltará a ser uma pessoa "normal" (de onde tiraram que existe uma pessoa normal hein?) e muitas pessoas não terão a oportunidade de conhecer a pessoa que eu conheci.
Comecei a pensar em mim, em quem eu sou aos olhos das outras pessoas. O que será que falam de mim? E se não falam, o que pensam? Inevitavelmente, pensei em como Deus me vê. Será que, quando Ele pensa em mim, Ele lembra do palavrão que disse anteontem ao bater a canela na mesa de centro? Será que lembra das muitas vezes que desobedeci aos meus pais, de quando não fui reverente na igreja, de quando colei na prova de Contabilidade?
Ele sabe tudo que já fiz de errado. TUDO! Mas Ele também conhece minhas qualidades, e mais: Ele sabe exatamente aquilo que eu posso me tornar! Ele acredita no meu potencial e na minha capacidade de fazer melhores escolhas. E a cada dia, Ele me dá oportunidades pra fazer isso.
Eu não sei o futuro daquela pessoa de quem falavam mal. Não sei se ela vai conseguir superar seus problemas. Mas eu ainda consigo ver a boa pessoa que ela já foi e tenho absoluta certeza de que Deus tem pra ela um futuro melhor do que eu possa imaginar.


"Senhor! Não consintas que eu me alimente dos defeitos ou insensatez de outras pessoas. Se eu não tiver algo de bom a dizer sobre um irmão, ajuda-me, Senhor, a guardar silêncio."

Robert H. Pierson

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