Acordei às 5h24, 6 minutos antes do despertador tocar. Virei pro lado. O despertador tocou. Enrolei na cama mais 3 minutos. Levantei e fui pro banho. De repente: 27 de outubro! Falta um mês pro meu casamento! Sorri. Meu último dia 27 sem marido. Marido. Sorri de novo, quase uma risada. Ainda nem me acostumei com ter um noivo – aliás, nem consigo apresentá-lo com tal título! -, quando é que me acostumarei a ter um marido? E não, não é porque estou com medo, aflita ou qualquer coisa do tipo com o novo estado civil. Só estou achando tudo muito, MUITO estranho. Um estranho bom.
Estranheza por não ter os dois lados da cama só pra mim, por ter que mudar a maquiagem de banheiro (pra não correr o risco de precisar dela e o banheiro estar ocupado pelo intruso), por ter que passar calças e camisas sociais, por não conseguir preparar nenhuma comida com carne e ele não ser vegetariano, por ter Yakult na geladeira já que ele gosta, por ter que reduzir bolos de chocolate já que ele não gosta, por ter que manter guarda-roupas arrumados já que ele é organizado, porque seremos uma família e agora poderemos falar: olha, vocês podem passar o Natal lá em casa? Ou vocês preferem o Ano Novo?
Mas apesar de toda e qualquer estranheza, foi bom acordar 1 mês antes do casamento, no meu último dia 27 solteira e pensar que, daqui um mês, eu terei alguém que escolheu ficar comigo a vida inteira. E essa felicidade é indescritível!
Contagem regressiva...
