Mostrar mensagens com a etiqueta 0-2. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 0-2. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Champions League - Juventus 0 x 2 Bayern Munique (Quartos de Final - 2ª Mão)


Marcha no Marcador
64' - 0x1 (Mario Mandzukic)
91' - 0x2 (Claudio Pizarro)

1ª Parte
Ambas as equipas jogavam em ataque posicional, a única diferença na eficácia do seu jogo apoiado residia na ação ofensiva do adversário. O Bayern Munique pressionava a todo o campo, com os jogadores da frente a serem particularmente assertivos nestas ações, o que dificultava muito o processo ofensivo da Juventus. Por outro lado, a Juventus também tentava pressionar o Bayern (a desvantagem na eliminatória obrigava a isso) mas o seu sistema tático era propenso a desequilíbrios ofensivos caso esta pressão fosse feita em zonas muito avançadas no terreno. Jogando com 3 centrais contra uma equipa onde os extremos são os principais desequilibradores, dificulta muito a subida dos alas que são obrigados a defender. Ainda assim, por várias vezes, o Bayern trocou a bola a toda a largura com o objetivo de atrair a equipa adversária (para desposicionar os alas) de forma a encontrar espaço para lançar os extremos no corredor lateral, obrigando um dos centrais a ir ao seu encontro e fragilizando a equipa adversária na zona de finalização. Ribéry assumiu uma importância vital no jogo do Bayern, tendo aparecido várias vezes em zonas centrais para criar superioridade numérica no meio campo, impedindo qualquer tentativa da equipa adversária de realizar marcações individuais, dando sempre muito espaço aos seus colegas para jogar. Shcweinsteiger também mostrou muita mobilidade, dando uma grande dinâmica ofensiva à sua equipa. Na Juventus, era natural a procura dos corredores laterais para atacar mas Alaba e Lahm raramente se deixam surpreender e foi preciso os médios Marchisio e Pogba virem ajudar os seus alas a criar desequilíbrios.

2ª Parte
Apenas aos 66' (2' depois de terem sofrido golo) é que Antonio Conte mexe na equipa colocando Matri por Quagliarella. As outras duas substituições de Conte foram também trocas diretas e apesar de manter o mesmo sistema tático, tendo de marcar dois golos para igualar a eliminatória, pode ser criticado por excesso de conservadorismo mas da forma que o Bayern estava a jogar, era difícil retirar um jogador fosse de que setor fosse para colocar mais um atacante, uma vez que corria o risco de desequilibrar por completo a sua equipa em fase defensiva. Jupp Heynckes, como é habitual, deixou as alterações para o fim do jogo, sendo que a primeira foi feita apenas aos 80' e foi talvez a mais controversa, colocando um jogador em risco de suspensão caso visse um cartão, por troca com Ribéry tendo inclusive um extremo no banco. Poderia até ter a intenção de procurar o cartão para esse jogador para o 'limpar' para a 2ª mão mas apesar de ser bastante arriscado, o jogador não viu o cartão. De resto, o jogo não foi mais que a gestão dos jogadores do Bayern e o tentar o golo de honra por parte da Juventus uma vez que a eliminatória, da forma que o jogo corria, já estava decidida desde o golo de Mandzukic.

Substituições
35' - Entra Jérôme Boateng para o lugar de Daniel van Buyten. Troca direta com Van Buyten a sair lesionado.
66' - Entra Alessandro Matri para o lugar de Fabio Quagliarella. Troca direta.
69' - Entra Mauricio Isla para o lugar de Simone Padoin. Troca direta.
79' - Entra Emanuele Giaccherini para o lugar de Claudio Marchisio. Troca direta.
80' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Franck Ribéry. Müller passa para o lado esquerdo, Schweinsteiger fica na posição dez e Luiz Gustavo vai para médio centro.
83' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Velasco Carballo (Espanha)

Cartões Amarelos: Mario Mandzukic (7') e Leonardo Bonucci (13').

Assistência: 40823 (Juventus)

Clima: Céu limpo (13ºC)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Algarve Cup 2013 (Grupo C) - Portugal x Hungria (2ª Jornada)


Marcha no Marcador
27' - 0x1 (Fanni Vágó)
92' - 0x2 (Fanni Vágó)
1ª Parte
Portugal jogou em ataque posicional e tal como no primeiro jogo, viu na velocidade das duas jogadoras dos corredores laterais a melhor estratégia para criar perigo. Ao contrário do primeiro jogo, tentaram jogar mais curto, não se precipitando tanto com bolas longas para o ataque, onde Ana Valinho terá sido a jogadora que mais tentou passes longos para o ataque, muitas vezes por falta de solução. No entanto a estratégia ofensiva de Portugal ficou claramente comprometida quando aos 35' Carole Costa é expulsa, momento a partir do qual ficam a jogar apenas com uma central, até ao momento da entrada de Mónica Mendes, com a equipa a ficar com duas avançadas móveis no corredor central (ficaram sem as soluções nos corredores laterais) e a começar a fazer mais passes longos para as costas da defesa. Defensivamente tentaram pressionar à frente, tendo criado algum perigo à equipa adversária quando pressionavam a linha defensiva, principalmente as centrais, que tinham dificuldades nestas ações.
A Hungria também jogou em ataque posicional onde na fase ofensiva mostravam um 1-4-4-2 com as médias ala a subirem muito no terreno e a darem rapidamente solução nas costas da defesa nas transições ofensivas, não só nos corredores laterais mas também em zonas mais interiores. Tanto  a jovem Kaján como a Jakabfi eram jogadoras com uma boa qualidade técnica e capazes de desequilibrar nos corredores laterais. Defensivamente jogavam no seu meio campo defensivo com a Erika Szuh a descer para o meio campo de forma a dar consistência à equipa naquele setor. Tornavam-se mais pressionantes quando a bola chegava às laterais portuguesas.

2ª Parte
Ao intervalo, o treinador Attila Vágó substitui uma avançada mas mantém o jogo da mesma forma. Após algumas substituições para refrescar as respetivas equipas (principalmente a portuguesa por estar a jogar com 10), só aos 90' é que António Violante arrisca e passa a jogar com 3 defesas, recuperando as 3 jogadoras na frente de forma a tentar chegar ao golo do empate, sendo que é a equipa hungara que acaba por marcar o segundo golo através de uma grande penalidade.

Jogadoras-Chave
Na equipa de Portugal, Ana Borges voltou a ser das jogadoras mais solicitadas por força da estratégia portuguesa. As centro campistas Dolores Silva e Cláudia Neto mostraram um grande sentido tático, principalmente após a equipa estar a jogar com 10 jogadoras.
Na Hungria, Fanni Vágó tem o destaque do jogo pelos dois golos marcados. Jakabfi, Kaján e Henrietta também mostraram muita qualidade no meio campo.

Substituições
42' - Entra Mónica Mendes para o lugar de Jéssica Silva. Passam a jogar em 1-4-2-1-2 com Mónica Mendes a completar a linha de 4 defesas e Ana Borges a passar para o lado de Ana Leite na frente de ataque.
Int - Entra Anita Pádár para o lugar de Erika Szuh. Troca direta.
66' - Entra Boglárka Szabó para o lugar de Zsanett Kaján. Troca direta.
69' - Entra Pisco para o lugar de Edite Fernandes. Troca direta.
75' - Entra Tímea Gál para o lugar de Réka Demeter. Troca direta.
82' - Entra Filipa Rodrigues para o lugar de Ana Valinho. Troca direta.
83' - Entra Alexandra Szarvas para o lugar de Henrietta Csiszár. Alexandra passa para a ala esquerda e Boglárka passa para média centro.
84' - Entra Laura Luís para o lugar de Dolores Silva. Pisco fica a jogar ao lado de Cláudia Neto e Laura Luís passa para a posição dez.
88' - Entra Alexandra Tóth para o lugar de Angéla Smuczer. Troca direta.
90' - Entra Cristiana García para o lugar de Mariane Amaro. Passam a jogar em 1-3-2-1-3 com Filipa Rodrigues a fechar o lado direito da defesa, Cristiana a jogar na posição dez e Laura Luís a jogar na frente com Ana Borges (direita) e Ana Leite (esquerda).
93' - Entra Lilla Sipos para o lugar de Szilvia Szeitl. Troca direta.


Árbitra: Pernilla Larsson (Suécia)

Cartões Amarelos: Angéla Smuczer (36'), Ana Valinho (79'), Laura Luís (84'), Cláudia Neto (89'), Patrícia Morais (91') e Filipa Rodrigues (93').

Cartão Vermelho: Carole Costa (35').

Assistência: Desconhecido (Estádio Municipal de Vila Real de Santo António)

Clima: Céu nublado (16ºC)

domingo, 25 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Porto (10ª Jornada)


1ª Parte
O Braga jogou de uma forma muito conservadora, defendendo no seu meio campo defensivo. Eventualmente mostraram uma pressão forte em lances de transição defensiva de forma a evitar que o Porto consiga jogar rapidamente no ataque, onde a velocidade é uma das características dos seus jogadores. Foram uma imagem do estereótipo de um 'outsider' que aposta na consistência defensiva, tentando surpreender em ações de contra-ataque e lances de bola parada. O contra-ataque nem sempre consistia em lançar bolas longas para as costas da defesa, com os jogadores a apostarem muitas vezes em colocar a bola jogável nos extremos para que estes conduzam rapidamente enquanto Éder luta por ganhar espaço por entre os centrais, atacando normalmente a bola vindo do segundo central na direção do primeiro.
O Porto teve um grande controlo da posse da bola mas não significou que tenha dominado o jogo. Nas circulações táticas, muitas vezes procuravam espaço nos corredores laterais para os cruzamentos dos laterais Alex Sandro e Danilo, com os movimentos interiores de Varela e James a contribuírem para as subidas dos seus colegas. Não tiveram muito espaço para atacar pelo corredor central devido à grande aglomeração de jogadores adversários. Quando os médios recebiam a bola no corredor central, raramente tinham linhas de passe para verticalizar o jogo e tinham de jogar para os apoios nos corredores laterais.

2ª Parte
Não houve mudanças ao intervalo e o jogo manteve-se com a mesma tendência com o Porto a controlar a bola mas ambas as equipas a chegarem perto da baliza adversária por meios diferentes. A primeira substituição do Braga indicou que o Braga estava à procura de algo mais, com a entrada de Rúben Amorim por Hugo Viana, ganhando mais mobilidade mas perderam também um trunfo importante nas bolas paradas. O Porto coloca logo a seguir Atsu por Varela, tentando refrescar o corredor lateral com mais um desequilibrador. Ambos os treinadores acrediavam que podiam sair vencedores mas já perto dos 90', Peseiro coloca Djamal por Rúben Micael, com o primeiro a ser um médio defensivo muito mais forte no processo defensivo que no ofensivo, dando a entender que era preferível sair com o empate que arriscar sofrer um golo pois era previsível que o Porto subisse mais no terreno. Vítor Pereira coloca Kléber mudando para uma espécie de 1-4-4-2 com Kléber e Jackson no ataque, Defour ao lado de Fernando no meio campo e os extremos a mudarem de flanco com Atsu a passar para o lado direito e James a ficar no lado esquerdo, talvez para explorar a sua capacidade de cruzamentos onde estariam sempre dois jogadores dentro da área adversária. O Porto acabou por marcar pouco depois e já após José Peseiro ter colocado Carlão no ataque, Jackson faz o segundo golo e sentencia o jogo.

Jogadores-Chave
No Braga, Douglão fez algumas intervenções importantes, tendo sido infeliz, apesar de não ter sido culpado, no primeiro golo. 
No Porto, os laterais Danilo e Alex Sandro fizeram um bom jogo com excelentes tempos de subida pelos corredores laterais.

Marcha no Marcador
90' - 0x1 (James Rodríguez)
93' - 0x2 (Jackson Martínez)

Substituições
67' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Hugo Viana. Troca direta.
69' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca direta.
81' - Entra Steven Defour para o lugar de João Moutinho. Troca direta.
86' - Entra Djamal para o lugar de Rúben Micael. Djamal fica a médio centro com Custódio, Rúben Amorim vai para extremo esquerdo e Mossoró fica a jogar na posição dez.
88' - Entra Kléber para o lugar de Lucho González. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Kléber e Jackson no ataque, Defour ao lado de Fernando no meio campo e Atsu a trocar de corredor lateral com James.
92' - Entra Carlão para o lugar de Custódio. Passam a jogar em 1-4-4-2 com o meio campo entregue a Mossoró e Djamal e Carlão na frente com Éder.


Árbitro: Carlos Xistra

Cartões Amarelos: Fernando (38'), Custódio (52'), Silvestre Varela (63'), Ismaily (72') e Leandro Salino (87').

Assistência: Desconhecido (Estádio AXA)

Clima: Céu nublado (6ºC)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 (Feminino) - Brasil x Japão (Quartos de Final)

1ª Parte
O Brasil teve o maior domínio durante toda a primeira parte, procurando sempre ter a bola e atacar com critério. O ataque posicional é uma forma de jogo cultural nas selecções brasileiras, bem como o pendor ofensivo que imprimem ao jogo. Mostraram um jogo paciente e com muita mobilidade nas jogadoras do meio campo para a frente com as centro campistas a fazerem várias desmarcações ofensivas para criar espaços atrás (aproveitados pela compensação de outra jogadora) e linhas de passe mais à frente. As laterais subiam muito no terreno, sendo as principais dinamizadoras das acções ofensivas nos corredores laterais. Defensivamente não se mostraram muito organizadas, com um posicionamento sempre difuso dando uma ideia de pouca coordenação. O facto de as laterais subirem muito no processo ofensivo, expunha a equipa nas transições ofensivas onde habitualmente haviam duas centrais para defender o terreno a toda a largura o que abria invariavelmente espaços no campo para as penetrações das adversárias.
O Japão optou por ter uma postura mais cautelosa, juntando e recuando muito as duas linhas de quatro jogadoras e mostrando uma grande coesão defensiva, criando dificuldades às penetrações das avançadas adversárias no terço ofensivo do Brasil. Com bola, tentaram sempre sair em contra-ataque ou utilizar ataques rápidos, principalmente na marcação de faltas onde exploraram sempre as fragilidades defensivas adversárias. Apesar da estratégia ofensiva de reacção, nunca o fizerem de forma desorganizada, tentando sempre realizar as acções com critério.

2ª Parte
Com o decorrer do jogo, as jogadoras do Brasil começavam a ter menos preocupações defensivas e o Japão descia mais as suas linhas de forma a manter a solidez defensiva, mantendo sempre as duas pontas de lança disponíveis para partir em contra-ataque. O segundo golo do Japão foi uma consequência dos riscos a que o Brasil se vinha submetendo. Já perto do final do jogo, o Brasil chegava a ter cinco jogadoras em zona de finalização quando a bola estava em zona de cruzamento. Foi notória a tendência das jogadoras mais influentes do Brasil tentarem resolver o jogo através de lances individuais e essas acções resultaram em perdas de bola perigosas com toda a equipa balanceada para o ataque. O Japão fez uma abordagem ao jogo muito inteligente, esperando sempre que o Brasil lhes desse oportunidades de contra-ataque, criando sempre superioridade numérica nos corredores laterais em acções defensivas, zonas em que a bola ia sempre parar. Em termos de substituições, ambas as equipas fizeram apenas duas com o Brasil a substituir Rosana que pareceu estar lesionada e depois a colocar mais uma ponta de lança, jogando com três jogadoras bem na frente para tentar anular a desvantagem de dois golos. O Japão limitou-se a substituir as pontas de lança após um jogo muito desgastante das mesmas.

Jogadoras-Chave
No Brasil, Cristiane foi quem conseguiu as situações de maior perigo mas acabou por ser ineficaz.
No Japão, as pontas de lança Ohno e Ogimi foram as principais dinamizadoras do ataque da sua equipa. A guarda-redes Fukumoto também fez um exibição muito segura.

Golos
27' - Livre no meio campo marcado rapidamente a rasgar toda a defesa do Brasil, isolando assim Ogimi que já dentro da área marca facilmente colocando a bola rasteira ao segundo poste.
73' - Ogimi recebe a bola no corredor esquerdo do meio campo e abre logo no centro para Ohno que já dentro da área, ganha espaço no 1x1 com uma defesa adversária e remata com a bola a bater na trave e entrar.

Substituições
80' - Entra Estér para o lugar de Rosana. Troca directa com Rosana a sair com indícios de lesão.
85' - Entra Grazielle para o lugar de Renata Costa. Passam a jogar em 1-4-3-3 com a saída de uma média defensiva para entrar uma ponta de lança.
85' - Entra Kozue Ando para o lugar de Shinobu Ohno. Troca directa.
89' - Entra Megumei Takasi para o lugar de Yuki Ogimi. Troca directa.


Árbitra: Kirsi Heikkinen (Finlândia)

Cartões Amarelos: Marta (49'), Mizuho Sakaguchi (58') e Bruna (70').

Assistência: Desconhecido (Millenium Stadium)

Clima: Céu nublado (16ºC)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Euro 2012 - Alemanha x Itália (Meia-Final)

1ª Parte
A Alemanha jogou em ataque posicional, com o habitual envolvimento ofensivo de um dos médios defensivos (normalmente Khedira). Apesar de Kroos ser supostamente o extremo direito, poucas vezes apareceu junto à linha lateral para receber a bola, pelo que procurava bastante as zonas mais interiores, tendo sido várias as vezes em que é Özil que vai dar solução ao corredor lateral. Isto fez com que Boateng subisse mais no terreno do que aquilo que é habitual, tendo feito alguns cruzamentos para a área em zonas mais adiantadas. Khedira também apareceu várias vezes no lado direito do ataque. Defensivamente, viu-se alguma preocupação em retirar tempo e espaço a Pirlo (principal organizador de jogo de Itália). O facto de Kroos defender também muito dentro, fez com que Chiellini subisse bastante no terreno, mesmo sendo um jogador claramente mais defensivo que ofensivo, tendo inclusive estado na construção do primeiro golo do jogo. 
A Itália atacou predominantemente pelo corredor central, jogando um futebol apoiado mas não abdicando de alguns lançamentos longos directamente para os jogadores mais adiantados, com Cassano e Balotelli a darem soluções fora das suas posições, quer nos corredores, quer em zonas mais recuadas para servir de apoio à entrada dos médios em zona mais adiantada. O lateral esquerdo é central de raiz e o lateral direito é lateral esquerdo de raiz (apesar de também fazerem de forma competente as posições em que jogaram hoje) pelo que a equipa não aproveitou muito a largura dada pelos laterais da forma como poderia ter feito com jogadores mais habituados a essas missões tácticas. Chiellini subiu no corredor para servir como apoio, não dando garantias à sua equipa na condução da bola, e Balzarett, melhor ofensivamente, acabava por não criar perigo no cruzamento pois tinha de puxar sempre a bola para o seu pé esquerdo, perdendo tempo de acção. Sem bola, jogaram com os sectores defensivo e médio muito coesos, no entanto os avançados pouco defendiam, guardando-se para as transições ofensivas.

2ª Parte
Ao intervalo, a Alemanha retira Gómez e Podolski, dois jogadores com muito pouca influência no jogo, para colocar Klose e Reus. Não mudou muito o sistema de jogo, melhorando apenas a eficiência do jogo ofensivo no corredor lateral direito mas o esquerdo manteve-se inconsequente, com grande parte das acções ofensivas a serem levadas a cabo pelo lateral Lahm. As substituições da parte de Itália não foram surpresa, com os dois avançados substituídos (algo habitual ao longo do torneio) e Motta a entrar por Motolivo, garantido mais poder defensivo no meio campo. Aos 71' a Alemanha tira um defesa para acrescentar um avançado e começa a jogar de uma forma menos organizada, até porque seria a primeira derrota em mais de 15 jogos oficiais e era natural que não estivessem devidamente preparados para jogar daquela forma. A tendência do jogo não se alterou significativamente e a Alemanha só conseguiu reduzir, já nos descontos, graças a um penalti.

Jogadores-Chave
Na Alemanha, Khedira esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo, aparecendo sempre em zonas desprotegidas pelo adversário.
Na Itália, o destaque vai para Balotelli que foi muito inteligente a aparecer nos espaços e decidiu o jogo com dois golos marcados.

Golos
20' - Chiellini do lado esquerdo passa para Cassano que está no limite da área, este livra-se de dois adversários e cruza para a pequena área onde aparece Balotelli a cabecear para o golo.
36' - Num contra-ataque, Montolivo faz um passe longo para as costas da defesa para a desmarcação de Balotelli que na frente de Neuer remata forte para o golo. 
92' - Özil marca o penalti para o lado direito com Buffon a não chegar à bola. 

Substituições
Int - Entra Miroslav Klose para o lugar de Mario Gómez. Troca directa.
Int - Entra Marco Reus para o lugar de Lukas Podolski. Reus fica a jogar a extremo direito e Kroos passa para o lado esquerdo.
58' - Entra Alessandro Diamanti para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa. 
63' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
70' - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa com Di Natale a jogar descaído para a esquerda e Diamanti para a direita. 
71' - Entra Thomas Müller para o lugar de Jérôme Boateng. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Müller a jogar a extremo direito e Reus a jogar mais na zona central, juntamente com Klose.

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil
10 – Lukas Podolski (21 – Marco Reus)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
18 – Toni Kroos
20 – Jérôme Boateng (13 – Thomas Müller)
23 – Mario Gómez (11 – Miroslav Klose)
Treinador: Joachim Löw

Itália
1 – Gianluigi Buffon
3 – Giorgio Chiellini
6 – Federico Balzaretti
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli (11 – Antonio Di Natale)
10 – Antonio Cassano (22 – Alessandro Diamanti)
15 – Andrea Barzagli
16 – Daniele De Rossi
18 – Riccardo Montolivo (5 – Thiago Motta)
19 – Leonardo Bonucci
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Stéphane Lannoy (França)

Cartões Amarelos: Mario Balotelli (37'), Leonardo Bonucci (60'), Daniele De Rossi (84'),  Thiago Motta (88') e Mats Hummels (93').

Assistência: 55540 (Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (19ºC)

sábado, 28 de abril de 2012

Liga Zon Sagres - Marítimo x Porto (28ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Porto (66 pontos) 27 jogos
2º Benfica (62 pontos) 27 jogos
(...)
4º Sporting (53 pontos) 27 jogos
5º Marítimo (48 pontos) 27 jogos
6º Vitória de Guimarães (42 pontos) 28 jogos

1ª Parte
O Marítimo começou o jogo com grandes dificuldades em manter a posse da bola, muito por culpa da acção defensiva do Porto. Uma das razões terá sido o Marítimo não ter começado com nenhum médio defensivo de raiz, com Olberdam a jogar nessa posição durante metade dos 45'. Já depois do golo do Porto, Rafael Miranda passa para médio defensivo e o Marítimo conseguiu outra tranquilidade na construção do jogo, com uma melhor ocupação do espaço por parte do pivot defensivo. Procuraram jogar em ataque posicional com os laterais bem subidos de forma a dar uma maior amplitude e largura à equipa, com Rafael Miranda a ter uma função de equilíbrio muito importante. Apesar disso não conseguiram criar perigo à defesa do Porto durante a 1ª parte.
O Porto jogou como de costume mas apresentou o Hulk como ponta de lança o que significou uma maior mobilidade dos atacantes. Hulk raramente se limitava à posição central e descaia com frequência para os corredores laterais com o respectivo extremo a ocupar a sua posição central. Esta movimentação permitia a criação de espaços na zona entre o central e lateral ou mesmo nas costas do lateral. A acção defensiva do Porto foi muito importante porque a sua pressão ao portador da bola no momento da transição defensiva impediu que o Marítimo pudesse explorar situações de contra-ataque.

2ª Parte
Pedro Martins procurou uma maior dinâmida no ataque ao colocar Héldon e passar Danilo Dias para médio interior. A vantagem interessava muito ao Porto pela situação classificativa e com o decorrer da 2ª parte foi dada cada vez mais importância à fase defensiva. A entrada de Benachour no jogo deu uma nova cara ao ataque e a sua capacidade técnica marcou a viragem do jogo a favor do Marítimo que criou boas oportunidades para empatar o jogo. Vítor Pereira sentiu-se na obrigação de reforçar a equipa a nível defensivo, tirando o ponta de lança e deixando o seu ataque à mercê das acções individuais de Djalma e Hulk. O Marítimo ainda tira um central para colocar um ponta de lança, tentando arriscar tudo para chegar ao ponta de lança mas já perto dos 90', entra Rolando pelo Lucho e a equipa do Porto encosta à sua linha defensiva e o Marítimo pouco mais pode fazer que jogar directo para o seu ataque. Num contra-ataque, o Porto ainda consegue ganhar mais um penalti matando o jogo com o segundo golo.

Jogadores-Chave
No Porto, Hulk, independentemente dos 2 golos, é o jogador mais perigoso no ataque. Moutinho também assumiu uma importância muito grande na qualidade que colocou na manutenção da posse de bola como nas acções defensivas pressionando muito bem e mostrando uma cultura táctica brilhante.
No Marítimo, Rafael Miranda foi muito importante neste jogo, conseguindo equilibrar a equipa na fase ofensiva e defensiva. Benachour foi muito importante no plano ofensivo, antes do Porto aumentar a densidade defensiva.

Golos
16' - Hulk marca o penalti para o lado direito com Salin a não chegar à bola.
89' - Hulk marca o penalti para o lado esquerdo com Salin a não chegar à bola.

Substituições
Int - Entra Héldon para o lugar de João Luiz. Héldon vai para extremo direito e Danilo Dias baixa para médio interior.
62' - Entra Benachour para o lugar de Danilo Dias. Troca directa.
63' - Entra Djalma para o lugar de Silvestre Varela. Troca directa. Varela fez um jogo muito discreto.
75' - Entra Steven Defour para o lugar de James Rodríguez. O Porto abdica do ponta de lança, actuando numa espécie de 1-4-4-2 losango mas em vez de 2 pontas de lança, jogou com 2 extremos com Hulk a ir para extremo direito. Lucho ficou responsável por ocupar a zona central do ataque.
81' - Entra Pouga para o lugar de Roberge. Sai um central e entra um ponta de lança.
88' - Entra Rolando para o lugar de Lucho González. Sai um médio ofensivo e entra um central.

Marítimo
77 - Romain Salin
3 - Robson
13 - Olberdam
16 - Roberge (10 - Pouga)
17 - Leocísio Sami
21 - Briguel
25 - Rafael Miranda
28 - João Luiz (20 - Héldon)
30 - Danilo Dias (81 - Benachour)
35 - Fidélis
41 - Rúben Ferreira

Porto
1 - Helton
3 - Lucho González (14 - Rolando)
4 - Maicon
8 - João Moutinho
12 - Hulk
17 - Silvestre Varela (20 - Djalma)
19 - James Rodríguez (35 - Steven Defour)
21 - Cristian Sapunaru
25 - Fernando
26 - Alex Sandro
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Rafael Miranda (20' e 89'), Rúben Ferreira (31'), Robson (48'), Alex Sandro (55'), Benachour (67'), Olberdam (69'), Hulk (74') e Héldon (84').

Cartão Vermelho: Rafael Miranda (89').

Assistência: Desconhecido (Barreiros)

Clima: Céu nublado (16ºC)

sábado, 20 de agosto de 2011

Barclays Premier League - Arsenal x Liverpool (2ª Jornada)

Contexto
Ambas as equipas partiram para este jogo com apenas um ponto, com o Arsenal a empatar na 1ª jornada, 0-0 com o Newcastle (fora) e o Liverpool a empatar em casa 1-1 com o Sunderland. Para além disso, o Arsenal não pode contar com Alex Song e Gervinho, ambos expulsos no último jogo.

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram como método de jogo ofensivo o ataque posicional e utilizaram sistemas de jogo de alguma forma parecidos. Apesar disso, o Arsenal utilizou mais o centro de jogo para chegar à baliza devido às características dos seus jogadores. Arshavin tem uma clara tendência de flectir para o centro do terreno sendo que a largura, do lado esquerdo, era normalmente assegurada pelo lateral Sagna que não sendo esquerdino, raramente utilizou o cruzamento como arma ofensiva. Do lado direito, Walcott jogou mais colado à linha lateral o que fez com que o lateral direito Jenkinson não tivesse tantas oportunidades para subir no terreno. Tudo isto fez com que o jogo se afunilasse com os médios Nasri e Ramsey a mostrarem uma grande mobilidade no corredor central de forma a criarem espaços para jogarem.
O Liverpool utilizou um 1-4-3-3 mais definido com Downing e Kuyt nos corredores esquerdo e direito respectivamente apesar de trocarem entre eles pontualmente. Kuyt tem uma maior tendência de ir para a zona de finalização enquanto Downing gosta mais de fazer a bola chegar à área através do cruzamento pelo que essa troca poderia ser uma forma de fazer variar a forma como a bola chegava ao último terço ofensivo. Ambos os laterais subiram muito no terreno e tiveram bastante influência a nível ofensivo tal como ambos os extremos, no processo defensivo, desciam para se juntarem à linha do meio campo.

2ª Parte
Nenhum dos treinadores arriscou alterações no início da 2ª parte. O jogo mantinha-se com a mesma tendência até àquele que foi o momento chave da partida, a expulsão de Frimpong. Com Ramsey e Nasri bastante móveis no meio campo do Arsenal, Frimpong era responsável por se posicionar no espaço vazio para equilibrar a sua equipa no processo ofensivo e transições defensivas. A sua saída significou que o Arsenal passou a jogar em inferioridade numérica no meio campo numa altura em que o Liverpool se preparava para lançar Suárez e Meireles, dos jogadores mais influentes no plantel do Liverpool. A sistema táctico dos visitantes sofreu algumas mudanças devido às diferentes características dos jogadores que entraram. Passou a ter um médio mais ofensivo e por conseguinte, Adam passou a ter funções mais defensivas para equilibrar a equipa no meio campo. Devido ao facto de o Liverpool ter mais um jogador, Meireles deu-se ao luxo de actuar praticamente como 2º avançado subindo bastante no terreno e causando vários desequilíbrios, tanto que ambos os golos surgiram por acção sua.

Jogadores-Chave
Numa exibição pouco exuberante por parte do Arsenal, talvez o guarda-redes Szczesny se destaque por algumas excelentes intervenções que teve durante o jogo. Nada pôde fazer em ambos os golos.
No Liverpool, a dupla Luis Suárez e Raul Meireles esteve na origem dos dois golos. O lateral esquerdo José Enrique também esteve muito bem tanto defensiva como ofensivamente.

Substituições
15' - Entra Ignasi Miquel para o lugar de Koscielny. Este último sai lesionado e Miquel vai para central descaído para o lado esquerdo com Vermaelen a passar para o lado direito do centro da defesa.
70' - Entra Luis Suárez para o lugar de Andy Carrol. Troca directa.
70' - Entra Raul Meireles para o lugar de Dirk Kuyt. Henderson passa para o lado direito do meio campo com Lucas e Adam a ficarem como médios centro mais recuados e Raul Meireles a jogar na posição 10 no apoio a Suárez.
71' - Entra Henri Lansbury para o lugar de Arshavin. Lansbury vai ocupar a posição deixada livre após a expulsão de Frimpong, dando mais consistência ao meio campo com Nasri a passar para o lado esquerdo. Jogam agora em 1-4-4-1.
79' - Entra Bendtner para o lugar de Theo Walcott. Bendtner vai jogar ao lado de Van Persie. Com a equipa em desvantagem esta é uma aposta de reforçar o ataque com a equipa agora a jogar em 1-4-3-2.

Golos
77' - Meireles à entrada da grande área adversária, descaído para o lado direito, faz um passe de ruptura para Suárez que é interceptado por Miquel que ao tentar aclarar, atira contra Ramsey que coloca a bola com o peito na própria baliza.
89' - Lucas leva a bola pelo corredor central fixando o seu adversário directo, abre depois na direita para Meireles que de primeira coloca rasteiro no meio para Suárez que remata para o golo.

Arsenal
13 - Szczesny
3 - Sagna
5 - Vermaelen
6 - Koscielny (49 - Ignasi Miquel)
8 - Samir Nasri
10 - Robin Van Persie
14 - Theo Walcott (52 - Bendtner)
16 - Ramsey
23 - Arshavin (46 - Henri Lansbury)
25 - Carl Jenkinson
26 - Emmanuel Frimpong

Liverpool
25 - Pepe Reina
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
9 - Andy Carrol (7 - Luis Suárez)
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt (4 - Raul Meireles)
19 - Stewart Downing
21 - Lucas
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly

Cartões Amarelos: Emmanuel Frimpong (7' e 69'), Andy Carrol (26') e Lucas (43').

Cartões Vermelhos: Emmanuel Frimpong (69').

Assistência: 60090 (Emirates Stadium)

Clima: Chuva (17ºC)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Champions League - Real Madrid x Barcelona (Meia Final - 1ª Mão)


Contexto
Este vai ser o 4º jogo entre as duas equipas na época 2010/2011. O Real Madrid não pode contar com Khedira (lesionado) e Ricardo Carvalho (suspenso), sendo que este último assume um papel muito influente na defesa do Real. O Barcelona tem todos os laterais esquerdos indisponíveis (Maxwell, Adriano e Abidal), tal como Andrés Iniesta que tem um papel fundamental no meio-campo. Apesar das lesões, ambas as equipas se apresentam em boas condições porque tanto José Mourinho como Pep Guardiola optaram por poupar esforços no jogo anterior para a Liga BBVA (e ambos venceram).

Ambas as equipas entraram em campo com uma postura mais defensiva. O Real Madrid não apresentou muitas surpresas perante aquilo que foram os últimos jogos frente ao Barcelona. Os laterais não subiram (ou não subiram tanto, no caso de Marcelo) não dando espaços nas suas costas para serem explorados por David Villa e Pedro. Tanto Özil numa fase inicial, Ronaldo depois, não defenderam tão colados à linha, aproveitando o facto de Puyol não estar a subir muito no terreno para pressionar os médios que caíam naquela zona ou tentar impedir as subidas de Piqué. Os médios centro tiveram um papel importatíssimo a fechar o corredor central, onde habitualmente o Barcelona causa mais perigo. Tanto Xabi Alonso como Pepe ocuparam frequentemente a posição mais recuada do meio-campo mas as suas posições adaptavam-se ao posicionamento dos jogadores do Barcelona, onde a principal preocupação era não dar espaço para que estes se virassem para a baliza de Casillas. O jogador mais pressionado foi claramente Xavi, jogador este que esteve sempre debaixo de olho dos médios do Real Madrid que tinham como preocupação desencorajar os adversários a passar-lhe a bola.

O Barcelona, com Puyol do lado esquerdo, já se esperava que não atacasse tanto por esse corredor mas a posição de Daniel Alves surpreendeu. Apesar de jogar a lateral direito como costume, habitualmente acaba por jogar mais como médio ala devido ao ataque posicional do Barcelona mas hoje actuou verdadeiramente como defesa direito, subindo no terreno muito raramente. Por vezes o Barcelona abdicou da 2ª fase de construção para colocar a bola directamente no ataque através da defesa, quase sempre através de Piqué. O Messi manteve a sua forma de jogar, um ponta de lança que não é ponta de lança, nem extremo, nem médio centro. É aquilo que o jogo precisar. Deslocava-se em função do espaço, procurando sempre receber a bola fosse em que zona fosse. Devido às características de Messi, não é preciso muito espaço para que ele crie desequilíbrios, sendo que é uma arma temível em qualquer parte do campo.

Na 2ª parte, tudo começou da mesma forma apesar da substituição e da troca posicional de Pedro por David Villa. As coisas apenas se alteraram aos 60', depois da expulsão de Pepe. O Real Madrid começou a jogar com apenas 2 jogadores no centro do terreno, Lass Diarra e Xabi Alonso, sendo que este último não é um jogador que esteja habituado a pressionar da forma a que foi obrigado a partir daquele momento, tendo de correr muito mais do que tinha feito até então e apesar de Di María e Cristiano Ronaldo fecharem mais no corredor central, a superioridade numérica dos jogadores do Barcelona foi notória. A partir deste momento, também Daniel Alves começou a subir no terreno como é habitual e o Real Madrid limitou-se a tentar controlar o espaço dentro da medida do possível, tentando minimizar os danos. Depois do primeiro golo do Barcelona, Ronaldo passou para o lado esquerdo, talvez uma forma de aproveitar a subida de Daniel Alves mas o Real Madrid mostrou-se impotente perante o domínio do Barcelona.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Xabi Alonso e Pepe foram dos jogadores mais importantes no processo defensivo, anulando quase por completo a construção de jogo do Barcelona pelo centro do terreno.
No Barcelona, Messi voltou a ser o homem do jogo com 2 golos. Cada vez que recebia a bola criava perigo.

Substituições
Int - Entra Adebayor por Özil. Troca directa, entrando um jogador mais esforçado e fresco, com o objectivo de dar mais trabalho à linha defensiva do Barcelona.
71' - Entra Afellay por Pedro. Troca directa. Entra um jogador muito rápido para refrescar o corredor direito.
90' - Entra Sergi Roberto por David Villa. Troca directa para queimar tempo e dar oportunidade a um jovem de se estrear num jogo grande da Champions League.

Golos
76' - Xavi recupera a bola junto à entrada da grande área adversária, procura espaço sobre pressão, consegue abrir na direita em Afellay que dribla Marcelo e após ganhar a linha de fundo cruza para o meio onde aparece Messi entre os centrais para encostar para a baliza.
87' - Messi recebe um passe curto perto do meio campo, dribla 3 jogadores a caminho da baliza e isolado frente a Casillas coloca a bola no poste mais distante com o pé direito.

Real Madrid
Casillas
Arbeloa
Sérgio Ramos
Albiol
Marcelo
Xabi Alonso
Lass Diarra
Pepe
Özil (Adebayor - Int)
Di María
Cristiano Ronaldo

Barcelona
Víctor Valdés
Daniel Alves
Mascherano
Piqué
Carles Puyol
Sergio Busquets
Xavi
Keita
David Villa (Sergi Roberto - 90')
Pedro (Afellay - 71')
Messi

Cartões Amarelos: Arbeloa (39'), Daniel Alves (44'), Sergio Ramos (53'), Mascherano (57'), Adebayor (83').

Cartões Vermelhos: José Manuel Pinto (45+3'), Pepe (60')

Assistência: (Desconhecido)

Clima: Céu limpo (15ºC)