Mostrar mensagens com a etiqueta 2-0. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2-0. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de fevereiro de 2014

FA Cup - Manchester City 2 x 0 Chelsea (Oitavos de Final)

Marcha do Marcador
16' - 1x0 (Stevan Jovetic)
67' - 2x0 (Samir Nasri)

1ª Parte
O início do jogo pareceu muito parecido com o jogo entre ambas as equipas para o campeonato mas não tardou muito para se verem algumas diferenças significativas, principalmente na equipa do City. Com o Chelsea a optar normalmente por uma estratégia de contra-ataque, estratégia que lhes tinha dado a vitória no Etihad, Pellegrini optou por defender mais atrás e assim retirar o espaço nas costas da defesa. Desta forma o Chelsea teve muitas dificuldades em chegar ao último terço ofensivo e com a equipa de Mourinho a defender também no seu próprio meio campo, este acabou por ser um jogo onde ambas as equipas tiveram uma abordagem ofensiva semelhante, baseando-se no ataque posicional. O City jogou desta vez com dois alas que entravam muito no corredor central para dar uma maior dinâmica ao 4-4-2 e Matic voltou a assumir o papel de marcação a Silva. Num jogo com poucas oportunidades, o City conseguiu marcar num ataque rápido desenvolvido no corredor central.

2ª Parte
José Mourinho foi o primeiro a mexer na equipa, logo ao intervalo, com a entrada de Salah por Eto'o que foi muito pouco influente na primeira parte mas o que é certo é que também Salah passou muito ao lado do jogo, muito por culpa da ação defensiva do City que nesta segunda parte foi muito mais pressionante e os seus jogadores entraram determinados a não dar qualquer espaço aos jogadores do Chelsea, iniciando a pressão logo junto à área de Petr Cech. Todas as substituições de Mourinho foram na frente de ataque e sem nunca alterar o sistema tático, alterando as posições dos jogadores por várias vezes mas sempre sem qualquer resultado prático. Pellegrini colocou mais criatividade no ataque com a entrada de Nasri (que acabou por resultar no segundo golo) e colocou Navas na direita numa altura que o City dominava o jogo, substituição esta que talvez tenha ajudado a manter Zabaleta no setor defensiva uma vez que Navas não costuma sair do corredor. Num jogo em que a equipa do Chelsea esteve muito apagada em termos ofensivos, o Manchester City venceu de forma justa tendo sido a melhor equipa durante todo o encontro.

Substituições
Int - Entra Mohamed Salah para o lugar de Samuel Eto'o. Salah fica na posição dez, Willian vai para extremo esquerdo e Hazard passa para ponta de lança.
61' - Entra Fernando Torres para o lugar de Ramires. Torres fica a ponta de lança e Hazard passa para extremo direito.
61' - Entra Samir Nasri para o lugar de Stevan Jovetic. Troca direta.
69' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Milner passa para o lado esquerdo e Navas fica como médio ala direito.
71' - Entra Oscar para o lugar de Willian. Oscar fica na posição dez, Hazard passa para o lado esquerdo e Salah para o lado direito.
80' - Entra Álvaro Negredo para o lugar de Edin Dzeko. Troca direta.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Vencent Kompany (39'), David Luiz (44'), Stevan Jovetic (57'), Yaya Touré (62'), Javi García (84') e Nemanja Matic (89').

Assistência: 47374 (Etihad Stadium)

Clima: Céu nublado (7ºC)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Liga Zon Sagres - Benfica 2 x 0 Porto (15ª Jornada)


Marcha no Marcador
13' - 1x0 (Rodrigo)
53' - 2x0 (Ezequiel Garay)

1ª Parte
Apesar dos sistemas táticos diferentes, viram-se abordagens a nível defensivo muito semelhantes no que diz respeito à pressão. O Benfica tentava dificultar ao máximo as primeiras fases de construção com Enzo a desempenhar um papel importante ao fechar a zona de Fernando, limitando sempre as opções da linha defensiva onde os centrais eram pressionados por Rodrigo e Lima. Do outro lado, o Porto pressionava alto a defesa do Benfica com Jackson e o extremo do lado da bola a subirem ao portador da bola, e um dos médios (mais Carlos Eduardo) a ajudar quando necessário, o extremo do lado contrário fechava por vezes em zonas interiores para assegurar a consistência do setor médio. Ofensivamente viu-se um Benfica mais vocacionado para as transições ofensivas, tentando tirar proveito da velocidade dos homens da frente para explorar o posicionamento ofensivo do Porto devido ao seu ataque posicional em que os laterais subiam no terreno. Acabou por ser uma primeira parte equilibrada com poucas oportunidades para ambos os lados em que o Benfica foi mais eficaz ao fazer o golo.

2ª Parte
Não se esperavam alterações do lado do Benfica e Paulo Fonseca decidiu deixar tudo na mesma depois do intervalo pelo que também não se verificaram alterações estratégicas muito grandes. O segundo golo nasce de um canto e logo aos 53', altura em que Paulo Fonseca decide lançar em campo Quaresma, jogador que já era esperado por muitos ao intervalo mas que ainda mantinha muitas dúvidas acerca da sua forma. O jogo manteve-se sempre muito disputado e Josué ainda rendeu Lucho do lado do Porto mas as coisas complicaram-se bastante para a equipa de Paulo Fonseca com a expulsão de Danilo, com Varela a ficar responsável por todo o corredor direito e Quaresma a passar para o lado esquerdo. Por esta altura e dadas as condicionantes, não se adivinhavam alterações no resultado e o jogo continuou sem grandes surpresas.

Substituições
53' - Entra Ricardo Quaresma para o lugar de Licá. Quaresma vai para o lado direito e Varela passa para extremo esquerdo.
70' - Entra Josué para o lugar de Lucho González. Troca direta.
84' - Entra Jardel para o lugar de Ezequiel Garay. Troca direta.
86' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Rodrigo. Enzo Pérez passa para segundo avançado e Rúben Amorim completa o meio campo.


Arbitro: Artur Soares Dias

Cartões Amarelos: Jackson Martínez (57'), Ricardo Quaresma (58'), Nemanja Matic (59'), Danilo (61' e 75'), Lucho González (69'), Fernando (88') e Enzo Pérez (93').

Cartão Vermelho: Danilo (75').

Assistência: 62508 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva

sábado, 19 de outubro de 2013

Liga BBVA - Real Madrid 2 x 0 Málaga (9ª Jornada)


Marcha do Marcador
46' - 1x0 (Ángel Di María)
91' - 2x0 (Cristiano Ronaldo)

1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional, com uma grande envolvência ofensiva de todos os seus jogadores e com muitas variações do centro do jogo. No ataque, tentavam sempre procurar os extremos com espaço para que estes pudessem desequilibrar em lances individuais em diagonais interiores ou os laterais para cruzarem para o interior da área. Não foram muito pressionantes sem bola, mostrando-se confortáveis a esperar pelo adversário no seu meio campo. O Málaga aproveitou o facto do Real Madrid não criar muitas dificuldades nas suas primeiras fases de construção para ter um pouco mais a bola do que seria de esperar mas a sua principal estratégia era o contra-ataque, procurando muitos um dos seus avançados que caiam muito bem nos corredores laterais para receber bolas em profundidade. Defensivamente jogaram sempre com as duas linhas de quatro jogadores muito compactas no seu meio campo defensivo, sendo que se destacaram principalmente na armadilha de fora-de-jogo com a sua linha defensiva a mostrar uma coordenação perfeita, não permitindo que o Real Madrid conseguisse finalizar dentro da área.

2ª Parte
O jogo reiniciou basicamente com o golo de Di María que nasceu de um cruzamento do próprio na direção da baliza que não foi desviado por ninguém. O Málaga continuou a jogar da mesma forma até aos 76' (antes fez só uma troca de pontas de lança) e Carlo Ancelotti apenas ia gerindo a sua equipa com entradas de Modric e Gareth Bale. Bernd Schuster arrisca tudo ao passar a jogar com três defesas, o que é um risco ainda maior quando se joga contra esxtremos como Gareth Bale e Ángel Di María (Ronaldo estava a jogar a ponta de lança). Ainda assim esta alteração não surtiu efeito e o Málaga acabou por se expor mais às investidas do Real Madrid, podendo agradecer a fantástica exibição de Willy Caballero que defendeu bolas em lances nítidos de golo. Só no final, através de uma grande penalidade, é que Ronaldo aumenta a vantagem para lá de qualquer dúvidas que pudessem haver quanto ao resultado final.

Substituições
70' - Entra Bobley Anderson para o lugar de Samu. Troca direta.
73' - Entra Luka Modric para o lugar de Isco. Troca direta.
75' - Entra Gareth Bale para o lugar de Álvaro Morata. Ronaldo passa para ponta de lança e Bale fica como extremo esquerdo.
76' - Entra Roque Santa Cruz e Sergi Darder para o lugar de Francisco Portillo e Antunes. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Tessiani a jogar como central do lado direito, Camacho fica como médio mais defensivo, Darder e Bobley Anderson como médios centro, Jesús Gámez fica como médio direito e Roque Santa Cruz faz dupla de ataque com El Hamdaoui.
80' - Entra Jesé Rodríguez para o lugar de Ángel Di María. Bale passa para extremo esquerdo e Jesé fica como extremo esquerdo.


Árbitro: Ayza Gámez

Cartões Amarelos: Antunes (11'), Eliseu (49'), Jesus Gámez (72'), Sergio Sánchez (78'), Weligton (81') e Daniel Carvajal (93')..

Assistência: 78362 (Santiago Bernabéu)

Clima: Aguaceiros (20ºC)

domingo, 21 de abril de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica 2 x 0 Sporting (26ª Jornada)


Marcha no Marcador
36' - 1x0 (Eduardo Salvio)
75' - 2x0 (Lima)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional e ambas procuravam muito os corredores laterais para cruzar para a área, variando a forma como a bola entrava nos corredores. O Benfica fazia a bola entrar muitas vezes no corredor central, daí ia para os corredores laterais e esta tendência pode parecer paradigmática uma vez que na teoria, o Sporting tinha superioridade numérica no centro do terreno mas o posicionamento dos laterais e dos extremos do Benfica compensavam a falta de homens nessa zona do campo com constantes linhas de passe ao portador da bola uma vez que os extremos (principalmente Gaitán) apareciam muito no corredor central, também para facilitar a profundidade do lateral do lado da bola e o lateral do lado contrário também fecha sempre dentro numa zona entre a linha dos centrais e a do meio campo. O Sporting já colocava a bola nos corredores em profundidade desde trás, principalmente para o lado direito de forma a aproveitar a velocidade e força de Bruma. Em ataque organizado, a subida dos laterais para fazer o overlap aos extremos criaram muitas dificuldades à defesa do Benfica e apenas o bom trabalho ao nível das interceções da linha defensiva do Benfica impediu que o Sporting tivesse marcado nestas situações. Em termos defensivos,  Benfica defendeu em zonas mais adiantadas do terreno, principalmente depois do primeiro golo. O Sporting defendeu perto do meio campo, com André Martins a juntar-se a Wolfswinkel na pressão à linha defensiva adversária e atrás deles, jogarem duas linhas de quatro jogadores com ambos os extremos a mostrarem-se muito disciplinados no processo defensivo.

2ª Parte
A primeira alteração tática foi feita por Jesualdo Ferreira aos 64', mudando o sistema para 1-4-3-3 o que permitiu subir um médio no terreno e potenciar mais a capacidade para circular a bola em zonas mais adiantadas, reforçando a superioridade numérica nesse setor. Talvez por isso, a resposta de Jorge Jesus consistiu em retirar Cardozo para colocar, na sua posição, Gaitán que assumiu naturalmente um posicionamento defensivo mais recuado de forma a ajudar mais o setor médio. Pouco tempo depois do segundo golo, Jesus coloca André Gomes e passa a jogar em 1-4-3-3 de forma a dar mais consistência defensiva no setor intermédio e conseguiu assim controlar o jogo até ao final.

Substituições
64' - Entra Stijn Schaars para o lugar de Eric Dier. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Rinaudo a ficar como médio defensivo, Schaars e André Martins a médios centro. Eric Dier sai lesionado.
65' - Entra Valentín Viola para o lugar de Diego Capel. Viola vai para extremo direito e Bruma passa para extremo esquerdo.
69' - Entra Ola John para o lugar de Óscar Cardozo. Ola John fica como extremo esquerdo e Gaitán passa para avançado.
74' - Entra Khalid Boulahrouz para o lugar de Miguel Lopes. Boulahrouz fica como central e Ilori passa para lateral direito. Miguel Lopes sai lesionado.
81' - Entra André Gomes para o lugar de Nicolás Gaitán. O Benfica passa a jogar em 1-4-3-3 com André Gomes e Enzo Pérez a jogarem como médios centro e Matic a ficar como médio defensivo.
92' - Entra Jardel para o lugar de Luisão. Troca direta.


Árbitro: João Capela

Cartões Amarelos: Luisão (66'), Valentín Viola (84') e Fito Rinaudo (89').

Assistência: 62553 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu limpo (15ºC)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Algarve Cup 2013 (Grupo C) - Portugal x País de Gales (1ª Jornada)


Marcha no Marcador
37' - 1x0 (Edite Fernandes)
74' - 2x0 (Edite Fernandes)

1ª Parte
Portugal jogou em ataque rápido, procurando várias vezes, com passes longos, a velocidade das extremas Jéssica Silva e Ana Borges (logo nos primeiros minutos trocaram de corredor) que davam largura de forma a receber perto da linha lateral, de preferência nas costas das laterais adversárias. Ambas as laterais participavam bastante no processo ofensivo, subindo nos respetivos corredores laterais. Para equilibrar a equipa, Cláudia Neto e Dolores Silva atuavam como pivôts defensivos, dando apenas apoio no processo ofensivo, nunca subindo para posições mais adiantadas, onde Edite Fernandes funcionava como ligação entre setores. Com bola, Jéssica e Ana Borges subiam rapidamente para dar solução nos contra-ataques. Defensivamente, Laura Luís mantinha-se adiantada de forma a dificultar a 1ª e 2ª fase de construção da equipa adversária. As extremas desciam no corredor para ajudar as laterais. Faziam praticamente duas linhas de 4 jogadoras uma vez que Edite abdicava por vezes de participar no processo defensivo no seu próprio meio campo.
O País de Gales assumiu um jogo predominantemente direto para as avançadas ou alas, abdicando do controlo da posse da bola. Foi um jogo tipicamente britânico em que todas as jogadores tinham uma postura mais fixa, sem grande mobilidade e em que o jogo se baseava no aproveitamento do poder físico das suas jogadoras. Defensivamente, notou-se que deixavam muito espaço entre o setor defensivo e médio, talvez por culpa da ação ofensiva de Portugal que dificilmente dava tempo às adversárias para se organizarem convenientemente no processo defensivo. Sarah Wiltshire descia no terreno para ajudar as suas médias (tanto Fishlock como Hayley Ladd tinham funções mais de contenção) com Angharad e Natasha Harding a desceram também para ajudar as suas laterais. 

2ª Parte
Sem substituições ao intervalo, as únicas mudanças foram a troca de corredores entre Jéssica Silva e Ana Borges e entre Angharad James e Natasha Harding. O jogo manteve-se com a mesma tendência, com ambas as equipas a tentarem aproveitar todas as ações de contra-ataque com Portugal a optar por jogar mais nos corredores laterais e o País de Gales a preferir o jogo direto para a frente de ataque. Relativamente às substituições, António Violante mais não fez que gerir as jogadoras, fazendo sempre troca por troca sem qualquer alteração tática, uma vez que o jogo parecia estar relativamente controlado. Jarmo Matikainen, apesar de algumas alterações nos posicionamentos das suas jogadoras, também não alterou o seu sistema tático, mantendo-se fiel à estratégia traçada desde o início do jogo. Com o segundo golo de Portugal, numa jogada que foi o espelho do jogo até então (contra-ataque dirigido para Ana Borges que faz a assistência para o golo), tudo pareceu resolvido.

Jogadoras-Chave
Na equipa de Portugal, Edite Fernandes tem claro destaque mais pelos dois golos marcados, com Ana Borges também a assumir um papel muito importante na estratégia da sua equipa. 
No País de Gales não houve grandes destaques com a equipa a criar poucas oportunidades. 

Substituições
64' - Entra Ana Leite para o lugar de Laura Luís. Troca direta.
73' - Entra Andreia Silva para o lugar de Jéssica Silva. Troca direta.
75' - Entra Shan Jones para o lugar de Natasha Harding. Jones fica como ponta de lança com Angharad James a voltar para o corredor direito e Sarah Wiltshire a descer para o corredor esquerdo.
80' - Entra Nicola Cousins para o lugar de Sophie Ingle. Troca direta.
84' - Entra Megan Wynne para o lugar de Angharad James. Troca direta.
89' - Entra Catarina Almeida para o lugar de Dolores Silva. Troca direta.
92' - Entra Pisco para o lugar de Edite Fernandes. Troca direta.


Árbitra: Teodora Albon (Roménia)

Cartões Amarelos: Loren Dykes (36'), Dolores Silva (52'), Hayley Ladd (54' e 92'), Mónica Mendes (57'), Ana Borges (63'), Nicola Cousins (81') e Jessica Fishlock (85').

Cartão Vermelho: Hayley Ladd (92').

Assistência: Desconhecido (Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António)

Clima: Céu pouco nublado (16ºC)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Champions League - Milan x Barcelona (Oitavos de Final - 1ª Mão)


Marcha do Marcador
57' - 1x0 (Kevin-Prince Boateng)
81' - 2x0 (Sulley Muntari)

1ª Parte
O Milan entrou em campo com uma postura bastante conservadora, defendendo no seu próprio meio campo e dando toda a iniciativa de jogo ao Barcelona, tentando só pressionar quando a bola entrava dentro da sua estrutura defensiva ou nas transições defensivas, quando havia boas condições para recuperar a bola. Apesar disto, a sua linha defensiva tinha a preocupação de subir ligeiramente para reduzir os espaços entre os setores de jogo, de forma a compactar a equipa e reduzir os espaços para a equipa adversária. Eles sabiam que não havia hipóteses de anular individualmente os jogadores do Barcelona pelo que Allegri foi inteligente em criar uma estratégia que anulasse não os jogadores mas a equipa no seu todo. Durante o processo defensivo, apenas subiam no terreno para impedir a 1ª fase de construção nos pontapés de baliza, obrigando sempre Valdés a bater longo para o meio campo, onde o Milan sabia que tinha superioridade nas bolas divididas. O seu processo ofensivo resumiu-se a lançamentos para contra-ataque procurando os extremos no espaço ou Pazzini no pé que distribuía depois para os extremos ou jogava no apoio frontal para que o médio lançasse nos corredores laterais.
O Barcelona jogou sempre curto e apoiado como de costume, assumindo o controlo da bola como era esperado mas teve sempre muitas dificuldades em chegar à zona de finalização. Fàbregas não teve a influência que se esperava no meio campo e Iniesta acabou por ficar muito longe da ação jogando como extremo esquerdo. Messi viu-se sempre obrigado a descer para perto de Busquets para conseguir receber a bola o que reduzia o número de homens no ataque do Barcelona. Apesar das constantes variações do corredor de jogo, nunca conseguiram desmembrar a defesa do Milan que se mostrou sempre muito organizada e raramente se deixava iludir com a mobilidade dos jogadores do Barcelona. Nas transições defensivas foram muito pressionantes, em organização defensiva, nem tanto. Ficou a ideia que o Milan não teve mais posse de bola porque não quis, uma vez que todas as ações ofensivas tinham o claro objetivo de ser resolvidas o mais depressa possível.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma numa altura que parecia que o empate interessava a ambas as partes até que aos 57' o Milan marcou no seguimento de um livre. A partir daqui o Barcelona aumentou a sua pressão quando não tinha a bola mas a verdade é que ao Milan continuava a não interessar ter a bola uma vez que a estratégia se mantinha a mesma e as dificuldades do Barcelona também. O Barcelona começa por colocar Sánchez retirando Fàbregas e colocando Iniesta no meio, uma troca que já era esperada à algum tempo mas que não teve efeitos práticos. Mais feliz foi o Milan com a entrada de Niang que era mais um trunfo para o contra-ataque (devido à sua velocidade) que acabou por dar frutos 6 minutos mais tarde ao estar ligado ao 2º golo do jogo. Já perto do fim, mais duas substituições com Traoré a render El Shaarawy que já tinha dado sinais de queixas a nível físico e Mascherano a entrar para o lugar de Puyol que estava a sangrar após um golpe feito vários minutos antes. Apesar do Milan ter tido pouco tempo a bola, deu ideia de estar sempre a controlar o jogo, mantendo o Barcelona onde interessava, longe da baliza de Abbiati.

Jogadores-Chave
No Milan, El Shaarawy e Boateng foram sempre muito perigosos nos contra-ataques e eram claramente os homens mais influentes do ataque. Numa equipa em que foram raros os erros defensivos, destaque para Montolivo e Muntari que foram muito importantes a fechar o corredor central, pressionando bem os médios adversários sempre que estes se preparavam para receber a bola.
No Barcelona não houve grandes destaques, tal como não houve grandes oportunidades de golo.

Substituições
62' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta passa para interior esquerdo e Alexis fica a jogar a extremo esquerdo.
75' - Entra M'Baye Niang para o lugar de Giampaolo Pazzini. Troca direta.
88' - Entra Bakaye Traoré para o lugar de Stephan El Shaarawy. Troca direta.
88' - Entra Javier Mascherano para o lugar de Carles Puyol. Troca direta com Puyol a sair devido a um corte na cabeça.


Árbitro: Craig Thomson (Escócia)

Cartões Amarelos: Philippe Mexès (25'), Sergio Busquets (54'), Gerard Piqué (57') e Bakaye Traoré (91').

Assistência: 79532 (Giuseppe Meazza)

Clima: Céu nublado (2ºC)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

CAN 2013 - Gana x Cabo Verde (Quartos de Final)

 
1ª Parte
O Gana entrou em jogo tentando dominar a posse da bola, agindo de acordo com o seu estatuto de favorito. Trocaram bem a bola a toda a largura mas as situações em que criavam mais perigo era através dos ataques pelos corredores laterais, onde ao conseguirem espaço, cruzavam para o interior da área onde estavam habitualmente 3 jogadores em zona de finalização. A meio da primeira parte Atsu trocou de lado com Adomah mas esta alteração não trouxe nada de novo ao jogo da sua equipa. 
Cabo Verde teve algumas dificuldades em jogar em ataque posicional, método de jogo ofensivo com o qual têm jogado na competição, muito por culpa da pressão adversária que dava pouco espaço aos jogadores do corredor central. O seu sistema tático não teve qualquer alteração para aquilo que é habitual, apenas se notou uma maior tendência em jogar um futebol mais direto, tentando colocar as bolas nas costas da defesa, principalmente para Héldon ou diretamente para Tavares que desviava de cabeça para a desmarcação de um colega (Mendes ou Héldon). Babanco não descaiu tanto para o corredor lateral, face à necessidade da equipa ocupar mais a zona central devido à quantidade de jogadores adversários naquele corredor.

2ª Parte
A única alteração tática aconteceu da parte de Cabo Verde mas em termos de jogo corrido, acabou por ser mais relevante quem entrou, uma vez que o segundo tempo foi marcado por um grande número de faltas por parte do Gana e as bolas paradas ofensivas tornaram-se a forma mais eficaz de chegar à baliza de Dauda. Depois de Lúcio Antunes ter colocado Platini após lesão de Mendes (ainda com o jogo empatado), entraram depois Djaniny e Rambé que são dois jogadores muito fortes no jogo aéreo. Cabo Verde tentou assim potenciar ao máximo o que o jogo lhes oferecia e só não marcou porque Dauda fez uma exibição fantástica na baliza adversária com várias defesas de grande nível. O segundo golo acontece após um canto de Cabo Verde em que Vozinha subiu à área adversária e ninguém ficou na linha do meio campo para proteger a baliza.

Jogadores-Chave
No Gana, Dauda foi claramente o melhor jogador, salvando a sua equipa ao defender vários lances de golo.
Em Cabo Verde, Héldon acabou por assumir uma grande importância no jogo, quer no jogo corrido, quer na concretização das bolas paradas.

Marcha no Marcador
54' - 1x0 (Wakaso Mubarak)
95' - 2x0 (Wakaso Mubarak)

Substituições
47' - Entra Wakaso Mubarak para o lugar de Albert Adomah. Troca direta.
51' - Entra Platini para o lugar de Ryan Mendes. Troca direta.
67' - Entra Djaniny para o lugar de Tony Varela. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Babanco e Soares como duplo pivôt, Platini na posição dez, Héldon a extremo esquerdo, Djaniny a extremo direito e Tavares a ponta de lança.
78' - Entra Solomon Asante para o lugar de Christian Atsu. Troca direta.
80' - Entra Rambé para o lugar de Júlio Tavares. Troca direta.
84' - Entra Derek Boateng para o lugar de Mohamed Rabiu. Troca direta.


Árbitro: Rajindraparsad Seechurn (Maurícias)

Cartões Amarelos: Babanco (16'), Mohamed Rabiu (27'), Carlitos (53'), John Pantsil (63'), Harrison Afful (68') e Rambé (87').

Assistência: Desconhecido (Nelson Mandela Bay Stadium)

Clima: Céu limpo (24ºC)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CAN 2013 (Grupo A) - África do Sul x Angola (2ª Jornada)


1ª Parte
A África do Sul jogou em ataque posicional, utilizando frequentemente a velocidade e mobilidade do seu meio campo e ataque onde os jogadores procuravam sempre penetrações pelos seus corredores e várias desmarcações ofensivas. Rentie aparecia a toda a largura do campo, procurando sempre receber a bola no espaço, tendo sido o avançado mais móvel com Mphela a singir-se mais às zonas de finalização. Também Phala e Mahlangu trocaram algumas vezes de posições (situações pontuais), com Furman a ser o médio mais defensivo, tentando equilibrar a equipa que atacava frequentemente com cinco jogadores. Masilela mostrou-se muito importante nos duelos defensivos, tendo sido instransponível no seu corredor lateral onde estava Mateus, uma das maiores ameaças da seleção de Angolana.
Angola começou o jogo com o sistema com que acabou na primeira jornada frente Marrocos. Com Guilherme e Manucho na frente de ataque, procuraram sempre um jogo mais direto, para as desmarcações dos seus avançados. Acabaram por não ser eficientes, tendo sido vítimas da falta de criatividade dos seus jogadores do meio campo. Manucho viu-se obrigado a descer muitas vezes no terreno para vir buscar jogo, prejudicando ainda mais a estratégia de um jogo mais vertical.

2ª Parte
Ao intervalo, Gustavo Ferrín arrisca bastante ao adoptar uma estratégia mais ofensiva, fazendo subir mais os seus laterais, com os médios ala a assumirem posições mais interiores, tentando assim assumir o controlo do jogo, talvez aproveitando o facto de a África do Sul ter jogado a primeira parte com apenas um médio com funções mais defensivas. No entanto, Gordon Igesund também alterou o seu sistema tático, colocando mais um médio de contenção o que acabou por equilibrar a sua equipa face à alteração Angolana. Naturalmente, a Angola começou a criar mais situações de perigo e a África do Sul tentou controlar o resultado, apostando mais nas ações de contra-ataque em detrimento do jogo apoiado. Foi numa dessas ações de contra-ataque que conseguiram aumentar a vantagem numa altura em que Angola parecia estar mais perto de empatar que sofrer o golo, o que acabou por ditar o resultado final. Já perto do minuto 80, África do Sul tira um avançado para colocar um médio e segura assim o jogo que manteve o resultado até ao final.

Marcha no Marcador
30' - 1x0 (Siyabonga Sangweni)
62' - 2x0 (Lehlohonolo Majoro)

Substituições
Int - Entra Reneilwe Letsholonyane para o lugar de May Mahlangu. Passam a joga em 1-4-4-2 com Letsholonyane a jogar a médio centro com Furman.
Int - Entra Djalma para o lugar de Geraldo. Troca direta.
58' - Entra Lehlohonolo Majoro para o lugar de Tokelo Rantie. Troca direta.
65' - Entra Gilberto para o lugar de Dédé. Troca direta.
78' - Entra Oupa Manyisa para o lugar de Katlego Mphela. Passam a joga em 1-4-3-3 com Manyisa a médio centro juntamente com Letsholonyane, Furman a médio defensivo, Phala a extremo direito e Parker a extremo esquerdo.
85' - Entra Amaro para o lugar de Guilherme Afonso. Amaro joga a médio esquerdo, Djalma a médio direito e Mateus a ponta de lança.


Árbitro: Koman Coulibaly (Mali)

Cartão Amarelo: Dany Massunguna (50').

Assistência: 40000 (Moses Mabhida)

Clima: Céu limpo (27ºC)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Atlético Madrid (14ª Jornada)


1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional, atacando pelos três corredores de jogo com Di María a vir buscar o jogo atrás nas primeiras fases de construção do lado direito, com Khedira a procurar os atacantes pelo corredor central e Ronaldo a aproveitar as subidas de Coentrão no corredor para conseguir levar vantagem. Xabi Alonso também se mostrou perigoso a virar o jogo para o lado direito, procurando Di María em profundidade de forma a aproveitar a pouca velocidade do Cata Díaz. Defensivamente mostraram-se muito pressionantes tentando ganhar a bola em zonas avançadas.
O Atlético Madrid jogou de forma defensiva e conservadora, com duas linhas de quatro jogadores muito compacta onde os médios ala do lado contrário da bola fechavam dentro de forma a contrariar a habitual inferioridade numérica no meio campo, característica do 1-4-4-2 clássico. Tentaram vários contra-ataques e ataques rápidos jogando diretamente nos pontas de lança que descaiam algumas vezes nos corredores laterais para receber a bola em profundidade ou jogando para a subida dos médios ala.

2ª Parte
O Real Madrid conseguiu aumentar a vantagem antes que houvesse qualquer mudança no jogo. O Atlético ia subindo no jogo e abrindo espaços na sua defesa, algo que foi bem aproveitado pelo Real. Simeone enfrentava um dilema entre manter tudo como estava, assegurando alguma consistência defensiva e esperando marcar em contra ataque, algo que parecia pouco provável, ou colocar mais jogadores na frente de ataque e arriscar as transições ofensivas do Real Madrid que já como estavam, iam criando muito perigo à baliza de Courtois. Para além da já esperada entrada de Adrián, Simeone colocava Raúl García por Turan, ocupando a mesma posição mais jogando muito mais interior, abrindo espaço para Juanfran atacar pelo corredor direito. Apesar disso, José Mourinho nunca pareceu perto de perder o jogo e conseguiu ainda assim gerir a sua equipa sem comprometer o jogo.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Cristiano Ronaldo e Özil foram os jogadores em destaque pela influência direta no resultado e pelo perigo a nível ofensivo que criaram. O primeiro também pela sua ação defensiva.
No Atlético Madrid, Falcao voltou a mostrar-se muito perigoso nas raras oportunidades que teve.

Marcha no Marcador
16' - 1x0 (Cristiano Ronaldo)
66' - 2x0 (Mesut Özil)

Substituições
70' - Entra José Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca direta.
73' - Entra Tiago para o lugar de Gabi. Troca direta.
73' - Entra Adrián López para o lugar de Koke. Troca direta.
78' - Entra Raúl García para o lugar de Arda Turan. Troca direta.
88' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
92' - Entra José Rodríguez para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.


Árbitro: Alberto Undiano

Cartões Amarelos: Arda Turan (15'), Sami Khedira (24'), Juanfran (60'), João Miranda (74'), Mario Suárez (79') e Falcao (85').

Assistência: 79000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (4ºC)

domingo, 7 de outubro de 2012

Liga Zon Sagres - Porto x Sporting (6ª Jornada)

1ª Parte
O Porto jogou em ataque posicional, procurando frequentemente atacar pelo lado esquerdo, talvez de forma a explorar a maior inexperiência de Cédric. James do lado contrário fazia os habituais movimentos interiores. Foram sempre muito pacientes na troca de bola e quando conseguiam atacar pelo corredor central, a referência era quase sempre Jackson que depois servia os colegas que faziam as movimentações ofensivas na direcção da bola ou da baliza. Os extremos trocaram algumas vezes de corredor lateral. Defensivamente, tinham um bloco médio alto que nem sempre pressionavam de forma assertiva no meio campo ofensivo, dando inclusive muito espaço aos médios adversários.
O Sporting também jogou em ataque posicional e apesar de apresentarem boas movimentações ofensivas, com os jogadores sem bola a trabalharem bem para dar linhas de passe aos portadores da bola, os jogadores falharam muitos passes e essa foi a razão da fraca ineficiência das acções ofensivas. Defensivamente ficaram sempre no seu meio campo defensivo, jogando de forma compacta e sem grandes preocupações em preparar a transição ofensiva, uma vez que o ataque posicional eram predominante e assim podiam concentrar-se totalmente no processo defensivo quando não tinham a bola.

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o Sporting optou por continuar na mesma forma, uma vez que apesar das falhas técnicas individuais, a equipa não tinha estado mal em termos de movimentações ofensivas. A entrada de Adrien Silva aos 60' foi possivelmente uma tentativa de acelerar os processos ofensivos, tentando dar uma maior quantidade de passes em detrimento à condução de bola. Com a quantidade de cartões amarelos que os jogadores de Sporting já tinham, Vítor Pereira coloca um desequilibrador no corredor (Atsu) que acabou por ter um papel importante nos desequilíbrios ofensivos do Porto. Aos 71', Rojo é expulso e Oceano faz uma série de adaptações para compensar a falta do central. Insúa passa para central, Pranjic desce para lateral esquerdo. Jeffrén ainda entra para refrescar o ataque mas é aos 85', depois de sofrer o segundo golo, que Oceano retira um médio para colocar um avançado, já depois do Porto passar a jogar em 1-4-2-3-1 com dois pivots defensivos para dar mais consistência defensiva à equipa. Nos últimos minutos de jogo, o Porto também passa a jogar com dez jogadores após a lesão de Alex Sandro.

Jogadores-Chave
No Porto, Jackson mostrou-se um jogador muito importante ao ser uma das principais referências no ataque. João Moutinho foi também muito importante na manobra ofensiva da equipa.
No Sporting, Izmailov e Carrillo são os jogadores mais desequilibradores e é por eles que passam muitos dos ataques.

Marcha no Marcador
10' - 1x0 (Jackson Martínez)
84' - 2x0 (James Rodríguez)

Substituições
17' - Entra Eliaquim Mangala para o lugar de Maicon. Troca directa com Mangala a ficar descaído para o lado esquerdo e Otamendi para o lado direito.
60' - Entra Adrien Silva para o lugar de Marat Izmailov. Troca directa.
66' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca directa.
74' - Entra Jeffrén para o lugar de André Carrillo. Troca directa. Troca directa.
75'' - Entra Steven Defour para o lugar de Lucho González. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com James na posição dez, Defour a extremo direito e Moutinho fica ao lado de Fernando como médio centro.
85' - Entra Valentín Viola para o lugar de Elias. Passam a jogar em 1-4-2-3 com Schaars e Adrien no meio campo e Viola a extremo esquerdo.


Árbitro: Jorge Sousa

Cartões Amarelos: Lucho González (24'), James Rodríguez (26'), Stijn Schaars (34'), André Carrillo (40'), Fernando (40'), Marat Izmailov (51'), Danijel Pranjic (65'), Adrien Silva (68'), Marcos Rojo (69' e 71'), Alex Sandro (79'), Khalid Boulahrouz (83'), Elias (84') e Ricky van Wolfswinkel (88').

Cartão Vermelho: Marcos Rojo (71').

Assistência: 38909 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (19ºC)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Copa Libertadores - Corinthians x Boca Juniores (Final - 2ª Mão)

Resultado da 1ª Mão
Boca Juniores 1 x 1 Corinthians

1ª Parte
O Boca Juniores defendeu sempre muito à frente nas saídas de bola do adversário, tentando impedir a 1ª fase de construção. A acção defensiva dos dois pontas de lança terminavam aí, até porque estes juntamente com Riquelme não participavam das acções defensivas durante o processo ofensivo adversário. Raramente optam pelo contra-ataque, preferindo jogar em ataque posicional. Fizeram uso da superioridade numérica no meio campo para ter algum domínio no jogo mas ainda assim não conseguiram criar muito perigo.
O Corinthians defendia com muita gente em organização defensiva, com toda a equipa a descer para trás da linha do meio campo e dando pouco espaço ao adversário. No entanto, nas transições defensivas notou-se pouca coordenação intra-sectorial, havendo sempre muito espaço entrelinhas para os jogadores adversários usarem. Os métodos de jogo ofensivo predominantes foram o contra-ataque e ataque rápido mas também se mostraram confortáveis em ataque posicional, fazendo uso da boa capacidade técnica dos seus jogadores para trocarem a bola em zonas centrais. Devido à natural inferioridade numérica nessa zona do campo, os médios alas abdicavam da profundidade nos corredores laterais para darem solução aos médios centro e os avançados (principalmente Alex) desciam no terreno para fazerem a ligação para o ataque. Ambos os laterais mostravam-se muito ofensivos, dando profundidade nos respectivos corredores.

2ª Parte
O Corinthians ia ganhando mais domínio no jogo e continuava a criar mais perigo que o Boca Juniores até que aos 54' marcou o primeiro golo. Foi aos 66' que ocorreu a primeira alteração táctica do jogo, da parte do Boca Juniores quando alteraram o seu sistema táctico para 1-4-2-3-1. Enquanto jogaram em 1-4-4-2 losango, tinha sempre no ataque três homens, agora passavam a ter quatro com uma maior amplitude de jogo usando dois extremos junto às linhas laterais. Esta alteração não foi suficiente para conseguirem mudar o rumo do jogo até porque aos 72' um erro da defesa do Boca Juniores originou o segundo golo do Corinthians e tornou muito difícil uma possível recuperação do resultado. Tite guardou todas as suas substituições para os minutos finais do jogo de forma a quebrar o ritmo do jogo e queimar algum tempo.

Jogadores-Chave
No Corinthians, o homem do jogo foi Emerson que acabou com dois golos e cobriu sempre uma grande área no ataque.
No Boca Juniores não houve grandes destaques, ainda assim Erviti fez um jogo bastante razoável, tendo estado muito em jogo.

Golos
54' - Na sequência de um livre lateral do lado direito, Danilo, no meio da confusão, consegue tocar de calcanhar para Emerson que isolado remata para o golo.
72' - Schiavi tenta fazer um passe para Caruzzo que é interceptado por Emerson que se isola e já dentro da área remata para o golo.

Substituições
33' - Entra Sebastián Sosa para o lugar de Agustín Orión. Troca directa com Orión a sair lesionado.
66' - Entra Darío Cvitanich para o lugar de Pablo Ledesma. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Erviti e Somoza a médios defensivos, Riquelme a dez, Mouche a extremo esquerdo e Cvitanich a extremo direito.
83' - Entra Lucas Viatri para o lugar de Pablo Mouche. Troca directa.
89' - Entra Douglas para o lugar de Alex. Troca directa com Douglas a ter características menos ofensivas.
92' - Entra Liedson para o lugar de Jorge Henrique. Substituição para queimar tempo.
93' - Entra Wallace para o lugar de Emerson. Substituição para queimar tempo.



Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)

Cartões Amarelos: Chicão (5'), Pablo Mouche (5'), Santiago Silva (44'), Rolando Schiavi (52'), Matías Caruzzo (55'), Jorge Henrique (58') e Leandro Castán (71').

Assistência: Desconhecido (Pacaembu)

Clima: Céu limpo (21ºC)

sábado, 23 de junho de 2012

Euro 2012 - Espanha x França (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A Espanha, jogando em ataque posicional, gozou de um domínio de jogo durante toda a primeira parte, com os jogadores a mostrarem grande mobilidade, principalmente os médios centro e os extremos, a mudarem constantemente de posição de forma a dar sempre a melhor solução de passe ao colega e para abrir novos espaços para serem aproveitados por outros jogadores. Durante a manutenção da posse da bola, aproveitaram muitas vezes a capacidade de passe longo de Xabi Alonso para virar o centro do jogo para o corredor lateral contrário onde aparecia sempre o lateral Arbeloa ou Alba (dependendo do lado) sozinho sem nenhum jogador adversário num raio de 10 metros. Sem bola, foram sempre muito assertivos, com um ou dois jogadores na pressão ao portador da bola e com a preocupação de cortar as linhas de passe para precipitar um mau passe.
A França está habituada a jogar em ataque posicional, com o envolvimento de vários jogadores na troca de bola mas a acção defensiva dos adversários não possibilitaram que esse estilo de jogo fosse praticado e as suas acções ofensivas resumiram-se a ataques rápidos e contra-ataques. À parte de todos os problemas de balneário que possam ter acontecido, a verdade é que a França entrou em jogo com um onze mais defensivo que o habitual, talvez já prevendo que seria muito complicado jogar de igual para igual. Ainda assim, notou-se que em posse da bola, mostravam um posicionamento de uma equipa que joga em ataque posicional, com os centrais bem abertos no campo e os laterais a subirem ligeiramente. Sem bola, viram-se obrigados a defender no seu próprio meio campo, com Cabaye e Malouda a terem muitas dificuldades em pressionar os médios adversários.

2ª Parte 
Com a incapacidade da França criar perigo, Laurent Blanc colocou Ménez e Nasri em campo, com o primeiro a entrar por Debuchy, um lateral que jogou a extremo e Nasri entrou por Malouda, dando mais criatividade e pendor ofensivo ao meio campo Francês. A França ganhou uma maior capacidade para manter a bola e ganhou algum controlo do jogo, chegando mais vezes ao último terço ainda que criando poucas situações de perigo. A Espanha colocou Pedro na esquerda, dando mais verticalidade a esse corredor lateral e minutos mais tarde colocou Fernando Torres na frente de ataque, renunciando assim a um jogo de posse em detrimento de mais objectividade no ataque. A França foi subindo no jogo e aos 79' colocam mais um atacante em jogo, começando a procurar mais o jogo directo para o último terço, não trazendo grandes vantagens. O segundo golo nasceu de uma bola colocada em profundidade para Pedro, que ganha um penalti.

Jogadores-Chave
Na Espanha, Xabi Alonso foi o homem do jogo com os dois golos marcados e uma grande influência na circulação da bola.
Na França, Benzema foi o jogador mais influente no ataque, criando praticamente sozinho algumas situações de perigo.

Golos
19' - Iniesta desmarca Alba no corredor lateral esquerdo que ganha a linha de fundo e cruza ao segundo poste onde Xabi Alonso aparece no espaço vazio a cabecear para o golo.
91' - Xabi Alonso marca o penalti para o lado esquerdo com Lloris a cair para o lado contrário.

Substituições
64' - Entra Jérémy Menez para o lugar de Mathieu Debuchy. Troca directa.
65' - Entra Samir Nasri para o lugar de Florent Malouda. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Nasri na posição dez e Cabaye a médio defensivo com M'Vila.
65' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Pedro passa para extremo esquerdo e Iniesta para extremo direito.
67' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
79' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Yann M'Vila. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Giroud a jogar a ponta de lança ao lado de Benzema.
84' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.

Espanha
1 - Iker Casillas
3 - Gerard Piqué
6 - Andrés Iniesta (20 - Santi Cazorla)
8 -  Xavi
10 - Cesc Fàbregas (9 - Fernando Torres)
14 - Xabi Alonso
15 - Sergio Ramos
16 - Sergio Busquets
17 - Álvaro Arbeloa
18 - Jordi Alba
21 - David Silva (7 - Pedro Rodríguez)

França
1 - Hugo Lloris
2 - Mathieu Debuchy (14 - Jérémy Menez)
4 - Adil Rami
6 - Yohan Cabaye
7 - Franck Ribéry
10 - Karim Benzema
13 - Anthony Réveillère
15 - Florent Malouda (11 - Samir Nasri)
17 - Yann M'Vila (9 - Olivier Giroud)
21 - Laurent Koscielny
22 - Gaël Clichy

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (31'), Yohan Cabaye (42') e Jérémy Menez (76').

Assistência: 47000 (Donbass Arena - Ucrânia)

Clima: Céu pouco nublado (26ºC)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Champions League (Feminino) - Lyon x Frankfurt (Final)

1ª Parte
O Lyon procurava não se precipitar para o ataque quando tinha a bola, trocando a mesma em segurança mas quando a portadora da bola tinha espaço, procurava muitas vezes colocar bolas em profundidade para os corredores laterais onde Necib e Le Sommer tentavam ganhar o espaço nas costas da defesa adversária. Estes passes eram feitos quer pelas laterais, quer pelas jogadoras do meio campo, sendo que as centrais no processo ofensivo tinham apenas o papel de apoio, procurando sempre as colegas melhor posicionadas para darem seguimento ao ataque. Defensivamente sentiam-se confortáveis em zonas mais avançadas, pressionando com frequência a linha defensiva adversária. Quando necessário, as extremos desciam nos seus corredores para ajudarem no seu terço defensivo, quando as laterais eram obrigadas a fechar o corredor central.
É difícil dizer se a forma de jogar do Frankfurt se deveu à acção defensiva da equipa do Lyon ou a questões estratégicas, no entanto as jogadoras tentaram várias vezes o jogo directo para as avançadas o que poderá ter sido consequência do pouco espaço que o Lyon concedeu no sector médio e defensivo do Frankfurt, até porque o jogo directo contra uma defesa onde está Renard, de elevada estatura e muito forte no jogo aéreo. Defensivamente, o Frankfurt mostrou-se muito inteligente ao escolher os momentos certos para pressionar a defesa adversária, procurando sempre fazê-lo quando uma adversária recebia a bola em más condições ou quando esta ficava momentaneamente sem linhas de passe.
Acabou por ser uma 1ª parte equilibrada onde dois erros defensivos foram a origem dos dois golos do Lyon.

2ª Parte
A segunda metade do jogo acabou por ter pouco interesse a nível táctico com as equipas a manterem a mesma forma de jogar, com o Frankfurt a mostrar-se naturalmente mais ofensivo. O Lyon manteve o sistema táctico mas apostou obviamente mais no contra-ataque e pouco depois o início da 2ª parte, depois de perceber que não havia alterações tácticas da equipa adversária, Dickenmann substituiu Necib, numa aposta clara da velocidade nos corredores laterais. O Lyon acabou por ser mais perigoso e só não aumentou a vantagem devido à grande exibição da guarda-redes Schumann. Todas as outras substituições visaram apenas refrescar determinadas posições, sem acrescentar nada ao jogo.

Jogadoras-Chave
No Lyon, apesar de não ter marcado qualquer golo, Lotta Schelin foi das melhores jogadoras em campo criando várias oportunidades no último terço.
No Frankfurt, a guarda-redes foi claramente a melhor jogadora em campo impedindo que o Lyon aumentasse a vantagem.

Golos
15' - Le Sommer marca o penalti para o lado direito com Schumann a não chegar à bola. 
28' - A gurada-redes Schumann corta uma bola colocada em profundidade de cabeça, a bola sobra para Abily que remata de primeira para a baliza desguarnecida.

Substituições
49' - Entra Lara Dickenmann para o lugar de Louisa Necib. Troca directa.
61' - Entra Ria Percival para o lugar de Meike Weber. Troca directa.
64' - Entra Ana Maria Crnogorcevic para o lugar de Svenja Huth. Troca directa.
65' - Entra Rosana para o lugar de Eugénie Le Sommer. Troca directa.
83' - Entra Jessica Landström para o lugar de Sandra Smisek. Troca directa.
88' - Entra Ami Otaki para o lugar de Lotta Schelin. Troca directa.

Lyon
26 - Sarah Bouhaddi 
3 - Wendie Renard
6 - Amandine Henry
8 - Lotta Schelin (22 - Ami Otaki) 
9 - Eugénie Le Sommer (14 - Rosana)
10 - Louisa Necib (21 - Lara Dickenmann)
11 - Shirley Cruz Traña
17 - Corine Franco
18 - Sonia Bompastor
20 - Sabrina Viguier 
23 - Camille Abily
Treinador: Patrice Lair

Frankfurt
26 - Desirée Schumann 
2 - Gina Lewandowski
4 - Saki Kumagai
5 - Sara Thunebro
7 - Melanie Behringer
10 - Dzsenifer Marozsán
12 - Meike Weber (23 - Ria Percival)
15 - Svenja Huth (21 - Ana Maria Crnogorcevic)
18 - Kerstin Garefrekes 
25 - Saskia Bartusiak
28 - Sandra Smisek (11 - Jessica Landström)
Treinador: Sven Kahlert

Cartões Amarelos: Amandine Henry (91')

Assistência: 50212 (Olympiastadion, Munique)

Clima: Céu limpo (10ºC)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Liga Zon Sagres - Marítimo x Sporting (18ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
4º Sporting (32 Pontos)
5º Marítimo (29 Pontos)

1ª Parte
O Marítimo opta por fechar as linhas no processo defensivo, sem gastar muita energia a pressionar a linha defensiva adversária e tenta explorar tanto quanto possível os passes de ruptura nos contra-ataques e ataques rápidos. Seria o estereótipo de uma equipa pequena contra uma equipa grande, não fosse a sua predisposição para manter a posse da bola quando o contra-ataque não é viável. Têm 3 avançados muito rápidos e mesmo em ataque posicional, tentam fazer uso dessa arma, sendo os atacantes muito inteligentes nas desmarcações de ruptura. No processo ofensivo, o Marítimo solicita muitos os centrais na manutenção da posse da bola o que faz subir a equipa adversária e aumentar assim a possibilidade de colocar as bolas nas costas da defesa.
O Sporting tem muitas dificuldades em manter a bola no meio campo ofensivo, com o meio campo adversário a ser muito forte na pressão ao portador da bola. Como está a actuar com a defesa subida, a equipa do Marítimo acaba por também ter de baixar as suas linhas no processo defensivo e os jogadores do Sporting têm muito pouco espaço para jogar o que acaba por precipitar a perda da bola.

2ª Parte
Apenas o Sporting fez alterações ao intervalo, que visaram uma maior capacidade técnica e capacidade para manter a bola. O seu jogo ganhou alguma racionalidade, foram capazes de rodar mais o jogo e realizar mais ataques à baliza do Peçanha. O Marítimo manteve-se com o mesmo onze mas foi descendo cada vez mais as suas linhas, abdicando da iniciativa do jogo para apostar cada vez mais no contra-ataque. Apesar disso, o Sporting não conseguiu criar situações de golo e o Marítimo, num contra-ataque marcou o 2º golo. Domingos ainda mudou o seu sistema para 1-4-4-2 mas não conseguiu superar a equipa do Marítimo que esteve sempre muito bem organizada.

Jogadores-Chave
No Marítimo, Danilo Dias foi o jogador mais importante, não só pelo golo mas pela importância na estratégia para este jogo, com excelentes movimentações de ruptura.
No Sporting foi Elias o jogador que mais tentou ligar a equipa no processo ofensivo (mais na 2ª parte que na 1ª) tendo uma grande influência na 2ª e 3ª fase de construção.

Substituições
Int - Entra Stijn Schaars para o lugar de André Carrillo. Schaars fica a jogar no meio campo, a interior esquerdo.
Int - Entra Marat Izmailov para o lugar de Bruno Pereirinha. Izmailov joga do lado esquerdo e Matías vai para o lado direito. Há um aumento de criatividade e capacidade de manutenção da posse da bola com estas substituições.
62' - Entra Sebastián Ribas para o lugar de Fito Rinaudo. Alteração para 1-4-4-2 com Ribas e Ricky na frente de ataque.
71' - Entra João Luiz para o lugar de Benachour. Troca directa
82' - Entra Fábio Felício para o lugar de Héldon. Troca directa.
89' - Entra Robson para o lugar de Danilo Dias. Entra um defesa por um avançado, para defender os últimos minutos.

Golos
20' - Canto marcado do lado direito do ataque do Marítimo, a defesa do Sporting alivia a bola para a entrada da área e Benachour remata de primeira com o pé esquerdo com Rui Patrício a não conseguir completar a defesa e a bola a entrar na baliza.
59' - Briguel cabeceia uma bola lançada por Peçanha para Héldon que dribla um avdersário, a bola sobra para Benachour que isola Danilo Dias para este fazer o golo só com Rui Patrício pela frente.

Marítimo
1 - Peçanha
8 - Roberto Sousa
16 - Roberge
17 - Leocísio Sami
18 - Luís Olim
20 - Héldon (48 - Fábio Felício)
21 - Briguel
25 - Rafael Miranda
30 - Danilo Dias (3 - Robson)
44 - João Guilherme
81 - Benachour (28 - João Luiz)

Sporting
1 - Rui Patrício
5 - Oguchi Onyewu
9 - Ricky van Wolfswinkel
14 - Matías Fernández 
18 - André Carrillo (8 - Stijn Schaars)
19 - Santiago Arias
21 - Fito Rinaudo (32 - Sebastián Ribas)
25 - Bruno Pereirinha (10 - Marat Izmailov)
48 - Emiliano Insúa
77 - Elias
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Benachour (17'), Oguchi Onyewu (18'), Emiliano Insúa (31'), Xandão (38'), Héldon (50') e Elias (71').

Assistência: Desconhecido (Barreiros)

Clima: Céu nublado (17ºC)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UEFA Champions League (Grupo A) - Manchester City x Bayern Munique (6ª Jornada)

Contexto
O Manchester City está em 3º lugar (sem hipóteses de chegar ao 1º). Para se manter na Champions League precisa de ganhar e esperar que o Nápoles não ganhe.
O Bayern Munique já tem o 1º lugar do grupo garantido.

1ª Parte
Com a vitória a interessar mais ao City que ao Bayern, era naturalmente a equipa da casa a assumir o controlo do jogo, até porque o Bayern entrou com uma equipa de recurso (naturalmente, dado que tinham o 1º lugar assegurado) deixando no banco jogadores como Neuer, Van Buyten, Lahm, Ribéry e Gómez. O City, das poucas vezes que não tinha a posse da bola, pressionava alto e quando tinham a posse da bola, preferiam jogar em segurança, trocando a bola entre os sectores defensivo e médio de forma a encontrar espaço para atacar a baliza de Butt. Ainda perto do início do jogo, Nasri troca com Silva, algo que acabou por ser muito importante com um claro aumento de produção do jogador espanhol.
O Bayern, sem bola, defendia no seu meio campo, tentando dificultar a troca de bola dos médios adversários mas sem nunca comprometer a coesão defensiva, que era maior no corredor central, tanto que o Manchester City tinha muitas dificuldades, apesar do domínio, em criar situações de perigo. Grande parte das jogadas de perigo do City aconteciam através de desequilíbrios individuais. Devido à forte pressão do City, o Bayern quase não existiu em termos ofensivos e viam-se muitas vezes obrigados a chutar a bola sem critério nem êxito para o meio campo adversário.

2ª Parte
Na 2ª parte, Silva voltou para o lado esquerdo e Nasri para a direita e foi esta a única alteração que aconteceu. O Bayern estava a fechar muito bem o corredor central e talvez esta mudança tenha sido uma forma de aproveitar os cruzamentos para a área e o fortíssimo jogo aéreo de Dzeko. O jogo esteve mais aberto, com o City a ser menos incisivo na pressão ao portador da bola o que permitiu o Bayern tê-la durante mais tempo mas nem assim foram muito perigosos para a baliza de Joe Hart. O golo do City surgiu relativamente cedo (51') e a partir daí já se notou que ambas as equipas estavam a aceitar o resultado como certo apesar de o Bayern ainda procurar o golo de honra mas sempre sem sucesso. Pouco tempo depois soube-se que o Nápoles estava em vantagem o que apesar da vitória do City, colocava a equipa inglesa na Europa League.

Jogadores-Chave
No City temos de referir, apesar de pouco vistoso, Dzeko que fez as 2 assistências para golo que apesar de não serem espectaculares foram muito eficazes e mostraram um excelente sentido de equipa do ponta de lança Bósnio.
No Bayern pouco se viu, talvez seja de realçar o jogo de Tymoschuk que esteve muito bem defensivamente com intercepções importantes.

Substituições
76' - Entra Nigel de Jong para o lugar de Dzeko. De Jong vai para o lugar de Touré com este a subir para extremo esquerdo e Silva para a posição 10.
80' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Yaya Touré. Troca directa.
80' - Entra Takashi Usami para o lugar de Nils Peterson. Usami vai para extremo direito, Pranjic para extremo esquerdo, Alaba para 10 e Olic para ponta de lança.
83' - Entra Adam Johnson para o lugar de David Silva. Johnson passa a jogar a estremo esquerdo com Balotelli a passar para a posição 10.

Golos 
36' - Depois de um lançamento de Savic, Barry cruza do lado direito para a entrada da área onde Dzeko combina de primeira com Silva e este remate ao 2º poste sem hipóteses de defesa.
51' - Touré no meio campo passa para Agüero na direita e procura o espaço na frente, Agüero passa para Dzeko na esquerda que dá de primeira para Touré que isolado remata rasteiro para o golo.

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
10 - Dzeko (34 - Nigel de Jong)
15 - Stefan Savic
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri
21 - David Silva (11 - Adam Johnson
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré (45 - Mario Balotelli)

Bayern Munique
22 - Hans-Jörg Butt 
9 - Nils Peterson (14 - Takashi Usami)
11 - Ivica Olic
13 - Rafinha
17 - Jérôme Boateng
23 - Danijel Pranjic
26 - Diego Contento
27 - David Alaba
28 - Holger Badstuber
30 - Luiz Gustavo
44 - Anatoliy Tymoschuk

Cartões Amarelos: Ivica Olic (13') e Luiz Gustavo (34').

Assistência: 46002 (Ettihad Stadium)

Clima: Céu nublado (5ºC)