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domingo, 29 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Holanda 2 x 1 México (Oitavos de Final)

 
Marcha do Marcador
48' - 0x1 (Giovani dos Santos)
88' - 1x1 (Wesley Sneijder)
94' - 2x1 (Klaas-Jan Huntelaar)

1ª Parte
Ambas as equipas tiveram uma abordagem ao jogo muito semelhante, com sistemas táticos idênticos exceto no triângulo do meio campo, onde Sneijder a atacar era sempre anulado por Salcido e também nos corredores laterais os alas tinham sempre marcação pelo que houve sempre pouco espaço, apesar de jogarem em ataque posicional, para trocar a bola no meio campo ofensivo com as equipas a terem procurar os seus avançados em profundidade a tentarem explorar as costas da defesa adversária. Não houve um claro domínio de nenhuma das equipas e o nulo ao intervalo não foi surpresa.

2ª Parte
O jogo recomeçou após a entrada de Reyes por Moreno que se tinha lesionado ainda na primeira parte. Logo aos 48', Giovani abre o marcador com um bom remate de fora da área e pouco depois Van Gaal reage ao resultado ao mudar o sistema tático para 4-3-3. A intenção seria abrir mais o jogo e com Robben e Depay a virem da ala para o centro, sobrecarregar o corredor central do México com Kuyt a lateral direito a dar muita profundidade no seu corredor. Miguel Herrera colocou Aquino no meio campo (talvez para explorar a sua velocidade no contra-ataque) e mais tarde colocou Chicharito, refrescando a frente de ataque, uma vez mais com o contra-ataque em mente pois adivinhava-se uma avalanche ofensiva da Holanda. Um minuto depois foi isso mesmo que aconteceu, com a entrada de Huntelaar para a frente de ataque (referência para o jogo direto), Kuyt rapidamente se juntou a ele como ponta de lança e a Holanda voltava aos 3 centrais com dois pontas de lança, Robben na direita e Depay na esquerda (3-3-4). Esta insistência holandesa acabou por resultar em golo aos 88' após um remate de ressaca de Sneijder e logo voltaram à segurança do 4-3-3 com Kuyt a regressar a lateral direito. Já se esperava pelo prolongamento quando Robben num lance individual consegue ganhar um penalti (falta de Rafa Márquez) e Huntelaar dá a volta ao marcador com apenas dois minutos de compensação para jogar.

Substituições
9' - Entra Bruno Martins Indi para o lugar de Nigel de Jong. Indi vai para central do lado esquerdo com Blind a passar para médio centro. De Jong sai lesionado.
Int - Entra Diego Reyes para o lugar de Héctor Moreno. Troca direta com Moreno a sair lesionado.
56' - Entra Memphis Depay para o lugar de Paul Verhaegh. Passam a jogar em 4-3-3 com Indi a lateral esquerdo, Kuyt a lateral direito, Blind a médio defensivo, Depay a extremo esquerdo, Robben a extremo direito, Sneijder e Wijnaldum a médios centro.
61' - Entra Javier Aquino para o lugar de Giovani dos Santos. Héctor Herrera passa para a posição dez e Aquino fica a interior direito.
75' - Entra Chicharito para o lugar de Oribe Peralta. Troca direta.
76' - Entra Klaas-Jan Huntelaar para o lugar de Robin van Persie. Troca direta.


Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Paul Aguilar (69'), Rafael Márquez (92') e Andrés Guardado (93').

Assistência: 58.817 (Estádio Castelão)

Clima: Céu limpo (29ºC)

sábado, 26 de outubro de 2013

Liga BBVA - Barcelona 2 x 1 Real Madrid (10ª Jornada)


Marcha no Marcador
19' - 1x0 (Neymar)
78' - 2x0 (Alexis Sánchez)
91' - 2x1 (Jesé Rodríguez)

1ª Parte
A maior surpresa deste jogo foi a constituição da equipa do Real Madrid, não pelo sistema tático pois repetiram o 1-4-3-3 do jogo da Champions mas pela colocação de Sergio Ramos como médio defensivo e Gareth Bale a ponta de lança. A colocação de um central naquela zona do campo fazia sentido contra o Barcelona (algo já feito na última época por Mourinho) pois é a zona de ação do ponta de lança adversário mas era esperado que fosse Pepe, um jogador mais rotinado no meio campo, ainda assim Ancelotti não quis abdicar da velocidade no eixo da sua defesa, optando pela dupla mais apta nesse aspeto. Gareth Bale teve uma dupla função, sendo que ofensivamente foi uma aposta clara na sua velocidade (é dos jogadores mais rápidos da atualidade) para explorar o contra-ataque e defensivamente não deu espaço nenhum a Busquets, um jogador chave na circulação da bola na equipa do Barcelona. Esta função defensiva do ponta de lança do Real Madrid acabou por limitar muito a circulação da bola em zonas mais recuadas do Barcelona, dificultando também a variação do centro do jogo. Apesar do Real Madrid esperar pelo Barcelona no seu meio campo defensivo, jogou com a sua linha defensiva subida, compactando a sua equipa mas expondo-se muito nas costas da defesa, mesmo com a velocidade dos seus centrais, algo que é sempre um risco quando a equipa adversária tem jogadores como Xavi ou Iniesta. O Barcelona não trouxe surpresas, jogando em ataque posicional mas tentando vários passes de rutura para a entrada dos extremos Messi e Neymar, aproveitando a subida da linha defensiva adversária. O seu ponto forte foi como de costume as transições defensivas, anulando praticamente todas as tentativas do Real Madrid sair em contra-ataque.

2ª Parte
Não houve surpresas estratégicas nesta segunda parte, para além da maior necessidade do Real Madrid em chegar à baliza adversária para fazer o golo do empate, o que fez com que a equipa subisse mais de uma forma geral no campo. As duas primeiras substituições de Ancelotti foram as esperadas, com a saída de Sergio Ramos depois de ter arriscado o segundo cartão amarelo e a saída de Bale que está ainda à procura da sua melhor forma. Tata Martino começou por retirar Fàbregas para colocar Alexis a extremo para ajudar a defender o corredor por onde atacava Ronaldo (era Messi que estava a jogar nessa posição sendo que naturalmente, não se mostrou eficaz em tarefas mais defensivas) e mais tarde retirou Iniesta para colocar Song, tendo já os olhos colocados na defesa do resultado. Felizmente para o Barcelona, logo após a entrada de Song, Alexis Sánchez faz o segundo golo e a abordagem de Tata Martino ao jogo fez ainda mais sentido. O Real Madrid, já perto do final do jogo, ainda consegue marcar através de Jesé, num contra-ataque conduzido por Ronaldo.

Substituições
56' - Entra Asier Illarramendi para o lugar de Sergio Ramos. Troca direta.
61' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gareth Bale. Troca direta.
70' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesce Fàbregas. Messi passa para ponta de lança e Alexis fica como extremo direito.
76' - Entra Jesé Rodríguez para o lugar de Ángel Di María. Troca direta.
77' - Entra Alex Song para o lugar de Andrés Iniesta. Troca direta.
84' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Neymar. Troca direta.


Árbitro: Undiano Mallenco

Cartões Amarelos: Sergio Busquets (7'), Sergio Ramos (14'), Adriano (35'), Sami Khedira (59'), Marcelo (64') e Cristiano Ronaldo (80').

Assistência: 98761 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (24ºC)

domingo, 15 de setembro de 2013

Liga Zon Sagres - Académica 2 x 1 Belenenses (4ª Jornada)


Marcha no Marcador
40' - 0x1 (Tiago Silva)
56' - 1x1 (Bruno China)
71' - 2x1 (Marinho)

1ª Parte
A Académica entrou em campo determinada a controlar o jogo, jogando em ataque posicional onde os médios Bruno China e Marcos Paulo se mostraram muito importantes na circulação da bola, uma vez que no processo ofensivo os laterais subiam muito no terreno e não eram soluções fáceis para os centrais. O Belenenses podia aproveitar melhor este aspecto, fechando as linhas de passe para os médios da Académica, uma vez que estes tiveram muito espaço durante todo o primeiro tempo. Apesar disto, a Académica teve muitas dificuldades em criar perigo para a baliza de Rafael Veloso, tendo a organização defensiva do Belenenses evitado que os adversários conseguissem criar espaços perto da sua baliza. Defensivamente a equipa de Sérgio Conceição foi muito pressionante assim que o Belenenses entrava no seu bloco, o que obrigou a equipa de Van der Gaag a tentar muitos passes longos de forma a evitar circular pelos médios centro que raramente estavam em condições de receber a bola sem um adversário por perto. Apesar de menor percentagem de posse da bola, o jogo acabou por ser equilibrado no que diz respeito a oportunidades com o Belenenses a marcar de grande penalidade. 

2ª Parte
Sérgio Conceição faz duas alterações no ataque, setor de jogo menos produtivo até então mas acaba por ser o Belenenses que acaba por ter uma ligeira subida de produção com a Académica a ter mais dificuldades a trocar a bola. Aos 56' a Académica empata o jogo na sequência de um canto e aos 60' acontece o momento-chave do jogo com a expulsão de Kay a condicionar bastante a equipa do Beleneses, que passava assim a jogar em 1-4-4-1 com Diakité a descer para central e Tiago Silva (substituído pouco depois por Daníelsson) a descer para médio centro. A partir daqui a Académica reassume o controlo do jogo e passados dez minutos chega naturalmente à vantagem após uma boa combinação pelo lado direito do último terço ofensivo. Depois deste segundo golo, a Académica começa a atacar a baliza do Belenenses só na certa e começa a gerir muito bem a posse da bola, tendo a tarefa ainda mais facilitada aos 88' após expulsão de Deyverson (Belenenses fica a jogar em 1-3-4-1 com Diakité a passar para ponta de lança).

Substituições
17' - Entra Deyverson para o lugar de Fábio Sturgeon. Troca direta com Sturgeon a sair lesionado.
Int - Entram Marinho e Rafael Oliveira para os lugares de Manoel e Liban Abdi. Rafael Oliveira fica como ponta de lança, Marinho fica como extremo direito e Ivanildo passa para o lado esquerdo.
58' - Entra Helgi Daníelsson para o lugar de Fernando Ferreira. Troca direta com Fernando Ferreira a sair lesionado.
64' - Entra Eggert Jónsson para o lugar de Tiago Silva. Troca direta.
78' - Entra João Real para o lugar de Djavan. João Real fica como central e Reiner Ferreira passa para lateral esquerdo. Djavan sai lesionado.


Árbitro: Duarte Gomes

Cartões Amarelos: Kay (19' e 60'), Tiago Silva (27'), João Pedro (36'), Manoel (40'), Fernando Ferreira (45'+1), Marcos Paulo (54'),Filipe Ferreira (92'), Bruno China (93') e Duarte Machado (94').

Cartões Vermelhos: Kay (60') e Deyverson (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio Cidade de Coimbra EFAPEL)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sábado, 10 de agosto de 2013

Liga dos Campeões (Feminino) - Atlético Ouriense 2 x 1 Klaksvík (Grupo 4 - 2ª Jornada)


Marcha no Marcador
53' - 1x0 (Diana Silva)
55' - 2x0 (Fátima Pinto)
62' - 2x1 (Rannvá Andreasen)

1ª Parte
O Atlético Ouriense jogou em ataque posicional, circulando muito a bola e fazendo uso de vários movimentos ofensivos sem bola para abrir espaços na defesa adversária. As pontas de lança abriam muitas vezes nos corredores laterais para Tita e Fátima Pinto aparecerem perto das zonas de finalização e as laterais subiam muito no terreno para aproveitar os posicionamentos mais interiores das médias e também o grande afunilamento defensivo da equipa do Klaksvík, equipa que jogou muito compacta defensivamente e recuada no terreno, onde a forma preferencial para atacar era o contra-ataque, provavelmente devido às claras limitações técnicas das suas jogadoras em relação às adversárias, e/ou pela pressão defensiva do Atlético Ouriense que dava pouco espaço para construir. A meio da primeira parte, Aleksander Djordjevic passou Rakul Johannesen para ponta de lança, desceu Eydvor Klakstein para a posição dez e desceu Annika Petersen para média centro, com tarefas claramente defensivas de marcação às centro campistas do Atlético Ouriense. Apesar do empate ao intervalo, o Klaksvík criou apenas uma boa oportunidade de golo logo no início do jogo, sendo que o mesmo foi sendo largamente dominado pela equipa do Atlético Ouriense.

2ª Parte
No Klaksvík houve uma troca de pontas de lança ao intervalo mas o jogo manteve-se com a mesma tendência e o Atlético Ouriense aproveitou da melhor forma o espaço que as adversárias lhes vinham dando no corredor lateral, ao finalizarem em golo duas oportunidades criadas através de cruzamentos do lado direito e esquerdo respetivamente. Depois dos golos, Aleksander Djordjevic coloca Sigrun Sirdal a lateral direita, Sigrid Jacobsen a média centro e sobe Rannvá Andreasen para ponta de lança, tendo esta sido feliz quando aos 62', contra a corrente do jogo, aproveitou o facto de Petra estar a jogar numa posição mais adiantada (talvez uma opção estratégica para anular as jogadas de contra-ataque do Klaksvíc) para rematar quase do meio campo por cima da guarda-redes, reduzindo assim o marcador. Mauro Moderno retirou aos 78' a central 'improvisada' Bárbara Pragana para colocar Tininha a lateral e passar a Pastilha para central, com o eixo da defesa a perder muita altura apesar da equipa adversária não se ter mostrado perigosa no jogo aéreo. Djordjevic arrisca tudo perto do fim ao passar a jogar em 1-4-4-2 com Eydvor Klakstein a voltar para ponta de lança, ao lado de Rannvá Andreasen. Mauro Moderno respondeu, mudando também o seu sistema tático para 1-4-3-3 com a entrada de Mafalda. Teoricamente, esta foi uma alteração defensiva do Atlético Ouriense com vista a uma melhor cobertura defensiva dos corredores laterais. O jogo mantinha-se traduzido num grande acumular de ataques da equipa portuguesa e já só perto do fim, o Klaksvík criou uma boa oportunidade, não a concretizando.

Substituições
Int - Entra Maria Thomsen para o lugar da Rakul Johannesen. Troca direta.
78' - Entra Tininha para o lugar da Bárbara Pragana. Tininha fica a jogar a lateral direita e a Pastilha passa para central.
89' - Entra Mafalda para o lugar da Tita. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Mariana a extremo direita, Inês a extremo esquerda e Mafalda a interior esquerda.
91' - Entra Áka Klein Olsen para o lugar da Maria Thomsen. Troca direta.
92' - Entra Tove Sólheyg para o lugar da Eydvor Klakstein. Tove fica a média centro e Sigrid Jacobsen passa para ponta de lança.
93' - Entra Maria Inês para o lugar da Mariana Coelho. Troca direta.


Árbitra: Anastasia Pustovoitova (Russia)

Cartão Amarelo: Sigrun Sirdal (38').

Assistência: Desconhecido (Estádio Municipal de Fátima)

Clima: Céu limpo (36ºC)

sábado, 11 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Porto 2 x 1 Benfica (29ª Jornada)


Marcha no Marcador
19' - 0x1 (Lima)
25' - 1x1 (Silvestre Varela)
91' - 2x1 (Kelvin)

1ª Parte
Neste jogo apenas a vitória servia ao Porto e a derrota dava o título ao Benfica. O empate servia mais ao Benfica que estava 2 pontos à frente do Porto. Desta forma, foi a equipa da casa que entrou mais pressionante quando não tinha a bola, tentando ganhá-la o mais à frente possível, jogando sempre com as linhas muito adiantadas tornando muito difícil qualquer tentativa de ataque organizado por parte do Benfica. Tanto Varela como James assumiam um posicionamento muito interior (principalmente do lado direito uma vez que trocaram algumas vezes de lado), para dar espaço para a subida de Danilo que foi o lateral mais ofensivo. Esta foi a principal razão pela qual Ola John jogou tão recuado no terreno (e foi tão importante para a equipa), vendo-se sempre obrigado a fechar o corredor lateral esquerdo da sua equipa (quer pela presença de Lucho como de Danilo), uma vez que André Almeida tinha de fechar no corredor central para acompanhar James. O Benfica tentou várias vezes sair em ataque posicional mas viu-se obrigado a jogar longo por várias vezes, quer pela pressão dos jogadores do Porto ao portador da bola, quer para tentar explorar a subida da linha defensiva adversária.

2ª Parte
Jorge Jesus foi o primeiro treinador a mexer na equipa e fez-lo no sentido da segurança defensiva, colocando Roderick Miranda a médio centro, quando tinha outros jogadores para a posição de Gaitán. Acabou por ser uma alteração compreensível, com um resultado que se mostrava favorável à sua equipa. Pouco depois coloca Cardozo por Lima (provavelmente será essa a dupla na final da Liga Europa) após Vítor Pereira colocar Defour por lesão de Fernando. O jogo mantinha-se com a mesma tendencia, com o Porto a subir bastante no terreno e o Benfica a tentar explorar um contra-ataque para acabar com o jogo. Ainda assim, a alteração chave do jogo acabou por pertencer ao Porto e a dois tempos. A entrada de Kelvin procurou abrir o jogo do Porto, tentando esticar a linha defensiva do Benfica e procurar espaços no corredor central, estratégia que foi potenciada ao máximo com a colocação de mais um ponta de lança, com o Porto a sobrecarregar a zona central do Benfica, zona por onde nasceu o golo da vitória (passe de Liedson para Kelvin).

Substituições
67' - Entra Roderick Miranda para o lugar de Nicolás Gaitán. Roderick fica como médio centro, ao lado de Matic, com Enzo Pérez a subir para segundo ponta de lança.
73' - Entra Steven Defour para o lugar de Fernando. Troca direta com Fernando a sair lesionado.
73' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
79' - Entra Kelvin para o lugar de Lucho González. Kelvin fica a jogar como extremo esquerdo, Varela passa para o lado direito e James fica a fazer a posição de Lucho.
84' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Ola John. Aimar fica como segundo ponta de lança e Enzo Pérez passa para o lado esquerdo com Ola John a sair lesionado.
84' - Entra Liedson para o lugar de Danilo. Varela faz todo o corredor direito e Liedson fica como ponta de lança ao lado de Jackson.


Árbitro: Pedro Proença

Cartões Amarelos: Enzo Pérez (46'), James Rodríguez (56'), Nemanja Matic (59'), Fernando (66'), Steven Defour (80'), Artur Moraes (85') e Helton (94').

Assistência: 50117 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (15ºC)

sábado, 2 de março de 2013

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (26ª Jornada)


Marcha no Marcador
6' - 1x0 (Karim Benzema)
18' - 1x1 (Lionel Messi)
82' - 2x1 (Sergio Ramos)

1ª Parte
O Real Madrid defendeu muito atrás, colocando muitas vezes todos os jogadores atrás da linha da bola em organização defensiva. Os extremos desceram sempre muito no terreno para acompanhar as subidas dos laterais adversários, tendo também ajudado o lateral para que este não ficasse em igualdade numérica em lances individuais dos extremos adversários (conseguiram assim anular o jogo exterior do adversário). Kaká ou Benzema cobriam o espaço de Busquets e com isto quebraram alguma dinâmica no Barcelona, sendo que a sua principal preocupação não era o jogador em si mas o espaço central onde tentavam criar superioridade numérica no meio campo defensivo onde Messi aparecia várias vezes e Iniesta tentava algumas penetrações e passes de rutura. Apenas se mostravam mais pressionantes nas transições defensivas de forma a dar tempo à sua equipa a organizar-se defensivamente. Com bola, jogaram preferencialmente em contra-ataque com os extremos Morata e Callejón a serem habitualmente solicitados no espaço.
O Barcelona jogou em ataque posicional, mostrando no entanto algumas dificuldades em explorar os corredores laterais devido ao posicionamento defensivo do adversário. Jogaram muito pelo corredor central, trocando várias vezes a bola na mesma zona com o objetivo de desposicionar a equipa do Real. Messi descia muito no terreno para tentar arrastar jogadores adversários, abrindo assim espaço para as diagonais dos extremos mas não tiveram muito sucesso devido à rigidez defensiva da equipa adversária. O golo nasceu do único passe feito com sucesso para as costas da defesa onde Messi se conseguiu desmarcar no limite do fora-de-jogo. 

2ª Parte
Sem mudanças ao intervalo, a primeira alteração foi feita por José Mourinho, que colocou Ronaldo e Khedira dando uma nova dimensão ofensiva ao seu jogo (aproveitando também para fazer descansar Benzema). O Real Madrid mantém a sua estratégia mas ganha um novo trunfo nos lances individuais, explosividade dos contra-ataques e uma solução fortíssima nas bolas paradas com Ronaldo em campo. Jordi Roura (adjunto de Tito Vilanova) refresca a equipa com a entrada de Alexis Sánchez por Villa tentando explorar o lateral Essien que estava a jogar fora da sua melhor posição. A terceira substituição do Real Madrid foi condicionada pelo cartão amarelo de Coentrão (entrada de Arbeloa), uma vez que a velocidade de Pedro Rodríguez poderia condicionar a ação de Coentrão no processo defensivo. O Barça ainda coloca Adriano como extremo direito mas depois do golo decide descer Messi para médio centro colocando Tello na esquerda e Alexis a ponta de lança, sendo este último um jogador mais fixo e mais forte fisicamente quando joga naquela posição, sendo esta a forma escolhida para procurar o empate nos minutos finais.
(A expulsão de Valdés ocorre já depois do apito final).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Callejón e Morata foram muito importantes no processo defensivo (com Morata a fazer também a assistência para o primeiro golo). Ronaldo também veio trazer mais oportunidades, principalmente de bola parada. Varane fez também um grande jogo.
No Barcelona, Messi tem de ser destacado pelo aproveitamento da única oportunidade de golo que teve.

Substituições
57' - Entra Cristiano Ronaldo para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
57' - Entra Sami Khedira para o lugar de Kaká. Mordic sobe para a posição dez e Khedira joga a médio centro ao lado de Pepe.
67' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de David Villa. Troca direta.
68' - Entra Álvaro Arbeloa para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta.
77' - Entra Adriano para o lugar de Pedro Rodríguez. Troca direta.
85' - Entra Cristian Tello para o lugar de Thiago Alcântara. Messi para para interior direito, Tello fica como extremo esquerdo e Alexis Sánchez vai para ponta de lança.


Árbitro: Pérez Lasa

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (51'), Jordi Alba (55'), Gerard Piqué (58'), Fábio Coentrão (61'), Thiago Alcântara (64'), Álvaro Morata (68'), Daniel Alves (91'), Álvaro Arbeloa (92'), Andrés Iniesta (93') e Víctor Valdés (FJ).

Cartão Vermelho: Víctor Valdés (FJ)

Assistência: 78000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (11ºC)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Premier League - Tottenham x Newcastle (26ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham começou o jogo a tentar controlar o ritmo, jogando em ataque posicional e tentando sempre rodar o jogo com recurso ao passe curto privilegiando assim a segurança. Só a meio da 1ª parte é que começaram a ter mais dificuldades na construção devido à pressão do Newcastle. Mostraram-se sempre pressionantes na transição defensiva, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, em organização defensiva, recuavam até ao seu meio campo defensivo e apenas os jogadores da frente pressionavam um pouco mais alto, principalmente com Holtbya mostrar-se sempre muito disponível para fechar espaços.
O Newcastle tentou atacar de forma mais rápida, usando muitas vezes Cissé como referência para um jogo mais direto. Sissoko também se mostrou muito importante explorando bem o espaço nas costas da defesa adversária onde tentava aparecer sempre que possível. Após o golo do empate, mudaram um pouco a sua atitude, passando a jogar mais curto e tentando controlar mais o jogo. Defensivamente também passaram a pressionar mais à frente após os golos, com os jogadores da frente a serem os mais assertivos nessas ações. O meio campo mostrava por vezes alguma passividade o que causava alguma vulnerabilidade nas transições defensivas, assim que o setor ofensivo era ultrapassado.

2ª Parte
O Tottenham voltou a entrar em campo controlando o jogo, com o Newcastle a assumir uma postura mais sólida a nível defensivo. A alteração que acabou por ditar o rumo do jogo, foi a entrada de Adebayor uma vez que Bale passou a jogar na posição dez e conseguiu aí criar muito mais perigo (marcando inclusivé o golo da vitória). Alan Pardew ainda alterou o seu sistema tático para 1-4-4-2 mas acabou por não ter efeitos práticos uma vez que o Tottenham continuava a ter as melhores oportunidades, mesmo com Lloris a ter sido fundamental num lance de golo do Newcastle.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o jogador mais perigoso tendo criado várias oportunidades de golo para a sua equipa.
No Newcastle, Sissoko fez um jogo interessante na primeira parte mas desceu de rendimento na segunda.

Marcha no Marcador
5' - 1x0 (Gareth Bale)
24' - 1x1 (Yoan Gouffran)
78' - 2x1 (Gareth Bale)

Substituições
59' - Entra Sylvain Marveaux para o lugar de Yoan Gouffran. Troca direta com Gourffan a sair lesionado.
69' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Lewis Holtby. Adebayor fica a jogar a ponta de lança, Dempsey passa para a ala esquerda e Gareth Bale fica na posição dez.
74' - Entra Benôit Assou-Ekotto para o lugar de Kyle Naughton. Troca direta.
82' - Entra Cheick Tioté para o lugar de James Perch. Troca direta.
86' - Entra Shola Ameobi para o lugar de Jonás Gutiérrez. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Ameobi na frente com Cissé e Sissoko a passar para a ala direita.
93' - Entra Jake Livermore para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta com Dembélé a sair lesionado.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Yohan Cabaye (90') e Shola Ameobi (90'+6).

Assistência: 36244 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

domingo, 27 de janeiro de 2013

CAN 2013 (Grupo A) - Cabo Verde x Angola (3ª Jornada)


1ª Parte
Cabo Verde jogou sempre em ataque posicional, tentando fazer um futebol apoiado e chegar assim ao último terço. Jogaram grande parte das vezes pelo corredor central onde Platini assumiu um papel importante na distribuição de jogo na 3ª fase de construção. Também Babanco tentava participar em vários ataques, descaíndo sempre para o corredor esquerdo, limitando um pouco o envolvimento ofensivo de Carlitos. Do outro lado, Gégé não foi regular no seu envolvimento ofensivo e pedia-se uma maior presença nas ações ofensivas da sua equipa, com um dos pontas de lança a ter de dar solução no corredor direito uma vez que Marco Soares mostrou-se sempre mais contido nas subidas ao ataque. Defensivamente não foram muito pressionantes e só depois do golo os jogadores se mostraram mais assertivos na pressão ao portador da bola mas com estas ações a serem muito individualizadas sem um bom trabalho de cobertura e fecho de linhas de passe por parte dos colegas.
A Angola tinha nos corredores laterais as suas maiores armas (o golo nasceu dum cruzamento de Amaro no corredor esquerdo) com Djalma a estar muito em jogo nos minutos iniciais. Os laterais iam envolvendo-se no ataque com Amaro a estar mais em jogo que Airosa uma vez que Angola atacou mais pelo lado esquerdo que pelo direito. Muitos dos seus ataque tinham como alvo o ponta de lança Manucho que era sempre uma referência no jogo aéreo (principalmente nas bolas paradas). Mostraram-se um pouco mais assertivos que Cabo Verde no processo defensivo.

2ª Parte
Cabo Verde precisava de marcar pelo menos um golo para ter hipóteses de ser apurado e como tal foi Lúcio Antunes o primeiro treinador a mexer na equipa. A colocação de Djaniny e Héldon acabou por ser um risco uma vez que Tavares jogou praticamente no meio com Djaniny o que fez com que Gégé fosse o único homem a defender o corredor por onde Angola mais atacou na primeira parte, ainda assim foi uma aposta que resultou uma vez que Cabo Verde foi a equipa mais perigosa em todo o segundo tempo. Héldon conseguiu criar muito perigo no corredor esquerdo e deu outra dinâmica ao ataque. Gustavo Ferrín sentiu necessidade de defender o resultado e mudou o sistema tático tirando Mateus que nunca esteve particularmente bem e abdicando da posição dez que não tinha grandes responsabilidades defensivas para inverter o triângulo do meio campo, ficando Pirolito o jogador mais defensivo dos três médios. Cabo Verde continuou a aproximar-se mais da baliza de Lamá e aos 81' marcou através de canto o que resultou em mais uma alteração tática de Angola (a quem apenas servia a vitória), passando para o 1-4-4-2, sistema já habitual em situações de desvantagem. Cabo Verde, devido ao resultado do outro jogo, também já só era apurado com uma vitória e Lúcio Antunes retira um defesa para estrear Rambé na CAN, colocando-o no ataque. Com ambas as equipas a precisarem da vitória e o jogo perto do final, o jogo tornou-se naturalmente mais aberto e o segundo golo de Cabo Verde nasce num contra-ataque onde Rambé cruza para o remate de Héldon. Já em vantagem, Cabo Verde volta a equilibrar a equipa com Babanco a descer para lateral esquerdo (Carlitos fica a lateral direito), Mendes a ser o homem mais adiantado e os pontas de lança Djaniny e Rambé a descerem para junto de Marco Soares no meio campo. Foi um jogo muito interessante ao nível tático com as equipas a reagirem em função do seu resultado e do resultado do outro jogo.

Jogadores-Chave
Em Cabo Verde, Héldon foi o jogador mais influente, tanto pelos ataques que conduziu como pelo golo que deu o apuramento à sua equipa.
Em Angola, o jogador mais importante acabava por ser Manucho pela sua influência nos lances de bola parada (jogador referência). 

Marcha no Marcador
33' - 0x1 (Nando) auto-golo
81' - 1x1 (Fernando Varela)
90' - 2x1 (Héldon)

Substituições
Int - Entra Héldon e Djaniny para os lugares de Platini e Tony Varela. Passam a jogar numa espécie de 1-4-2-3-1 com Héldon a extremo esquerdo, Mendes na posição dez, Djaniny e a ponta de lança e Tavares a extremo direito, apesar de ter jogado bastante próximo de Djaniny.
63' - Entra Dédé para o lugar de Mateus. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Gilberto a extremo esquerdo, Djalma a extremo direito, Dédé e Dinis a médios centro e Pirolito a médio defensivo.
80' - Entra Geraldo para o lugar de Gilberto. Troca direta.
85' - Entra Yano para o lugar de Pirolito. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Yano a jogar a ponta de lança ao lado de Manucho.
87' -  Entra Rambé para o lugar de Gégé. Passam a jogar em 1-3-3-4 com Nando, Varela e Carlitos na defesa e Rambé a reforçar o ataque. Mendes continuava como dez e apenas Babanco e Marco Soares ficavam como médios centro.


Árbitro: Slim Jedidi (Tunísia)

Cartões Amarelos: Héldon (57'), Pirolito (77'), Fernando Varela (82') e Marco Soares (84').

Assistência: 20000 (Nelson Mandela Bay Stadium)

Clima: Céu nublado (21ºC)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Premier League - Tottenham x Liverpool (14ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham foi sempre apostado em ataques rápidos e contra-ataques, aproveitando a velocidade dos seus médios ala, principalmente de Gareth Bale que esteve muito forte nos duelos de 1x1, criando vários desequilíbrios defensivos (criou assim o primeiro golo). Já com uma vantagem de 2 golos, criaram menos situações de contra-ataque, dando mais valor à bola tentando atacar mais vezes pela certa. A partir daqui, Dembélé teve mais oportunidades para conduzir a bola pelo meio, fazendo-o algumas vezes com algum perigo mas nunca descorando as suas funções defensivas. Sem bola não pressionavam muito alto, apenas com Defoe e Dempsey a pressionarem os centrais mas sem grande assertividade. Esperavam frequentemente pelo Liverpool no seu meio campo defensivo com os extremos a ajudarem a contrariar as subidas dos laterais adversários.
O Liverpool entrou em campo muito pressionante, com Suárez a não deixar a defesa do Tottenham trocar a bola livremente. Esta pressão foi mais intensa nos primeiros minutos, sendo que era feita principalmente por um homem e dificilmente Suárez aguentava o mesmo ritmo durante todo o jogo. Durante quase toda a primeira parte, defenderam no seu meio campo defensivo. Viu-se no entanto, durante todo o jogo, uma grande entreajuda defensiva dos seus jogadores. com os extremos a ajudarem nas tarefas defensivas. Ofensivamente jogaram em ataque posicional sempre com um grande envolvimentos dos laterais que subiam muito no terreno. Os extremos procuravam muitos movimentos interiores o que facilitava e dava sentido à subida de Downing e Johnson. Apesar do resultado, o Liverpool criou provavelmente mais oportunidades de golo que o Tottenham.

2ª Parte
A perder por 2 golos, o Liverpool assume o domínio do jogo, aproveitando uma postura mais cautelosa por parte do Tottenham que começava a atacar predominantemente em contra-ataque. Nem Brendan Rodgers nem André Villas-Boas fizeram alterações táticas, alterando apenas as características dos jogadores com o Liverpool a beneficiar da capacidade de execução de lances de bolas paradas de Shelvey e o Tottenham a beneficiar da maior capacidade defensiva de Huddlestone (poupando também Dembélé que fez o seu primeiro jogo como titular após regressar de lesão). Já com o resultado em 2-1 (auto-golo de Bale), o Liverpool começa a perder o discernimento nos minutos finais do jogo e acaba por perder algum domínio do jogo.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o homem mais perigoso e influente no jogo, tirando grande proveito da sua capacidade de drible.
No Liverpool, José Enrique apareceu sempre bem nas zonas de finalização. Suárez foi dos jogadores mais lutadores, mostrando muita mobilidade ofensiva abrindo espaços para os colegas.

Marcha no Marcador
7' - 1x0 (Aaron Lennon)
16' - 2x0 (Gareth Bale)
72' - 2x1 (Gareth Bale) auto-golo

Substituições
63' - Entra Jonjo Shelvey para o lugar de Jordan Henderson. Troca direta.
64' - Entra Gylfi Sigurdsson para o lugar de Clint Dempsey. Troca direta.
78' - Entra Oussama Assaidi para o lugar de Stewart Downing. José Enrique desce para lateral esquerdo e Assaidi fica como extremo esquerdo.
88' - Entra Tom Huddlestone para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Martin Skrtel (38'), Gareth Bale (78') e José Enrique (91').

Assistência: 36162 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

sábado, 3 de novembro de 2012

Premier League - Manchester United x Arsenal (10ª Jornada)

1ª Parte
O Manchester United jogou em ataque posicional, apostando várias vezes em lançamentos longos para os jogadores mais avançados ou para os médios ala, principalmente nas variações do centro do jogo para o outro corredor lateral. Michael Carrick era quem normalmente assumia os passes mais verticais. Em ataque posicional, os laterais subiam no terreno, apoiando sempre os respectivos médios ala, fazendo overlaps sempre que se justificava. Defensivamente, mostraram-se confortáveis a deixar os adversários trocarem a bola no seu meio campo defensivo, até porque entraram praticamente no jogo a vencer. Apesar disso, o seu posicionamento defensivo agia em função das tentativas do adversário em dar seguimento à 2ª fase de cosntrução do jogo, ou seja, havia uma grande preocupação em não deixar os defesas adversários jogarem para os seus médios, com Carrick e Cleverly a pressionarem os adversários sempre que estes se mostravam aos defesas (davam linhas de passe) e um dos avançados a descerem para ajudar a fechar os espaços. Esta acção acabou por ser vital uma vez que o maior perigo dos adversários estava no corredor central e era muito importante impedir que esse jogador (Cazorla) fosse solicitado.
O Arsenal jogou claramente em ataque posicional tentando fazer a bola chegar ao último terço através de um jogo apoiado. Devido à acção defensiva do adversário, foi nos corredores laterais que conseguiram mais espaço para progredir, ainda assim tiveram muitas dificuldades em penetrar na defesa adversária e foram raras as vezes que assustaram o gaurda-redes De Gea. Cazorla viu-se algumas vezes obrigado a descer para junto dos seus centrais para vir buscar jogo, um sinal da sua frustração por não estar a conseguir receber a bola. Defensivamente, deram sempre muito espaço para que os adversários decidissem, e permitiram vários passes longos para as costas da sua defesa e vários cruzamentos dos corredores laterais.

2ª Parte
Não houve alterações nas estruturas mas o Arsenal entrou com outra mentalidade, pressionando mais e criando mais dificuldades ao Manchester United. Ainda assim, estes últimos continuaram a dar liberdade à equipa do Arsenal na 1ª fase de construção, daí que tivessem muito menos posse de bola no início da segunda parte. O jogo acabou por ficar decidido entre os 67 e 69 minutos. Primeiro o Manchester United chega ao segundo golo através de um canto, depois Wilshere é expulso, deixando o Arsenal sem qualquer capacidade para virar o resultado jogando em 1-4-4-1 com Cazorla a ter de descer no terreno para fechar no meio campo Todas as substituições foram directas com o Arsenal a colocar Walcott (mais ofensivo que Ramsey) e Arshavin (substituiu Podolski que esteve muito apagado) e o Manchester United a colocar Anderson (Cleverly estava provavelmente a uma falta de ser expulso) e Nani. Só na parte final do jogo é que o Arsenal consegue criar algum perigo, chegando inclusive ao golo já no último minuto do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester United, a dupla atacante Rooney e Van Persie é extremamente perigosa e claramente o sector mais forte da equipa.
O Arsenal vive muito dependente da criatividade de Cazorla. Mannone fez uma boa exibição.

Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Robin Van Persie)
67' - 2x0 (Patrice Evra)
95' - 2x1 (Santi Cazorla)

Substituições
52' - Entra Theo Walcott para o lugar de Aaron Ramsey. Troca directa.
61' - Entra Anderson para o lugar de Tom Cleverley. Troca directa.
81' - Entra Andrei Arshavin para o lugar de Lukas Podolski. Troca directa.
82' - Entra Nani para o lugar de Antonio Valencia. Troca directa.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Jack Wilshere (14' e 69'), Ashley Young (29'), Tom Cleverly (37'), Robin Van Persie (61'), Anderson (72'), Wayne Rooney (81'), Andrei Arshavin (81') e Mikel Arteta (90').

Cartão Vermelho: Jack Wilshere (69').

Assistência: 75492 (Old Trafford)

Clima: Céu pouco nublado (7ºC)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Champions League (Grupo D) - Dortmund x Real Madrid (3ª Jornada)


1ª Parte
O Dortmund jogou em ataque posicional, nunca abdicando de saídas rápidas para o ataque no momento de transição ofensiva, com Lewandowski a ser o alvo preferencial. Apesar da intenção em trocar a bola em segurança para criar oportunidades de golo, tiveram muitas dificuldades em fazê-lo devido à pressão da equipa adversária pelo que o golo surgiu de um erro defensivo e numa jogada de contra-ataque. Sem bola, tentaram pressionar alto apesar dos homens nas avançados não serem muito assertivos na procura da bola.
O Real Madrid também jogou em ataque posicional mas tal como o Dortmund, procurava sempre transições ofensivas rápidas, procurando a velocidade dos seus extremos nos corredores laterais. Defensivamente, toda a equipa se mostrou coesa na pressão ao adversário que se fazia em zonas muito avançadas. O objectivo era tirar o tempo de decisão aos jogadores adversários e não os permitir assumir o controlo do jogo em sua casa.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo manteve a mesma tendência da primeira parte com ambas as equipas a aproveitarem sempre que podiam situações de contra-ataque e com o Real Madrid a ter o controlo do jogo através da manutenção da posse da bola. Aos 64', o Dortmund chega à vantagem e a partir daí notou-se um natural crescimento do Real Madrid, com Di María e Ronaldo a descerem menos de forma a estarem sempre disponíveis para o processo ofensivo. Todas as substituições foram trocas directas e as equipas fizeram por gerir o jogo em função das suas necessidades.

Jogadores-Chave
No Dortmund, Lewandowski é um jogador muito importante, sendo sempre a principal referência do ataque, principalmente das soluções de contra-ataque.
No Real Madrid, Özil e Di María foram dos principais desequilibrados a nível ofensivo e criaram muitas dificuldades à defesa adversária, quer através do passe como do drible.

Marcha no Marcador
36' - 1x0 (Robert Lewandowski)
38' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)
64' - 2x1 (Marcel Schmelzer)

Substituições
19' - Entra Luka Modric para o lugar de Sami Khedira. Troca directa com Khedira a sair lesionado.
67' - Entra Ilkay Gündogan para o lugar de Sven Bender. Troca directa.
73' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
87' - Entra Julian Schieber para o lugar de Mario Götze. Troca directa.
91' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Marco Reus. Troca directa.


Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (46'), Xabi Alonso (62') e Ilkay Gündogan (93').

Assistência: 65829 (Signal Iduna Park)

Clima: Céu nublado (12ºC)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Supercopa - Real Madrid x Barcelona (2ª Mão)

Resultado da 1ª Mão

1ª Parte
O Real Madrid jogou com uma linha defensiva subida, apostando no encurtamento do espaço entrelinhas de forma a não dar espaço ao meio campo adversário em servir os jogadores mais ofensivos. Pressionaram alto, tentando sempre impedir a 1ª e 2ª fase de construção, impedindo os centrais de subirem no terreno e direccionando o jogo ofensivo da equipa adversária para os corredores laterais. Ofensivamente, variaram muitos os métodos de jogo ofensivo mas sempre que possível, partiram em contra-ataque com bolas a procurarem rasgar a defesa adversária de forma a que os jogadores do ataque conseguissem isolar-se nas costas da defesa.
O Barcelona pressionou alto, tentando sempre recuperar a bola o mais depressa possível, quer nas transições defensivas como em organização defensiva. Ofensivamente jogaram em ataque posicional, nunca estando em condições de partir em contra-ataque devido à pouca profundidade dada pelos seus jogadores. Messi descia muito no terreno e os extremos jogaram muito próximos da linha lateral para serem uma ameaça real aos centrais adversários. O facto dos extremos não entrarem tanto quanto o desejável para o corredor central fez com que não houvesse profundidade no corredor central nem nos corredores laterais, uma vez que os laterais tinham também pouco espaço para subir no terreno. Houve assim poucas ameaças em situações de um contra o guarda-redes para a baliza do Real Madrid. Os centrais (principalmente Piqué) procuraram muito subir com bola no terreno para criar desequilíbrios no meio campo.

2ª Parte
O Barcelona tornou-se menos pressionante pois estava a defender em 1-4-4-1, com Iniesta a fechar o corredor lateral esquerdo, o que fez com que ficasse Messi sozinho na frente. Com menos homens em zonas mais avançadas, o Barcelona permitiu ao Real Madrid trocar a bola com mais segurança. Defensivamente, o Real começou também a pressionar mais, preocupando-se em primeira instância em impedir que as bolas entrassem no corredor central do seu meio campo defensivo, tentando criar eventuais situações de passes de ruptura que pudessem surpreender a sua defesa. As substituições não constituíram nenhuma surpresa, tendo sido feitas apenas trocas directas que poderão ser justificadas com uma intenção de refrescar as equipas e aproveitar outras características que diferenciaram os jogadores, não sendo estas demasiado significativas.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Pepe esteve muito forte defensivamente. Ronaldo e Higuaín foram ameaças permanentes no contra-ataque.
No Barcelona não houve nenhum jogador que se destacasse em relação aos colegas.

Marcha no Marcador
11' - 1x0 (Gonzalo Higuaín)
19' - 2x0 (Cristiano Ronaldo)
45' - 2x1 (Lionel Messi)

Substituições
32' - Entra Martín Montoya para o lugar de Alexis Sánchez. Passam a jogar em 1-4-3-2 (devido à expulsão) com Pedro a passar para o lado direito e Montoya a jogar como lateral direito.
75' - Entra Alex Song para o lugar de Sergio Busquets. Troca directa.
79' - Entra Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca directa.
81' - Entra Cristian Tello para o lugar de Pedro Rodríguez. Troca directa.
81' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca directa.
83' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.


Árbitro: Mateu Lahoz

Cartões Amarelos: Javier Mascherano (14'), Pepe (20'), Álvaro Arbeloa (37'), Gerard Piqué (50'), Sami Khedira (63') e Sergio Ramos (73').

Cartão Vermelho: Adriano (28').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (28ºC)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DFL Supercup - Bayern Munique x Dortmund

1ª Parte
Apesar de o Bayern Munique ter utilizado o ataque posicional na maior parte das suas acções ofensivas, tentavam várias vezes o ataque rápido, tentando colocar a bola nas costas da defesa de forma a aproveitar a velocidade dos seus extremos. Quando os extremos recebiam a bola no pé, eram recorrentes as iniciativas individuais, tentando vencer os duelos individuais para criar desequilíbrios. Sem bola, jogaram com um bloco médio/alto, com Mandzukic e Müller responsáveis por pressionar a linha defensiva no meio campo ofensivo.
O Dortmund jogou com a linha defensiva muito avançada, o que lhes criou problemas nos dois golos sofridos. Apesar da linha defensiva estar subida, os jogadores mais ofensivos pouco trabalharam na frente para pressionar os adversários, o que deu a iniciativa do jogo ao adversário. No processo ofensivo, atacaram mais e melhor pelo lado direito, com o lateral Piszczek a subir muito bem no terreno. À excepção do corredor lateral direito, a equipa não mostrou muita mobilidade e teve dificuldades em criar desequilíbrios no meio campo ofensivo.

2ª Parte
Com uma desvantagem de dois golos, o Dortmund subiu naturalmente no terreno e começou a pressionar os defensores do Bayern mais perto da baliza de Neuer. Não houve alterações nos sistemas tácticos mas as substituições de Klopp tiveram um impacto positivo no jogo, que começou a ser mais equilibrado. Em contrapartida, o Bayern foi assegurando uma maior solidez defensiva com a entrada de Badstuber para lateral esquerdo e Tumoshchuk para o meio campo. Apesar do bom golo do Dortmund, o Bayern pareceu ter sempre o jogo controlado.

Jogadores-Chave
No Bayern Munique, todo o quarteto ofensivo este bem, responsáveis por grande parte das situações de perigo criadas pela equipa.
No Dortmund, os laterais tiveram uma boa influência no jogo ofensivo.

Marcha do Marcador
6' - 1x0 (Mario Mandzukic)
11' - 2x0 (Thomas Müller)
75' - 2x1 (Robert Lewandowski)

Substituições
64' - Entra Mario Götze para o lugar de Moritz Leitner. Götze joga na posição dez com Reus a passar para o lado esquerdo.
64' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Kevin Grosskreutz. Perisic fica a jogar a médio centro.
70' - Entra Holger Badstuber para o lugar de Emre Can. Troca directa.
71' - Entra Julian Schieber para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Schieber fica na posição dez com Götze a passar para o lado direito.
80' - Entra Anatoliy Tymoshchuk para o lugar de Frank Ribéry. Kroos vai para a posição dez, Müller passa para extremo direito e Tymoshchuk joga a médio centro.
86' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Arjen Robben. Troca directa.


Árbitro: Michael Weiner

Cartões Amarelos: Luiz Gustavo (28'), Emre Can (37'), Marcel Schmelzer (42'), Mario Mandzukic (68') e Arjen Robben (82').

Assistência: 69000 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (15ºC)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 (Feminino) - E.U.A. x Japão (Final)

1ª Parte
Os Estados Unidos foram muito pressionantes nas transições defensivas, dificultando muito as transições ofensivas das adversárias. Em organização defensiva optavam pela segurança posicional, pressionando mais as adversárias nos corredores laterais do seu meio campo defensivo, quando a média ala e a lateral estavam próximas da bola. A primeira opção ofensiva era quase sempre o ataque rápido, sempre que as duas pontas de lança estavam disponíveis em zonas adiantadas. Quando tal não era possível, jogavam em ataque posicional, tentando sempre muitas penetrações das jogadoras do meio campo, quer pelas alas como pelo corredor central.
As pontas de lança do Japão tiveram um papel defensivo muito importante, dificultando as primeiras fases de construção das adversárias. Assumiram um posicionamento um pouco mais adiantado, perdendo algum solidez defensiva. Com bola atacaram quase sempre em ataque posicional, mostrando muita paciência em atacar a baliza, mesmo em desvantagem no marcador.
Apesar do resultado, foram do Japão os lances ofensivos mais perigosos.

2ª Parte
A única mudança ao intervalo foi a troca de posição entre Rapinou e Heath. Os Estados Unidos chegaram cedo ao segundo golo mas 9' depois o Japão reduz. Apesar da equipa asiática ter criado mais perigo, aos 77' mudam o seu sistema táctico para 1-3-4-3, uma forma de arriscarem tudo para tentarem chegar ao empate. Tiveram claramente mais fortes que as adversárias no final do jogo, ganhando várias faltas no meio campo ofensivo, sendo que as bolas paradas são um forte da equipa, muito graças à marcadora Miyama. Todas as outras alterações que aconteceram foram trocas directas e pouco trouxeram de novo ao jogo.

Jogadoras-Chave
Nos Estados Unidos, Lloyd foi a jogadora mais importante com os dois golos marcados.
No Japão, Miyama foi sempre perigosa nas bolas paradas, criando algumas situações de perigo.

Golos
8' - Heath leva a bola pelo lado esquerdo até ganhar a linha, cruza rasteiro para Morgan que ao primeiro poste recebe a bola e ganha espaço para cruzar ao segundo poste onde Lloyd aparece a cabecear para o golo.
54' - Lloyd recebe a bola no meio campo e arranca na direcção à baliza adversária, rematando ao chegar à entrada da grande área ao segundo poste, fazendo o golo.
63' - Depois de um mau corte, Sawa remata com a bola a ser desviada e a sobrar para Ogimi que está numa posição fácil para fazer o golo.

Substituições
57' - Entra Lauren Cheney para o lugar de Megan Rapinou. Troca directa.
59' - Entra Asuna Tanaka para o lugar de Mizuko Sakaguchi. Troca directa.
77' - Entra Mana Iwabuchi para o lugar de Aya Sameshima. Passam a jogar em 1-3-4-3 com Iwabuchi a jogar pelo lado esquerdo do ataque.
80' - Entra Becky Sauerbrunn para o lugar de Rachel Buehler. Troca directa com Buehler a sair com indícios de lesão.
86' - Entra Karina Maruyama para o lugar de Shinobu Ohno. Troca directa.
 

Árbitra: Bibiana Steinhaus (Alemanha)

Cartão Amarelo: Abby Wambach.

Assistência: 80233 (New Wembley)

Clima: Céu limpo (21ºC)

domingo, 17 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo B) - Portugal x Holanda (3ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Alemanha (6 pontos) 2 jogos
2º Portugal (3 pontos) 2 jogos
3º Dinamarca (3 pontos) 2 jogos
4º Holanda (0 pontos) 2 jogos

1ª Parte
Sem bola, Portugal preocupa-se principalmente em fechar os espaços e não tanto em pressionar o portador da bola, com Postiga a fechar linhas de passe entre centrais e os médios a impedirem que os médios adversários tivessem tempo para decidir, caindo rapidamente em cima deles assim que recebiam a bola. Depois de sofrerem golo, assumem imediatamente uma postura mais pressionante, subindo as linhas, impedindo inclusive a 1ª fase de construção da Holanda. Com bola, tentaram várias bolas em profundidade aproveitando a desmarcação dos jogadores mais adiantados, jogando também curto e em ataque posicional quando a defesa adversária estava já organizada ou não havia possibilidades de desmarcação nas costas da defesa.
A Holanda jogou em ataque posicional e até ao golo marcado conseguiram assumir o domínio do jogo. Com os extremos a abrirem o jogo nas linhas laterais e Van der Vaart a subir no terreno para a zona de Veloso onde já se encontrava Van Persie, mostraram alguma facilidade em trocar a bola e abrir espaços no seu meio campo ofensivo. Depois do golo, com a subida do bloco de Portugal e uma maior pressão dos adversários, os jogadores começaram a cometer mais erros e se o aproveitamento dos avançados adversários fosse melhor, poderiam ter ido para o intervalo em desvantagem. Sem bola, apenas Van Persie e Huntelaar não desciam mas a equipa conseguia, por norma, pressionar bem o adversário de forma a recuperar a bola.

2ª Parte
Ao intervalo há alterações posicionais em ambas as equipas. Portugal troca os interiores com Moutinho a jogar descaído para o lado direito e Meireles para o lado esquerdo. A Holanda coloca Sneijder na posição dez, Robben a extremo esquerdo (talvez para promover mais cruzamentos para o jogo aéreo de Huntelaar) e Van Persie a extremo direito que era o flanco menos protegido por Portugal. Sem haver alterações nos sistemas de jogo, a Holanda sobe mais o seu bloco, pressionando em zonas mais avançadas e impedindo que Portugal conseguisse construir desde trás, tal como Portugal fez depois do golo sofrido. Aos 67', Van Marwijk altera o sistema táctico da sua equipa para 1-3-2-3-2 com três defesas (saiu Jetro Willems), dois médios mais defensivos embora Van der Vaart terá sempre a tendência de subir mais no terreno, dois extremos, dois pontas de lança e um jogador na posição dez. Esta alteração foi um risco pois colocou a sua defesa em igualdade numérica com o ataque de Portugal mas fez com que acontecesse o mesmo no sentido inverso. No entanto Paulo Bento inverteu o triângulo do meio campo com a entrada de Custódio (que jogou ao lado de Veloso) e isto condenou a estratégia holandesa pois entrou na equipa portuguesa um homem extra para tarefas defensivas enquanto a igualdade numérica na defesa holandesa se mantinha com a agravante que Moutinho estava agora mais liberto para ajudar Nelson Oliveira na pressão à linha defensiva, o que fez com que a Holanda fosse fustigada por contra-ataques perigosos até ao final do jogo, sendo que um deles resultou no golo da vitória portuguesa. No fim, Portugal coloca mais um central e acaba com as aspirações da Holanda, sobrepovoando a sua zona defensiva.

Jogadores-Chave
Na equipa de Portugal, Ronaldo foi claramente o jogador mais marcante pelos dois golos e oportunidades criadas. Pepe fez um jogo extraordinário na defesa e Nani foi sempre muito perigoso no ataque.
Na Holanda, Van der Vaart foi o jogador que mais perigo criou marcando um golo e estando muito próximo do segundo.

Golos
11' - Robben recebe a bola no lado direito e trás a bola para dentro junto à entrada da área, joga curto para Van der Vaart que ao segundo toque remata ao segundo poste, fazendo o golo. 
28' - No meio campo ofensivo, João Pereira recebe no corredor direito e arranca para o corredor central, fazendo depois um passe de ruptura de trivela onde aparece Ronaldo isolado para fazer o golo.
74' - Moutinho lança Nani em profundidade pelo lado direito numa situação de contra-ataque de 3x2, com Nani a avançar no terreno e a cruzar largo e rasteiro pelas costas da defesa para Ronaldo que já dentro da área recebe a bola e enquadra-se com a baliza para fazer o golo.

Substituições
64' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Hélder Postiga. Troca directa. 
67' - Entra Ibrahim Afellay para o lugar de Jetro Willems. Passam a jogar em 1-3-2-3-2 com Afellay a jogar a extremo direito, Robben a extremo esquerdo, Huntelaar na frente com Van Persie e Sneijder na posição dez.
72' - Entra Custódio para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Custódio e Veloso a médios defensivos e Moutinho na posição dez.
87' - Entra Rolando para o lugar de Nani. Passam a jogar em 1-5-4-1 com Rolando a ser o terceiro central e Moutinho a fazer o lado esquerdo do meio campo.

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
16 – Raul Meireles (6 – Custódio)
17 – Nani (14 – Rolando)
21 – João Pereira
23 – Hélder Postiga (11 – Nélson Oliveira)
Treinador: Paulo Bento

Holanda
1 – Maarten Stekelenburg
2 – Gregory van der Wiel
4 – Joris Mathijsen
8 – Nigel de Jong
9 – Klaas-Jan Huntelaar
10 – Wesley Sneijder
11 – Arjen Robben 
13 - Ron Vlaar
15 – Jetro Willems (20 – Ibrahim Afellay)
16 – Robin van Persie
23 – Rafael van der Vaart
Treinador: Bert van Marwijk

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Jetro Willems (51'), Robin van Persie (69') e João Pereira (90' + 2).

Assistência: 37445 (Oblast Sports Complex Metalist - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (24ºC)