sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O MAIOR REPRESENTANTE PRESBITERIANO DA TOLERÂNCIA RELIGIOSA NO BRASIL

Oi!!!

Fechando o mês e o ano, vou deixar aqui o link de outro site de utilidade pública. Se trata da AVIDE (Associação das Vítimas da Dengue). Lá vocês podem tirar dúvidas sobre essa doença que é mais comum no Verão. Então, é um problema atualíssimo pros brasileiros. Lá vai:

http://www.avide.com.br/


Bom, hoje a gente vai dar uma olhada no pastor presbiteriano brasileiro Marcos Antonio Gomes Amaral.

Ele nasceu aqui no Rio, mas não consegui informações sobre a data de nascimento.
O pai do Marcos era católico e a mãe era umbandista. Mas ele foi criado pelo avô, que era ateu. Assim, ele se interessou pelo Presbiterianismo quando ouviu as músicas da Igreja Presbiteriana de Colégio, construída ao lado da casa dele. Aí foi lá conhecer e acabou ficando.
Em 1990 ele se tornou pastor, indo pra Igreja Presbiteriana de Bento Ribeiro. E em 1995, ele foi pra Igreja Presbiteriana de Jacarepaguá, onde tá até hoje.
Em 2008, o Marcos aceitou um convite pra participar da 1ª Caminhada Em Defesa da Liberdade Religiosa, em Copacabana.
Ele confessa que ficou com medo quando viu reunidos todos aqueles praticantes das mais variadas religiões usando os seus trajes rituais. Só se acalmou quando uma sacerdotisa do Candomblé se aproximou e pediu pra ele tirar uma foto junto com ela e pra ele orar por ela.
Desde então, o Marcos tem sido o principal representante do Presbiterianismo no Brasil a defender a tolerância religiosa.
Não é à toa que, visitando sites evangélicos, você vê que ele é sempre radicalmente hostilizado por pentecostais, que são sem dúvida o grupo protestante mais proselitista da atual sociedade brasileira.
O Marcos lembra que o problema não vem apenas de pentecostais: alguns pastores presbiterianos mesmo ainda olham ele meio de lado por ele manter relações cordiais com sacerdotes e sacerdotisas de outras religiões.
Ele também lembra que Jesus só foi intolerante com sacerdotes da religião dele, e mesmo assim só quando eles foram intolerantes com as pessoas.
Realmente, é bom lembrar que Jesus nunca foi pra Grécia bater boca com os sacerdotes dos deuses olímpicos e tentar converter eles ao Cristianismo, como também nunca foi pro Egito pra tentar fazer o mesmo com os sacerdotes dos deuses egípcios e nem com sacerdotes de quaisquer outros deuses de qualquer outra religião. Mas parece que muitos cristãos esqueceram desse exemplo do mestre deles, né? Aliás, nesse ponto, fazem o extremo oposto do que ele fez.
O Marcos também lembra que, além do preconceito, também existe muito desconhecimento entre os protestantes em relação às outras religiões: muitos NÃO SABEM como as outras religiões funcionam e, por isso, rejeitam.
Bom, concordo, porque já vi muita gente dizendo:

“Ih! Essa religião aí eu não quero nem conhecer! Quero ficar longe dessas coisas!”

Ou seja, quando se menciona o nome de uma determinada religião, a pessoa nem procura saber do que se trata e já se posiciona contra. Provavelmente influenciada pelo que algum líder da religião dela falou sobre aquela outra religião.
O Marcos também tem aparecido no programa Sagrado, exibido pela Globo, explicando o ponto de vista presbiteriano sobre vários assuntos diferentes.
E ele chamou a atenção de muita gente agora em Dezembro, quando participou do programa Amor & Sexo, também exibido pela Globo, explicando como ele trata na igreja dele de assuntos relacionados a sexo que foram apresentados no programa.
Perguntado sobre como ele reagiria se um travesti quisesse frequentar a igreja dele, o Marcos respondeu que isso inclusive já aconteceu e que o travesti foi muito bem recebido por ele, mas não por todos os frequentadores da igreja.
Ele explicou que a igreja dele não concorda com o travestismo nem com a homossexualidade, mas que não pode rejeitar nem maltratar as pessoas que querem se comportar dessa forma.
Só que o Marcos também afirmou que o travesti vai ser bem acolhido em qualquer comunidade que for cristã...
Bom, aí eu posso dizer com certeza que isso não é verdade. Porque não faltam exemplos, que a gente encontra fazendo uma pesquisa simples, não só de travestis, mas também de homossexuais de aparência máscula, que foram “convidados” a se retirar dos grupos cristãos que frequentavam só porque não eram héteros. E em alguns casos, principalmente quando o grupo cristão em questão era pentecostal, eles foram agredidos verbalmente e fisicamente por outros membros do grupo.
Mas enfim: depois que o Marcos participou do programa, choveram comentários em vários sites mencionando a participação dele no programa. Muita gente achou interessante a postura dele e a participação como um todo dele no programa pra tirar dúvidas das pessoas sobre sexo. Mas muitos evangélicos, principalmente pentecostais, condenaram ele ao Inferno nos comentários!
O simples fato de ele estar num programa que fala sobre sexo já foi visto como uma “abominação” por muitos deles. Porque como o sexo pra eles é sempre algo demoníaco (se não sempre, pelo menos em 90% das vezes), é inaceitável que um pastor vá a uma reunião de pessoas na qual vai se falar basicamente sobre esse assunto.
De acordo com a maioria dos pentecostais (se não é a maioria, pelo menos a maioria que a gente encontra todo dia é essa), eles são o “povo de Deus”, o “povo escolhido” e tal. E o resto da Humanidade é o “povo do Mundo” ou os “filhos do diabo”. E o “povo de Deus” não pode se misturar com o “povo do Mundo”, a não ser pra tentar arrastar todos eles pra igreja deles, porque só na igreja deles é que os “filhos do diabo” vão se salvar. Por isso, no entender de muitos pentecostais, é inadmissível que um pastor, que faz parte do “povo de Deus”, vá a um programa desse tipo se misturar com o “povo do Mundo”.
Isso me faz lembrar de uma coisa que eu ouvi de um pentecostal uma vez:

“A igreja foi feita para protestar contra o Mundo! Não para aceitar o que vem dele!”

E finalmente, vamos lembrar que, pra muitos pentecostais, só a igreja deles que é “de Deus”. Todas as outras expressões religiosas, inclusive as outras igrejas evangélicas, são do diabo. Não é à toa que tantos pentecostais chamam o Catolicismo Romano de “Meretriz da Babilônia”, chamam os pastores das outras igrejas de “falsos profetas”, dizem que na Wicca se faz sacrifício com criancinha recém-nascida e por aí vai. Então, quando eles veem um presbiteriano em vez de um pentecostal falando em público sobre a opinião da igreja dele, é claro que eles vão atacar esse presbiteriano a ferro e fogo.
Se alguém duvida de alguma coisa que eu disse aqui sobre os pentecostais, não tem problema. Eu sugiro que procure vídeos por aí em que pastores pentecostais expliquem a visão que eles têm do que foi mencionado aqui (no YouTube mesmo você encontra um monte). Ou então vá pessoalmente a uma igreja pentecostal e tente dialogar com eles sobre os temas que eu apresentei aqui. Mas cuidado pra não apanhar!

Today we’ll talk a little about the Brazilian presbyterian minister Marcos Antonio Gomes Amaral.
He was born in Rio de Janeiro. But I couldn’t find out his date of birth.
Marcos’ father was a catholic, his mother was an umbandist and he was raised by his atheist grand-father. His interest for Presbyterianism began when he heard some songs coming from the Igreja Presbiteriana de Colégio. This church had been built next to his house. Once he went there to know the place and decided to convert.
He was the minister of the Igreja Presbiteriana de Bento Ribeiro from 1990 to 1995. And he’s been the minister of the Igreja Presbiteriana de Jacarepaguá since 1995.
In 2008, Marcos was at the 1st Walk In Defense of Religious Liberty in Rio.
He admits he was afraid when he saw all those members of various religions wearing their religious clothes. He only calmed down when a Candomble priestess approached and asked him to take a picture with her. She also asked him to pray for her.
Since then, Marcos has been the main name of Presbyterianism in Brazil to speak in favor of religious tolerance.
Because of that, if you visit Brazilian protestant websites you’ll see several pentecostals speaking against him (pentecostals are the most proselytizing protestant group of the current Brazilian society).
Marcos reminds us that the problem comes not only from pentecostals. Some presbyterian ministers also look strangely at him because he maintains cordial relations with priests and priestesses of other religions.
He also reminds us that Jesus was intolerant only against priests of his own religion. And even so he only did that when they were intolerant against other people.
In fact, don’t forget Jesus never went to Greece to fight against the priests of the olympian gods and try to convert them to Christianity. In the same way, he never went to Egypt to try to do the same to the priests of the Egyptian gods. But we can see that many christians have forgotten the example of their master. Indeed, in this case, they do the exact opposite of what he did.

Marco dice che, oltre al pregiudizio, c’è anche molta ignoranza tra i protestanti quando si parla di altre religioni: molti non sanno come le altre religioni lavorano e quindi le rifiutano.
Bene, qualcuno mi ha già detto:

“Questa religione non voglio nemmeno conoscerla! Io voglio stare lontano da queste cose!”

Cioè, quando si menziona il nome di alcune religioni, c’è chi semplicemente comincia già a parlare contro. Probabilmente, lo fa influenzato dalle parole di un leader della sua religione.
Possiamo vedere Marcos anche nello show Sagrado, della TV Globo, dove lui spiega come i presbiteriani vedono molte questioni diverse.
E lui ha catturato l’attenzione di molte persone alcune settimane fa, quando è stato nello show Amor & Sexo, anche questo della TV Globo. Lui ha spiegato come tratta nella sua chiesa dei problemi sessuali che sono stati presentati nello show.
Gli è stato chiesto come reagirebbe se un travestito volesse assistere alla sua chiesa. Marcos ha risposto che questo è già successo e il travestito è stato accolto senza problemi da lui. Ma alcuni frequentatori della chiesa sono stati contro il travestito essere lì.
Lui ha spiegato che la sua chiesa non è d’accordo con l’omosessualità o con il travestitismo, ma che la chiesa non può rifiutare o maltrattare le persone che vogliono comportarsi in questo modo.
Ma Marcos ha anche detto che travestiti saranno accolti in ogni comunità cristiana...
Bene, io posso dire che questo non è vero. Qui in Brasile, non sono solamente i travestiti cristiani, ma anche molti gay cristiani di aspetto virile che sono stati “invitati” a lasciare i suoi gruppi solo perché non erano eterosessuali. E in alcuni casi, soprattutto quando il loro gruppo era pentecostale, queste persone sono state aggredite verbalmente e fisicamente da altri membri del gruppo.

Después que el Pastor Marcos estuvo en el show Amor & Sexo, muchos comentarios han llegado a varios sitios, mencionando su participación allá. A mucha gente gustó su postura y su participación en general en el show para hablar sobre sexo. Sin embargo, muchos protestantes brasileños, especialmente pentecostales, ¡lo condenaron al Infierno en los comentarios!
El simple hecho de que él estaba en un show que habla de sexo ya fue visto como una “abominación” por muchos. Porque como para muchos pentecostales el sexo siempre es algo demoníaco, es inaceptable que un pastor se va a una reunión en la que la gente hablará básicamente de eso.
De acuerdo con muchos pentecostales, solamente ELLOS son la “gente de Dios” y la “gente elegida”. Todos los otros seres humanos son “gente del Mundo” o “hijos del diablo”. Y la “gente de Dios” no puede mezclarse con la “gente del Mundo”, a menos que quieran convertirlos, porque los “hijos del diablo” serán salvos solamente en iglesias pentecostales. Por lo tanto, en la opinión de esos pentecostales, es inaceptable que un pastor, que es parte de la “gente de Dios”, se va a un show donde se habla de sexo para mezclarse con la “gente del Mundo”.
Esto me recuerda una cosa que ya escuché de un pentecostal:

“¡La iglesia existe para protestar contra el Mundo! ¡No aceptar lo que viene de allá!”

Y, por último, recordemos que, para muchos pentecostales, sólo su iglesia es la “de Dios”. Todas las otras expresiones religiosas, incluyendo las otras iglesias protestantes, son del diablo. Por eso, muchos pentecostales llaman al Catolicismo Romano “Prostituta de Babilonia”, llaman a los pastores de otras iglesias “falsos profetas”, dicen que se mata a niños en Wicca y así siguen. Así, cuando ven a un presbiteriano en vez de un pentecostal hablando en público sobre los puntos de vista de su iglesia, por supuesto que van a atacar ferozmente a este presbiteriano.
Si dudas de lo que yo dije aquí acerca de los pentecostales brasileños, no hay problema. Te sugiero busques a videos en que los pastores pentecostales explican la visión que tienen de lo que mencioné aquí (hay montones en YouTube, en Portugués). O, si estás en Brasil, ve tú mismo a una iglesia pentecostal y haz lo que puedes para hablar con ellos acerca de los temas que he presentado aquí. Pero ojo, ¡porque pueden lincharte!

Bom, e aqui eu termino as atualizações de 2011 do blog.
Agradeço a todos que passaram por aqui ao longo desse ano, principalmente aos que deixaram comentários.
E eu volto no ano que vem, com muita coisa interessante.
Feliz 2012 pra todos e até lá!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

REUNINDO MUÇULMANOS QUE NÃO SÃO HÉTEROS

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no ativista de direitos humanos paquistanês Faisal Alam.

Ele não parece ter documentos que comprovem com exatidão a data de nascimento dele. Mas foi em 1977.

O Faisal nasceu numa família muçulmana. E desde criança, ele sempre ouviu coisas como “Não existem gays muçulmanos!” e “Homossexualidade é invenção do Ocidente!”. E isso deixava ele meio sem entender as situações, pois desde o final da infância ele já tinha percebido que tinha tendências homossexuais.

Em 1987, quando ele tinha 10 anos, a família dele se mudou pros Estados Unidos, onde ele mora até hoje.

Na adolescência, sem a família saber, o Faisal começou a frequentar bares gays de Boston. E viveu essa vida dupla por algum tempo.

Quando tinha 19 anos, ele ficou noivo de uma muçulmana, mas viu que não ia dar certo se casar. E aí decidiu assumir que era gay e deixou de frequentar mesquitas.

Em 1997, o Faisal abriu um grupo do Yahoo! na Internet no qual pretendia reunir muçulmanos que fossem gays, lésbicas, bis e trans que tivessem passado pelas mesmas situações que ele. E conseguiu.

Logo depois, ele fundou a Al-Fatiha Foundation, uma organização de intercomunicação entre os GLBTs muçulmanos.

E desde então, o Faisal vem se empenhando nessa causa. E já viajou por vários Estados dos Estados Unidos e outros países pra participar de conferências sobre o assunto.

Ele estima que 95% dos muçulmanos que decidiram assumir que não eram héteros já tinham deixado a religião antes disso, porque já eram rejeitados lá. E muitos se juntam a grupos GLBT muçulmanos procurando uma espécie de caminho de volta pra religião, mas agora na companhia de pessoas iguais a eles.

De qualquer forma, o Faisal diz que os muçulmanos dos Estados Unidos não costumam se preocupar tanto com os ‘não-héteros’, pois tem problemas mais emergenciais pra se preocupar, como o preconceito quase absoluto da sociedade estadunidense contra eles depois do atentado terrorista de 2001. Então, é até raro encontrar um muçulmano dos Estados Unidos que seja radicalmente homofóbico ou que pregue a violência física contra homossexuais.

Oggi parleremo un po’ dell’attivista dei diritti umani pakistano Faisal Alam.

Lui sembra non avere documenti che provano la sua data esatta di nascita. Ma l’anno è stato il 1977.

Faisal è nato in una famiglia musulmana. E quando era bimbo, c’era già sempre qualcuno che gli diceva qualcosa come “Non ci sono gay musulmani!” o “L’omosessualità è un’invenzione dell’Occidente!”. E lui non riusciva a capire alcune situazioni a causa di questo, perché aveva già notato che aveva delle tendenze omosessuali.

Nel 1987, quando lui aveva 10 anni, la sua famiglia si è trasferita negli Stati Uniti, dove lui ancora vive.

Quando era ragazzo, Faisal ha cominciato a frequentare dei bar gay di Boston. Ma la sua famiglia non lo sapeva. E lui ha vissuto questa vita doppia per qualche tempo.

Cuando Faisal tenía 19 años, se comprometió en matrimonio con una musulmana. Pero le fue posible entender que eso no seguiría adelante. Y por lo que decidió asumir que era homosexual y dejó de irse a mezquitas.

En 1997, él inició un grupo del Yahoo! en Internet donde tenía la intención de reunir hombres y mujeres musulmanes que fueran homosexuales, bisexuales y transexuales que hubieran vivido en las mismas situaciones que él. Y logró a hacerlo.

Poco después, Faisal fundó la Al-Fatiha Foundation, una organización de intercomunicación entre los musulmanes LGBTs.

Y desde aquella época, él ha estado luchando en esta causa. Y ha estado viajando por varios Estados de EE.UU. y también por otros países para hablar en conferencias sobre el tema.

Faisal estimates that 95% of the muslims who have decided to declare in public that they aren’t heterosexuals had left their religion before that because they were already rejected there. And many of them join LGBT muslims groups looking for a kind of way back to their religion. But in this case they’ll go back to their religion with people like them.

Anyway, he affirms that muslims in the United States tend not to worry too much about people who aren’t heterosexual. They have more urgent problems to worry about. For example, there have been an almost absolute (and sometimes increasing) bias of American society against muslims from the September 11 attacks. So, it’s even rare meeting a muslim from the United States or who has ever lived there who is radically homophobic and preaches physical violence against LGBT people.

1 ANO DE PRIMAVERA ÁRABE

Mais uma coisinha...

Já que no post acima eu mencionei o Islamismo, vamos lembrar que esse mês se completou 1 ano que começou no Norte da África e no Sudoeste da Ásia o movimento conhecido como Primavera Árabe.

Em tese, esse movimento pretende derrubar os sistemas de governo totalitários inspirados no Islamismo que estão instalados nos países daquelas regiões e substituir por sistemas de governo democráticos. E incontáveis manifestações populares, algumas bastante violentas, explodiram em basicamente todos os países que ficam ali.

Como consequência dessas manifestações, 3 ditadores foram derrubados ao longo de 2011: em Janeiro, o ditador da Tunísia caiu; em Fevereiro, o ditador do Egito caiu; e em Agosto, o ditador da Líbia caiu.

Só que os novos sistemas de governo que estão entrando no lugar dos que caíram não parecem ser exatamente o que a gente chamaria de “democráticos”: muitos dos novos governantes do Egito, Líbia e Tunísia falam abertamente que os novos sistemas de governo vão ser inspirados em proibições que o Alcorão faz.

Em outras palavras esses países estão trocando seis por meia dúzia: aparentemente, vão sair antigos sistemas de governo totalitários inspirado no Alcorão e no lugar deles vão entrar novos sistemas de governo totalitários inspirado no Alcorão, no mesmo peso e na mesma medida.

E muito provavelmente, os próprios povos desses países vão aceitar tudo de cabeça baixa.

Explica-se: observando a mentalidade dominante dos países muçulmanos que ficam do Marrocos pra lá, a gente vê que os muçulmanos não gostam de liberdade, mas sim de opressão. Eles gostam de idolatrar a imagem de um homem que impõe a vontade dele a todo o resto da sociedade e que castiga todos que discordem dele severamente, quase sempre com castigos físicos (80 chibatadas, amputação de mão, apedrejamento até a morte...). No entender deles, um governante que se comporta assim está protegendo o povo e impedindo que o povo caia em erro.

Vamos lembrar que o próprio Maomé tratava assim os seguidores dele. Então, até por causa da religião, os muçulmanos gostam de idolatrar a imagem de um ditador, que eles veem como o maior de todos os heróis deles, como o salvador da pátria deles, o grande protetor deles e tal. E quando alguém chega num grupo muçulmano que vive do Marrocos pra lá e tenta instalar a democracia, o próprio povo geralmente não aceita. Eles preferem continuar lá idolatrando o tirano da vez. Quando muito, eles querem trocar um tirano pelo outro, mas não querem dar fim à tirania.

Não se esqueçam de que o último país do Mundo a acabar oficialmente com a escravidão fica no Norte da África. É a Mauritânia: a escravidão lá só foi proibida por lei em 1981, há 30 anos atrás! Isso é um pequeno exemplo de como os povos daquela região ‘gostam’ de democracia e liberdade.

É claro que, se a gente tiver falando de um muçulmano que foi criado na Europa ou nas Américas, ou que pelo menos foi criado tendo acesso direto à cultura ocidental, aí já costuma ser uma situação totalmente diferente. Aí é bem possível que já vá ser um muçulmano com outra mentalidade, né? Provavelmente, ele não vai ter essa idolatria pelo autoritarismo que os muçulmanos do Oriente e do Norte da África têm.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

AS ENIGMÁTICAS BRUXAS DO CANDOMBLÉ

Oi!!!

Como a maioria de vocês já devem ter visto, nos últimos meses eu fiz alguns posts sobre deuses e deusas originários de Oió e das proximidades de Oió, ou seja, os orixás. E também fiz posts sobre deuses e deusas originários do Daomé e das proximidades do Daomé, ou seja, os voduns. São divindades que recebem culto no Candomblé.

Mas acho necessário lembrar aqui de um outro grupo de entidades que, embora com uma frequência bem menor, também recebem culto em alguns grupos específicos do Candomblé: as ia mi oxorongás.

Diferentes dos orixás e dos voduns, as ia mi oxorongás não são deusas. Na verdade, são espíritos de mulheres que já morreram no mínimo há muitos e muitos séculos, de acordo com as pesquisas do Pierre Verger.

O título ia mi oxorongá significa “mãe nossa ancestral”. Essa expressão já deixa claro que elas são figuras matriarcais que já existiam bem antes de todos nós nascermos. E nos mitos africanos, elas são sempre mencionadas como mulheres velhas, lembrando também que todas elas já morreram e o que existe hoje são só os espíritos delas.

Enfim, tudo mostra que se trata de figuras que faziam parte de um povo muito antigo, provavelmente pré-histórico ou quase pré-histórico, que já habitou as florestas nigerianas.

A cidade de Otá parece ter sido a grande pátria das ia mi oxorongás. E as margens do Rio Olontoqui parecem ter sido um dos principais locais onde eram realizados os rituais delas.

Elas aparecem nos mitos como conhecedoras de grandes mistérios e manipuladoras de energias. E essas energias podem produzir a felicidade, a longevidade, a onipotência momentânea e a satisfação dos desejos, mas também os acidentes, o azar, a destruição da felicidade e a morte súbita.

Ao todo, as ia mi oxorongás são mencionadas como 201. A líder, chamada Odu, é a única que consegue manipular energias sozinha. As outras 200 só têm poder quando agem em grupo.

As identidades delas eram sempre escondidas: os nomes pessoais das 200 ia mi oxorongás menos poderosas nunca eram mencionados e todas elas, inclusive a própria Odu, andavam sempre com o rosto coberto.

Embora sejam sempre mencionadas como “feiticeiras”, na verdade elas seriam mais o que atualmente as pessoas chamam de “bruxas” (principalmente na Wicca e em religiões do mesmo tipo): um grupo só de mulheres, que manipulam energias através de rituais e que são praticantes de uma religião matriarcal, milenar e associada à Natureza.

Na maioria dos mitos em que as ia mi oxorongás aparecem, elas são as vilãs da história. E são sempre descritas como irritadas.

O único deus que consegue dobrar a vontade dessas bruxas sem grandes dificuldades é Ifá, embora os mitos expliquem de formas diferentes como ele consegue isso.

As bruxarias que as ia mi oxorongás praticam estão associadas às árvores e aos pássaros.

As árvores mais mencionadas ligadas aos rituais delas são o apaocá, a araticuna da areia, o baobá, a figueira, o iroco, o orobô e, principalmente, a cajazeira.

De acordo com os mitos, a única forma de acalmar uma ia mi oxorongá sem a ajuda de Ifá é pedir o perdão dela em nome das figueiras, pois a figueira é o símbolo da misericórdia dessas bruxas.

Quanto aos pássaros, cada ia mi oxorongá tem o seu.

E ela guarda ele dentro de uma cabaça, mandando o pássaro sair da cabaça quando quer realizar algum ritual específico. E quando termina o ritual, o pássaro volta voando pra dentro da cabaça e é fechado ali pela bruxa.

Os mitos também deixam claro que elas perdem completamente a capacidade de fazer mal a alguém quando determinados tipos de comida são oferecidos a elas. Mas as informações sobre isso são muito vagas.

Os mitos contam que, na época em que eram vivas, as ia mi oxorongás faziam rituais com fetos e intestinos humanos, nos quais bebiam sangue humano e praticavam canibalismo.

É importante lembrar que todas essas práticas são mal vistas e quase sempre abertamente proibidas pela maioria dos grupos do Candomblé. E por isso mesmo, ficamos na dúvida: será que essas informações não foram meio deturpadas? Já que os registros que chegaram até hoje sobre essas bruxas ancestrais são tão vagos, não temos como saber com certeza se elas celebravam rituais com ESSAS práticas. E já que ESSAS práticas são mal vistas dentro do Candomblé, pode ser que alguém, ainda lá na África, tenha atribuído esse comportamento às ia mi oxorongás pra deturpar a imagem delas por algum motivo histórico.

Vamos lembrar, por exemplo, que, na História de outros povos, quando os hábitos religiosos foram reformulados por algum motivo, os praticantes dos dogmas antigos passaram a ser mal vistos. E no caso aqui as ia mi oxorongás eram as próprias matriarcas dos dogmas antigos.

Os próprios mitos que costumam retratar elas como vilãs parecem fortalecer essa teoria.

Bom, como eu disse, os espíritos das ia mi oxorongás recebem culto em alguns poucos grupos específicos do Candomblé, mas é um culto raro no Brasil. Só mesmo grupos que procuram recriar os rituais como eram realmente na sua origem realizam esse tipo de culto, que parece ser associado ao culto de Exu.

Tem também os rituais benéficos delas, que são feitos com 4 cabaças, das quais cada uma deve ser preenchida com uma substância diferente e consagrada a uma divindade diferente: uma cabaça deve ser preenchida com pó branco e consagrada a Oxalá, outra deve ser preenchida com pó vermelho e consagrada a Obaluaiê, outra deve ser preenchida com carvão e consagrada a Ogum e outra deve ser preenchida com lama e consagrada a Odudua.

A maioria dos sacerdotes e sacerdotisas reconhecem que as ia mi oxorongás devem ser lembradas como antepassadas dos atuais nigerianos, mas muitos desaconselham o culto feito a elas, por ser um culto cheio de proibições e do qual as instruções originais já foram perdidas há muitos séculos. Em outras palavras, elas proíbem várias coisas que ninguém mais sabe direito o que são. Então, os devotos delas podem acabar cometendo algum sacrilégio contra elas sem perceber e, consequentemente, provocando a ira delas sem entender o motivo.

Como muchos de uds ya han visto, en los últimos meses he hecho algunos posts acerca de los dioses y diosas originarios de Oyo y de las inmediaciones de Oyo, o sea, los orishas. Y también algunos posts acerca de los dioses y diosas originarios de Dahomey y de las inmediaciones de Dahomey, o sea, los voduns. Todos esos son divinidades adoradas en el Candomblé.

Pero me parece necesario recordar aquí otro grupo de entidades que, aunque con una frecuencia mucho menor, también reciben culto en algunos grupos específicos del Candomblé: las ia mi oxorongás.

Diferentes de los orishas y de los voduns, las ia mi oxorongás no son diosas. En verdad, los estudios de Pierre Verger nos muestran que son espíritus de mujeres que ya están muertas hace muchos y muchos siglos.

La expresión ia mi oxorongá significa “madre nuestra ancestral”. Esta expresión nos muestra claramente que ellas son figuras matriarcales que ya existían muy antes de que todos nosotros hayamos nacido. Y los mitos africanos siempre se las mencionan como mujeres muy viejas, recordando que todas ellas ya se murieron y que todo lo que existe actualmente son sus espíritus.

Como sea, todo indica que se habla aquí figuras que eran miembros de una gente muy antigua, probablemente prehistórica o casi prehistórica, que vivía en las florestas nigerianas.

Se cree que la ciudad de Otá fue la gran patria de las ia mi oxorongás. Y es casi cierto que las orillas del Río Olontoqui eran el lugar donde más eran hechos sus rituales.

Ellas aparecen en los mitos como conocedoras de grandes misterios y manipuladoras de energías. Y estas energías pueden producir la felicidad, la longevidad, la omnipotencia momentánea y la satisfacción de los deseos, pero también los accidentes, la mala suerte, la destrucción de la felicidad y la muerte súbita.

In all, the ia mi oxoronga group has 201 members according to the ancient Nigerian myths. The only one who can manipulate energy alone is their leader Odu. The other 200 members have power only when they’re together.

Their identities were always hidden. The personal names of the common 200 ia mi oxorongas are unknown. And all of them including Odu wore some kind of mask on their faces.

They’re often mentioned as “sorceresses”. But they were actually what people call “witches” nowadays (especially in Wicca and religions of the same kind): members of an all-female millennial matriarchal group connected to Nature who manipulate energy in their rituals.

Ia mi oxorongas are portrayed as villains in most of the myths which mention them. And they’re always described as angry creatures.

The only god who can defeat these witches without too much difficulty is Orunmila. But the myths give different explanations for that.

Ia mi oxorongas’ witchcraft is connected to trees and birds.

The trees which are most connected to their rituals are apaocas, araticunas da areia, fig trees, irokos, orogbos, and before all the others hog plum trees.

According to the myths, the only way to calm an ia mi oxoronga without Orunmila is begging her forgiveness in the name of fig trees. These trees are the symbol of the mercy of these witches.

About their birds, each ia mi oxoronga has her own bird. She keeps the bird inside a calabash and lets it goes out when she wants it to be used in a specific ritual. And after the ritual, the bird flies back to the calabash and the witch closes it inside again.

The myths also make clear that they completely lose the ability to hurt anyone when some specific kinds of food are offered to them. But the pieces of information about it are very vague.

Secondo i miti africani, quando le ia mi oxorongà erano vive, bebevano sangue umano, praticavano cannibalismo e usavano feti e intestini umani nei loro rituali.

È importante ricordare che tutte queste pratiche sono spesso apertamente vietate dalla maggior parte dei gruppi del Candomblé. E così, resta un dubbio: quello che si dice di loro è vero? I record che sono sopravvissuti fino ad oggi su le ia mi oxorongà sono così vaghe che non possiamo sapere con certezza se davvero avevano queste pratiche nei suoi rituali. E visto che queste pratiche sono disapprovate nel Candomblé, è possibile che qualcuno abbia attribuito questo comportamento a queste streghe per travisare loro per qualche ragione storica.

Ricordiamo che quando le abitudini religiose di una società sono riformati per qualsiasi motivo, i seguaci dei dogmi antichi di solito cominciano ad essere visti come persone cattive. E nel caso delle ia mi oxorongà, loro erano le matriarche dei dogmi antichi della Nigeria.

Anche i miti di solito le ritraggono come cattive.

Bene, gli spiriti delle ia mi oxorongà ricevono culto in alcuni gruppi specifici del Candomblé. Ma questo culto è raro in Brasile. Solo i gruppi che cercano di ricreare i rituali come erano in realtà inizialmente fanno questo tipo di culto, che sembra essere legato al culto di Eshu.

Loro hanno anche dei rituali benefici, fatti con 4 calabash. Ogni calabash deve essere piena con una sostanza diversa e offerta a una divinità diversa: si deve mettere polvere bianca in una calabash e offrirla a Obatala, si deve mettere polvere rossa in un’altra e offrirla a Babalù Ayé, si deve mettere carbone in un’altra e offrirla a Ogun e si deve mettere fango in un’altra e offrirla a Odudua.

La maggior parte dei sacerdoti e sacerdotesse del Candomblé riconosce che le ia mi oxorongà devono essere ricordate come antenate della Nigeria di oggi. Ma molti sconsigliano il culto fatto a loro, perché è un culto pieno di divieti e le sue istruzioni originali sono perdute molti secoli fa. In altre parole, loro vietano una serie di cose che nessuno sa più cosa sono. Così, i loro devoti possono commettere un sacrilegio contro di loro senza rendersene conto. E di conseguenza, possono provocare la loro ira senza capire perché.

Até mais!

domingo, 25 de dezembro de 2011

UM LEMBRETE AOS VISITANTES DO Ultra CECG&B QUE SIMPATIZAM COM POLÍTICOS CRISTÃOS

Oi!!!

Aproveitando o dia de Natal, que talvez seja o dia mais valorizado do Cristianismo, vou aproveitar pra fazer um lembrete aos visitantes do Ultra CECG&B.
Vocês já perceberam o que acontece na atual bancada política brasileira quando um político se declara “cristão” em público?
Bom, nem vou falar da perseguição contra os homossexuais e bissexuais porque isso é óbvio e evidente. Mas vocês já deram uma olhada nos outros posicionamentos que os políticos cristãos brasileiros assumem em público?
Eles dizem que quem namora negros, por exemplo, é uma pessoa que não foi bem educada e que não viveu num bom ambiente.

Quem tem alguma dúvida sobre isso, faça uma pesquisazinha na Internet sobre o assunto que vai encontrar políticos brasileiros que se declaram cristãos em público falando isso com todas as letras. E depois botando panos quentes, é claro. Dando a entender que não foi bem isso que eles quiseram dizer e tal.
Outros políticos brasileiros cristãos usam o slogan:

“Homem + Mulher + Amor = Família”

Ou seja, aos olhos dos políticos cristãos, um pai que cria o filho sozinho não constitui uma família junto com o filho dele, porque aí não tem um homem e uma mulher presentes. E uma mãe que cria o filho sozinha não constitui uma família junto com o filho dela, porque aí também não tem um homem e uma mulher presentes.
Então, cuidado quando você encontrar um político brasileiro que faz questão de falar pra todo mundo ouvir que ele é cristão. Muito provavelmente a criatura que você vai encontrar ali se resume ao que eu descrevi acima. Ou, no mínimo, a alguma coisa bem parecida com isso.
Vou deixar esse post só em Português porque, como está claro, se refere a uma situação do Brasil atual. E fica aí algo pra refletir.

Até mais!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

OBÁ e OBALUAIÊ

OBÁ

Essa é a deusa do Rio Obá, na Nigéria.

Embora esse rio seja descrito pelos mitos como um afluente do Rio Oxum, nas pesquisas que eu fiz não consegui localizar nenhum rio chamado Obá naquela região. Então, provavelmente, se trata de um rio que já secou.

No lugar onde o Rio Oxum e o Rio Obá se encontravam, existia uma correnteza violentíssima, que era vista como a manifestação física da luta eterna entre as deusas desses 2 rios.

Obá é sempre descrita como uma deusa guerreira e quase invencível nesse aspecto. Entre todos os deuses e deusas, o único que consegue derrubar ela numa luta física é Ogum.

Apesar disso, os mitos também contam que Obá e Ogum foram amantes.

Mas o relacionamento amoroso de Obá mais mencionado pelos mitos é o casamento dela com Xangô, que nunca é lembrado como uma história feliz.

Obá geralmente é mencionada como a 3ª deusa a se casar com Xangô, que já era casado em poligamia com Iansã e Oxum.

De acordo com a maioria dos mitos, com Iansã, que nunca deu grande importância ao casamento, Obá nunca teve grandes problemas. Mas com Oxum, quase todas as tradições do Candomblé contam que ela sempre viveu numa guerra infinita, disputando o amor de Xangô.

O mito mais famoso sobre esse assunto conta que, através de uma armadilha, Oxum convenceu Obá a cortar uma das próprias orelhas e colocar na comida de Xangô pra usar como tempero. Mas isso só provocou a fúria do deus: enojado com a falta de higiene de Obá e furioso com as artimanhas de Oxum, Xangô disparou raios nas 2 esposas e expulsou elas da presença dele. E enquanto as 2 deusas se afastaram lutando, Xangô proibiu o canibalismo, pra evitar que situações desse tipo voltassem a acontecer.

Em lembrança desse mito, as imagens de Obá quase sempre mostram ela cobrindo a ferida resultante do corte da orelha esquerda com uma das mãos.

Os mitos dessa deusa, além de criticarem os casamentos poligâmicos e lembrarem que eles nunca acabam bem, também mostram que ela não vai ser feliz na vida doméstica, tentando agradar um marido, mas sim enfrentando desafios como uma guerreira. E quem se encontra nessas condições é que deve pedir a proteção dela.

Assim, ela é a deusa protetora das pessoas que são felizes vivendo por si sós, sem constituir família. E devido à turbulência do encontro das águas do rio dela com o rio de Oxum, Obá também é vista como a deusa das águas revoltas em geral.

Como o culto dela se associou fortemente ao culto de Xangô, e como as pedras são ótimas oferendas pra Xangô, essas também podem ser oferecidas a Obá. E como ela era originalmente a deusa de um rio, os melhores lugares pra deixar as oferendas dela são os rios.

O melhor momento pra invocar ela como deusa das águas turbulentas é o 1º dia de Verão (estação em que, devido às tempestades mais frequentes, as águas dos rios ficam mais revoltas). Como deusa protetora das pessoas independentes, não há um momento específico pra invocar ela.

Oba is the goddess of the Oba River, in Nigeria.

This river is described by the myths as a tributary of the Oshun River. But the research I did hasn’t shown me any river called Oba in that region nowadays. So it’s probably a river that is already extinguished.

There was an extremely strong current at place where the Oshun River and the Oba River got together. And this was seen as the physical manifestation of the eternal fight between the goddesses of these 2 rivers.

Oba is always described as a warrior goddess and almost unbeatable in this aspect. Among all the gods and goddesses, the only one who can knock her out in a physical fight is Ogoun.

Even so, Oba and Ogoun are mentioned as lovers by some myths.

But Oba’s most famous love affair mentioned by the myths is her marriage to Shango. However it’s never mentioned as a happy situation.

Oba is usually seen as the 3rd goddess who married Shango. This god was already married in polygamy to Iansan and Oshun.

According to most of the myths, Oba has never had any serious problem to Iansan because the marriage has never been so import for her. But almost all the candomblecist traditions mention an endless war between Oshun and Oba: competing for Shango’s love is deeply present in their lives.

The most famous myth about it tells Oshun used a trick to convince Oba of cutting off one of her ears and putting it in Shango’s food to be used as a spice. But it only provoked the wrath of the god: he got sickened by Oba’s lack of hygiene and furious with Oshun’s tricks. And it caused him to expel the both wives from his presence. The 2 goddesses left fighting against each other while Shango decided to forbid cannibalism in order to avoid other situations of that kind.

In memory of this myth, Oba’s portraits often show her with a hand on the injury caused by the loss of her ear (the left one, usually).

The myths of this goddess criticize the polygamous marriages and remind us that they never have a happy end. But they also show that she’ll not be happy in domestic life trying to please a husband. Her function is fighting as a warrior. And the people who are in the same situation should ask for her protection.

Then, she is the protector of the people who live happy alone without a family. And she is the goddess of rough waters in general due to the turbulence of her river where it arrived to Oshun’s river.

Oba’s worship is extremely associated to Shango’s. And stones are the best offerings to Shango. Then, they can be given also to Oba. They can be thrown into rivers because she was originally the goddess of a river.

The best moment to call for her as the goddess of rough waters is the 1st day of Summer (season when, due to the more frequent storms, rivers are more revolted). And there isn’t a specific time to call for her as the protector of independent people.

Obbá es la diosa del Río Obbá, en Nigeria.

Este río es descrito por los mitos como un afluente del Río Oshun. Sin embargo, la investigación que yo hice no me ha mostrado ningun río llamado Obbá en aquella región actualmente. Así, es probable que sea un río ya está extinguido.

Había una corriente muy fuerte en el lugar donde el Río Oshun y el Río Obbá se juntaban. Y esto era visto como la manifestación física de la eterna lucha entre las diosas de estos 2 ríos.

Obbá es siempre vista como una diosa guerrera y casi imbatible en este aspecto. Entre todos los dioses y diosas, el único que la puede noquear en una pelea física es Oggun.

Mismo así, algunos mitos hablan de Obbá y Oggun como amantes.

Pero la relación romántica de Obbá más famosa mencionada por los mitos es su casamiento con Changó. Sin embargo, nunca se menciona esta relación como feliz.

Generalmente, se habla de Obbá como la tercera diosa que se casó con Changó. Este dios ya era casado en poligamia con Iansán y Oshun.

Segun los mitos, Obbá nunca ha tenido ningún problema serio con Iansán porque el matrimonio nunca ha sido tan importante para ella. Pero casi todas las tradiciones candomblecistas mencionan una interminable guerra entre Oshun y Obbá: compitir por el amor de Changó es algo muy presente en sus vidas.

El mito más famoso que habla de eso dice que Oshun utilizó un truco para convencer a Obbá de cortar una de sus orejas y ponerla en la comida de Changó para usarla como especia. Pero eso sólo provocó la ira del dios: él sentió asco de la falta de higiene de Obbá y se volvió furioso con los trucos de Oshun. Y tal situación lo hizo expulsar a las 2 esposas de su presencia. Las 2 diosas se fueron luchando una contra la otra mientras que Changó decidió prohibir el canibalismo con el fin de evitar otras situaciones de ese tipo.

En memoria de este mito, los retratos de Obbá a menudo la muestran con una mano sobre la herida causada por la pérdida de su oreja (la de la izquierda, por lo general).

Los mitos de esta diosa critican los matrimonios polígamos y nos recuerdan que nunca tienen un final feliz. Pero también muestran que ella no va a ser feliz en la vida doméstica, buscando agradar a un marido. Su función es luchar como una guerrera. Y las personas que están en la misma situación son las que deben pedir su protección.

Entonces, ella es la diosa protectora de las personas que viven felices solas, sin familia. Y ella también es la diosa de las aguas bravas en general, debido a la turbulencia de su río donde llegaba al río de Oshun.

El culto de Obbá está muy asociado al culto de Changó. Y las piedras son la mejor ofrenda a Changó. Así, también pueden ser dadas como ofrenda a Obbá. Pueden ser lanzadas a ríos, porque ella era originalmente la diosa de un río.

El mejor momento para llamarla como la diosa de las aguas bravas es el primer día del Verano (época en que, debido a las tormentas más frecuentes, los ríos son más bravos). Y no hay un momento específico para llamarla como la protectora de las personas independientes.

Obà è la dea del Fiume Obà, nella Nigeria.

I miti parlano di questo fiume come un affluente del Fiume Oshun. Ma la ricerca che ho fatto non mi ha mostrato nessun fiume chiamato Obà in quella regione oggigiorno. Quindi è probabilmente un fiume che è già estinto.

C’era una corrente molto forte al punto in cui il Fiume Oshun e il Fiume Obà si univano. E questo era visto come la manifestazione fisica della lotta eterna tra le dee di questi 2 fiumi.

Obà è sempre descritta come una dea guerriera e quasi imbattibile in questo aspetto. Tra tutti gli dei e dee, l’unico che può vincerla in una lotta fisica è Ogun.

Anche così, alcuni miti menzionano Obà e Ogun come amanti.

Ma la storia d’amore più celebre di Obà menzionata dai miti è il suo matrimonio con Shango. Tuttavia, questo matrimonio non è mai menzionato come una situazione felice.

Quasi sempre si parla di Obà come la terza dea che ha sposato Shango. Questo dio era già sposato in poligamia con Iansan e Oshun.

Secondo la maggior parte dei miti, Obà non ha mai avuto nessun problema serio Iansan perché il matrimonio non è mai stato così importazione per lei. Ma quasi tutte le tradizioni candombleciste menzionano una guerra senza fine tra Oshun e Obà: competere per l’amore Shango è qualcosa profondamente presente nelle loro vite.

Il mito più famoso che parla di questo racconta che Oshun ha usato un trucco per convincere Obà a tagliare uno dei suoi orecchi e metterlo nel cibo di Shango per essere usato come una spezia. Ma questo ha solamente provocato l’ira del dio: lui è diventato schifato dalla mancanza di igiene di Obà e furioso con i trucchi di Oshun. E questo l’ha fatto espellere le 2 mogli dalla sua presenza. Le 2 dee sono andate via combattendo una contro l’altra, allo stesso tempo che Shango ha deciso di proibire il cannibalismo, per evitare altre situazioni di questo tipo.

In ricordo di questo mito, i ritratti di Obà spesso la mostrano con una mano sulla lesione causata dalla perdita del suo orecchio (quello di sinistra, di solito).

I miti di questa dea criticano i matrimoni poligami e ci ricordano che non hanno mai una fine felice. Ma mostrano anche che lei non sarà felice nella vita domestica, cercando di piacere a un marito. La sua funzione è combattere come una guerriera. E le persone che sono nella stessa situazione sono quelle che devono chiedere la sua protezione.

Così, lei è la protettrice delle persone che vivono felici da sole, senza una famiglia. E lei è la dea delle acque furiose in generale, a causa della turbolenza del suo fiume dove si univa al fiume di Oshun.

Il culto di Obà è estremamente associato a quello di Shango. E le pietre sono le migliori offerte per Shango. Così, possono essere date anche a Obà. Possono essere gettate nei fiumi perché lei era in origine la dea di un fiume.

Il momento migliore per chiamarla come la dea delle acque furiose è il primo giorno d’Estate (stagione in cui, a causa delle tempeste più frequenti, i fiumi sono più furiosi). E non c’è un momento specifico per chiamarla come la protettrice delle persone indipendenti.


OBALUAIÊ

Os mitos deixam bem claro que esse é um deus originário do Daomé. Ou seja, a princípio, ele era um vodun, e não um orixá. Mas passou a ser considerado um orixá quando o culto dele chegou a Oió, muito provavelmente levado junto com o culto de Nanã.

Obaluaiê é geralmente mencionado pelos mitos como filho de Nanã, que é a grande conselheira dele (ele faz basicamente tudo o que ela pede). E por isso o culto unido dessas 2 divindades é quase indissolúvel.

O nome verdadeiro dessa divindade é Xapanã. Mas se trata de um nome tabu: só outras divindades podem se dirigir a ele chamando de Xapanã; os humanos têm que usar outros nomes quando falam com esse deus. E embora esses nomes variem muito de um grupo do Candomblé pro outro, os nomes mais comuns são Obaluaiê e Omulu.

Na África, ele era considerado o deus da varíola. Mas no Brasil, passou a ser visto como o deus das doenças epidérmicas e das epidemias em geral.

Originalmente, a função básica de Obaluaiê é fazer as doenças chegarem, durarem algum tempo e depois acabarem, ou seja, o ciclo ‘início → meio → fim’, sempre presente na Natureza.

Vamos lembrar que, com esses poderes, ele pode trazer a cura a um doente que ainda tem recuperação, assim como pode trazer uma nova doença a um doente terminal e irrecuperável que esteja sofrendo muito e assim fazer com que ele morra logo e pare de sofrer.

Mas, principalmente nos grupos umbandistas, ele costuma ser uma das divindades mais mal vistas. Provavelmente porque, na Umbanda, ele geralmente é cultuado junto com Exu. E como muitos umbandistas acreditam que Exu é o diabo, Obaluaiê acaba sendo associado ao diabo também.

Por causa disso, a imagem folclórica que se criou de Obaluaiê em algumas regiões do Brasil é a de um deus perverso que manda doenças terríveis contra os humanos. Mas, como já vimos, não se trata disso.

Provavelmente, a aparência de Obaluaiê também assusta algumas pessoas, pois, como se trata, na origem, do deus da varíola, ele costuma ser retratado com o corpo todo deformado pelas marcas dessa doença. E por isso mesmo, ele se cobre da cabeça aos pés com um enorme capuz de palha.

Ele também é retratado nos mitos como um deus guerreiro que se irrita facilmente. E que a melhor forma de acalmar ele nos momentos de fúria é se deitar encostando a testa no chão em reverência, permanecendo em silêncio. Ele não faz nada contra quem faz esse tipo de reverência diante dele.

Outra forma de acalmar Obaluaiê é agradar Nanã, pra que ela interceda e peça a ele pra não fazer nada contra ninguém.

Em alguns grupos do Candomblé, Obaluaiê era cultuado separado dos outros deuses e deusas (provavelmente por medo de que ele se sentisse incomodado por pessoas que não estão ali pra se dirigir especificamente a ele). Mas esse hábito vem se tornando bem raro nas últimas décadas.

Quando se faz uma oferenda a ele, se deve fazer em 1º lugar um louvor a Exu, em 2º lugar um louvor a Nanã e só em 3º lugar se deve fazer um louvor a Obaluaiê e se dirigir a ele.

Como o culto dele é muito associado ao culto de Nanã, e como os melhores lugares pra deixar as oferendas de Nanã são os pântanos e as florestas, esses também são os melhores lugares pra deixar as oferendas de Obaluaiê.

A melhor oferenda pra ele é a palha, embora, no Brasil, a pipoca seja usada com bastante frequência nesses casos, tanto por candomblecistas quanto por umbandistas.

Os melhores momentos pra invocar Obaluaiê pedindo que ele faça uma doença se retirar são o período de lua-crescente e o 1º dia de Primavera (quando as energias de regeneração estão fluindo com mais força na Natureza); e pedindo que ele acelere a morte de um doente terminal pra evitar sofrimento são o período de lua-nova e o 1º dia de Inverno (quando as energias de morte estão fluindo com mais força na Natureza).

Myths make it clear that Babalu Aye is a god from Dahomey. It means he was originally a vodun. People started seeing him as an orisha when his worship arrived to Oyo. And it’s almost sure it arrived there alongside Nana’s worship.

Babalu Aye is usually mentioned by myths as Nana’s son. She is his great advisor and he does almost everything she asks him to. And so the worship of these 2 deities together is almost inseparable.

The actual name of this deity is Xapana. But this is a taboo name. Only the other deities may call him Xapana while humans have to call him by other names. These names vary greatly from one candoblecist group to another. But the most common ones are Babalu Aye and Omolu.

In Africa, he was seen as the god of smallpox. But in Brazil, he’s been seen as the god of epidermal diseases and epidemics in general.

Originally, Babalu Aye’s basic function is making diseases arrive, last for a while and then stop. It’s the “beginning→ middle → end” order always present in Nature.

Then his powers can bring cure to a sick person who is still recovering. But they can also bring a new disease to a terminally ill person who is suffering hopelessly and make him die in peace.

Especially in umbandist groups he isn’t usually seen as a good deity. It presumably happens because in Umbanda people usually worship him alongside Eshu. Many umbandists believe Eshu is the devil. Then, Babalu Aye is seen as some kind of demon too.

Because of that, the Babalu Aye’s folk image that was created in some regions of Brazil shows us an evil god who sends terrible diseases against humans. But, as we saw above, it’s not the case.

Probably also his aspect scares some people. As the god of smallpox, his portraits often show him totally deformed by the scars of this disease. And therefore, he covers himself from head to toe with a straw full body cloak.

Babalu Aye is also portrayed in the myths as a warrior god who gets angry easily. And the best way to calm him in his moments of anger is lying on the ground touching it with the forehead in reverence, remaining silent. He does nothing against those who do this kind of reverence before him.

Another way to calm him is pleasing Nana. She can intercede and ask him to do nothing against anyone.

In some candomblecist groups, Babalu Aye was worshipped apart from the other gods and goddesses (probably because they were afraid that he would be bothered by people who aren’t there to worship specifically him). But this habit has become quite rare in recent decades.

If you want to give him an offering, first you have to greet Eshu, then you have to greet Nana, and finally you may greet Babalu Aye and talk to him.

His worship is very associated to Nana’s. And the best places to leave Nana’s offerings are marshes and forests. Then, these are also the best places to leave Babalu Aye’s offerings.

The best offering for him is straw. But in Brazil we see several candomblecists and umbandists giving him popcorn.

The best moments to call him asking him to cure a sick person are the crescent-moon period and the 1st day of Spring (when the regenerative energies are flowing most strongly in Nature). And the best moments to call him asking him to kill a terminally ill person are the new-moon period and the 1st day of Winter (when the energies of death are flowing most strongly in Nature).

Los mitos dejan claro que Babalú Ayé es un dios de Dahomey, lo que significa que era originalmente un vodun. La gente empezó a verlo como un orisha cuando su culto llegó a Oyo. Y es casi cierto que llegó allí junto al culto de Nanán.

Babalú Ayé es usualmente mencionado por los mitos como hijo de Nanán. Ella es su gran consejera y él hace casi todo lo que ella se le pide. Y así, la adoración a estas 2 deidades juntas es casi inseparable.

El nombre real de esta deidad es Xapaná. Pero este nombre es un tabú: solamente otros seres divinos pueden llamarlo Xapaná; seres humanos tienen que llamarlo por otros nombres. Estos nombres varían mucho de un grupo candoblecista a otro, pero los más comunes son Babalú Ayé y Omolú.

En África, se lo veían como el dios de la viruela. Pero en Brasil, ha sido visto como el dios de las enfermedades epidérmicas y de las epidemias en general.

Originalmente, la función básica de Babalú Ayé es hacer con que las enfermedades lleguen, que se queden por algún tiempo y después que se vayan. Se habla aquí del orden de “inicio→ medio→ final”, siempre visto en la Naturaleza.

Así, sus poderes pueden traer la curación a un enfermo que todavía se está recuperando. Pero también pueden traer una nueva enfermedad a un enfermo terminal que está sufriendo sin esperanza y hacerlo morirse en paz.

Especialmente en los grupos umbandistas, él no suele ser visto como una divinidad buena. Es de suponer que eso se debe a que los umbandistas por lo general lo adoran junto a Eshu, y muchos umbandistas creen que Eshu es el diablo. Así, Babalú Ayé es visto por ellos como una especie de demonio también.

Debido a esto, la imagen que muchos tienen de Babalú Ayé en algunas regiones de Brasil es la de un dios perverso que envía terribles enfermedades contra los humanos. Pero, como hemos visto anteriormente, no es el caso.

Probablemente, su aspecto también asusta a algunas personas: como es el dios de la viruela, sus retratos lo muestran a menudo totalmente deformado por las cicatrices de esta enfermedad. Y por lo tanto, se cubre de pies a cabeza con un manto de paja enorme.

Babalú Ayé también es representado en los mitos como un dios guerrero que se enoja fácilmente. Y la mejor manera de calmarlo en sus momentos de cólera es lanzarse al suelo, tocandando el suelo con la frente en señal de reverencia y permaneciendo en silencio. El no hace nada contra los que se le hacen este tipo de reverencia.

Otra manera de calmarlo es agradar a Nanán. Ella puede interceder y pedirle que no haga nada en contra de nadie.

En algunos grupos candomblecistas, Babalú Ayé era adorado aparte de los otros dioses y diosas (probablemente porque la gente temía que él iba a sentirse molestado por personas que no están allí para adorar específicamente él). Sin embargo, este hábito se ha vuelto muy raro en las últimas décadas.

Si quieres darle una ofrenda, primero hay que saludar a Eshu, después hay que saludar a Nanán y finalmente, en tercer lugar, es posible saludar a Babalú Ayé y hablar con él.

Su culto está muy asociado a lo de Nanán. Y puesto que los mejores lugares para dejar ofrendas a Nanán son pantanos y florestas, estos también son los mejores lugares para dejar las ofrendas a Babalú Ayé.

La mejor ofrenda a él es paja. Pero en Brasil, vemos muchos candomblecistas y umbandistas que le dan palomitas de maíz como ofrenda.

Los mejores momentos de llamarlo para pedirle que cure a un enfermo son el período de luna creciente y el primer día de Primavera (cuando las energías de renovación están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza). Y los mejores momentos de llamarlo para pedirle que mate pronto a una persona que está sufriendo con enfermedades terminales son el período de luna nueva y el primer día de Invierno (cuando las energías de muerte están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza).

I miti ci mostrano che Babalù Ayé è un dio del Dahomey. Questo vuol dire che lui era in origine un vodun. La gente ha cominciato a vederlo come un oriscià quando il suo culto è arrivato a Oyo. Ed è quasi certo che è arrivato lì insieme al culto di Nana.

Babalù Ayé è solitamente menzionato dai miti come un figlio di Nana. Lei è la sua consigliere principale e lui fa quasi tutto ciò che lei gli chiede. E così, il culto di queste 2 divinità insieme è quasi inseparabile.

Il vero nome di questa divinità è Xapana. Ma questo nome è un tabù. Soltanto le altre divinità possono chiamarlo Xapana, mentre gli esseri umani devono usare altri nomi. Questi nomi variano molto da un gruppo candoblecista ad altro. Ma i più comuni sono Babalù Ayé e Omolu.

In Africa, lui era stato visto come il dio del vaiolo. Ma in Brasile, lo vedono come il dio delle malattie epidermiche e delle epidemie in generale.

In origine, la funzione principale di Babalù Ayé è controllare le malattie, che arrivano, rimangono per un po’ e dopo se ne vanno. Si tratta dell’ordine di inizio→ mezzo→ fine, sempre presente nella Natura.

Così, i suoi poteri possono curare un malato che si sta ancora recuperando. Ma possono anche portare una nuova malattia ad un malato terminale che soffre senza speranza e così farlo morire in pace.

Soprattutto in gruppi umbandisti, non lo vedono di solito come una divinità buona. Questo succede presumibilmente perché nell’Umbanda il suo culto è quasi sempre legato a quel di Eshu. Molti umbandisti credono che Eshu è il diavolo. Così, vedono anche a Babalù Ayé come una sorta di diavolo.

A causa di ciò, l’immagine popolare di Babalù Ayé che è stata creata in alcune regioni di Brasile ci mostra un dio malvagio che invia malattie terribili contro gli umani. Ma, come abbiamo visto sopra, non è il caso.

Probabilmente, anche il suo aspetto spaventa alcune persone. Visto che è il dio del vaiolo, i suoi ritratti lo mostrano spesso totalmente deformato dovuto alle cicatrici di questa malattia. E quindi, si copre dalla testa ai piedi con un mantello di paglia enorme.

Babalù Ayé è anche raffigurato nei miti come un dio guerriero che si arrabbia facilmente. E il modo migliore per calmarlo nei suoi momenti di rabbia è gettarsi alla terra toccandola con la fronte in segno di riverenza, rimanendo in silenzio. Lui non fa nulla contro coloro che fanno questo tipo di riverenza davanti a lui.

Un altro modo per calmarlo è piacere a Nana. Lei può intercedere e chiedere a lui di non fare nulla contro nessuno.

In alcuni gruppi candomblecisti, Babalù Ayé era adorato lontano dagli altri dei e dee (probabilmente perché avevano paura che lui diventasse infastidito da persone che non sono lì per adorare specificamente lui). Ma questa abitudine è diventata abbastanza rara negli ultimi decenni.

Se si vuole dargli un’offerta, per prima cosa si deve salutare Eshu, dopo si deve salutare Nana e, infine, si può salutare Babalù Ayé e parlare con lui.

Il suo culto è molto associato a quel di Nana. E i posti migliori per lasciare le offerte di Nana sono paludi e foreste. Allora, questi sono anche i posti migliori per lasciare le offerte di Babalù Ayé.

La migliore offerta per lui è la paglia. Ma in Brasile si vede diversi candomblecisti e umbandisti dandogli popcorn.

I momenti migliori di chiamarlo per chiedergli di curare un malato sono il periodo di luna crescente e il primo giorno di Primavera (quando le energie rinnovabili scorrono più fortemente in Natura). E i momenti migliori di chiamarlo per chiedergli di uccidere una persona malata terminale sono il periodo di luna nuova e il primo giorno d’Inverno (quando le energie di morte scorrono più fortemente in Natura).