uso óculos escuros
na noite alta
estrelas
pianos
mortos me assustam vivos
respiração descompassada
entre os passos do passado
e os furos do futuro
toco a realidade
através de um véu amarelo
de racionalidade:
não sinto nada
além de falta
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
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sábado, 6 de outubro de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
chora não... segue em paz
sorrio você quando como um chocooky
às 4 da manhã
e saio pro trabalho por outro caminho...
sorrio de mim
quando vejo o sentido da vida
na calça jeans da menina adiante
é preciso sorrir pras alvoradas de Cartola, meu amor...
a dor passará
leve, breve
passarinhos, passaremos...
(Fabio Rocha)
às 4 da manhã
e saio pro trabalho por outro caminho...
sorrio de mim
quando vejo o sentido da vida
na calça jeans da menina adiante
é preciso sorrir pras alvoradas de Cartola, meu amor...
a dor passará
leve, breve
passarinhos, passaremos...
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
ARQUI (INIMIGO E TETO)
a poesia ainda brinca em mim
e por mais que eu me perca-me em versos diversos
a poesia aquieta e ri:
existe
resiste
voltará!
(Fabio Rocha)
e por mais que eu me perca-me em versos diversos
a poesia aquieta e ri:
existe
resiste
voltará!
(Fabio Rocha)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
TENDÊNCIAS E TENDÕES
não se pode mudar
sua própria essência...
uma vida de maremotos
e quando acho um porto
absorvo o absurdo:
mudo
(Fabio Rocha)
domingo, 10 de julho de 2011
PERFUME DE MULHER
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
PARA CARLA E DANIELLE
sou poeta
pela falta de coragem
pra ser palhaço
(Fabio Rocha)
pela falta de coragem
pra ser palhaço
(Fabio Rocha)
domingo, 22 de maio de 2011
MAS
me pego preso de quando em vez
na invencível condição humana
na exaustão da repetição fútil
do que não é nem pode ser
mais
(Fabio Rocha)
na invencível condição humana
na exaustão da repetição fútil
do que não é nem pode ser
mais
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
CAPTURA
quarta-feira, 20 de abril de 2011
GALOPE NÚMERO 910
quando a vida empaca
o poema se solta
cavalo de sol
clave cruzando mares congelados
de palavras não ditas
e beijos não dados
voa e varre
derretendo sal e pele
sul e norte
vida e morte
na mais bela harmonia
(Fabio Rocha)
o poema se solta
cavalo de sol
clave cruzando mares congelados
de palavras não ditas
e beijos não dados
voa e varre
derretendo sal e pele
sul e norte
vida e morte
na mais bela harmonia
(Fabio Rocha)
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
APITAM
faço experiências sociológicas
com as legiões ilógicas
que me habitam
(Fabio Rocha)
com as legiões ilógicas
que me habitam
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 4 de março de 2011
MEDITO:
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
ME RELENDO: NÃO TEM JEITO
é como se minha poesia desse voltas sem dizer nada
ou falasse do tempo
até uma mulher inteira
acelerar inteiramente meu plexo
(Fabio Rocha)
ou falasse do tempo
até uma mulher inteira
acelerar inteiramente meu plexo
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A JATO
no Rio de Janeiro
o melhor é "talvez não"
em Minas, sim
e quando estico a mão
em direção a um quem sabe
encontro ela sorrindo
vindo na mesma direção
no Rio tenho gripe
poluição e cansaço
em Minas sou de aço
no Rio há complicação
fase errada
muito cedo, muito tarde
nulidades em_baladas
perfeições já namoradas
Jesus Cristo e as leis de Deus...
em Minas
atentamente
ela me lê a alma
no presente
no Rio nem rio além:
na plenitude de quases
sempre tem um porém
no Rio tem Santos Dumont
em Minas sou melhor que Drummond:
- Vou voando para Minas, lá sou amigo do rei!
(Fabio Rocha)
o melhor é "talvez não"
em Minas, sim
e quando estico a mão
em direção a um quem sabe
encontro ela sorrindo
vindo na mesma direção
no Rio tenho gripe
poluição e cansaço
em Minas sou de aço
no Rio há complicação
fase errada
muito cedo, muito tarde
nulidades em_baladas
perfeições já namoradas
Jesus Cristo e as leis de Deus...
em Minas
atentamente
ela me lê a alma
no presente
no Rio nem rio além:
na plenitude de quases
sempre tem um porém
no Rio tem Santos Dumont
em Minas sou melhor que Drummond:
- Vou voando para Minas, lá sou amigo do rei!
(Fabio Rocha)
domingo, 20 de fevereiro de 2011
AH, AMAR AS POETAS
levo teu poema na mochila como um diamante
antes que eu te espante
ou você me desencante
(Fabio Rocha)
antes que eu te espante
ou você me desencante
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
DA MUDANÇA CONSTANTE
você ainda não se acostumou?
respiras, apenas...
igual ao universo
porém menos lento:
expansão,
silêncio breve,
recolhimento.
(Fabio Rocha)
respiras, apenas...
igual ao universo
porém menos lento:
expansão,
silêncio breve,
recolhimento.
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
EXCESSO
trago palavras nas órbitas:
sinto muito mas
sinto muito
(Fabio Rocha)
sinto muito mas
sinto muito
(Fabio Rocha)
ROCHA
a pedra seca no plexo
pinga
sangue no chão
do deserto
luta:
uma vítima
na vitória íntima
então
a pedra maior se erguendo em ruído
do trêmulo chão de areia
sob meus pés
me erguendo em som
com a força inconfundível
da voz de Deus
me chamando de filho
pelo escrever da mão
(Fabio Rocha)
pinga
sangue no chão
do deserto
luta:
uma vítima
na vitória íntima
então
a pedra maior se erguendo em ruído
do trêmulo chão de areia
sob meus pés
me erguendo em som
com a força inconfundível
da voz de Deus
me chamando de filho
pelo escrever da mão
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
PÉS FORA DO CHÃO DO ESCRITÓRION
ofiscalizo-me infrutiferamente em papel ofício
ofusca-me a busca de algo fora do escritórion
oficialmente afasto-me do que não me faço em letra
naturalmente - em espaço dois - Times New Roman
ofereço a face com força pra fácil patada que nunca vem
(acaba que trabalho bem - grampeio e carimbo e sorrio um pouco)
mas resisto em palavrar alto e confundo ofuscar com fusca
(em cada fruto meu um farto não estar ali, digitando papéis em planilhas ou vice-versa)
vou sem verso enquanto confundo fiscais de terno com a ternura de ficar
(Fabio Rocha)
ofusca-me a busca de algo fora do escritórion
oficialmente afasto-me do que não me faço em letra
naturalmente - em espaço dois - Times New Roman
ofereço a face com força pra fácil patada que nunca vem
(acaba que trabalho bem - grampeio e carimbo e sorrio um pouco)
mas resisto em palavrar alto e confundo ofuscar com fusca
(em cada fruto meu um farto não estar ali, digitando papéis em planilhas ou vice-versa)
vou sem verso enquanto confundo fiscais de terno com a ternura de ficar
(Fabio Rocha)
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