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domingo, 12 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

SALTO

o grito é baixo?
o mundo, pouco?
bem-vindo ao clube:
você é louco

(Fabio Rocha)

sábado, 21 de agosto de 2010

PRAIA DO RECREIO NUA

lua quase cheia
totalmente linda
chamando pra rua

sento na areia
e a onda passa
e o instante finda

(Fabio Rocha)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

GALOPE

cavalos nos vales dos egos
a sombra de mil olhos cegos
cavalos não mais que cavalos
espasmos sem passos sem mãos
em manhãs de dentes

(Fabio Rocha)

domingo, 8 de novembro de 2009

JÁ HÁ MEIOS?

já amei
com raiva
já amei
sem raiva
já amei
partido
já amei
chegando
já amei
chorando
já amei
sorrindo
já amei
alado
já amei
caindo
já amei
demais:

jamais
amarei
em cheio

(Fabio Rocha)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

INIMIGO MUNDO (HORÁRIO COMERCIAL)


Escalo o muro
escalo o monte
de percevejos

Espalho a raiva
espalho o murro
dos meus desejos
inatingíveis

Escalo a jato
escalo arfante
antes que eu note
o que almejo

(Mas quando é noite
sozinho eu ouço
o meu silêncio...)

(Fabio Rocha)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CECILIANDO

Canto porque o instante ainda existe
e a canção eu sou.

E se a vida se faz triste
ergo o sonho em riste
e cantando eu vou.

(Fabio Rocha)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

QUEM ESCREVE É A CRIANÇA

Na casa antiga do meu sono sonho
subi o muro do quintal com musgo
com muito esforço deito o muro alto
e me levanto ante o céu de chumbo

Poder de falo que o gigante dorme
e qualquer talo de abacate é fundo

Só mais um salto e conquisto o verso
só mais um sonho e desperto o mundo

(Fabio Rocha)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

terça-feira, 27 de março de 2007

CISMA

musa dengosa
exorciza
minha paz
minha casa de meus pais
para que eu possa
caos
para que eu possa
mais

(Fabio Rocha)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

DIFICULDADES IMPEDITIVAS

Ia
onde queria
mais.

Ia
onde queria
paz?

Ia
onde queria
mas...

(Fabio Rocha)

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"A vida é uma questão de nervos, de fibras, de células, que lentamente se criaram e onde reside o pensamento e onde a paixão esconde os seus sonhos. Julgamo-nos fortes, julgamo-nos protegidos. mas basta um nada, uma nuance na cor de um quarto ou de um céu matinal, um perfume que em tempos amamos e que, por um sutil mecanismo, faz reviver em nós, bruscamente, determinados versos de um poema que julgávamos esquecido; um acorde, recordando-nos uma peça de música que cessáramos de tocar... Sim, Dorian, afirmo-lhe, é disso que a nossa vida depende."

Oscar Wilde - Trecho da personagem Lord Henry, do livro "O Retrato de Dorian Grey" (Os grandes clássicos, Otto Pierre editores, 1979, p. 329)

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

NÁUFRAGO

Para Priscila Holanda

Quando tudo falha
e a madeira range
e a casa rui

Quando tudo ruim
e uma cor cinzenta
sombreia a placenta
sem nascer a luz

Quando o som da noite
entra pelo dia
trazendo vertigem
pra quem tem sentir

Quando o não sentido
se faz percebido
e o desespero
cabe num olhar

Quando a luta pouca
sai duma voz rouca
querendo dormir

Me agarro num poema.

(Fabio Rocha)