do céu bucal ao chão gelado:
centelha de dente líquido passado
salivo pelo estado da guanabara não-vermelha
onde a sua boca se esconde
(a sua boca que não me salva, eu sei)
mas onde
onde a sua boca se esconde?
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
sábado, 27 de março de 2010
IDENTIFICAÇÃO (ENQUANTO MOSQUITOS ME MORDEM)
apenas tocar com palavras as almas semelhantes nos faz assim, querer mais, escrever mais, ser menos. mas não é matemática. não há equação que nos resolva a solidão que resta. o resto da divisão é sempre maior que zero, número primo. ah, meu Zeus, quanto tempo subtraí a essa existência calculando integrais e derivadas de senos e cossenos sabendo-se que coçava-se o saco nos planos superiores de carreira chata e monótona que agora me alcança, com bolsos cheios e coração vazio? talvez não. talvez não. talvez o problema seja mulher. talvez o problema seja eu. talvez, a falta de bebida e de drogas opiáceas. talvez não. talvez não haver Yoga nas sextas-feiras. talvez eu não conversar mais com o leitor, né, leitor, nem colocar maiúsculas onde deveriam... talvez a falta da análise do sonho da crença do encontro da esperança. talvez só a falta. a noite? a FALTA. talvez não.
(Fabio Rocha)
(Fabio Rocha)
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
SE AGARRO
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