terça-feira, 18 de novembro de 2014
A seca que esta acontecendo no Centro sul do Brasil.
Creio que todos que se preocupam com o que esta acontecendo com o nosso planeta , já deve ter visto que uma região do Brasil que sempre teve água em abundancia ,esta sofrendo com a falta de água.A falta de água que esta ocorrendo não é só pela falta de chuva que assola a região, é também pelo desmatamento que quase riscou do mapa a Mata Atlântica, fazendo com que as nascentes dos rios secassem ,e também pelo desmatamento da Amazônia ,que ao cortar as árvores eu então provocando incêndios para limpar o terreno, fazem essas árvores desaparecerem , com isto um volume muito grande de umidade deixou de se transformar em nuvens.
As nuvens que são formadas pela evaporação ,que as árvores criam, descem da Amazônia e se precipitam no centro sul do pais ,alimentando os reservatórios de água que posteriormente vão matar a cede dos Paulistas ,Cariocas, Baianos, Goianos e outros.
Esta semana assistindo ao noticiário da tevê, tomei conhecimento que nos últimos meses houve um desmatamento na Amazônia de um milhão de hequitare de floresta ,com isto só poderá piorar a seca.
Outro local que esta passando pelo mesmo sofrimento, é as pessoas que moram e depende das águas do Rio São Francisco ,este rio tem sua principal nascente,seca e seu leito esta assoreado, com isto há uma diminuição do volume de água muito grande , que está fazendo com que sua água na foz do rio perca força de jogar suas águas no oceano, com isto o mar entrou 5 Km rio acima ,tornando a vida daqueles que depende do rio uma catástrofe.Porém, tudo isto parece uma coisa distante de muitos brasileiros e porque não habitantes deste mundo que no fundo Não esta nem aí para o que vem a contecendo. E o maior absurdo é que o governo quer tirar água do São Francisco para irrigar o Sertão Nordestino. Quer maior irresponsabilidade que esta ?
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Lixões uma tragédia ecológica construída pelos seres humanos.
Muito tem se falado na necessidade de se transformar os lixões em aterro sanitário.Porém ,os nossos governantes ,que na sua maioria estão despreparado para ocupar o cargo, não fazem nada para corrigir o problema , fingem que não sabiam o que estava acontecendo com o lixo de sua cidade, inventam desculpas de falta de dinheiro e uma serie de mentiras para justificar a não construção dos aterros sanitário.
Já existe uma lei que obriga os chefes dos executivos das cidades Brasileiras a substituir os lixões pelos aterros sanitários e até multas eles podem ganhar se não o fizer.
Porém todos nós sabemos que a nossa justiça e lerda , e até que se tome providencia a respeito do assunto já se passou anos, e tudo continua como antes “ UM LIXO”.Não se tem a menor responsabilidade, e não se conhece as consciência que este lixão trás para a saúde da população.
As pessoas saem as ruas pedindo saúde e educação.Porém, não são capazes de ler ou pesquisar de onde vem a saúde ruim, isto esta ligado a educação, porque as pessoas não tem a menor vergonha na cara de jogar lixo em qualquer lugar,não cobram de seu Prefeito o cumprimento da lei. Estamos em plena campanha política para Presidente e Governador, e muito pouco se tem falado sobre o meio ambiente e o compromisso que estas pessoas tem com a saúde pública deste país.Quantas vezes, vocês contribuintes e cidadãos brasileiro pediram a um político que cuidasse melhor de nosso meio ambiente?
Na cidade onde moro, o lixo é jogado em um lixão, que por sua vez fica perto de uma comunidade carente, e este lixo está se transformando em uma montanha de lixo que põe em risco a saúde daquelas pessoas e, por conseguinte põe em risco a nossa saúde, porque o nosso lixão não fica longe da cidade e não é difícil notar que certos dias, a cidade é invadida por moscas de todo o tamanho, e que provavelmente são oriundas do lixão que estamos construindo para, quem sabem adoecer as pessoas e assim dar mais trabalhos para os médicos, vender mais remédio e quem sabe dar mais lucros as PAX que aqui se proliferam( PAX são empresas que cuidam do sepultamento de pessoas que morrem).
O povo é despreparado até no que pedem nas ruas , e não sabe que as doenças em grande parte,pode ser evitada por nós mesmo.Bastando apenas reivindicar o cumprimento das leis que estão aí e não é obedecida .Vamos nos acostumar a exigir dos nossos governantes que o meio ambiente também é uma prioridade de um povo civilizado.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
A Groelândia em perigo!
O hemisfério norte é o que está mais sofrendo com o aquecimento global e temos ainda as ações dos homens sobre ele, em especial na Groelândia, que é uma grande ilha coberta por gelo , que nos últimos verões vem perdendo grandes quantidades de gelo. Assim não só pondo em risco as pessoas e os animais que vive naquele ecossistema.Citamos ainda a grande quantidade de água doce que compõe a Groelândia , que se este gelo todo derreter, nós teremos um volume de água doce muito grande no mar, podendo parar as correntes marinhas e assim agravar o aquecimento global, porque sabemos que as correntes marinhas são as grandes responsáveis pelo equilíbrio e distribuição das temperaturas do planeta.
Como se tudo isto já fosse uma catástrofe, agora este gelo que ainda resiste nesta parte do mundo, está sendo coberto por uma camada de fuligem negra ,que é proveniente das Taiga.Também conhecida como Floresta de Coníferas,ou floresta Boreal, perfaz uma faixa que abrange a Ásia, América do Norte e Europa e está limitada ao norte com a Tundra, e ao sul com a Floresta Temperada. A vegetação da Taiga apresenta uma boa adaptação ao clima extremamente frio dessas regiões.l Que cresce no hemisfério norte e abrange dês do Alasca , Canadá e vai até a Sibéria, sendo considerada a maior floresta do mundo maior até do que a Amazonas.
Ali tem havido incêndios florestais muito grandes, maiores do que os que acontecem no Brasil, e toda esta fulgem vão se depositando encima deste gelo agravando o seu derretimento, porque as cinzas das queimadas dão a superfície do gelo uma coloração negra ,que absorver maior quantidade de calor e conseqüentemente aumenta do derretimento deste gelo.
O que me surpreende é que as varias autoridades que governam o nosso planeta ao invés de tentar inibir as queimadas, continuação com está prática ,que Poe em risco á vida de todos nós animais e pessoas. Ainda vão explora petróleo neste ecossistema tão debilitado e necessitando de ajuda ,e não de mais destruição.O nosso mundo ficou totalmente louco, a ganância e o poder estão expondo ainda mais o espírito de maldade e terror que mora nos corações de algumas pessoas sem se importar com a vida do planeta.Estes indivíduos são os verdadeiros abutres da humanidade que não deveria ter nascido, deveria ter continuado no inferno ,onde é sua verdadeira casa , e nós meros cordeirinho aceitamos tudo isto passivamente e covardemente, porque não só nós mão damos valor a nossas vidas , mais também não nos importamos com nossos futuros netos e filhos ,que encontraram um mundo dilapidado e destruído que só trarão dor e sofrimento a eles.
MINHA DEFINIÇÂO DE HUMANIDADE
“A Humanidade é um aglomerado de idiotas governado por imbecis que tem o costume de pisar no pescoço dos covardes e omissos até que o local onde for feito”.moramos se torne uma lixeira fedorenta infestados de ratos que nós iremos nos tornar se nada


sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Os tubarões podem entrar em extinção.
Todos nós já ouvimos falar, que está havendo uma caçada aos tubarões muito grande pelo mundo, em especial na Ásia, tudo porque, corre pelo mundo a noticia que as barbatanas dos tubarões são afrodisíacas.Mas ,que noticia sem nenhum fundamento é essa!Só pode ter saído da mente de um aloprado tão grande idiotice.
O tubarão é um peixe como outro qualquer, que tem sua função na cadeia alimentar dos oceanos, e não pode ser extinto, porque causaria um desequilíbrio ambiental muito grande.Sua barbatana não tem nenhum componente especial que o resto de seu corpo não tenha, sua carne é comestível.
Porém, surgiu alguém que não se sabe de onde “e nem de que planeta caiu”,que começou a dizer que sua barbatana é afrodisíaca , então uma grande onda de idiotas começaram a casar os animais e retirar somente a barbatana , e seu corpo é jogado ao mar ainda com vida, para que outros animais o devore, quando isto não acontece ,ele morre por falta de ar.Aí você me pergunta : ele não é um peixe? E não vive no mar? Como é que ele morre por asfixia? O tubarão é um animal que tem que estar em movimento o tempo todo, para que a água passe constantemente por suas guelras e assim ele retira o ar que precisa para viver e está dissolvido na água, se ele parar de nadar a água não passa por suas guelras e ele morre afogado, sem ar.
Esta caçada acontece em todo mundo. Porém, nas Ilhas Gallapagos, onde O naturalista Darwin fez vários estudos que entre eles nós temos “A teoria da Evolução das Espécies” Tem sido um ponto onde se desenvolve com mais intensidade esta matança, ameaçando espécies de tubarões que só ali tem em mais quantidade.As autoridades do local tem desenvolvido esforços para inibir esta prática.Porém, não conta com recursos suficientes para fazer frente a esta matança .As autoridades mundiais deveriam entrar nesta guerra e por fim a este massacre de tubarões e a esta idéia que as barbatanas deste animais são afrodisíacos e também uma iguaria nefasta .
Isto tem que parar !Não pode continuar havendo tal pratica absurda e ante ecológica, as autoridades Brasileiras deveriam proibir esta pratica nas águas Brasileira das 200 milhas marítimas, e dar o exemplo a povos que se diz culturalmente evoluídos .Porém, mentalmente atrofiado.Será que estas pessoas não ouviram falar em medicamentos afrodisíacos que funciona muito bem como D`Javu , Viagra e outros.Hora o planeta já está sendo atacado por todos os lados por empresas gananciosas e pessoas sem escrúpulos, e agora surge este tipo de pessoas , de “miolo mole “ que aos poucos vão destruindo tudo que passa por sua frente, assim dentro de muito pouco tempo, não só a terra firme será destruída mas, também nossos mares se tornarão grandes poças de lama sem vida.
Artigo escrito por Roberto Bassi
Artigo escrito por Roberto Bassi
sábado, 13 de setembro de 2014
A falta de chuva em São Paulo e vizinhança.
Esta semana quem teve a oportunidade de ver na tevê, uma reportagem sobre a falta de água em São Paulo e vizinhança poderão entender o mal que estamos fazendo ao nosso meio ambiente.
Para quem não viu ou não entendeu eu vou explicar. Tudo tem inicio na Amazônia, aí você me pergunta:Como é que uma coisa que começa na Amazônia pode afetar São Paulo? Então vejam como é possível! Uma árvore de porte grande pode liberar para a atmosfera, até 500litros de água em forma de umidade.E quantas árvores nós temos na Amazônia de porte grande?Temos milhares , que aos poucos vão desaparecendo pela ação do homem, através de desmatamento ilegal e queimadas de todos os tipos , inclusive aquelas que o IBAMA autoriza.Como eu ia dizendo, Toda essa umidade formam nuvens de chuva que são levadas pelo ventos em direção ao Pacifico.Porém entre a Amazônia e o Pacífico temos as Cordilheiras do Andes que impedem que estas nuvens chegue até ao Oceano pacífico, então elas vem descendo costeando os Andes e despejam toda a sua água nos países vizinhos, como a Bolívia, Paraguai e Argentina.No Brasil mais especificamente no interior ,justamente onde temos os reservatórios de água que abastece o Estado de São Paulo, Parte de Minas, Rio de Janeiro e parte menores de outros Estados que até este momento tem conseguido se livrar do problema . O que esta acontecendo agora é que as poucas nuvens que se formão, tem despejado suas águas no Estado do Acre e Rondônia, onde vimos a poucos dias fortes enchentes que quase riscaram estes dois Estados. Porém , futuramente se as coisa continuarem assim ,iram fazer parte da lista dos Estados sem água. Em conseqüência disto ,as nossas hidroelétricas não tem água para produzir energia, obrigando a lançar mão de geradores a diesel e carvão que são altamente poluidores ,agravando assim o problema ,pois aumenta o aquecimento global, e prejudica nossa qualidade de vida.
Eu acredito que o problema que estamos sentindo não irá terminar logo, porque como já disse continuam a desmatar e queimar, e mais árvores são destruída todos os dias.Ou quebramos este ciclo vicioso ou então sofreremos muito pela nossa burrice e egoísmo, por não querer abrir mão de um conforto ,puramente falso que está aos poucos nos levando para “um beco sem saída”
Artigo escrito por Roberto Bassi
Artigo escrito por Roberto Bassi
terça-feira, 2 de setembro de 2014
O Brasil a caminho da falta de água
O Brasil a caminho da falta de água
No último domingo, passou na tevê ,uma reportagem sobre a falta de água que vem enfrentando São Paulo e outros Estados brasileiros.
A triste realidade é que o desmatamento e as queimadas na floresta Amazônica, e a responsável pela falta de água, e a tendência é piorar, porque tanto as queimadas como os desmatamentos continuam. O governo brasileiro não tem feito muito, apesar das propagandas falarem ao contrário.
Isto não está acontecendo só no Brasil, outros países estão agredindo o meio ambiente com igual intensidade e de varias formas.Vejamos a Rússia e os Estados Unidos, ambos estão tentando explorar petróleo no Ártico, local que já vem sofrendo pela agressão do homem. Mas, me parece que isto não incomoda a estes países.Ainda posso citar a caça a baleia feita pelo Japão, Noruega e Dinamarca, países dito desenvolvido e que destrói a fauna marinha sem remorso.Na Austrália o maior banco de corães marinhas estão morrendo, devido a poluição do mar e ao aumento da temperatura ,por conta do aquecimento global, que alguns cientistas teimam em dizer que não existe.Porém existe sim! Tanto existe que o pólo Ártico no verão quase não apresentam gelo, e as pesquisas indicam que em 2016 no verão o ártico estará totalmente sem gelo ,e os animais desta região estarão ameaçados. de desaparecer.
Como pode se ver, só citando alguns exemplos de agressão ao meio ambiente, já é o suficiente para identificar que o “bicho homem”, é uma “maquina de destruição” onde seus interesses se sobrepõem aos interesses dos demais animais que tentam sobreviver com nós .Porém, eles tem pouca chance de ter êxito, haja visto o nosso poder de destruição do planeta.
Portanto se um dia houver falta de água em todo planeta, os únicos culpados seremos nós”Seres desenvolvidos e com uma inteligência superior aos demais animais”.
Artigo escrito por Roberto F.Bassi
Este será nosso fim!!!
Este será nosso fim!!!
sábado, 23 de agosto de 2014
O que ira acontecer no verão de 2016 no Ártico?
Já sabemos que a cada ano o Ártico vem perdendo sua camada de gelo, e isto é mais acentuado no verão.
E já sabemos também, que o Ártico é a casa de animais que só existem ali. Como exemplo temos o Urso Polar.Alguns cientistas já admitem que em 2016 no verão não existirá mais gelo nessa parte do planeta , se isto acontecer, será um golpe muito grande para o ecossistema do planeta e toda vida no planeta terra , inclusive a nossa.
O aquecimento global é o grande vilão nesta história, apesar de alguns cientistas afirmarem o contrário, provavelmente em defesa de alguns interesses de grandes empresas que tiram lucros sem que as populações do mundo não tomem conhecimento do que eles estão fazendo. Porém, é uma política burra! Se o planeta entrar em colapso, todos nós estaremos sujeitos as conseqüências deste ato insano não adiantarão nada ter dinheiro, porque até as moedas dos planetas poderão ser destruídas com as catástrofes que estão perto de acontecer, se o homem continuar a agir do modo como vem se comportando com referencia ao planeta.
Não podemos deixar que isto aconteça! Temos que fazer algo para evitar esta tragédia que está por vir! Os Ursos Polares, assim como as raposas do Ártico e outras espécies que ali vivem , e só ali estarão presente, desempenham um papel em nossas vidas muito importante. Com a sua destruição, estaremos assinando a nossa também, e o que é pior não tem volta , é uma estrada de mão única, esses animais em toda extensão da cadeia alimentar participam de controle das espécies e se uma só espécie sobreviver irá colocar em risco todas as demais espécies da terra devido, a não haver mais inimigos naturais ,e seu desenvolvimento irá aos poucos corroendo outras espécies até chegar à nossa aí, então, será nosso fim ,e dinheiro nenhum irá comprar nossa sobrevivência.Nós, população do planeta terra, somos culpados seja por ação ou omissão.O que devemos fazer? Gritar, espernear e exigir de nossos governantes uma posição de defesa do planeta, e ainda não contribuir com as ações que estamos acostumadas a fazer, ai seja : desmatar, fazer queimadas, reciclar o lixo,não capturar animais silvestres para venda,economizar água e tantas outras ações que há tempos vemos falando e transmitindo a todos.
O planeta terra esta clamando por socorro, não vamos ignorar este pedido desesperados da casa em que moramos e que nos dá de tudo, e se soubermos pedir ,continuaremos protegidos e alimentados!
Autor do artigo Roberto Bassi
sábado, 16 de agosto de 2014
Aquecimento global está mudando a gravidade da Terra
Estudo da NASA mostrou que o planeta se aqueceu 0,75 Cº em 100 anos
por Redação Galileu
A Nasa declarou que registros atualizados das temperaturas globais confirmaram que o planeta se aqueceu quase um grau Celsius desde 1900. O relatório, chamado Met Office, também apresentou evidências de que o constante derretimento das geleiras estaria modificando a gravidade da Terra.
Para chegar a essas conclusões, a NASA valeu-se de bancos de dados abrangentes sobre o planeta, observações de temperatura marinha e informações de estações meteorológicas da África, Rússia e do Canadá. O satélite GRACE também foi recentemente lançado para a medição do impacto do derretimento de gelo sob a gravidade.
Utilizando tecnologia 3D e imagens captadas pelo GRACE, a NASA divulgou imagens que comprovam visualmente as alterações gravitacionais.Na imagem de 1995, a gravidade aparece dessa forma // Crédito: NASA Com a perda de massa das geleiras, o nível dos oceanos de alteram e a configuração da Terra muda // Crédito: NASA
O GRACE, que na verdade são dois satélites gêmeos, foram capazes de medir do espaço o derretimento das geleiras na Groenlândia com alta precisão. Como eles monitoram a própria trajetória de vôo e tempo em órbita são capazes de capturar pequenas mudanças na gravidade.
Com o derretimento das geleiras, o nível dos oceanos sobe, gerando alteração da gravidade. Estima-se que 240 toneladas de gelo derreteram na Groenlândia entre os anos de 2002 e 2011, o que fez o nível dos oceanos subir 0,7 mm por ano. Com isso, o campo gravitacional sofre mudanças, que, mesmo ligeiras, poderão ter conseqüências a longo prazo.
O planeta também está ficando mais quente. Os dados apontaram também que as temperaturas se elevaram 0,75 ºC ao longo de cem anos. Pode parecer pouco, porém a maior parte desse aumento aconteceu nos últimos dez anos. De 2005 a 2010 foram os anos mais quentes já registrados, mas, segundo a NASA, tudo indica que esse ano baterá o recorde de elevação de temperatura.
Fonte site GALILEU
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Pólo Norte vai descongelar totalmente no verão de 2016
O gelo do Pólo Norte vai derreter totalmente durante o verão de 2016, segundo Peter Wadhams, um especialista em gelo marinho. Wadhams qualifica este fenômeno de "desastre global", mas recorda que já tinha avisado para o perigo.
Peter Wadhams é um dos principais especialistas do mundo em gelo marinho e afirmou, em entrevista ao jornal "The Guardian", que, durante o verão de 2016, todo o gelo que existir no Ártico vai derreter.
O investigador defende que, para tentar inverter este "desastre global", é necessário fazer muito mais do que tem sido feito. Já não basta planear medidas para travar as alterações climáticas, é preciso "analisar urgentemente outras vias de travar o aquecimento global, como as soluções da geoengenharia propostas até agora".
Wadhams é responsável por um projeto que analisa a espessura do gelo no ártico com recurso a submarinos que conseguem navegar por baixo das placas de gelo. O perito recorda que, durante anos, avisou que este fenômeno poderia acontecer.
"Previ [o colapso do gelo marinho durante os meses de verão] durante anos. A causa é o aquecimento global: devido ao clima, houve menos formação de gelo durante o inverno e mais degelo no verão", explica.
Assim, no verão de 2016, Wadhams prevê que o processo de degelo do Pólo Norte culminará e os glaciares atualmente existentes não vão ser mais do que água. O investigador previne que será um acontecimento "terrível" para todo o planeta.
Fonte: jornal de Noticias
sábado, 9 de agosto de 2014
Meteorologia já prevê a mesma falta d’água em São Paulo em 2015
Leiam com atenção ,e depois me digam se o fenômeno Efeito Estufa , não tem uma participação grande nisto.
Nível do Sistema Cantareira, segundo Climatempo, estará em 12% em março
POR TIAGO DANTAS E GERMANO OLIVEIRA
SÃO PAULO — Moradores da Região Metropolitana de São Paulo devem continuar sofrendo os efeitos da falta d’água no Sistema Cantareira, o maior do estado, no ano que vem. O volume de chuvas do próximo verão deve ficar um pouco abaixo da média histórica e não será suficiente para recuperar as represas que estão secas.
Estudo feito pela Climatempo Meteorologia aponta que o nível do Cantareira estará em torno de 12% em março do ano que vem, caso se confirmem as previsões de chuva, e o consumo de água seja mantido no período. O percentual é praticamente o mesmo registrado em 31 de março deste ano, quando terminou a estação chuvosa.
VEJA TAMBÉM
Sem chuva, interior de São Paulo vive pior seca em 70 anos
Paulistanos denunciam rodízio de água disfarçado negado pelo governo
Alckmin diz que uso do termo racionamento é 'equívoco'
Mais de um terço dos brasileiros tem serviço precário de água
— Analisando o comportamento das represas do Sistema Cantareira nos últimos anos, vemos que, quando a estação chuvosa, de outubro a março, fica dentro da média, o sistema tende a recuperar cerca de 30%. Para o próximo ano, a gente vai ter que encher o volume morto, que dá cerca de 18%, e só vão sobrar 12% de volume útil — diz a meteorologista Bianca Lobo.
A média histórica de chuva no período chuvoso é de 1.250 mm. Os índices do último verão chegam à metade da média. O governo paulista classifica o cenário como a pior seca dos últimos 80 anos e assim justifica a crise hídrica que atinge o estado. Embora seja um fenômeno raro, sinais de que isso ia acontecer podiam ser observados desde 2011, segundo Bianca:
— Os verões de 2011/2012 e 2012/2013 já tiveram níveis de chuva abaixo da média. Por mais que seja um fenômeno raro, com período de retorno muito alto, era possível prevê-lo. Para o próximo verão, a previsão não deve mudar. Esperávamos que o fenômeno El Niño trouxesse mais chuvas, mas ele não será tão forte.
Apontado por especialistas como uma forma de reduzir o impacto da falta d’água nas represas, o racionamento de água não deve ser adotado pela Sabesp este ano. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) diz que o abastecimento está garantido até março do ano que vem e estuda usar, antes do fim do ano, o volume morto de outra represa do sistema Cantareira.
CANTAREIRA: 14% DA CAPACIDADE
Ontem, o Cantareira tinha 14,4% de sua capacidade (já contando os 18% do volume morto). Segundo maior produtor de água do estado, o Sistema Alto Tietê começou o dia com 19,4%. O reservatório está em queda desde que começou a ser utilizado para socorrer o Cantareira.
Moradores da capital têm se queixado cada vez mais de que um rodízio disfarçado está em curso. A Sabesp diz que reduz a pressão dos canos à noite para limites estabelecidos em normas nacionais como forma de evitar que o rodízio ocorra.
SECA AFETA AS SEIS BACIAS DO RIO TIETÊ EM 200 CIDADES
A seca que atinge São Paulo afetou todas as seis bacias do Rio Tietê, com aproximadamente 200 municípios e 27 milhões de pessoas. Embora todas as bacias estejam sendo atingidas, em alguns locais o problema se agrava, como na cidade de Itu.
Além da bacia do Alto Tietê, que abastece nove milhões de pessoas, todas as outras cinco enfrentam dificuldades.
— O racionamento de água ocorre desde fevereiro em Itu e Saltinho (a 80 quilômetros de São Paulo). Nesses municípios, só tem água a cada três dias — diz Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.
A seca no interior paulista afeta a safra agrícola. De acordo com José Roberto da Silva, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria da Agricultura de São Paulo, o setor sofre com o calor excessivo. A cultura mais prejudicada é a do milho, que terá quebra de safra de 33% (os agricultores colherão 2 milhões de toneladas, contra 3 milhões em 2013). As perdas da soja serão de 17% (1,5 milhão de toneladas, contra 1,8 milhão no ano passado). A cana-de-açúcar terá perda de 8% (409 milhões de toneladas, contra 444,4 milhões no ano passado). São Paulo produz 70% da safra brasileira de açúcar e álcool.
— O problema é que, se não chover em setembro, não tem como preparar o solo para o plantio da safra do ano que vem, e, fatalmente, teremos redução também na safra em 2015 — diz José Roberto.
Celso Torquato Junqueira Franco, presidente da União dos Produtores de Bioenergia (Udope), explica que a redução na safra de cana no estado já obrigou as destilarias da região de Araçatuba e Andradina a demitirem pelo menos mil pessoas.
Fonte : O GLOBO
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Crise da água em São Paulo: Quanto falta para o desastre?
O que acontecerá com as torneiras de São Paulo – e o que ensina a pior crise de água da maior metrópole do país
Verão de 2015. As filas para pegar água se espalham por vários bairros. Famílias carregam baldes e aguardam a chegada dos caminhões-pipa. Nos canos e nas torneiras, nem uma gota. O rodízio no abastecimento força lugares com grandes aglomerações, como shopping centers e faculdades, a fechar. As chuvas abundantes da estação não vieram, as obras em andamento tardarão a ter efeito e o desperdício continuou alto. Por isso, São Paulo e várias cidades vizinhas, que formam a maior região metropolitana do país, entram na mais grave crise de falta d’água da história.
>> O Brasil pede água
A cena não é um pesadelo distante. Trata-se de um cenário pessimista, mas possível, para o que ocorrerá a partir de novembro. Moradores de São Paulo sentem, hoje, o que já sofreram em anos anteriores cidadãos castigados pela seca em Estados tão distantes quanto Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco. A mistura de falta de planejamento, administração ruim, eventos climáticos extremos e consumo excessivo ameaça o fornecimento de água em cidades pelo Brasil todo. O episódio ensina lições aos governos. E exige respostas para perguntas que todo cidadão deve fazer a si mesmo e aos candidatos nas próximas eleições.
COMO A CRISE SURGIU?
A crise em São Paulo é, em parte, consequência da falta de água nas cabeceiras de rios que abastecem o Sistema Cantareira. Trata-se de um conjunto de represas responsável por abastecer 9 milhões de habitantes na Grande São Paulo. Todo esse sistema depende das chuvas do verão. Em anos normais, nos meses secos e frios, de junho a agosto, a precipitação é de menos de 150 milímetros. Isso é, normalmente, compensado no primeiro trimestre, que soma cerca de 600 milímetros. Desde o ano passado, as chuvas não vêm no volume esperado. “A maioria dos meses de 2013 já havia registrado níveis de pluviosidade abaixo da média dos últimos 30 anos”, diz o meteorologista Marcelo Shneider, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “A situação ficou pior a partir de outubro e novembro. Foi um clima anômalo em todo o Sudeste, não apenas na Cantareira.” Nos três primeiros meses de 2014, em vez dos esperados 600 milímetros, caíram menos de 300 milímetros.
O governo estadual põe a culpa na falta de chuva, mas ela não explica a história sozinha. A estiagem deste ano apenas tornou evidente quanto o sistema é frágil e quão escassa a água é, mesmo num país tropical. O Sistema Cantareira existe desde a década de 1970. Ele retira água das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Em 2004, a Sabesp (empresa de abastecimento da capital e de outras cidades) fez obras, aumentou o volume do Sistema Cantareira e renovou sua autorização para administrá-lo. O governo estadual permitiu a retirada de 36.000 litros de água por segundo, a maior parte destinada à Grande São Paulo. Esse volume de extração, segundo Antonio Carlos Zuffo, hidrólogo da Unicamp, supera o recomendável para a capacidade das represas. “Quando a outorga foi renovada, o governo subiu o volume de litros que poderia ser retirado com a condição de que fossem feitas mais obras para aumentar a capacidade de armazenamento das represas. E elas não ocorreram no ritmo previsto”, afirma.
A renovação da outorga previa a revisão de estudos hidrológicos, a criação de um plano de contingência para situações emergenciais e ações para reduzir a dependência que São Paulo tem do Sistema Cantareira. Nem todas as ações planejadas foram colocadas em prática. O problema chamou a atenção do Ministério Público. A promotora Alexandra Martins acredita que o poder público não deu a devida atenção ao caso. “Detectamos uma série de problemas no cálculo da destinação de água a cada área. A população cresceu muito e o volume não foi ampliado nos últimos 30 anos”, diz. Questionada por ÉPOCA, a Sabesp respondeu que fez as obras necessárias.
LIÇÃO: não permitir que as obras parem. Para financiá-las, muit:os países definem multas para quem polui ou consome em excesso. A Sabesp defende a isenção de impostos para empresas que invistam na manutenção e expansão do sistema de abastecimento. Parcerias público-privadas podem ser usadas para obras de esgoto e fornecimento de água.
>> "As pessoas só entenderão que a água é preciosa quando ela custar caro"
COMO A CRISE PODERIA SER EVITADA?
São Paulo já passou por momentos climáticos extremos antes. Em 2004, o nível do reservatório do Sistema Cantareira ficou abaixo dos 30%. A Sabesp iniciou então um racionamento de água por rodízio de bairros. Fez obras para acessar o que era, até aquele momento, uma reserva de emergência. Trata-se da água que fica abaixo do ponto de captação nos reservatórios, conhecido pelo termo “volume morto”. Nos anos seguintes, por sorte, os reservatórios voltaram a encher.
Em 2011, experimentamos o extremo oposto. Fortes chuvas atingiram a região. As comportas dos reservatórios precisaram ser abertas para liberar o excesso de água. “Havia um nível superior a 100% no sistema, algo nunca antes registrado”, diz Francisco Lahóz, secretário executivo do consórcio PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí).Fonte:Blog do Planeta( época).
sábado, 2 de agosto de 2014
O LIXO DO NAVIO PELICANO E O NOSSO
O LIXO DO NAVIO PELICANO E O NOSSO José Carlos Buch Johann Goethe escreveu: -- “Você já ouviu falar do “Pelicano? O "Pelicano" é o navio mais indesejado do mundo. Desde 1986 ele tem sido o errante dos mares. Ninguém o quer. O Sri Lanka não o quer. As Bermudas não o querem. A república Dominicana o expulsou. A mesma coisa fizeram a Holanda, as Antilhas e Honduras. O problema não é o navio. Embora enferrujado e inoportuno, o cargueiro de 466 pés apresenta boas condições de navegação. O problema não é a documentação do navio. Os proprietários atualizaram a licença e as taxas foram pagas. O problema não é a tripulação. Eles podem sentir-se indesejados, mas não são ineficientes. Então, qual é o problema? Qual é a causa para anos de rejeição? Recusado no Sri Lanka. Expulso na Indonésia. Rejeitado no Haiti. Por que o "Pelicano" é o navio mais indesejado do mundo? É simples. Ele está cheio de lixo. Quinze mil toneladas de lixo. Cascas de laranja. Garrafas de cerveja. Jornais. Restos de cachorros-quentes. Lixo. O lixo do longo verão da Filadélfia, em 1986. Foi quando os trabalhadores municipais fizeram uma greve. Foi quando o lixo cresceu mais e mais. Foi quando o estado da Geórgia o recusou e Nova Jersey não o quis. Ninguém quis o lixo de Filadélfia. Foi assim que o "Pelicano" entrou em cena. Os proprietários pensaram que ganhariam um dinheiro fácil com o transporte do lixo. O material foi queimado e o navio foi carregado com as cinzas. Mas ninguém as quer. No inicio, o problema era sua grande quantidade. No final era um lixo muito antigo. Quem vai querer lixo potencialmente tóxico? A situação do "Pelicano" é uma prova.” Recentemente o Rotary Norte teve a oportunidade de homenagear três garis - Benedito Eduardo Andreato(64 anos), Alessandro Verguti(54 anos) e Eduardo José Rodrigues da Costa(46 anos), todos da empresa Arclan. Esses homens, que não são mais jovens e que recolhem a nossa sujeira, chegam a correr e caminhar quase sessenta quilômetros por dia, enquanto que o caminhão no qual se empoleiram na traseira, percorre num único dia mais de duzentos quilômetros. Nossa cidade com uma população de pouco mais de 110.000 habitantes produz aproximadamente 3.800 toneladas de lixo por mês, uma média mensal de 34 quilos por pessoa, ou mais de um quilo por dia. Sem reciclar praticamente nada, com raras exceções por conta de alguns poucos condomínios que o fazem, caso específico do Edifício Vitória Régia, que separa o lixo reciclável e o óleo de cozinha que são entregues, respectivamente, para a cooperativa “Luxo do Lixo” e “Fertibom”, estamos enterrando matéria prima. É muito lixo produzido e, o que é pior, muito óleo de cozinha jogado na rede de esgoto, lembrando que cada litro desse óleo é suficiente para contaminar 20 mil litros de água dos nossos rios. São, também, toneladas de papel, papelão, plásticos, vidros e até mesmo metais que poderiam ser reaproveitados poupando milhares de árvores de serem derrubadas e preservando recursos naturais. A cidade que pode ser orgulhar de não ter mais os seus rios como esgoto a céu aberto e está prestes a tratar todo o seu dejeto doméstico, precisa cobrar das autoridades uma política de reciclagem do seu lixo, começando com campanhas educativas. Seguramente navios cheios de lixo não conseguirão aportar em lugar algum e cidades que não reciclam o lixo que produz, continuarão como de terceiro mundo e olhadas com desdém pelos investidores, por mais feitiço que tenha no nome. O Pelicano seria acolhido em qualquer porto se estivesse transportando flores ou cereais e os nossos caminhões de lixo seriam melhor aproveitados se transportassem somente lixo orgânico. A natureza não merece tanto desaforo e tanta agressão! advogado tributário www.buchadvocacia.com.br buch@buchadvocacia.com.br
Fonte: José Carlos Buch Adv....
Fonte: José Carlos Buch Adv....
domingo, 27 de julho de 2014
O tráfico de animais silvestres
O processo de extinção de qualquer espécie afeta diretamente o ecossistema e o ser humano, que sofre as conseqüências do desequilíbrio da natureza. É importante destacar que o Homem é o maior responsável pela extinção dos animais quando pratica o tráfico de animais silvestres, a caça indiscriminada, e provoca desmatamentos.
O órgão ambiental responsável pela publicação da Lista Oficial de animais ameaçados de extinção, é o IBAMA. A Lista é elaborada em conjunto com comitês e grupos de trabalho de cientistas especializados em cada grupo animal. O Brasil possui 208 espécies na Lista Oficial e estima-se que dez novas espécies serão adicionadas em breve .
A bromélia está na lista de plantas ameaçadas de extinção
Além dos animais, a nossa flora também corre riscos. O IBAMA também possui uma Lista Oficial da Flora ameaçada de extinção. Constam nesta lista cerca 107 espécies de plantas.
Ache os cursos e faculdades ideais para você !
A lista nacional das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção é um instrumento de conservação da biodiversidade do governo brasileiro, onde são apontadas as espécies que, de alguma forma, estão ameaçadas quanto à sua existência.
Para a sua elaboração o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o seu Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em parceria com a Fundação Biodiversitas para a Conservação da Diversidade Biológica, com a Sociedade Brasileira de Zoologia e com a Conservation International, valeram-se de centenas de especialistas, em período superior a um ano que, após criterioso trabalho científico, produziram a versão inicial da lista.
A informação assim obtida foi divulgada, por via eletrônica, de forma a atingir o universo dos especialistas brasileiros, na busca de aperfeiçoamento da lista. Mais de mil contribuições foram recebidas e sistematizadas sendo levadas, finalmente, a um seminário que definiu a lista nacional das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.
Diferentemente do que ocorreu no passado, a lista assume, agora, características dinâmicas, orientando os programas de recuperação das espécies ameaçadas, as propostas de implantação de unidades de conservação, as medidas mitigadoras de impactos ambientais e os programas de pesquisa, constituindo-se, ainda, em elemento de referência na aplicação da Lei de Crimes Ambientais.
O tráfico de animais silvestres é a terceira maior atividade ilegal do mundo, estando apenas atrás do tráfico de armas e de drogas. Esse comércio movimenta aproximadamente 20 bilhões de dólares por ano em todo planeta e o Brasil participa com cerca de 15% desse valor. Devido a rica biodiversidade brasileira, o nosso país é um dos principais alvos do tráfico ilegal de animais, o que representa um grande risco a sobrevivência de muitas espécies da nossa fauna.
Essa prática provoca um enorme desequilíbrio ecológico na natureza.
Principais ameaças aos animais silvestres causadas pelo homem:
• Perda, modificação e fragmentação de habitats
• Exploração direta de recursos (captura e sub-produtos: carnes, peles, couro, etc.)
• Introdução de animais exóticos
• Perturbação, perseguição, expulsão e matança por esporte ou erradicação
• Capturas acidentais
• Doenças transmitidas por animais e ou/ plantas exóticas
A venda de animais silvestres é ilegal e constitui crime ambiental, conforme a Lei n.º 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.
Desde o seu descobrimento, o Brasil despertou a cobiça mundial sobre a sua fauna e flora. A rica e preciosa biodiversidade nacional sempre esteve na mira daqueles que aqui aportaram.
O processo de desenvolvimento cultural da população brasileira foi singular, possibilitando o encontro de povos conquistadores e povos que mantinham um relação íntima com a natureza e o meio ambiente. Hoje, percebem-se traços dessa miscigenação ao observarmos nos grandes centros, ou nos rincões do nosso território, a presença de vários animais silvestres convivendo com o ser humano, numa relação de domínio e admiração.
Aquele olhar estrangeiro de cobiça se perpetua até hoje. Todavia, ele carrega mais do que a simples curiosidade, traduz a certeza de que possuímos a maior reserva de biodiversidade do planeta e que nela estão contidas muitas respostas que ainda não chegaram ao conhecimento humano.
Segundo dados do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), cerca de cem espécies desaparecem todos os dias da face do planeta e o comércio ilegal de animais silvestres surge como uma das principais causas dessa tragédia.
Em menos de 500 anos o Brasil já perdeu cerca de 94% da sua cobertura original de Mata Atlântica, um dos principais ecossistemas do país. São cada vez mais constantes as incursões nas matas tropicais em busca de animais para fomentar o tráfico nacional e internacional.
Melro
Manter animais silvestres em cativeiro continua sendo um hábito cultural da população brasileira. Sejam os abastados, que exibem seus animais como troféus à sua vaidade, os miseráveis, que se embrenham na mata em busca de animais que, vendidos, ajudarão a diminuir sua fome, ou ainda os cientistas estrangeiros que buscam na fauna e na flora brasileira uma possibilidade de seus laboratórios faturarem alto com a fabricação de novos medicamentos.
Os Números do Tráfico
Fontes governamentais estimam que o tráfico de animais silvestres no país seja o responsável pelo desaparecimento de aproximadamente 12 milhões de espécimes. Em cada dez animais traficados, apenas um chega ao seu destino final e nove acabam morrendo no momento da captura ou durante o transporte. Todos os animais traficados sofrem no esquema montado pelos traficantes, que inclui, no caso das aves, práticas como furar os olhos, para não enxergarem a luz do sol e não cantarem, evitando chamar a atenção da fiscalização, e até anestesiá-los para que pareçam dóceis e mansos.
Jararaca
O Brasil além de ter sua biodiversidade ameaçada, perde anualmente uma quantia incalculável e irrecuperável com o tráfico de animais silvestres. Só o mercado mundial de hipertensivos movimenta anualmente cerca de US$ 500 milhões, e o princípio ativo de seus medicamentos é retirado de algumas serpentes brasileiras, como a jararaca (Bothrops jararaca). No entanto, o maior fornecedor mundial de peçonhas ofídicas é a Suíça, que, originalmente, não possui uma única jararaca em seu território. A cotação internacional das peçonhas ofídicas é altíssima: um grama de peçonha de jararaca vale US$ 600,00 e o da cascavel (gênero Crotalus) US$ 1.200,00.
O mercado interno de animais comercializados ilegalmente movimenta muito pouco se comparado ao mercado externo. Os valores alcançados internamente dificilmente ultrapassam a casa dos US$ 200,00, enquanto que no mercado internacional esses mesmos animais atingem facilmente valores na casa de dezenas de milhares de dólares. O Mico-leão (Leontopithecus chrysomelas) é vendido internamente por US$ 180,00 e na Europa é facilmente comercializado por US$ 15.000,00. O pássaro Melro (Gnorimopsar chopi) é encontrado nas feiras livres do Sul do País por US$ 150,00 e nos Estados Unidos por US$ 13.000,00.
Recentemente, foi descoberto em sapos amazônicos uma substância 247 vezes mais potente do que a morfina, algo que pode mudar todas as formas de tratamento com anestésicos no mundo. E o Brasil, com isso, ganhará provavelmente apenas mais um nome para colocar em sua lista de espécies ameaçadas de extinção.
As Principais Rotas
Filhotes de papagaios. Eles estavam no porta-malas de
um monza na rodovia Castelo Branco
O tráfico interno é desorganizado e feito principalmente por caminhoneiros e motoristas de ônibus, de empresas que fazem vistas grossas para a atividade. Já o comércio internacional é sofisticado, incluindo esquemas, subornos e condescendência de funcionários de empresas aéreas.
A maioria dos animais silvestres brasileiros comercializados ilegalmente provém das regiões Norte e Nordeste do País. De lá são escoados para a região Sul e Sudeste, utilizando-se as rodovias federais. Os principais pontos de destino desses animais são os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde são vendidos em feiras livres ou exportados através dos principais portos ou aeroportos dessas regiões.
Nos estados nordestinos é comum a presença de pessoas pobres nas margens das rodovias comercializando esses animais, como forma de garantir seu sustento. São pessoas aliciadas pelos grandes traficantes, que exploram sua miséria e oferecem alguns trocados para fazerem a captura dos animais nas matas.
O destino internacional desses animais são a Europa, Ásia e América do Norte, onde chegam para engordar coleções particulares, para serem vendidos em Pet Shop ou comporem o plantel de zoológicos, universidades, centros de pesquisa e multinacionais da indústria química e farmacêutica.
Também é grande o número de animais silvestres exportados pelas fronteiras com os países vizinhos, como Uruguai, Paraguai e Argentina, onde esses animais recebem documentação falsa para seguirem seu caminho.
Os Riscos para a População
Vez ou outra, a população mundial se vê alarmada com as notícias de que mais uma peste, até então desconhecida, está matando milhares de pessoas em vários pontos do planeta. Recentemente, foi o vírus Ebola, que provocou grandes perdas ao Zaire. Mas o ataque desses vírus não é privilégio apenas de países pobres e subdesenvolvidos. Grandes nações já padeceram com novas e inexplicáveis moléstias, como a Alemanha (vírus Marburg) e os EUA (doença dos legionários e recentemente surpreendido com a presença do vírus Ebola perto de Washington).
As florestas tropicais são um grande reservatório de microorganismos desconhecidos, que podem provocar sérios problemas de saúde pública, como aconteceu no Brasil durante a construção da estrada Transamazônica, onde morreram centenas de operários, vítimas de febres hemorrágicas desconhecidas. Recentemente, no Estado de São Paulo, mais precisamente na região de Cotia, faleceram seis membros de uma mesma família, vítimas do ataque de um vírus desconhecido, que recebeu o nome de Sabiá, e que hoje encontra-se em fase de pesquisa pelo Centro de Controle de Doenças, em Atlanta, EUA, um dos poucos laboratórios no mundo capacitados para lidar com os vírus de nível 4, de altíssimo risco de contaminação e transmissão.
A principal fonte de contágio de seres humanos por esses vírus se dá por meio do contato com animais silvestres, que através das suas fezes e urina os transmitem.
Alguns desses animais podem tornar-se agressivos e por meio de mordedura, transmitirem também doenças conhecidas, porém não menos letais ou perigosas, como a raiva, a leschimaniose, e diversas outras.
Esclarecendo suas Dúvidas
1) Qual a diferença entre um animal silvestre, um animal exótico e um animal doméstico?
• Animal Silvestre: são todos aqueles animais pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas juridicionais.
• Animal Silvestre Exótico: são todos aqueles animais cuja a distribuição geográfica não inclui o Território Brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas em estado selvagem também são consideradas exóticas. Outras espécies consideradas exóticas são aquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e suas águas juridicionais e que tenham entrado em Território Brasileiro.
• Animal Doméstico: são todos aqueles animais que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornaram-se domésticos ou domesticados, possuindo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparências variáveis, diferentes das espécies silvestres que os originou.
2) Manter um animal silvestre em cativeiro é crime?
Depende da origem do animal. Se for um animal de origem legal, proveniente de criadouro comercial ou comerciante devidamente registrado no IBAMA, ou se a pessoa recebeu o animal como depósito fiel do IBAMA, Policia Florestal ou por determinação judicial, não é crime. Podemos considerar crime se a origem legal do animal não puder ser comprovada. De qualquer forma, mesmo não sendo comprado de traficante, a manutenção desse animal seria, em outras palavras, conivência com o crime ou com a retirada aleatória de animais da natureza. Existem muitos casos de pessoas que encontram um animal caído de um ninho ou abandonado pelos pais e aí fica difícil provar que não foi comprado ou adquirido de forma ilegal. Esses casos não são raros e cabe avaliá-los.
3) Eu posso legalizar um animal silvestre?
Legalizar é uma palavra complicada. Legalizar significa tornar legal aquilo que não é. O problema é que, para legalizar um, tem que legalizar todos e só quem teria poder para isso seria uma nova lei. Quem poderia legalizar seria o IBAMA, por exemplo, mas isso demandaria muitos recursos financeiros e humanos. Pessoas que possuem um papagaio desde antes de entrar em vigor a lei de fauna ( 5.197/67), se tiver como provar documentalmente, até seria possível. Às vezes o IBAMA pode conceder o termo de fiel depositário, mas envolve análise de caso a caso e é complicado.
4) Como possuir um animal silvestre legalmente?
Adquirindo o animal de origem legal. Ou seja, proveniente de criadouros comerciais devidamente legalizados.
5) O que fazer quando encontrar alguém vendendo um animal silvestre?
Primeiro, não comprar. Depois, denunciar às autoridades. Se for na feira livre ou depósito de tráfico, denunciar e fornecer o maior número de informações possíveis. Local, data, hora, circunstância, etc. Se for na beira da estrada, não comprar e repreender o vendedor dizendo que isso é ilegal e que se ele for flagrado pode, além de perder o animal, sofrer as sanções legais.
6) Qual o risco de manter um animal silvestre em cativeiro?
Todo animal, independente de ser silvestre ou doméstico, pode ser portador de doenças transmissíveis ao homem, como salmonelose, psitacose, toxicoplasmose e outras. O ideal é que um veterinário possa esclarecer essas doenças e suas vias de transmissão e contágio.
7) Quais animais da nossa fauna podem ser vendidos legalmente? Existe algum tipo de restrição caso o animal esteja ameaçado de extinção?
Teoricamente todos os animais de uso freqüente como produtores de bens de consumo (carne, couro, pelos, pele e plumas) ou como ornamento, adorno ou mascote poderiam ser vendidos legalmente, desde que autorizado pelo órgão supervisor, nesse caso o IBAMA. Como seria essa autorização? Através de sua origem legal comprovada, ou seja, de criadouros comerciais devidamente regulamentados e registrados. Exemplos: papagaios, araras, canários-da-terra, bicudos, curiós, jandaias, jabutis, emas, capivaras, catetos, queixadas, tartarugas, jacarés e borboleta. Porém, existem animais que estão em estado crítico na natureza e, por isso, relacionados na lista oficial do IBAMA como ameaçados de extinção e a sua comercialização somente seria possível se houvesse estoques consideráveis em cativeiro, que pudessem auto-sustentar o plantel a partir de varias gerações, ou seja, que fossem animais F2 (filhos de animais já comprovadamente nascidos em cativeiro). Nunca se autorizaria a retirada de matrizes e reprodutores para formar um plantel. Usaria-se os já existentes e de conhecimento do IBAMA. Esses animais seriam vendidos somente para o mercado interno. Para o exterior, se, além de integrar a lista da fauna ameaçada do Brasil, forem animais do Anexo I da CITES (lista mundial de fauna ameaçada) somente poderiam ser vendidos se o criadouro fosse registrado junto ao IBAMA (no caso do Brasil) e, concomitantemente, junto ao Secretariado da CITES, em Genebra, Suíça.
8) Os animais brasileiros podem ser vendidos no exterior?
Desde que cumpridas as exigências do IBAMA e da CITES, poderiam ser vendidos sem problema. A saída do país demandaria a expedição de licenças de exportação pelo IBAMA.
9) Que critérios o governo brasileiro usa para controlar o envio de animais ao exterior?
Quando para fins comerciais, devem ser provenientes de criadouros comerciais devidamente registrados junto ao IBAMA, ou junto ao Secretariado da CITES. Quando para fins científicos, de pesquisa ou conservacionistas devem ser provenientes de cativeiros que sejam de conhecimento e registro junto do IBAMA (zoológicos, criadouros científicos ou conservacionistas) ou coletados na natureza, desde que amparados por licença de captura do IBAMA, mediante projeto de pesquisa que justifique tal captura. Toda a saída deve ser justificada, documentada e acompanhada de licença expedida pelo IBAMA. Em alguns casos, como os animais vivos de espécies ameaçadas de extinção, o IBAMA solicita do importador estrangeiro a assinatura de um acordo de manejo, onde, entre outras exigências, os animais continuam pertencendo ao Governo Brasileiro, assim como seus descendentes. O acordo é assinado pela instituição brasileira que está exportando os animais, pela estrangeira que está importando e pelo próprio IBAMA.
10) Quantos criadores comerciais autorizados pelo IBAMA existem no país?
Temos 278 criadouros comerciais registrados junto ao IBAMA.
11) Se eu encontrar uma animal sendo vendido no exterior, como faço para saber se aquele animal não é produto de tráfico? Afinal, ser for, eu gostaria de denunciar para às autoridades.
Verificar com quem está vendendo, expondo ou transportando, os documentos legais de compra/venda ou documentos que autorizam o transporte/importação do animal. Em caso de dúvida, consultar a autoridade administrativa da CITES do país.
12) Quantas empresas de exportação de animais existem no Brasil?
Tem registro junto ao IBAMA, como exportador de fauna, produtos e subprodutos, 41 pessoas jurídicas.
13) Quando nossos animais são encontrados no exterior o IBAMA pode trazê-los de volta?
É possível se comprovada a saída ilegal do Brasil e a entrada ilegal no País. Porém, a repatriação é um processo demorado e que depende, quase que exclusivamente, da boa vontade dos governos signatários da CITES e das embaixadas brasileiras nesses países.
14) O Ibama tem alguma estatística de quantos animais saem legalmente e ilegalmente do país?
Legalmente temos, porém ainda não está disponível. Encontra-se em desenvolvimento junto à Coordenadoria de Fauna e Flora Silvestre - DIFAS, do IBAMA, a análise estatística e a criação de um Banco de Dados sobre o tema. Quanto à saída ilegal, a DIFAS não dispõe de dados estatísticos.
PROCEDIMENTOS E CONSEQÜENCIAS DO TRÁFICO
Quais os problemas para fauna?
Para o ecossistema - Quando se retira um animal da natureza, é como se quebrasse ou, ao menos, enfraquecesse o elo de uma corrente. Lógico que somente um animal não faria falta mas, não apenas um e sim, centenas, milhares de animais são retirados por ano das matas brasileiras. Para se ter uma idéia, um caminhão rotineiramente utilizado no tráfico de animais transporta cerca de 1.000 espécimes (alguns chegam a transportar 3.000 animais). Basta, então, se perguntar: quantos caminhões estão rodando pelo país e quantos destes poderiam estar transportando animais silvestres em meio a sua carga?
Papagaio
A população humana cresceu muito, em 2003 já somavam mais de 6 bilhões de habitantes e, no Brasil, mais de 160 milhões que exercem uma imensa pressão sobre os habitats naturais e, também, diretamente sobre a fauna. Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais das matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões. Todas estas estimativas, embora pareçam alarmismo e exagero, tomam outra dimensão quando considera-se o seguinte:
1. Quantas pessoas que se conhece e possuem ou já possuíram um animal silvestre, como um papagaio, um pássaro preto, um canário, um coleirinho etc;
2. As estimativas se baseiam, basicamente, no que é apreendido o que, infelizmente é inexpressivo frente ao traficado;
3. Devido às condições em que são capturados e transportados, a taxa de mortalidade é altíssima;
4. Finalmente, quanto maior for a população, caso não se mude os conceitos, maior será a pressão sobre os animais.
Ressalta-se que não somente o indivíduo capturado fará falta ao ambiente mas, também, os descendentes que ele deixará de ter. Assim, pode-se perceber o tamanho do impacto que a retirada de animais causa ao meio ambiente. Outro detalhe, muitas vezes esquecido, é que o impacto não se restringe à extinção da espécie capturada. Na natureza as espécies estão interligadas no que se chama de teia alimentar, ou seja, os animais comem e são comidos por outros animais além de, também, se alimentarem de plantas, realizarem a polinização das mesmas e, muitas vezes, dispersarem suas sementes.
Ao retirar-se do ambiente uma espécie que dispersa a semente de determinada árvore pode ser que esta árvore não mais consiga se reproduzir e, se suas folhas servem de alimento para determinado tipo de inseto, dentro de alguns anos este também poderá se extinguir. Este inseto podia ser o principal alimento de determinado pássaro que agora também será afetado pela retirada daquela primeira espécie que não possuía uma relação direta com ele. Estas são as implicações do tráfico na teia ecológica e muitas vezes pode afetar espécies que, a princípio se imaginaria não ter nenhuma relação com a espécie traficada.
Considere este "pitoresco" e trágico exemplo de como as espécies podem ser afetadas pelas formas mais improváveis: A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu um programa de pulverização com DDT (um potente e hoje proibido inseticida) a fim de se eliminar mosquitos na ilha de Bornéu. Entretanto, a pulverização também destruiu as vespas que se alimentavam de lagartas que comiam a armação dos tetos das casas. Como as lagartas não foram eliminadas, agora sem predadores, os tetos das choupanas começaram a desabar resultado de um programa aparentemente benéfico de eliminação de mosquitos. Neste ínterim se iniciou um segundo programa de eliminação das moscas caseiras. Até então, as moscas eram controladas por lagartixas que habitavam as residências. Com o envenenamento das moscas pelo DDT as lagartixas que as comiam também eram envenenadas. Intoxicadas, as lagartixas caíam dos tetos e eram comidas pelos gatos domésticos que, também, começaram a morrer. Como conseqüência direta da morte dos gatos ocorreu uma superpopulação de ratos que, até então, eram controlados pelos mesmos. Os ratos passaram a invadir as casas, consumir alimentos e a transmitir doenças aos humanos. Finalmente, buscando restaurar o equilíbrio, instituiu-se um programa de atirar gatos (de pára-quedas) nos remotos vilarejos de Bornéu. Observe como as conseqüências de determinada ação pode se estender além da espécie alvo.
Para o animal - Um cachorro não pode ser solto. Não existe mais lugar para o Canis familiaris (espécie do cão) no mundo natural. Mas os animais do tráfico ainda possuem populações que vivem em liberdade e, ainda possuem ambientes nos quais podem viver. Para que sujeitá-los a uma vida em cativeiro?
Qualquer pessoa que possua um cão sabe da alegria que o mesmo expressa ao saber que vai sair para passear. Um animal com milhares de anos de domesticação ainda se sente mais contente livre que dentro de um apartamento ou em uma casa. E um pássaro? Que embora possa voar, será condenado a passar toda sua vida em uma gaiola? Papagaios acorrentados e araras com as asas cortadas, será esta a melhor vida para eles?
Entretanto, o cativeiro não é a única tortura a que são submetidos os animais do tráfico, é simplesmente a última e perpétua pena. Durante a captura os mesmos são feridos, mutilados, além e transportados sem espaço, água ou comida o que culmina na morte de muitos durante o caminho.
A sua simples captura também pode resultar em muito sofrimento. O alçapão armado, a captura, o animal de debate, se joga contra as grades da gaiola, em vão. Ele não mais escapará, não mais será livre. Doravante, a prisão... a gaiola será sua moradia. O vôo será trocado por monótonos pulos de um poleiro a outro, dia a dia - toda a vida. Entretanto, não somente o animal capturado sofrerá; seu filhote continuará no ninho, piando, chamando, esperando, pelo pai, pela mãe, pelo alimento que não mais virá.
Fonte: Artigo retirado do site:PASSEI WEB
Jararaca
O Brasil além de ter sua biodiversidade ameaçada, perde anualmente uma quantia incalculável e irrecuperável com o tráfico de animais silvestres. Só o mercado mundial de hipertensivos movimenta anualmente cerca de US$ 500 milhões, e o princípio ativo de seus medicamentos é retirado de algumas serpentes brasileiras, como a jararaca (Bothrops jararaca). No entanto, o maior fornecedor mundial de peçonhas ofídicas é a Suíça, que, originalmente, não possui uma única jararaca em seu território. A cotação internacional das peçonhas ofídicas é altíssima: um grama de peçonha de jararaca vale US$ 600,00 e o da cascavel (gênero Crotalus) US$ 1.200,00.
O mercado interno de animais comercializados ilegalmente movimenta muito pouco se comparado ao mercado externo. Os valores alcançados internamente dificilmente ultrapassam a casa dos US$ 200,00, enquanto que no mercado internacional esses mesmos animais atingem facilmente valores na casa de dezenas de milhares de dólares. O Mico-leão (Leontopithecus chrysomelas) é vendido internamente por US$ 180,00 e na Europa é facilmente comercializado por US$ 15.000,00. O pássaro Melro (Gnorimopsar chopi) é encontrado nas feiras livres do Sul do País por US$ 150,00 e nos Estados Unidos por US$ 13.000,00.
Recentemente, foi descoberto em sapos amazônicos uma substância 247 vezes mais potente do que a morfina, algo que pode mudar todas as formas de tratamento com anestésicos no mundo. E o Brasil, com isso, ganhará provavelmente apenas mais um nome para colocar em sua lista de espécies ameaçadas de extinção.
As Principais Rotas
Filhotes de papagaios. Eles estavam no porta-malas de
um monza na rodovia Castelo Branco
O tráfico interno é desorganizado e feito principalmente por caminhoneiros e motoristas de ônibus, de empresas que fazem vistas grossas para a atividade. Já o comércio internacional é sofisticado, incluindo esquemas, subornos e condescendência de funcionários de empresas aéreas.
A maioria dos animais silvestres brasileiros comercializados ilegalmente provém das regiões Norte e Nordeste do País. De lá são escoados para a região Sul e Sudeste, utilizando-se as rodovias federais. Os principais pontos de destino desses animais são os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde são vendidos em feiras livres ou exportados através dos principais portos ou aeroportos dessas regiões.
Nos estados nordestinos é comum a presença de pessoas pobres nas margens das rodovias comercializando esses animais, como forma de garantir seu sustento. São pessoas aliciadas pelos grandes traficantes, que exploram sua miséria e oferecem alguns trocados para fazerem a captura dos animais nas matas.
O destino internacional desses animais são a Europa, Ásia e América do Norte, onde chegam para engordar coleções particulares, para serem vendidos em Pet Shop ou comporem o plantel de zoológicos, universidades, centros de pesquisa e multinacionais da indústria química e farmacêutica.
Também é grande o número de animais silvestres exportados pelas fronteiras com os países vizinhos, como Uruguai, Paraguai e Argentina, onde esses animais recebem documentação falsa para seguirem seu caminho.
Os Riscos para a População
Vez ou outra, a população mundial se vê alarmada com as notícias de que mais uma peste, até então desconhecida, está matando milhares de pessoas em vários pontos do planeta. Recentemente, foi o vírus Ebola, que provocou grandes perdas ao Zaire. Mas o ataque desses vírus não é privilégio apenas de países pobres e subdesenvolvidos. Grandes nações já padeceram com novas e inexplicáveis moléstias, como a Alemanha (vírus Marburg) e os EUA (doença dos legionários e recentemente surpreendido com a presença do vírus Ebola perto de Washington).
As florestas tropicais são um grande reservatório de microorganismos desconhecidos, que podem provocar sérios problemas de saúde pública, como aconteceu no Brasil durante a construção da estrada Transamazônica, onde morreram centenas de operários, vítimas de febres hemorrágicas desconhecidas. Recentemente, no Estado de São Paulo, mais precisamente na região de Cotia, faleceram seis membros de uma mesma família, vítimas do ataque de um vírus desconhecido, que recebeu o nome de Sabiá, e que hoje encontra-se em fase de pesquisa pelo Centro de Controle de Doenças, em Atlanta, EUA, um dos poucos laboratórios no mundo capacitados para lidar com os vírus de nível 4, de altíssimo risco de contaminação e transmissão.
A principal fonte de contágio de seres humanos por esses vírus se dá por meio do contato com animais silvestres, que através das suas fezes e urina os transmitem.
Alguns desses animais podem tornar-se agressivos e por meio de mordedura, transmitirem também doenças conhecidas, porém não menos letais ou perigosas, como a raiva, a leschimaniose, e diversas outras.
Esclarecendo suas Dúvidas
1) Qual a diferença entre um animal silvestre, um animal exótico e um animal doméstico?
• Animal Silvestre: são todos aqueles animais pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas juridicionais.
• Animal Silvestre Exótico: são todos aqueles animais cuja a distribuição geográfica não inclui o Território Brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas em estado selvagem também são consideradas exóticas. Outras espécies consideradas exóticas são aquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e suas águas juridicionais e que tenham entrado em Território Brasileiro.
• Animal Doméstico: são todos aqueles animais que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornaram-se domésticos ou domesticados, possuindo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparências variáveis, diferentes das espécies silvestres que os originou.
2) Manter um animal silvestre em cativeiro é crime?
Depende da origem do animal. Se for um animal de origem legal, proveniente de criadouro comercial ou comerciante devidamente registrado no IBAMA, ou se a pessoa recebeu o animal como depósito fiel do IBAMA, Policia Florestal ou por determinação judicial, não é crime. Podemos considerar crime se a origem legal do animal não puder ser comprovada. De qualquer forma, mesmo não sendo comprado de traficante, a manutenção desse animal seria, em outras palavras, conivência com o crime ou com a retirada aleatória de animais da natureza. Existem muitos casos de pessoas que encontram um animal caído de um ninho ou abandonado pelos pais e aí fica difícil provar que não foi comprado ou adquirido de forma ilegal. Esses casos não são raros e cabe avaliá-los.
3) Eu posso legalizar um animal silvestre?
Legalizar é uma palavra complicada. Legalizar significa tornar legal aquilo que não é. O problema é que, para legalizar um, tem que legalizar todos e só quem teria poder para isso seria uma nova lei. Quem poderia legalizar seria o IBAMA, por exemplo, mas isso demandaria muitos recursos financeiros e humanos. Pessoas que possuem um papagaio desde antes de entrar em vigor a lei de fauna ( 5.197/67), se tiver como provar documentalmente, até seria possível. Às vezes o IBAMA pode conceder o termo de fiel depositário, mas envolve análise de caso a caso e é complicado.
4) Como possuir um animal silvestre legalmente?
Adquirindo o animal de origem legal. Ou seja, proveniente de criadouros comerciais devidamente legalizados.
5) O que fazer quando encontrar alguém vendendo um animal silvestre?
Primeiro, não comprar. Depois, denunciar às autoridades. Se for na feira livre ou depósito de tráfico, denunciar e fornecer o maior número de informações possíveis. Local, data, hora, circunstância, etc. Se for na beira da estrada, não comprar e repreender o vendedor dizendo que isso é ilegal e que se ele for flagrado pode, além de perder o animal, sofrer as sanções legais.
6) Qual o risco de manter um animal silvestre em cativeiro?
Todo animal, independente de ser silvestre ou doméstico, pode ser portador de doenças transmissíveis ao homem, como salmonelose, psitacose, toxicoplasmose e outras. O ideal é que um veterinário possa esclarecer essas doenças e suas vias de transmissão e contágio.
7) Quais animais da nossa fauna podem ser vendidos legalmente? Existe algum tipo de restrição caso o animal esteja ameaçado de extinção?
Teoricamente todos os animais de uso freqüente como produtores de bens de consumo (carne, couro, pelos, pele e plumas) ou como ornamento, adorno ou mascote poderiam ser vendidos legalmente, desde que autorizado pelo órgão supervisor, nesse caso o IBAMA. Como seria essa autorização? Através de sua origem legal comprovada, ou seja, de criadouros comerciais devidamente regulamentados e registrados. Exemplos: papagaios, araras, canários-da-terra, bicudos, curiós, jandaias, jabutis, emas, capivaras, catetos, queixadas, tartarugas, jacarés e borboleta. Porém, existem animais que estão em estado crítico na natureza e, por isso, relacionados na lista oficial do IBAMA como ameaçados de extinção e a sua comercialização somente seria possível se houvesse estoques consideráveis em cativeiro, que pudessem auto-sustentar o plantel a partir de varias gerações, ou seja, que fossem animais F2 (filhos de animais já comprovadamente nascidos em cativeiro). Nunca se autorizaria a retirada de matrizes e reprodutores para formar um plantel. Usaria-se os já existentes e de conhecimento do IBAMA. Esses animais seriam vendidos somente para o mercado interno. Para o exterior, se, além de integrar a lista da fauna ameaçada do Brasil, forem animais do Anexo I da CITES (lista mundial de fauna ameaçada) somente poderiam ser vendidos se o criadouro fosse registrado junto ao IBAMA (no caso do Brasil) e, concomitantemente, junto ao Secretariado da CITES, em Genebra, Suíça.
8) Os animais brasileiros podem ser vendidos no exterior?
Desde que cumpridas as exigências do IBAMA e da CITES, poderiam ser vendidos sem problema. A saída do país demandaria a expedição de licenças de exportação pelo IBAMA.
9) Que critérios o governo brasileiro usa para controlar o envio de animais ao exterior?
Quando para fins comerciais, devem ser provenientes de criadouros comerciais devidamente registrados junto ao IBAMA, ou junto ao Secretariado da CITES. Quando para fins científicos, de pesquisa ou conservacionistas devem ser provenientes de cativeiros que sejam de conhecimento e registro junto do IBAMA (zoológicos, criadouros científicos ou conservacionistas) ou coletados na natureza, desde que amparados por licença de captura do IBAMA, mediante projeto de pesquisa que justifique tal captura. Toda a saída deve ser justificada, documentada e acompanhada de licença expedida pelo IBAMA. Em alguns casos, como os animais vivos de espécies ameaçadas de extinção, o IBAMA solicita do importador estrangeiro a assinatura de um acordo de manejo, onde, entre outras exigências, os animais continuam pertencendo ao Governo Brasileiro, assim como seus descendentes. O acordo é assinado pela instituição brasileira que está exportando os animais, pela estrangeira que está importando e pelo próprio IBAMA.
10) Quantos criadores comerciais autorizados pelo IBAMA existem no país?
Temos 278 criadouros comerciais registrados junto ao IBAMA.
11) Se eu encontrar uma animal sendo vendido no exterior, como faço para saber se aquele animal não é produto de tráfico? Afinal, ser for, eu gostaria de denunciar para às autoridades.
Verificar com quem está vendendo, expondo ou transportando, os documentos legais de compra/venda ou documentos que autorizam o transporte/importação do animal. Em caso de dúvida, consultar a autoridade administrativa da CITES do país.
12) Quantas empresas de exportação de animais existem no Brasil?
Tem registro junto ao IBAMA, como exportador de fauna, produtos e subprodutos, 41 pessoas jurídicas.
13) Quando nossos animais são encontrados no exterior o IBAMA pode trazê-los de volta?
É possível se comprovada a saída ilegal do Brasil e a entrada ilegal no País. Porém, a repatriação é um processo demorado e que depende, quase que exclusivamente, da boa vontade dos governos signatários da CITES e das embaixadas brasileiras nesses países.
14) O Ibama tem alguma estatística de quantos animais saem legalmente e ilegalmente do país?
Legalmente temos, porém ainda não está disponível. Encontra-se em desenvolvimento junto à Coordenadoria de Fauna e Flora Silvestre - DIFAS, do IBAMA, a análise estatística e a criação de um Banco de Dados sobre o tema. Quanto à saída ilegal, a DIFAS não dispõe de dados estatísticos.
PROCEDIMENTOS E CONSEQÜENCIAS DO TRÁFICO
Quais os problemas para fauna?
Para o ecossistema - Quando se retira um animal da natureza, é como se quebrasse ou, ao menos, enfraquecesse o elo de uma corrente. Lógico que somente um animal não faria falta mas, não apenas um e sim, centenas, milhares de animais são retirados por ano das matas brasileiras. Para se ter uma idéia, um caminhão rotineiramente utilizado no tráfico de animais transporta cerca de 1.000 espécimes (alguns chegam a transportar 3.000 animais). Basta, então, se perguntar: quantos caminhões estão rodando pelo país e quantos destes poderiam estar transportando animais silvestres em meio a sua carga?
Papagaio
A população humana cresceu muito, em 2003 já somavam mais de 6 bilhões de habitantes e, no Brasil, mais de 160 milhões que exercem uma imensa pressão sobre os habitats naturais e, também, diretamente sobre a fauna. Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais das matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões. Todas estas estimativas, embora pareçam alarmismo e exagero, tomam outra dimensão quando considera-se o seguinte:
1. Quantas pessoas que se conhece e possuem ou já possuíram um animal silvestre, como um papagaio, um pássaro preto, um canário, um coleirinho etc;
2. As estimativas se baseiam, basicamente, no que é apreendido o que, infelizmente é inexpressivo frente ao traficado;
3. Devido às condições em que são capturados e transportados, a taxa de mortalidade é altíssima;
4. Finalmente, quanto maior for a população, caso não se mude os conceitos, maior será a pressão sobre os animais.
Ressalta-se que não somente o indivíduo capturado fará falta ao ambiente mas, também, os descendentes que ele deixará de ter. Assim, pode-se perceber o tamanho do impacto que a retirada de animais causa ao meio ambiente. Outro detalhe, muitas vezes esquecido, é que o impacto não se restringe à extinção da espécie capturada. Na natureza as espécies estão interligadas no que se chama de teia alimentar, ou seja, os animais comem e são comidos por outros animais além de, também, se alimentarem de plantas, realizarem a polinização das mesmas e, muitas vezes, dispersarem suas sementes.
Ao retirar-se do ambiente uma espécie que dispersa a semente de determinada árvore pode ser que esta árvore não mais consiga se reproduzir e, se suas folhas servem de alimento para determinado tipo de inseto, dentro de alguns anos este também poderá se extinguir. Este inseto podia ser o principal alimento de determinado pássaro que agora também será afetado pela retirada daquela primeira espécie que não possuía uma relação direta com ele. Estas são as implicações do tráfico na teia ecológica e muitas vezes pode afetar espécies que, a princípio se imaginaria não ter nenhuma relação com a espécie traficada.
Considere este "pitoresco" e trágico exemplo de como as espécies podem ser afetadas pelas formas mais improváveis: A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu um programa de pulverização com DDT (um potente e hoje proibido inseticida) a fim de se eliminar mosquitos na ilha de Bornéu. Entretanto, a pulverização também destruiu as vespas que se alimentavam de lagartas que comiam a armação dos tetos das casas. Como as lagartas não foram eliminadas, agora sem predadores, os tetos das choupanas começaram a desabar resultado de um programa aparentemente benéfico de eliminação de mosquitos. Neste ínterim se iniciou um segundo programa de eliminação das moscas caseiras. Até então, as moscas eram controladas por lagartixas que habitavam as residências. Com o envenenamento das moscas pelo DDT as lagartixas que as comiam também eram envenenadas. Intoxicadas, as lagartixas caíam dos tetos e eram comidas pelos gatos domésticos que, também, começaram a morrer. Como conseqüência direta da morte dos gatos ocorreu uma superpopulação de ratos que, até então, eram controlados pelos mesmos. Os ratos passaram a invadir as casas, consumir alimentos e a transmitir doenças aos humanos. Finalmente, buscando restaurar o equilíbrio, instituiu-se um programa de atirar gatos (de pára-quedas) nos remotos vilarejos de Bornéu. Observe como as conseqüências de determinada ação pode se estender além da espécie alvo.
Para o animal - Um cachorro não pode ser solto. Não existe mais lugar para o Canis familiaris (espécie do cão) no mundo natural. Mas os animais do tráfico ainda possuem populações que vivem em liberdade e, ainda possuem ambientes nos quais podem viver. Para que sujeitá-los a uma vida em cativeiro?
Qualquer pessoa que possua um cão sabe da alegria que o mesmo expressa ao saber que vai sair para passear. Um animal com milhares de anos de domesticação ainda se sente mais contente livre que dentro de um apartamento ou em uma casa. E um pássaro? Que embora possa voar, será condenado a passar toda sua vida em uma gaiola? Papagaios acorrentados e araras com as asas cortadas, será esta a melhor vida para eles?
Entretanto, o cativeiro não é a única tortura a que são submetidos os animais do tráfico, é simplesmente a última e perpétua pena. Durante a captura os mesmos são feridos, mutilados, além e transportados sem espaço, água ou comida o que culmina na morte de muitos durante o caminho.
A sua simples captura também pode resultar em muito sofrimento. O alçapão armado, a captura, o animal de debate, se joga contra as grades da gaiola, em vão. Ele não mais escapará, não mais será livre. Doravante, a prisão... a gaiola será sua moradia. O vôo será trocado por monótonos pulos de um poleiro a outro, dia a dia - toda a vida. Entretanto, não somente o animal capturado sofrerá; seu filhote continuará no ninho, piando, chamando, esperando, pelo pai, pela mãe, pelo alimento que não mais virá.
Fonte: Artigo retirado do site:PASSEI WEB
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Direito Animal você conhece?
Em 27 de janeiro de 1978, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) aprovou a Declaração Universal dos Direitos do Animal, da qual o Brasil é signatário. De lá para cá, lá se vão 33 anos. E embora tenha havido alguns avanços na proteção aos animais (principalmente aos que estão em risco iminente de extinção), o artigo 2º - que versa que o homem, como também uma espécie animal, não pode exterminar outros animais ou explorá-los violando este direito -, está longe de ser uma realidade.Infelizmente o que se vê, sobretudo no Brasil, é uma série de violações desse direito, como se a raça humana fosse soberana (e não dependesse da fauna e da flora para sobreviver). A lista de abusos beira a barbárie:...
A lista de abusos beira a barbárie: são pássaros que tem as asas quebradas para caber em tubos de PVC e serem transportados “mais facilmente” pelo tráfico ilegal; caranguejos com as patas arrancadas (aquelas, que a maioria das pessoas consome como aperitivo nas praias do País) e jogados de volta ao mangue, para morrer de inanição (idem com os tubarões, que perdem suas barbatanas “afrodisíacas” e são lançados de volta ao mar, sem poder voltar a nadar); e outros que são levados para casa, como bicho de estimação (caso das preguiças e dos dóceis peixes-boi), mas que acabam por morrer à míngua, pela inadequação completa da dieta que consomem.
Claro que todos esses desmandos não são uma exclusividade do Brasil. Nesta semana já assistimos que chimpanzés têm suas patas e cabeças arrancadas na África Central, para servir de remédio, em rituais de vudu e como afrodisíacos. Idem para o urso polar (notícia de hoje), que já não encontra mais lugar para viver e se alimentar, por conta dos estragos que a raça humana faz no clima.
Embora a declaração dos animais siga a mesma trilha filosófica da dos Direitos do Homem, fica claro que estamos bem longe de uma equação justa, de proteção e amor aos bichos, apesar de toda ajuda deles aos seres humanos (inclusive com a própria vida, em pesquisas científicas; outra prática questionável, diga-se).
Quem em sã consciência duvida de uma lealdade canina? Basta lembrar o número de cães que compõem as tantas instituições militares aqui e no mundo, trabalhando com policiais no combate ao tráfico de drogas, com bombeiros na localização de vítimas de incêndios e grandes tragédias (como a que aconteceu recentemente no Rio de Janeiro), ou mesmo para servir de olhar, como guias para deficientes visuais. Exemplos não faltam...
Quem sabe um dia as palavras da Declaração Universal dos Direitos do Animal de fato valham o quanto dizem. Por ora, servem para decorar as páginas dos livros, da internet e o hall de pets shops, sempre sem ecoar onde deve: na alma humana que assiste a tudo, impassível, como se a vida fosse apenas mais uma ficção
Fonte Clínica Veterinária Dr. Edson Mauro.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Cientistas analisam clima nos últimos 30 anos de efeito estufa
da France Presse, em Washingto
O efeito estufa é o responsável pelos invernos menos frios e as primaveras antecipadas registradas nos últimos trinta anos no hemisfério Norte, afirmaram especialistas em clima americanos.
Os gases causadores do efeito estufa (dióxido de carbono, metano, óxidos nitrosos) provocam um aumento da circulação dos ventos polares em torno do Polo Norte, segundo uma pesquisa do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa e da Universidade de Colúmbia, publicada na edição de abril da revista Journal of Geophysical Research-Atmospheres.
Uma modelo das interações entre os oceanos e as correntes de circulação atmosféricas criado por cientistas mostra que, ao sofrer um reforço, esses ventos polares - que descem da estratosfera para a troposfera - sopram mais fortemente sobre os oceanos quentes e transportam assim o ar quente e úmido para os continentes americano, europeu e asiático, originando os invernos menos frios e as primaveras antecipadas no hemisfério Norte.
"As temperaturas da superfície no hemisfério Norte aumentaram durante os meses de inverno em 5ºC durante os últimos 30 anos, ou seja, mais de dez vezes o nível mundial", afirma um dos autores do estudo, Drew Shindell.
"Os invernos mais suaves trarão condições meteorológicas mais úmidas na Europa e no Oeste dos Estados Unidos. A Europa Ocidental será a mais castigada pelas tempestades que vêm do Atlântico", acrescentou.
Esta tendência de aquecimento continuará nos próximos 30 anos em correlação com o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, advertiram os pesquisadores.
Fonte do artigo:Folha de sãoPaulo
sábado, 12 de julho de 2014
Mudanças climáticas: deu a louca no tempo Chuvas diluvianas, ondas de calor intermináveis, tornados em série. Não há como negar que o clima no planeta está diferente. Afinal, o que está acontecendo?
Julho de 2010. Um dilúvio desaba nos arredores de Glasgow, em Montana. “A sensação era de que, se ficasse ali no meio e olhasse para o alto, as portas do céu se abririam”, diz o fotógrafo Sean Heavey
A previsão quanto ao fim de semana em Na shville, no Tennessee, era de 5 a 10 centímetros de chuva. Mas, na tarde do sábado 1o de maio de 2010, algumas regiões da cidade já haviam recebido mais de 15 centímetros e a tempestade continuava a cair. Do Centro de Comunicações de Emergência, o prefeito Karl Dean acompanhava os primeiros relatórios da inundação repentina quando as imagens na TV atraíram sua atenção. Uma tomada ao vivo mostrava carros e caminhões na rodovia Interestadual 24 sendo carregados pelas águas de um afluente do rio Cumberland. Boiando ao lado deles havia um edifício transportável de 12 metros. Era uma escola, a Lighthouse Christian School.
“Ficou bem claro que se tratava de uma situação excepcional”, diz o prefeito. Ligações de emergência pipocaram de todos os pontos. Policiais, bombeiros e equipes de resgate foram despachados em botes. De barco, um grupo seguiu para a I-24, a fim de salvar o motorista de uma carreta, já que o nível da água chegava à altura da cabine. Outros soldados retiravam famílias de telhados, assim como trabalhadores presos em galpões. Onze pessoas morreram naquele fim de semana.
Esse tipo de tempestade foi algo novo em Nashville. “A chuva despencou com mais rapidez que jamais vi”, comenta o cantor Brad Paisley, que tem uma fazenda perto dali. “Sabe quando você é surpreendido por um temporal no shopping e pensa: é só esperar cinco minutos e aí pego o carro? Não foram alguns minutos.”
Na estação local de TV, o meteorologista Charlie Neese podia ver de onde vinha o aguaceiro. Uma corrente de ar fortíssima e de grande altitude – conhecida como “corrente de jato” – havia estacionado sobre a cidade, e uma sequência de tempestades absorveu o ar úmido e quente vindo do golfo do México. Enquanto Neese e seus colegas transmitiam de um estúdio no segundo andar, a redação, no piso inferior, era inundada.
O nível do Cumberland, que serpenteia pelo centro de Nashville, começou a subir na manhã de sábado. Na empresa de embarcações Ingram, David Edgin, um ex-capitão de rebocadores, era responsável por mais de sete barcos e 70 barcaças. Como o pé-d’água continuava com violência, Edgin ligou para o Corpo de Engenheiros do Exército para saber se havia alguma previsão quanto ao nível a que chegaria o rio. “Nunca vimos algo assim. Nossas simulações foram todas extrapoladas”, respondeu o oficial de plantão. Edgin, então, ordenou que todas as embarcações atracassem em locais seguros nas margens.
Foi uma decisão inteligente. Até a noite de sábado, o Cumberland já subira pelo menos 4 metros, até a altura de 10 metros, mas o Corpo de Engenheiros estimava que poderia alcançar os 13. A chuva não deu trégua no domingo, e o rio só chegou a seu nível máximo na segunda-feira. Bateu na marca dos 16 metros, quase 4 acima do ponto de inundação. Os prejuízos foram de 2 bilhões de dólares. Quando saiu o sol, na manhã da segunda-feira, algumas regiões de Nashville tinham recebido mais de 34 centímetros de chuva – duas vezes o recorde registrado durante a passagem do furacão Frederic, em 1979.
É fato que houve alteração no clima. Eventos extremos, tal qual a inundação em Nashville – descrita pelas autoridades como algo que ocorre apenas uma vez por milênio –, acontecem com frequência cada vez maior. Um mês antes da enchente na cidade americana, tempestades torrenciais despejaram 28 centímetros de chuva sobre o Rio de Janeiro em um único dia, provocando deslizamentos de encostas e centenas de vítimas fatais. Três meses depois de Nashville, uma quantidade excepcional de chuva no Paquistão causou enxurradas que impactaram 20 milhões de pessoas. No fim de 2011, inundações na Tailândia deixaram sob as águas centenas de fábricas perto de Bangcoc, o que desencadeou uma escassez mundial de discos rígidos para computador.
Não são apenas as chuvas pesadas que ganham manchete. Na última década, secas terríveis assolaram regiões como o oeste dos Estados Unidos, Austrália e Rússia, assim como a África Oriental, onde dezenas de milhares de pessoas tiveram de se refugiar em acampamentos improvisados. Ondas de calor letais atingiram a Europa e uma quantidade recorde de tornados foi registrada nos Estados Unidos. Os danos causados por esses eventos contribuíram para elevar o custo dos desastres climáticos em 2011 para 150 bilhões de dólares ao redor do mundo, um salto de 25% em relação ao ano anterior. Em 2008, só nos Estados Unidos, um recorde de 14 eventos causaram, cada um, prejuízo de mais de 1 bilhão de dólares.
Fonte da materia:National Geographic Brasil
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Prejuízo com chuva atinge 420 mil no Sul.
Como vocês pode ler neste artigo, as chuvas que assolam o país a algum tempo, mais uma vez causam tragedia para o Brasil e todo mundo.Sei que muitos cientistas vão dizer que é cíclico.Porém não é, ela tem feito mais vitimas a cada ano ,e a cada ano tem sido mais forte e mais destrutiva.Para aqueles que batem palmas pelo Pré- sal este petrólio junto com os demais é que vão acabar com o planeta, quem não acredita ,é só uma questão de tempo.
Leiam este artigo e vejam o que os temporais vem fazendo no planeta.
Os atingidos pelas enchentes do final de semana na região Sul passam de 420 mil, em 151 cidades do Paraná e de Santa Catarina, segundo balanços da Defesa Civil nos dois Estados. Esse número engloba desde os desabrigados até pessoas que ficaram sem luz e perderam móveis, por exemplo.
No Paraná, o mais atingido pelas chuvas, o governo estadual decretou nesta terça-feira (10) estado de emergência para mais de 50 municípios, totalizando 127 nessa condição. Cerca de 3.800 pessoas seguem desalojadas. A Defesa Civil estima que seja a maior tragédia da história do Estado em número de cidades e pessoas afetadas.
Em Santa Catarina, quatro cidades estão em situação de emergência, 670 pessoas estão desabrigadas e 20 mil desalojadas. Rio Negrinho e Guaramirim, no norte, decretaram estado de calamidade pública.
O número de mortos passou a dez, com a confirmação ontem à noite de uma vítima em Santa Catarina. Um homem de 56 anos foi encontrado morto dentro de casa após quase duas horas de buscas, na cidade de Mafra, norte do Estado. As outras nove vítimas são do Paraná. Cinco pessoas seguem desaparecidas.
Ontem, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), recebeu o ministro da Integração Nacional, Francisco José Teixeira, no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado. Teixeira garantiu que o governo federal vai agilizar o reconhecimento dos decretos para que os municípios possam acessar recursos federais.
Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff telefonou para Richa e ofereceu apoio ao Estado. Segundo Teixeira, que visitou municípios do interior atingidos pela chuva, a Defesa Civil do Paraná está "organizada e estruturada" para enfrentar a crise.
Até a manhã desta terça, milhares de residências continuavam sem energia elétrica. Dezenas de cidades seguem com o abastecimento de água comprometido, depois que a enxurrada inundou várias estações de captação. A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) fez um apelo aos moradores que começaram a receber água tratada para que só façam a limpeza interna dos imóveis.
Donativos
O governo iniciou ontem uma campanha para arrecadar donativos para as vítimas. As pessoas precisam de colchões, cobertores, roupas de cama, roupas, água, cestas básicas, fraldas, materiais de limpeza e higiene, como lenços umedecidos, já que muitas cidades estão sem água.
As doações podem ser entregues em todos os órgãos do governo do Estado, prefeituras, delegacias de polícia, unidades da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de qualquer cidade do Paraná.
O Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense) também disponibilizou duas contas bancárias para receber doações por depósito bancário. São elas
Banco do Brasil - Agência: 3041-4 / Conta corrente: 25.101-1 - Provopar Ação Social;
Banco Itaú - Agência: 4143 / Conta corrente: 00.736-9 - Provopar Ação Social.
Depois de ler este artigo você ainda acha que é tudo normal???
FONTE:notícias Cotidiano UOL
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Por que tratar os animais com agressividade?
Neste planeta,existem duas formas de vidas principais : seres vivos( animais) e seres vivos( vegetais)Em.se tratando de animais ,perante a ciência, somos todos iguais ! Com alguma diferença entre um ou outro.Porém, uma boa parte dos seres humanos, ainda faz distinção entre o homem e os demais seres vivos, o que está totalmente errado, é devido a este comportamento que muitos seres “humanos” se acham superiores, simplesmente porque têm inteligência e constroem armas e ferramentas para sobrepor aos demais seres vivos.
O que estas pessoas não sabem, é que os demais seres vivos que habitam o planeta também têm inteligência, por exemplo, o golfinho, que segundo alguns cientistas afirmam ter uma inteligência superior a nossa. Basicamente todos os animais usam sua inteligência e constroem ferramentas para vencer seus obstáculos. Vou citar um exemplo que estou acostumado a ver: Ponho todos os dias ração para o meu cão na varanda da minha casa, o meu animal come e sempre deixa um pouco de ração no pote, então chega alguns pássaros para comer o que sobrou.Mas, os pedaços de ração são grandes para engolir, então eles os levam para o telhado e batem com a ração na telha até que elas se quebrem ,então as comem.Isto é um sinal clara de que eles também tem inteligência e sabem usá- La.
Tenho visto na televisão por inúmeras vezes pessoas maltratando animais, o mesmo tem acontecido na internet mais precisamente nas redes sociais, pessoas fazendo atrocidades com estes seres vivos que sentem dor e demais sensações iguais a nós. Algumas pessoas se dizem racionais. Porém, têm comportamento totalmente irracional, desumano, cruel e não deveriam fazer parte da raça humana e de nenhuma outra raça devido à crueldade com que trata os animais.
Vou citar aqui um livro que a grande maioria das pessoas conhece e sempre traz como exemplo para o nosso comportamento, é a Bíblia. Nela diz que Deus criou o mundo em 6 dias.Pergunto o que você entende em criar o Mundo?Para mim é criar todas as coisas vivas e os elementos da natureza, então Deus criou também os animais? E pelo que sei, antes de nós, porque fomos criados por ultimo ,logo depois ,ele, Deus descansou. Estou certo? Isto é o que diz o Livro Sagrado! Mas, o que acontece é que determinadas pessoas rezam em uma cartilha e praticam em outra, ou seja, desconsideram tudo o que leram e praticam o mal contra os animais, em algumas vezes maldades tão cruéis que duvidamos que aquele ser seja humano e racional.Não gosto muito de fazer comparações com as religiões. Mas, em alguns casos elas são inevitáveis.
As religiões de um modo geral, colocam o homem como o centro do universo, o ser mais importante sobre a face da terra , isto é um pensamento egoísta e autoritário.Somos o que somos devido a nossa prepotência, na maioria das vezes.Subjugamos outros seres para satisfazer nossas necessidade mais primitivas e mais cruéis com o intuito de desabafar nossos recalques, como se os animais fossem instrumentos descartáveis que podemos usar e logo depois jogar fora . Engana-se quem pensa assim. São seres que merecem todo o nosso respeito e proteção, contra aqueles que ainda não saíram da idade da pedra.
Ter um animal em casa requer paciência, compreensão e amor para com aquele, ser que compartilha com você sua vida , e muitas da sua própria vida para salvar a nossa, como foi visto alguns dias a trás, um gatinho avançando sobre um cão ,que estava atacando uma criança, e pôs o cão a corre. A também o cão não tinha culpa, foi criado para odiar crianças, e quem o ensinou foi seu “dono” se é que se pode colocar as coisa assim.Porque na verdade nós não somos donos de nada e nem de ninguém. Simplesmente compartilhamos o mesmo espaço e dividimos o mesmo respeito um com o outro.É cruel acharmos que somos o melhores, os mais poderosos e assim subjugarmos os mais fracos e até decidir se podemos ou não mata lós , fazê-los sofrer , simplesmente para satisfazer nosso ego .Temos que parar com isto. Os animais desempenham uma missão importante na nossa existência no planeta ,o fim deles será o nosso também, porque estamos ligados a uma cadeia alimentar e a um elo da existência ,na terra, são os seres vivos um atrelado à vida do outro que mantém o nosso mundo vivo porque o nosso planeta também é um ser vivo , e ele se manterá vivo até quando decidirmos pôr um fim no mundo.Porém, quem deverá decidir por um fim no nosso planeta não seremos nós ,e sim nossa prepotência ,arrogância e um sentimento de poder , que não temos ,nem por direito e nem por função . Será mais fácil o mundo acabar conosco do que nós com ele!
domingo, 25 de maio de 2014
Vejam o que vem acontecendo!
Como todos podemos ver o clima do planeta está se degenerando muito rapidamente e de maneira perigosa e violenta.Estamos assistindo as enchentes na Bósnia ,Servia e vizinhança, onde a quantidade de chuva é algo jamais visto nestes lugares, a chuva que caiu em 3 dias, equivaleu à quantidade de chuva de 4 meses em condições normais.
Os Estados Unidos os tornados têm sido devastadores, segundo especialistas ,é como os do ano passado ou pior, já causaram inúmeras vitimas e danos materiais.Em outra região do mesmo país ,são os incêndios florestais o que preocupa, porque além de destruir a florestas eles já saíram de controle e estão invadindo áreas urbanas ,e inúmeras casa foram destruídas.
No Ártico, o verão deste ano ,sinaliza ser o mais quente dos últimos anos, e com isto várias espécies animais que ali vivem estão condenadas, como exemplo o Urso Polar , a Raposa do Ártico entre outras espécies.Ao contrário do que muitos pensam, o degelo do Ártico não causaria uma elevação do nível do mar muito significativa,. O que acontece é que com o degelo desta região um volume muito grande de água doce entraria nos Oceanos ,reduzindo o números de correntes marinhas, chegando até a paralisar algumas, as correntes marinhas são as maiores responsáveis pelo equilíbrio e distribuição da temperatura da terra, além disto sem o gelo do Ártico a temperatura dos mares aumentaria, fazendo com que o volume d’água também aumentasse , Isto é física ,é só pegar um livro de física é ler o capitulo da dilatação dos materiais, e posso até citar um exemplo o “ anel de Gravesante.”
Outro fato que ocorrendo ,e muito estranho! Coisa que nunca foi visto, é a chuva de granizo ou chuva de gelo ocorrida em São Paulo na semana passada, estranha não por ter ocorrido a queda de gelo , e sim pelo volume ou quantidade ,chegando a determinados lugares a atingir mais de 1 metro de altura e foi em toda a Cidade e não em um ponto determinado.Na certa , para alguns foi uma maneira de diversão.Porém, para aquelas pessoas que estão observando anomalias climáticas e a partir daí ,tirar suas conclusões sobre o clima do mundo ,é preocupante o ocorrido.
Estamos colaborando com tudo isto, e também agravando a situação, a partir do momento que nós nos omitimos,fingimos que não temos nada a ver com isto.Sim! Temos tudo a ver com o que está acontecendo.Estou cansado de ver pessoas lavando calçadas com água corrente, escovar os dentes e a torneira ficar aberta, assim como no banho, a colocar fogo em um montinho de folha seca e depois esse fogo se alastrar.
A grande verdade é que estamos” pagando para ver”, se vai ou não acontecer tudo o que escrevo e outros escrevem a este respeito, só que, se nós tivermos razão vai ser tarde para corrigir o erro e o mundo estará comprometido.Querem saber de uma coisa? Tenho a mais pura certeza que estamos caminhando para o caos. E sabe por que?Porque continuamos a errar e não fazemos nada para amenizar este erro, pelo contrario só estamos piorando as coisas.Estão aí nestas palavras a resposta! O clima a cada ano só piora.E como é que queremos que tais fatos não aconteçam ?Se não fizermos nada irá melhora!
Reflitam sobre o que escrevi e vejam que tenho razão.
Enchente na Bosnia esta semana.
Enchente na Bosnia esta semana.
sábado, 17 de maio de 2014
Um planeta a caminho do caos!!!
Não adianta achar que o nosso planeta é um local onde as forças da natureza se comportam dentro de um padrão de normalidade, porque isso não é verdade. A cada ano que passa ,pode-se notar que as forças da natureza têm se intensificando levando à morte muitas pessoas ,causando prejuízos incalculáveis sem contar com o desespero das pessoas ao ver que tudo que levaram uma vida inteira para construir se foi com uma onda gigante ou um furacão enorme.
E por quê?Porque o homem tem utilizado os recursos da natureza de forma errada, sem se dar conta de que estes recursos são limitados e um dia acabarão. Se nós não aprendemos a reciclar ou a reaproveitar estaremos definitivamente destruídos. Temos poluído os mares , o ar e a terra sem dó e de maneira imprópria ,como se tudo de errado que fazemos tivesse conserto .Não! Nem tudo tem concerto.
Assistindo a um documentário pela tevê, vi o drama que está acontecendo na Índia, onde a população por falta de espaço para crescer( moradia), está invadindo as florestas, morada dos tigres, que por sua vez são animais territorialistas ( Animais que vivem em uma área definida) . A partir desta invasão, os animais passaram a se alimentar dos animais domésticos e até de seres humanos, por não ter mais como buscar alimento em uma floresta de proporções limitadas. Em resposta à atitude destes animais, o homem passou a caçá-los e matá-lo como se o culpado por estas mortes fossem os animais. Porém, na verdade o grande culpado é o Homem, porque foi ele quem invadiu as florestas e não os tigres e leopardos.
É desta forma que o homem costuma a agir, se achando o centro do universo. Porém, não somos o centro do universo e muito menos superior a outros animais, nós nos impomos por conta da inteligência que desenvolvemos e usamos mal esta inteligência, porque visamos só o nosso umbigo, e é por causa disto que aos poucos estamos levando o planeta a um caos que se não for parado agora ,já não terá retorno, e sucumbiremos sem dó , e sem perdão.
Para citar outro exemplo, temos a matança das onças no Pantanal, por conta destes animais estarem matando animais domésticos e de criação, mais uma vez o homem coloca sua inteligência na lata do lixo. As capivaras são roedores grandes que se alimentam de vegetais e gramíneas.Pois bem ! Estes alimentos são os mesmos que o gado come, e quem controla a população das capivaras são as Onças , se as onças desaparecerem pela ação do homem em matá-las o que irá acontecer é que a população das capivaras crescerá de tal forma que o gado não irá ter o que comer, e mais uma vez o homem” dará uma martelada no próprio pé”.
Portanto não adianta explorar o planeta mais do que já estamos explorando. Temos que fazer algo para parar está escalada de acidentes climáticos que estamos alimentando com algo parecido a “geléia real”.Já esquecemos que a população do mundo hoje é de 7 bilhões de habitantes e que dentro de pouco tempo , muito pouco tempo, seremos de 9 bilhões de pessoas famintas a procura de alimento. Meu pai sempre me dizia; “ filho a fome é uma péssima conselheira”, o que ele queria dizer com isto? Uma população com fome ninguém controla ou acalma, e aí está a essência do caos.
sábado, 10 de maio de 2014
DE VOLTA AOS TORNADOS
Estamos de retorno ao período dos tornados nos Estados Unidos. Como podemos ver, em poucos dias já há destruição e mortes, é uma realidade incontestável, que incomoda a todos nós.Porém,há um outro fato que muitas pessoas ainda não se deram conta, que é a violência e a intensidade com que estes tornados retornaram este ano!A destruição é catastrófica e isto é só o começo já que estamos no inicio destes fenômenos naquele país.Mas isto já era esperado.O homem ainda não fez nada para mudar esta realidade, ficando limitado a socorre as vitimas e cobrir o prejuízo em parte , já que as vidas perdidas, nada se pode fazer para reverter esta perda. Como se os tornados não bastassem, estão enfrentado fortes temporais com grande volume de água, que por sua vez também está matando e causando prejuízo.
Se nós fizermos uma pequena força em nossos pensamentos podemos ver que de um ano para outro estes fenômenos climáticos aumentaram logo em seu inicio, não sei se vocês sabem ,o pior esta por vir.Também tem muito a ver com o” bicho homem” ,por não ter feito nada em favor do clima do planeta Então como é que eles querem que estes fenômenos desapareçam?.
A resposta para a pergunta ,feita acima ,é muito simples, abrir mão de tudo aquilo que utilizamos contra o meio ambiente e procuraremos reciclar mais, aproveitar mais,desmatar menos e assim por diante. Se os seres humanos tivessem feito algo ,ou um pouco que tem sido feito ajudaria o planeta? É claro que sim!Porém,continuamos a destruir, e cada vez mais e mais, e achamos que com o credito de carbono entre nações vai resolver este problema , na verdade requer soluções cada vez mais radical do que tampar o sol com a peneira.
Os anos passados vivendo os mesmos problemas ! Só que este ano está sinalizando que será muito pior, e que a cada ano vai ser cada vez pior até o homem entender que se algo grande não for feito, estaremos à beira da extinção. Sim extinção! Assim como muitos outros mamíferos na face da terra. A morte deles será a nossa também.
Quem duvida , pode esperar, este dia não tardará, então saberemos se as culturas antigas tinham ou não razão, mas chegando a este ponto ,nada mais poderá ser feito, a não ser rezar e pedir a Deus uma morte rápida e sem sofrimento.
Será que é necessário chegarmos a este extremo?Já não basta os Americanos , a comunidade Européia e a Rússia não estarem se entendendo, e que esta briga poderá levar a uma guerra nuclear, já que todos os envolvidos possuem bombas atômicas, que acelerariam a destruição do planeta, arrasando com a vida no planeta para sempre?
É... meus amigos!Estou muito preocupado com tudo isto, e não vejo outra saída , se não mudar a mentalidade das pessoas no planeta, o que me parece também muito difícil, já que o orgulho e arrogância os impedem de voltar atrás ,cada um pouco em nome de existência da vida no planeta.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Temporada de furacões começa com promessa de muita atividade
A temporada de furacões que começou neste sábado no Atlântico promete ser extraordinariamente ativa, já que as condições climáticas apresentadas parecem indicar isso, fato que faz com que autoridades prevejam possíveis catástrofes e desocupações. As autoridades da Flórida, estado que tradicionalmente é o mais afetado por furacões nos Estados Unidos, embora esteja imune há sete anos, nunca previram a presença de tanto furacões como nesta temporada.
"Tudo aponta que essa será uma temporada cansativa", reconheceu ontem em entrevista coletiva o diretor do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA, Rick Knabb, que insistiu várias vezes na importância dos habitantes "se prepararem para o fato de que uma tempestade tocará aqui".
publicidade
Por conta desta previsão desfavorável, os legisladores americanos anunciaram nesta semana que planejam a reivindicação de um Fundo Nacional para Catástrofes financiado com fundos federais, o qual seria criado para ajudar a custear os esforços dos estados para fazer frente ao que possa ocorrer.
Além disso, os legisladores também reivindicaram uma melhora nos sistemas de prognóstico. Neste sentido, o senador Bill Nelson se queixou do fato dos computadores europeus serem mais precisos do que os americanos.
A temporada na bacia atlântica, que afeta principalmente todo o Caribe, o Golfo do México e o sudeste dos EUA, se estende oficialmente por seis meses, até o dia 31 de novembro, embora seu pico de máxima atividade seja entre meados de agosto e outubro.
Assim como em todos os anos, os principais organismos que emitem seus prognósticos coincidiram em apontar que esta temporada promete ser muito agitada, com destaque para a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA), que advertiu que esta poderia ser uma temporada "extremamente ativa".
"Espera-se que as condições oceânicas e atmosféricas na bacia atlântica produzam neste ano mais furacões e mais fortes", em parte porque "não há fatores atenuantes à vista que possam reduzir o nível de atividade ciclônica", advertiu há poucos dias Gerry Bell, do Centro de Prognóstico Climática da NOAA, em Washington.
Segundo os cálculos da NOAA, a principal referência na matéria, entre junho e novembro, o Atlântico poderia registrar entre 13 e 20 tempestades tropicais, que, entre outras características, alcançam ventos superiores a 63 km/h e são batizadas com um nome próprio para facilitar sua vigilância.
De entre elas, a NOAA calcula que há 70% de possibilidades que entre sete e 11 aumentem sua força até se transformar em furacões (ventos superiores a 119 km/h), sendo que entre 3 e 6 alcançariam categorias superiores (de 3, 4 ou 5 na escala de Saffir-Simpson, 178 km/h).
Se essas previsões se tornarem realidade, a atual temporada será claramente mais ativa que o normal (12 tempestades tropicais, seis furacões, três superiores). Os fatores deixam os analistas preocupados pelo aumento de atividade estão ligados à alta temperatura da água do Atlântico tropical e do Caribe tem temperaturas superiores e ausência do fenômeno El Niño, que tende a limitar a formação de furacões.
A isso se soma a fortaleza da monção na África Ocidental, considerada responsável pela atual etapa de alta atividade de furacões no Atlântico, que começou em 1995.
Embora a maior preocupação esteja relacionada à formação de furacões de categorias superiores, ninguém fica imune a destruição causada pelo fenômeno, nem mesmo fora do território litorâneo, como ocorreu com Sandy, que não passou da categoria 2.
Testo retirado : TERRA.com
terça-feira, 22 de abril de 2014
É muito oportuna esta mensagem
sábado, 12 de abril de 2014
Brutalidade em um Zoológico
Vejam só como nos enganamos com a cultura de um país!.Todos sabemos que a Dinamarca é um país do primeiro mundo, que a cultura de seu povo dá inveja a muitas nações, que a sua economia é estável, que seu dinheiro é o mesmo de outras nações da Europa e onde os índices de criminalidade é uns dos menores do mundo.Porém,nós ignoramos as barbáries que ainda são cometidas por alguns elementos daquele povo, que em pleno século 21 ainda caça baleias, animais que correm o risco de extinção.Mas um fato me chamou atenção.Lendo uma revista voltada à ecologia e ao meio ambiente, tomei conhecimento de que um Diretor científico de um jardim zoológico de Copenhague ,temendo a consangüinidade com as demais girafas daquele zoológico, tomou uma medida que ,segundo ele ,era a mais fácil porém também a mais cruel contra uma girafa chamada Marius de 18 meses. Não sei se vocês sabem o que é consangüinidade e o que ela pode provocar. Dois animais com genética parecida, poderão gerar animais doentes e defeituosos.
Voltando ao assunto, este diretor, do Jardim Zoológico chamado Bengt Holst ,tomou uma decisão não só irracional, como também ,cruel . Deu um tiro de pistola na cabeça do animal e o matou na frente de todos os visitantes que ali se encontravam , e depois , não satisfeito com o que fez ,deu a carne da pobre girafa aos outros animais ; um zoo britânico se ofereceu para receber aquele animal.Porém, este senhor se negou a transferir o animal com a alegação que estes gens continuariam na Europa e mais cedo ou mais tarde poderiam desencadear um animal doente. Mas antes de tomar esta medida estúpida, ele poderia ter doado esta girafa a algum zoológico de qualquer outro continente ou poderia ter castrado e poupado a vida daquele animal. Porém, ele preferiu matar e tornar este ato, um espetáculo macabro e cruel, e porque não dizer, dantesco! Um homem como este não poderia estar na direção de uma entidade como aquela, porque lhe falta respeito pela vida, respeito às pessoas que ali estavam, homens, mulheres e principalmente crianças ,que foram pegas de surpresa por uma cena de morte como os Nazistas e Fascistas faziam durante a 2ª guerra mundial ,quando eles não iam com a cara de alguém.
Este senhor,se é que podemos chamá-lo assim, deveria ser responsabilizado criminalmente não só pelo ato de matar um animal a tiros, mas também por proporcionar às pessoas que ali estavam, uma cena deprimente ,em um mundo, que a cada dia a vida é menos valorizada,chegando ao ponto de se tirar uma vida, para roubar uma marmita .
Este diretor, estúpido e ignorante que na certa passou por um banco de uma universidade, e que também ,na certa não teve berço , deve ter assistido a cenas grotescas quando criança, que endureceram seu espírito e o tornaram um indivíduo desprezível e repugnante que deveria ter vergonha de olhar para outras pessoas ou até mesmo ser chamado de ser humano.
Assinar:
Postagens (Atom)
