Estão lembrando que enchente foi está? O correu em Friburgo cidade no Estado de rio de Janeiro
sábado, 29 de março de 2014
Falta de chuva diminui quantidade de água em reservatórios de SP
A falta de chuvas e o intenso calor nos primeiros dois meses do ano têm deixado cada vez mais crítica a situação dos reservatórios de água em São Paulo. O município de Valinhos, a 87 quilômetros (km) da capital paulista, já enfrenta as consequências da estiagem. Na última segunda-feira (3/2), o Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (Daev) precisou suspender o abastecimento em 13 bairros do município para levar água a outras dez localidades. Caso não chova, o órgão estima que o sistema tenha capacidade para operar de forma autônoma por mais 100 dias.
Como podemos ver! São paulo já enfrenta uma estiagem, que nunca experimentou.Por outro lada o Norte do país ,mais precisamente O Estado do Acre está chovendo sem para ,e fazendo o Rio Madeira subir acima do normal.
Esta condição do tempo, com chuvas e secas fora de época e fora de sua regularidade ,é uma das características do aquecimento global, mesmo que alguns cientista diga que não.
O aquecimento global, faz com que os fenômenos climáticos, mesmo que normal para certas épocas do ano ,fiquem mais intenso.
E assim mais destruidor,como vem acontecendo.As chuvas que estão causando a elevação do rio madeira estão dentro do período de ocorrência só que estão extrapolando o que deveria ser normal, já em São Paulo choveu o que chove todos os anos.Porém, fora do local que poderia encher os reservatórios, e assim os paulistas estão a beira de um racionamento de água, enquanto o sudeste, sul e centro oeste a beira de um apagão, porque as hidroelétricas estão com seus níveis abaixo do normal.
Diante deste quadro em que nos encontramos,ainda existe gente que nega que tudo isto é normal e acontece todos os anos.Pois bem tenho mais de 60 anos e só agora nos últimos 4 anos é que vejo estas coisa acontecer, até então acontecia de forma natural sem causar tanto estrago. Qual quer temporal hoje em dia destrói uma cidade inteira!
Quando é que nós vamos nos dar conta, que estamos dando O2 para o clima nos destruir?
Estão lembrando que enchente foi está? O correu em Friburgo cidade no Estado de rio de Janeiro
Estão lembrando que enchente foi está? O correu em Friburgo cidade no Estado de rio de Janeiro
domingo, 23 de março de 2014
O homem faz o clima. E faz mal
A ação humana está alterando o ritmo natural das mudanças do clima. E leva os cientistas a fazerem projeções alarmantes sobre o futuro do planeta
A interferência do homem pode acelerar em milhares de anos os processos naturais de mudanças climáticas e trazer graves conseqüências à vida na Terra. Se nada for feito para, por exemplo, diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, daqui a um século poderemos viver num ambiente de catástrofe. Essa é a principal conclusão dos relatórios do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima), grupo de mais de 3 000 cientistas que, desde 1991, vem publicando documentos conclusivos sobre o tema (leia no quadro ao lado). “Há fatores que afetam naturalmente o clima”, diz o engenheiro agrônomo Marcelo Rocha, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). “Quanto a eles, a dinâmica do planeta, bem como todas as formas de vida, têm condições de se adaptar. O problema é que a interferência do homem em diversos aspectos da natureza está acelerando esse processo de tal forma que a Terra como um todo não consegue acompanhar.” Fenômenos como a elevação da taxa de emissões de CO2 na atmosfera, que levariam milhares de anos para ocorrer naturalmente de forma significativa, com a mão do ser humano podem atingir picos incontroláveis em poucas décadas, sem que a vida na Terra consiga se adaptar.
O consumo desenfreado e a explosão demográfica têm sido fatores de forte influência entre as atividades humanas que podem gerar graves mudanças climáticas. Se a temperatura não parar de subir, daqui a cerca de 100 anos poderemos ter grandes mudanças na ocorrência de fenômenos como tormentas e furacões. A elevação do nível dos oceanos, conseqüência do aquecimento global, pode levar ao desaparecimento, em menos de um século, de pequenos países de topografia baixa, como as ilhas da Polinésia. O mar pode invadir parte de grandes cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, e se misturar com fontes de água potável, como os rios que nele deságuam, salinizando-as. Águas provenientes do derretimento dos picos das montanhas geladas poderão invadir vales e cidades em seu entorno. Espécies mais sensíveis correm o risco de extinção, causando desequilíbrio nos ecossistemas e nas cadeias alimentares. A ampliação de áreas com temperaturas mais altas pode levar também ao crescimento de regiões expostas a doenças tropicais, como a malária, exigindo investimentos bem maiores em saúde.
O cenário de catástrofe está desenhado. Resta ao homem fazer alguma coisa para evitar a concretização dessas profecias.
O impacto da descoberta
As mudanças climáticas ocorrem pela ação de dois agentes: o homem e a natureza. O primeiro tem tido influência muito maior. Os estudos do IPCC podem embasar os planos de redução do impacto da ação humana
Sustentáculo
Relatórios serviram de basepara o Protocolo de Kioto
A relevância dos estudos sobre mudanças climáticas para projeções sobre o futuro do planeta levou, em 1988, os integrantes do Fórum Mundial de Mudanças Climáticas a tentar reunir tudo o que se publicava sobre o assunto. A idéia foi criar um grupo de cientistas que preparasse relatórios conclusivos para alertar governos e entidades, embasando cientificamente políticas públicas que visem minimizar o impacto das mudanças climáticas.
Assim nasceu o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima, em português). Com três relatórios, lançados a cada cinco anos desde 1991, o IPCC possibilitou uma visão ampla do que pode ou não acontecer à Terra no futuro. Esses documentos serviram de base para a elaboração de importantes políticas públicas, como o Protocolo de Kioto, acordo internacional de proteção ao meio ambiente, firmado em 1997 por 36 países industrializados. Apontar o homem como o maior vilão de muita coisa ruim que pode ocorrer no planeta nos próximos 100 anos vem causando bastante incômodo à classe política. Juntar periodicamente os principais estudos e tirar um documento conclusivo tem sido fundamental para que as pessoas com poder de decisão tenham acesso a um quadro multidisciplinar de como poderá ser o mundo dos nossos netos, se algo não for feito com urgência.
Fonte:http://Super Interessante
sábado, 15 de março de 2014
Mudança Climática deixa o Mundo em Perigo
Caso qualquer explorador se dirigisse ao Polo Norte neste verão, teria que nadar os últimos quilômetros. A descoberta de mar aberto no Polo, por um navio quebra-gelo de cruzeiro em meados de agosto, surpreendeu muitos na comunidade científica.
Esta constatação, juntamente com dois estudos recentes, proporciona não apenas mais evidências de que a cobertura de gelo da Terra está derretendo, como também que está derretendo em ritmo acelerado. Um estudo de dois cientistas noruegueses indica que dentro de 50 anos o Oceano Ártico poderá estar sem gelo algum, durante o verão. O outro, um estudo por uma equipe de quatro cientistas norte-americanos, informa que a vasta manta de gelo da Groenlândia está derretendo.
A previsão que o Oceano Ártico perderá todo seu gelo no verão não é surpresa, pois um estudo anterior demonstrou que a espessura da manta de gelo havia se reduzido em 42 porcento, durante as últimas quatro décadas. A área da manta também encolheu em 6 porcento. Em conjunto, este adelgaçamento e encolhimento reduziram a massa de gelo do Oceano Ártico em quase a metade.
Enquanto isso, a Groenlândia está acumulando algum gelo nas maiores altitudes, mas está perdendo muito mais nas baixas elevações, particularmente ao longo dos seus litorais sul e leste. A imensa ilha de 2,2 milhões de quilômetros quadrados (três vezes o tamanho do Texas) está sofrendo uma perda líquida de aproximadamente 51 bilhões de metros cúbicos de água a cada ano, um volume igual à vazão anual do Rio Nilo.
A Antártica também está perdendo gelo. Contrariamente ao Polo Norte, que é coberto pelo Mar Ártico, o Polo Sul está coberto pelo continente antártico, uma massa de terra aproximadamente do tamanho dos Estados Unidos. Sua manta de gelo de dimensões continentais, com espessura média de 2,3 quilômetros, é relativamente estável. Porém as plataformas de gelo - as porções da manta que se estendem nos mares circundantes - estão desaparecendo rapidamente.
Uma equipe de cientistas norte-americanos e britânicos relataram, em 1999, que as plataformas de gelo em ambos os lados da Península Antártica estão em plena regressão. Desde meados do século até 1997, estas áreas perderam 7.000 quilômetros quadrados, à medida que a manta de gelo se desintegrava. Mas, então, dentro de pouco mais de um ano, perderam mais 3.000 quilômetros quadrados. Icebergs do tamanho do Estado de Delaware, que se desprenderam, estão ameaçando a navegação na região. Os cientistas atribuem o degelo acelerado a um aumento regional da temperatura de cerca de 2,5 graus centígrados, desde 1940.
Estes não são apenas exemplos de degelo. Minha colega, Lisa Mastny, que examinou cerca de 30 estudos sobre este assunto, informa que o gelo está derretendo em quase toda a parte - e em ritmo acelerado. (Ver Worldwatch News Brief, 6 de março de 2000 http://www.worldwatch.org/alerts/000306. html). A massa de neve/gelo está encolhendo nas principais cordilheiras do mundo: Montanhas Rochosas, Andes, Alpes e Himalaia. No Glacier National Park, em Montana, o número de geleiras diminuiu de 150 em 1850 para menos de 50 hoje. O U.S. Geological Survey prevê o desaparecimento das geleiras restantes dentro de 30 anos.
Os cientistas que estudam a geleira Quelccaya, nos Andes peruanos, informam que seu recuo acelerou, de 3 metros por ano entre 1970 e 1990, para 30 metros ao ano desde 1990. Nos Alpes europeus, o encolhimento da região glacial em 35 - 40 porcento desde 1850, deverá continuar. Estas geleiras antigas poderão desaparecer quase completamente durante o próximo meio século.
A redução das massas de gelo no Himalaia acelerou-se de forma alarmante. Na Índia oriental, a geleira Dokriani Bamak, que recuou 16 metros entre 1992 e 1997, encolheu mais 20 metros só em 1998. Este degelo e encolhimento de massas de neve/gelo não deverá causar tanta surpresa. O cientista sueco, Svente Arrhenius, alertou no início do último século que a queima de combustíveis fósseis poderia elevar os níveis atmosféricos de dióxido de carbono (CO2), criando um efeito estufa. Os níveis atmosféricos de CO2, calculados em 280 partes por milhão (ppm) antes da Revolução Industrial, elevaram-se de 317 ppm em 1960 para 368 ppm em 1999 - um ganho de 16 porcento em apenas quatro décadas.
Enquanto as concentrações de CO2 subiam, também se elevava a temperatura da Terra. Entre 1975 e 1999, a temperatura média aumentou de 13,94 graus centígrados, para 14,35 graus, ou um aumento de 0,41 graus em 24 anos. Os 23 anos mais quentes, desde que se começou a registrar as temperaturas em 1866, ocorreram de 1975 para cá.
Os pesquisadores estão descobrindo que um aumento modesto na temperatura, de apenas 1 ou 2 graus centígrados em regiões montanhosas pode aumentar dramaticamente a parcela de precipitação que cai como chuva enquanto reduz a parcela que cai como neve. A conseqüência é maior inundação durante a época das chuvas, encolhimento da massa de neve/gelo e menor degelo da neve para alimentar os rios durante a estação seca. Estes "reservatórios do céu," onde a natureza armazena a água doce para uso no verão quando a neve derrete, estão encolhendo e alguns podem desaparecer por completo. Isto afetará o abastecimento de água às cidades e para irrigação, em regiões que dependem do degelo para a alimentação dos rios.
Se o volume maciço de neve/gelo do Himalaia - que é o terceiro maior do mundo, depois das mantas de gelo da Groenlândia e da Antártica - continuar a derreter, afetará o abastecimento de água de grande parte da Ásia. Todos os grandes rios da região - o Indus, Ganges, Mekong, Yangtze e o Amarelo - originam-se no Himalaia. O degelo no Himalaia poderá alterar a hidrologia de vários países asiáticos, incluindo o Paquistão, Índia, Bangladesh, Tailândia, Vietnã e China. Menos degelo de neve para alimentar os rios na estação seca do verão poderá agravar a pobreza hidrológica que já afeta muitas pessoas na região.
À medida que o gelo na terra derrete e flui para o mar, o nível do mar se eleva. Durante o último século, o nível do mar subiu 20 - 30 centímetros. Durante este século, os modelos climáticos existentes indicam que poderá elevar-se em até 1 metro. Caso a manta de gelo da Groenlândia, que tem até 3,2 quilômetros de espessura em alguns locais, derretesse por completo, o nível do mar se elevaria em 7 metros.
Mesmo um aumento muito mais modesto afetaria as baixadas inundáveis da Ásia, onde a maior parte do arroz da região é cultivado. De acordo com uma análise do Banco Mundial, uma elevação de 1 metro no nível do mar eliminaria metade da região do arroz em Bangladesh. Inúmeros países-ilha teriam que ser evacuados. Os residentes dos vales fluviais densamente habitados da Ásia seriam forçados a se deslocar para o interior, já superpovoado. A elevação do nível do mar poderá criar refugiados climáticos, aos milhões, em países como China, Índia, Bangladesh, Indonésia, Vietnã e Filipinas.
Ainda mais perturbador, o próprio degelo poderá acelerar o aumento da temperatura. Á medida que as massas de neve e gelo encolhem, menos luz solar é refletida de volta ao espaço. Com maior luz solar sendo absorvida pelas superfícies menos refletoras, a temperatura aumenta ainda mais rapidamente e o degelo acelera.
Não precisamos ficar de braços cruzados enquanto este cenário se desenvolve. Ainda pode haver tempo para estabilizar os níveis do CO2 atmosférico, antes que as contínuas emissões de carbono façam com que a mudança climática fuja ao controle. Temos energia eólica, solar e geotérmica suficientes, que podem ser controlada economicamente para mover a economia mundial. Se incorporarmos o custo da destruição climática ao preço dos combustíveis fósseis, sob a forma de um imposto do carbono, os investimentos rapidamente se deslocariam dos combustíveis fósseis para essas fontes benignas de energia.
As principais indústrias automotivas estão, todas, desenvolvendo motores de células de combustível. A Daimler Chrysler planeja iniciar a comercialização de um automóvel em 2003. O combustível escolhido para estes motores é o hidrogênio. Mesmo os líderes da indústria petrolífera reconhecem que iremos finalmente sair de uma economia energética baseada no carbono para uma baseada no hidrogênio. A questão é se poderemos realizar esta mudança antes que o sistema climático da Terra seja irreversivelmente alterado.
*Lester R. Brown é fundador e presidente do Conselho do WWI-Worldwatch Institute.
© Copyright, WWI-Worldwatch Institute / UMA-Universidade Livre da Mata Atlântica, 2001.
Todos os direitos reservados. Autorizada a reprodução do todo ou em parte citanto a fonte e o site www.wwiuma.org.br
FONTEWWI
Worldwatch Institute:
quarta-feira, 12 de março de 2014
Enchente de 2014 supera em nível e em nºs de afetados de 1982, 1984, 1986 e 1997 em PVH
Enchente de 2014 supera em nível e em números de afetados eventos de 1982, 1984, 1986 e 1997 em Porto Velho (RO)
A enchente histórica do rio Madeira na capital de Rondônia em fevereiro de 2014 é, sem dúvida, a maior já registrada desde que as medições começaram a ser feitas, ainda em 1967, quando o estado nem existia.
Os dados disponibilizados pela Companhia de Pesquisas de Recursos Ambientais (CPRM) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) mostram que no episódio de 1982, ano da criação do estado de Rondônia, o nível do Madeira na capital rondoniense chegou a 17,15 metros.
Dois anos depois, em 1986, outra grande enchente em Porto Velho afetou por semanas, centenas de moradores, com as mesmas visões da atualidade. Bairros inteiros alagados e estradas bloqueadas. O nível máximo aferido pelo órgão chegou a 17,25 metros.
Em 1997, o ápice foi de 17,51 metros, considerada até então, a maior enchente em questões de níveis telemétricos.
Agora em 2014, a enchente em Porto Velho foi além. Neste sábado (22), a régua da ANA acusou nível de 18,23 metros às 22h30min (local).
Circula na internet e nas redes sociais, e reproduzido com ênfase em sites de notícias, vídeo do então programa Globo Repórter, da Rede Globo, de 1982, em que a mídia ditava ser a maior enchente em 30 anos entre Porto Velho e Guajará-Mirim.
Na época, mais precisamente no dia 23 de abril daquele ano, o nível máximo do Madeira atingiu 17,15 metros, não sendo, portanto, a maior enchente de Porto Velho.
Talvez, pela dificuldade de trafegabilidade da época, a imprensa armazenou números compatíveis como a maior cheia documentada, mas os dados da ANA, órgão oficial de monitoramento, vão contra a vontade dos meios de comunicação.
Veja a reportagem de 1982 (com O gráfico feito pela ANA mostra que a média de nível mais elevado do rio Madeira em Porto Velho geralmente ocorre entre os meses de abril e maio.
De acordo com os arquivos da ANA, as dez maiores cotas do rio Madeira na estação de Porto Velho, ocorreram em 1997, 1984, 1986, 1982, 2008, 1993, 2011, 2001, 1974 e 1979, todas inferiores a marca de 2014. (Dado não atualizado da enchente de 1997)
Em se tratando de demografia, assim como apresentado pela reportagem de 1982, com população de 150 mil habitantes em Porto Velho de 25 mil em Guajará-Mirim, os dados de longe não conferem com a atualidade.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa de população em Porto Velho em 2013 era de 484.992 habitantes e de 45.761 em Guajará-Mirim.
Novamente, a informação que circula é inverídica. Nem em nível, nem em quantidade de afetados, a enchente documentada de 1982 foi a maior da história de Porto Velho.
Estudiosos vão além e assemelham o valor recorde após a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que, ao mesmo passo que armazenam maior quantidade de água, liberam com vazão cada vez maior, o que poderia impactar somente Porto Velho adiante.
A realidade é que em toda a calha do rio Madeira e de seus principais afluentes, principalmente sobre a Bolívia, os dados de 2014 são históricos em sua maioria, o que confirma a não relação de maior enchente verificada neste momento no perímetro urbano da capital rondoniense.
Ainda de acordo com dados do Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia da Bolívia (Senamhi), os rios Madre de Dios, Madidi, Beni, Mamoré e Itonomas continuavam muito acima da média neste sábado, alguns aumentando a cada hora, o que pode impactar em uma elevação ainda maior do rio Madeira nos próximos dias.
Vale frisar ainda que o degelo da Cordilheira dos Andes não é a principal causa das enchentes na Bolívia e em Rondônia. O volume de chuva extremo registrado no país vizinho, com acumulados de até 700 milímetros somente em janeiro, de acordo com o Senamhi, é a principal causa para tamanho efeito devastador.
Neste sábado, o governo boliviano informou que apenas no departamento de Beni, norte da Bolívia e fronteira com Rondônia, mais de 110 mil cabeças de galo haviam morrido por afogamento. Em toda a Bolívia, 59 pessoas já morreram por conta de enchentes e de deslizamentos de terra desde o início do ano.
FONTE GENTEDEOPINIÂO
Agora em 2014, a enchente em Porto Velho foi além. Neste sábado (22), a régua da ANA acusou nível de 18,23 metros às 22h30min (local).
Circula na internet e nas redes sociais, e reproduzido com ênfase em sites de notícias, vídeo do então programa Globo Repórter, da Rede Globo, de 1982, em que a mídia ditava ser a maior enchente em 30 anos entre Porto Velho e Guajará-Mirim.
Na época, mais precisamente no dia 23 de abril daquele ano, o nível máximo do Madeira atingiu 17,15 metros, não sendo, portanto, a maior enchente de Porto Velho.
Talvez, pela dificuldade de trafegabilidade da época, a imprensa armazenou números compatíveis como a maior cheia documentada, mas os dados da ANA, órgão oficial de monitoramento, vão contra a vontade dos meios de comunicação.
Veja a reportagem de 1982 (com O gráfico feito pela ANA mostra que a média de nível mais elevado do rio Madeira em Porto Velho geralmente ocorre entre os meses de abril e maio.
De acordo com os arquivos da ANA, as dez maiores cotas do rio Madeira na estação de Porto Velho, ocorreram em 1997, 1984, 1986, 1982, 2008, 1993, 2011, 2001, 1974 e 1979, todas inferiores a marca de 2014. (Dado não atualizado da enchente de 1997)
Em se tratando de demografia, assim como apresentado pela reportagem de 1982, com população de 150 mil habitantes em Porto Velho de 25 mil em Guajará-Mirim, os dados de longe não conferem com a atualidade.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa de população em Porto Velho em 2013 era de 484.992 habitantes e de 45.761 em Guajará-Mirim.
Novamente, a informação que circula é inverídica. Nem em nível, nem em quantidade de afetados, a enchente documentada de 1982 foi a maior da história de Porto Velho.
Estudiosos vão além e assemelham o valor recorde após a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que, ao mesmo passo que armazenam maior quantidade de água, liberam com vazão cada vez maior, o que poderia impactar somente Porto Velho adiante.
A realidade é que em toda a calha do rio Madeira e de seus principais afluentes, principalmente sobre a Bolívia, os dados de 2014 são históricos em sua maioria, o que confirma a não relação de maior enchente verificada neste momento no perímetro urbano da capital rondoniense.
Ainda de acordo com dados do Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia da Bolívia (Senamhi), os rios Madre de Dios, Madidi, Beni, Mamoré e Itonomas continuavam muito acima da média neste sábado, alguns aumentando a cada hora, o que pode impactar em uma elevação ainda maior do rio Madeira nos próximos dias.
Vale frisar ainda que o degelo da Cordilheira dos Andes não é a principal causa das enchentes na Bolívia e em Rondônia. O volume de chuva extremo registrado no país vizinho, com acumulados de até 700 milímetros somente em janeiro, de acordo com o Senamhi, é a principal causa para tamanho efeito devastador.
Neste sábado, o governo boliviano informou que apenas no departamento de Beni, norte da Bolívia e fronteira com Rondônia, mais de 110 mil cabeças de galo haviam morrido por afogamento. Em toda a Bolívia, 59 pessoas já morreram por conta de enchentes e de deslizamentos de terra desde o início do ano.
FONTE GENTEDEOPINIÂO
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